Os semideuses perdidos

15 Saying goodbye to family


Beatriz P.O.V.

Duas semanas. Fazem exatamente duas semanas que Grover, Percy e Annabeth saíram nessa missão. Posso ser a novata no acampamento, mas eu tinha certeza que alguma coisa tava errada, toda noite tinha pesadelos com eles sendo devorados por leocrotas e essas coisas.

Ao anoitecer foi convocada uma reunião de batalha e todas as minhas duvidas e suspeitas foram confirmadas: os meninos e Annabeth estavam em apuros.

Depois de uma segunda reunião Chlöe se ofereceu a ir ouvir o que o oráculo tinha a dizer. Quando ela volta está mais pálida do que Charlie, e então Travis pergunta num ar esperançoso:

– Então o que dizia a profecia?.

–"Quatro meio sangues, no acampamento recém chegados Irão em busca de lideres à serem resgatados No caminho amigos farão Mas no final nem todos sobreviverão".

Depois disso parei de ouvir o que diziam, parei de me importar sobre o que acontecia ao meu redor , só conseguia me lembrar das palavras " Mas no final nem todos sobreviverão" não conseguiria imaginar minha vida sem uma dessas meninas.

Quando a reunião foi encerrada, me deu uma vontade enorme de chorar, corri até Connor e o abracei tentando expressar todos os sentimentos que não conseguiria colocar em palavras. Nos últimos dias me apeguei absurdamente por ele, talvez isso tenha acontecido porque sempre que eu estava triste ou sentindo falta de Luke ele estava lá para me consolar e me fazer rir ou porque quando tinha pesadelos e acordava gritando ele vinha e me acalmava fazendo-me companhia até eu adormecer de novo , ele não é só meu irmão ele é meu melhor amigo, meu conselheiro e sair em uma missão, coisa que nunca fiz antes me apavorava, principalmente com a chance de ser eu quem nunca mais voltaria.

Percebendo meu desespero ele começou a tentar me acalmar.

– Shh, ei calma maninha, vem me diz o que aconteceu.

E então ele me levou para a beira do lago. Nós nos sentamos e eu comecei a falar um pouco mais calma:

– Eu só estou um pouco assustada com toda essa coisa de missão, é muita coisa para processar em tão pouco tempo e eu realmente me apeguei a você a esse lugar a tudo isso, eu descobri o que é ter um pai mesmo ele nunca ter sido me apresentado eu pude ter a maravilhosa experiência de ter uma família que me acolhesse e não me afastasse.

Quando percebi Travis estava ao nosso lado me escutando falar tbm, o olhei e ele deu um sorriso de compreensão em um misto de pena e me abraçou de lado em uma forma aconchegante.

Connor se levantou e falou:

– Eu já volto fiquem aqui. — e saiu correndo acampamento adentro.

Enquanto eu e Travis o esperávamos, deitei em seu ombro para observar melhor o lago e ele falou finalmente:

– Sabe você tem essa postura de durona na frente de todos mas é apenas uma menina que teve que crescer rápido demais, em uma parte eu sinto muito por não poder ter tido a chance de crescer ao seu lado e te proteger de todos.

Depois de uns dois minutos o olhei e falei:

– Obrigada.

– Pelo que?

– Por tudo até agora.

Ouvimos uns passos atrás de nós, nos viramos e vemos Connor correndo com uma caixinha rosa nas mãos, ele se aproxima, se senta e fala :

–Aqui isso é para você.

– O que é? — pergunto

– Abra e veja.

Quando abro vejo um bracelete marrom feito de cordas entrelaçadas.

– É um presente para você se lembrar de nós na sua viagem. — Falou Connor

– Bem lembrado, é um bracelete que ao toque da palma da mão vira uma espada, pertencia ao nosso pai.

Logo após peguei o bracelete e imediatamente ele se transformou em um espada linda com algumas partes em puro ouro. Coloquei-a de lado e abracei os dois ao mesmo tempo.

– Obrigada, vocês são os melhores irmãos do mundo.

No anfiteatro coloquei meu melhor sorriso e tentei parecer o melhor possível a todos,eu estava usando o bracelete dado por meus irmãos e Chlöe usava o anel dado por seu pai , nos despedimos e Argos nos levou até NY chegando lá agradeci e descemos do carro. Agora só tinha uma questão a tratar:

O que vem agora?

Notas finais
-Gabi