Os semideuses perdidos

18 O primeiro de muitos


Chlöe P.O.V.

Claro que me assustei, no beco havia um monstro com corpo de um leão, seu rosto era de um homem normal de olhos azuis. Se bem me lembro das aulas sobre a Mitologia Grega aquilo era um Manticore.

Charlie e Beatriz estavam prontas para lutar e Melanie estava brandindo sua adaga, logo que me acalmei tirei khopesh e ele se transformou numa espada.

Não haviam muitas pessoas na rua mas de qualquer forma o beco era mais seguro, porém estava meio escuro o que não facilitou muito as coisas. Ele disparou algo e desviamos, eu cai em uma parede, então consegui ficar de pe e encontrei Melanie se levantando ao meu lado. Quando me juntei à ela, percebemos que o monstro tinha uma cauda de escorpião.

–Por favor, Melanie, me fala que aquilo não atira e não tem veneno!- Eu disse isso num tom que deixava bem claro que ainda tinha esperanças de ele não ter a vantagem do veneno.

–Sinto muito, Chlöe, mas sim, aquilo atira e provavelmente tem veneno.

Corremos até o manticore, que estava de costas para nós e pulamos em sua cauda, desviando os ferroes de Charlie e Bia. Elas saíram do beco e eu e Melanie fomos atrás.

–Meninas, vocês pensam mesmo que vão fugir de mim? -Atrás de nós, o manticore sibilou.

Tive uma ideia e olhei para as meninas, que logo entenderam. Paramos de correr e o manticore teve de pular para não pisar na gente, acho que ele queria acabar conosco com as próprias mão corremos até ele que se levantava e fincamos nossas espadas no monstro que se desintegrou.

–Vocês estão bem? -perguntei e todas assentiram.

Charlie tirava um ferrão que acertou Beatriz e então vi de onde vinha a dorzinha irritante que estava me incomodando. Eu fui acertada de raspão por um ferrão no braço, mas ainda sim o veneno havia ficado. Tive a impressão de que esse não seria o melhor dia para um reencontro com Apolo, que sim, provavelmente nos mandara para mais batalhas.

Notas finais
-Lari