Os segredos de uma Sereia
1 Atração proibida
Notas iniciais
Você pode achar que essa história é apenas uma ficção e que os fatos que aqui ocorrem não passam de uma fantasia, e bem que eu queria que fosse.
Meu nome é Lisandra Cordon e acredite ou não, eu sou uma sereia. Sim metade humana e metade...peixe. Perdi meus pais quando tinha apenas 7 anos. O motivo? Humanos. Numa noite enquanto nadavam ficaram presos numa rede de pesca e, desde então, nunca mais foram vistos. Eu queria, e muito acreditar que eles ainda estão vivos, sonho com eles todas as noites, me chamando, mas sei que isso é impossível. Pelo menos é o que Minity diz. Perder meus pais não foi nada fácil, fiquei sozinha. Até que Minity me encontrou e me chamou para entrar para seu grupo de sereias. E o que fazemos neste grupo? Caçamos. Caçamos humanos. Os atraímos com nossa beleza e voz para depois os afogarmos. É a nossa forma de vingança. Não que eu concorde muito com isso, mas é o que Minity diz que é certo, e eu devo isso a ela.
Desde muito nova fui instruída por ela e mais quatro sereias que fazem parte do grupo: Anix, Sofie, Marine e Ananda. Apendi a seduzir, a cantar e a maior de todas as lições: não me importar com vidas humanas. Eles não são dignos de pena.
Estava tudo bem. Eu sempre fazia o que tinha de fazer. Atraía os humanos e os matava. Se eu soubesse o que viria a acontecer, jamais teria ido àquela parte do rio.
Saímos todas naquela manhã para nossa tarefa. Sofie foi comigo. Sofie era a mais antiga das 5 aprendizes, mas também a mais bela. Devia ter uns 25 anos e seu ar mais maduro lhe revelava uma beleza rara. Nós sempre ficávamos no rio East Grint, em pontos diferentes. Sofie foi comigo para me ensinar algumas de suas técnicas de sedução. Eu não me sentia a vontade com ela, era como se quisesse esfregar sua beleza na minha cara, e eu com 17 anos não gostava nada daquilo.
Chegamos ao ponto que nos foi indicado do rio e ficamos numa pedra esperando. Ficamos umas 2 horas e nada de humanos, comecei a ficar entediada.
- Vem cá Sofie, você acredita mesmo que algum humano vai vir pra cá com esse tempo? Está nublado. – disse impaciente.
-Jovens...Você tem que aprender a obedecer regras. Se Minity nos disse para ficar aqui, fiquemos aqui.
-Olha você pode ficar aqui, eu vou nadar um pouco, quem sabe não tenho mais sorte.
-Você quem sabe. – disse Sofie dando de ombros.
Fui mais para o norte do rio. Área que Minity não queria nem que chegássemos perto, mas estava tão irritada em ficar 2 horas esperando pessoas que nem iriam aparecer que acabei indo pra la assim mesmo.
Quando estava chegando à parte mais funda do rio ouvi o barulho do motor de um barco. Uma onda de felicidade me inundou. Iria fazer minha tarefa ali e esfregar na cara de Sofie que conseguiria sem ela.
Submergi a cabeça e vi o pequeno barco com 3 passageiros, todos homens. Perfeito. Eles pararam o barco. Me afastei mais um pouco e sentei numa pedra quase na beirada do rio.
Pronto, agora era só fazer o que fazia já a muito tempo. Comecei a cantar e vi que o barco se aproximava. Havia uma neblina sobre o rio então demorei um pouco para conseguir ver seus rostos. Mas quando vi o rosto de quem estava na proa do barco meus olhos brilharam. Era o humano mais lindo que eu já havia visto. Cabelos negros ondulados quase na altura dos ombros, pele muito branca e olhos de um verde que me fazia querer mergulhar neles e nunca mais sair. Tinha um corpo atlético e se aproximava de mim com um leve sorriso que o deixava ainda mais bonito.
O que era aquilo dentro de mim? É terminantemente proibido deixar um humano escapar, e as punições para quem o fizesse eram muito sérias. Mas eu não podia mata-lo. E agora?
Notas finais
COMENTEM PLEASE ><
O que acham que vai acontecer?
O que gostariam que acontecesse?
Fale com o autor