Os semideuses perdidos
26 The scape
Notas iniciais
Chlöe P.O.V.
Sim, o plano era meio suicida, mas também tinha uma certa chance de dar certo. Pequena, mas ela existia. E se você quer saber como é lutar contra Queres, monstros que se te atingirem vão te dar uma morte dolorosa, você está louco.
Nosso plano meio que não deu certo e fomos literalmente jogados na cela com Percy e Annabeth.
Depois de um tempo presa naquele lugar eu estava pirando, odeio ficar em um lugar sem poder sair. Simplesmente odeio. Percy parece não estar em uma situação melhor que a minha. Ele estava impaciente, sentado ao lado de Annabeth, que estava começando a recobrar os sentidos. Sentei perto dele com Melanie ao meu lado. Beatriz sentou em um canto de frente para Grover, Charlie estava ao lado de Annabeth e Joseph se deitou.
Duas Queres estavam de segurança enquanto as outras pediam pizza (elas não estavam apenas me prendendo, mas também me torturando!).
Comecei a ficar muito curiosa sobre uma questão que estava martelando em minha cabeça.
–Por que vocês nos prenderam?
–Ah, filha de Poseidon, estamos planejando algo. — respondeu a da esquerda.
–Tipo o que? Vocês vão nos fazer lutar até a morte? — perguntou Melanie.
Olhei para ela como quem diz ”Ah qual é! Você tá mesmo dando ideias de Como Matar um Bando de Semideuses pra monstros assassinos? Isso é sério?”
–Ora, que ideia tentadora. Podemos leva-la em consideração. — respondeu a da direita, ponderando a ideia.
–Para quem vocês trabalham? — perguntou Joseph que deve ter se cansado de encarar o teto e se levantou.
–Não podemos revelar isso, mas quando ele voltar, teremos uma vida perfeita! — Respondeu a da esquerda, sorrindo e a da direita concordou.
–Então ele não está aqui... Quem será? — sussurrei para Melanie que olhava meio distraída para sua frente. Para Joseph.
–Pense um pouco. Luke nos traiu por quem? — Pelo jeito que ela me respondeu, já sabia disso, sua teoria apenas havia sido confirmada.
–Cronos?!
–Meninas, isso não é bom, temos que sair daqui. E rápido. — Joseph se aproximou e se sentou próximo de Melanie.
Passamos o dia pensando em como fugir dali.
Quando a noite chegou, adormeci muito rápido, e tenho que falar que não gostei do que vi em meus sonhos.
Primeiro, vi um navio. Não, um navio não, um cruzeiro. Pessoas circulavam no meio de monstros e alguns adolescentes armados com armaduras e espadas de bronze normalmente, mas de forma meio zumbi.
De repente o sonho mudou. Agora eu via a Colina Meio-Sangue, com a lua alta no céu, no meio de uma batalha. Clarisse ordenava que os filhos de Ares mantivessem a formação e atrás dela Josh liderava mais uma fileira de guerreiros. Os filhos de Apolo estavam escondidos com seus arcos à postos. E ao pé da colina, monstros chegavam para a batalha.
Acordei com um sobressalto, assustada. Era de manhã mas ainda era a única acordada. Esperei até que me acalmasse e todos acordaram.
Aproveitei que as Queres ainda não chegaram para fazer seu papel de seguranças e lhes contei meu sonho.
–NÓS TEMOS QUE SAIR DAQUI. — disse.
–E rápido. — Percy respondeu. Com Annabeth já melhor, começamos a discutir uma forma de fugir. Discutimos muito, por um bom tempo, e demoramos muito para pensar em algo.
Então chegamos à uma ideia um pouco arriscada. Se der errado, nunca escaparemos.
Annabeth e Percy nos disseram que todos os dias, na hora do almoço, as Queres levariam algo para nós comermos.
Decidimos esperar e elas nos levam algo que estaria entre pizza sem sabor e borracha. Como todos estávamos morrendo de fome, comemos e esperamos por um tempo.
Então, mais ou menos, uma hora depois, eu e Beatriz fingimos passar mal e dizemos que precisamos tomar um ar para o único monstro que nos vigiava. Annabeth e Melanie disseram que a Queres que guardava nossa cela era Hibride, a Quere do Orgulho.
–Acho que não estou bem... — digo, me contorcendo no chão, já que dizer que precisava de ar não deu muito certo.
–Eu também — diz Beatriz, fingindo que ia vomitar.
Hibride nem deu bola para nós, então Melanie a chama.
–Ahn, Hibride? Elas não estão passando bem. Por que não as leva.. eu não sei.. para tomar um ar ou ao banheiro?
–Isso é realmente necessário, garota? — pergunta a Quere, aparentemente irritada, algo me diz que ela não queria estar ali, tomando conta de um bando de semideuses.
–Bom a não ser que você queira ficar de guarda de uma cela suja de vômito... Pode deixa-las aqui....
–Não acredito que estou fazendo isso. — resmungou ela, abrindo o cadeado da fechadura — Vamos logo, ou fiquem ai garotas idiotas. Ok, agora eu estava muito irritada.
Por sorte a nossa elas esqueceram de tirar nossas armas, então tínhamos uma boa chance.
Eu e Beatriz a seguimos para o lado de fora. Chegando lá, para ela não suspeitar, eu me apoio em uma árvore e aperto a barriga.
Beatriz finge estar tonta.
–Vamos, meio sangues inúteis, não vou deixa-las aqui por muito tempo. — disparou ela.
Olhei para suas mãos e ela segurava as chaves e depois para Bia, e logo concordamos que era hora de atacar.
Finjo voltar e Hibride vira de costas para Beatriz que da forma mais silenciosa possível, brandiu sua espada.
Ela esfaqueia o monstro por trás, que se vira, tão rápido que ela é jogada contra uma arvore. Eu tirei Khopesh e ela se transformou numa espada.
Eu a ataquei e ela revidou, eu desviei e tentei acerta-la.
Consegui mas ela não começou a se dissolver. Logo vi porque, eu acertei ela tão de raspão que o que realmente cortei foi um bom pedaço da arvore mais próxima. Beatriz estava se levantando e Hibride estava indo em sua direção.
Eu tinha que distrair ela ou eu voltaria sozinha... ou pior, não voltaria.
Escutei uma correnteza perto de mim e avistei algumas pedras ao meu lado.
Peguei uma das grandes com a mão livre e brandi khopesh com a outra. Uma vantagem de ser canhota, eles sempre vão esperar você atacar o lado direito, o que deixa o esquerdo meio desprotegido.
Joguei a pedra na Quere e ela se virou, furiosa, e Beatriz se levantou. Hibride veio para cima de mim, protegendo seu lado direito, como imaginei e quando percebeu com qual lado eu lutava, ficou sem reação.
–Beatriz, — gritei — água!!
Ela entendeu e seguiu a correnteza. Eu estava indo atrás dela quando outra amiguinha do Mundo Inferior saiu.
Ela estava de boca aberta e então mais Queres surgiram. Droga, pensei. Corri para a água, onde Beatriz me esperava.
–Vocês não são páreo para nós, idiotas. — debochou a que vi saindo da casa.
Então mais delas chegaram.
–Agora ou nunca. — Beatriz murmurou.
Elas vieram para cima de nós, em GRANDE desvantagem numérica, revidamos.
Nos duas acertávamos uma traz da outra. Algumas recuaram mas logo continuaram o ataque.
–Chaves! Vamos apenas pegar as chaves! — disse Beatriz e eu obviamente concordei.
Procuramos a Hibride com as chaves e a encontramos dentre aquelas que haviam recuado. Ela ainda estava perplexa do tipo ”Como essas duas fizeram esse estrago?”
Partimos para ela. Havíamos liquidado boa parte dos monstros e as que sobraram não sabiam o que fazer.
Enquanto Hibride estava distraída peguei a chave de sua mão e Beatriz a mandou de volta para o Mundo Inferior.
Nós duas nos separamos, ela foi pela esquerda e eu, pela direita. Quando uma Quere vinha atrás das chaves jogávamos para a outra ou a devolvíamos para o Tártaro.
Chegamos à casa e abrimos as celas.
–RÁPIDO! — gritou Beatriz.
–ELAS ESTÃO ATRAZ DE NOS! — completei.
Na cela ao lado estava Quíron, acordado porem desorientado.
–A cela dele não permite enxergar ou ouvir o lado de fora. — explicou Annabeth.
–Isso só pode ser sacanagem. — disse Charlie.
Soltamos Quíron e saímos.
Quando estávamos do lado de fora, todos libertados e Quíron livre, corremos o máximo que pudemos, mas as Queres estavam atrás de nós (em especial de mim e Beatriz).
Alguns metros atrás, ouvi um grito.
–EU VOU ENCONTRAR VOCÊS, SEMIDEUSES IDIOTAS!! VOU VINGAR MINHA IRMÃ! NINGUÉM MATA UMA HIBRIDE E SAI LIVRE.
Corremos para o mais longe possível
Fale com o autor