Os segredos de um crime
3 Atitudes suspeitas
Notas iniciais
Capitulo 3: Atitudes Suspeitas
POV Camila Torres
Estávamos todos no hospital esperando noticias da Naty. Esta noite era pra ser feliz em comemoração ao aniversário do nosso amigo, mas estava indo de mal a pior. Maxi e Lena haviam sido assassinados, e pelo que eu sabia, podia ser qualquer um que esteve na mansão. Todos éramos suspeitos, inclusive eu, e se os tais detetives soubessem o que eu andei fazendo, ai mesmo que eu estava frita.
Broadway: Esta tudo bem amor? — Perguntou-me Broadway, ao ver a minha cara de tensa.
– Sim. — Falei, nervosa porque o Broad me conhecia tão bem, então não dava pra esconder muitas coisas dele. Recebi um ligação no celular e fui pra fora atender.
Quando atendi ninguém disse nada e só se ouvia um grito agudo do outro lado da linha. Tá legal, isso já estava começando a me assustar. Desliguei o telefone e dei de cara com a pessoa que menos queria ver nesse momento.
Xxxx: Oi Cami, sentiu saudades minhas? — Falou a pessoa, sarcástica.
Cami: O que esta fazendo aqui, não quero que ninguém nos veja juntos! — Sussurrei, olhando pra dentro do hospital pra me certificar que ninguém estava nos vendo.
Xxx: Ora ora Camila Torres, não vem com essa de santinha pra cima de mim não. Escuta, preciso que faça um favor por mim, preciso que elimine a tal prostituta que esteve com o Maximiliano. Tira ela da nossa jogada, e também você vai me ajudar a incriminar Violetta pela morte dos seus "amiguinhos". — Ordenou a pessoa, me olhando friamente.
Cami: Não vou fazer isso. Eu não sou nenhuma assassina e também não irei prejudicar a Vilu. Ela e inocente! — Exclamei, tentando me fazer de forte mas no fundo me borrando de medo.
Xxx: Como pode ter tanta certeza disso? Você mal a conhece. E se não me ajudar todos os seus "amiguinhos" ficarão sabendo do seu segredo. Então escolha o que quer fazer, e rápido. — A pessoa disse isso e foi embora.
Eu estava sujeita a essa pessoa, se eu não fizesse o que ela mandasse iria diretamente para a cadeia!
POV Narrador
Os três irmãos detetives entraram na falsa casa de massagens e foram perguntar por Lara Baroni. O plano era o seguinte: Leonard se aproximaria dela dizendo que queria um programa e ia levar ela numa sala para que a pudessem interrogar. Então um homem de idade se aproximou deles:
Antônio: Olá, boa noite. Em que posso ajudar? — Perguntou o homem de cabelos grisalhos, sorridente.
Diego: O meu irmão aqui quer um programa com Lara Baroni dos santos. Ela esta?
O homem sorriu e apontou pra uma garota morena, que estava dançando colada e de forma sensual com outro homem.
Antônio: Sugiro que o seu irmão procure outra garota. Como veem, a Lara já esta ocupada. Ela e a melhor que temos, então e muito requisitada, mas temos varias outras garotas a disposição. -Explicou o dono do local, ainda sorridente.
Diego e Federico estavam pensando no que responder quando inesperadamente Leon foi ate onde estavam Lara e o tal homem e a puxou de la, sem mais nem menos, assustando a moça.
Antônio: Parece que o vosso irmão esta desesperado pela garota, não e mesmo? -Ria o velho, achando a situação divertida.
Diego e Federico o deixaram la falando sozinho e foram ate seu irmão e a garota. O local tinha salas separadas pra poderem ser realizados os programas e eles a empurram em uma delas e entraram, trancando a porta.
Lara: Desculpa, mas não posso fazer com três de uma vez! Mas como vocês são bonitos, talvez possa abrir uma exceção. — Sorriu ela, Safada.
Os jovens estavam ali numa investigação, mas como mulherengos que eram não conseguiram resistir aos encantos da bela moça. Eles aproveitaram bastante o que ela tinha para oferecer, mas depois se tocaram do que estavam fazendo e do porquê de estarem ali.
Federico: Desculpinha gata, foi tudo muito bom, mas vamos ao que interessa! Eu e os meus irmãos somos detetives, e estamos investigando o assassinato de Maximiliano Pontes. Suspeitamos que ele seja um cliente seu, você o conhece? — O topetudo foi direto.
Assim que ouviu o nome de Maxi a garota ficou mais branca do que já era, sinal de reconhecia esse nome. Ela fez menção de fugir mas os três a seguraram, impedindo.
León: Calma, não queremos te fazer nada, só queremos te fazer umas perguntas. Pelo jeito que reagiu deve conhecer a vitima ne? Então, me diga, esteve com ele hoje não esteve? — Perguntou, olhando firmemente pra ela.
Lara: Eu não do que vocês estão falando, não conheço nenhum Maximiliano Pontes. Agora se me dão licença preciso voltar ao trabalho! — Foi seca, e abriu a porta e saiu sem olhar na cara deles.
Diego: Perceberam uma coisa? — Perguntou aos dois irmãos que o olhavam sem saber o que fazer.
Eles negaram com a cabeça.
Diego: Mas vocês são muitos tapados mesmo. Nem sei como são detetives. A Lara esta usando apenas um brinco na orelha, que, por coincidência ou não, e idêntico ao que achamos na cama do Maxi. — Explicou ele o que tinha constatado.
Federico: Então ela esteve mesmo la não e? — Deduziu Federico, sorrindo também.
Eles correram pra fora, dispostos a pegar a moça. Mas quando chegaram ao lado de fora do local já era tarde: Uma pessoa encapsulada de preto estava atirando nela, que caiu na estrada morta!
Estupefatos com mais uma morte os garotos não tiveram o reflexo de perseguir a pessoa, que saiu correndo.
Federico: E, pelo visto o assassino esta eliminando todos que de alguma forma o podem comprometer. — Falou, muito assustado.
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