Notas iniciais
Estava em um bloqueio criativo gigantesco, mas já passou. Espero que gostem dessa capítulo. Bruh *-*

Ignis — Marceline

Marceline olhava as chamas crepitarem na lareira enorme do enorme castelo quando ouviu passos correndo no corredor, vindo para a Sala do Trono onde estava. Rápida, ela se escondeu atrás do trono de seu pai, o maior da sala.

Passados alguns momentos um homem de barba bem aparada com cabelo curto adentrou no grande aposento. Vestia calças grossas de pele de animal e botas também de pele de animal. Usava uma camisa de algodão e tiras grossas de couro seguravam presa às suas costas uma enorme espada de ferro.

— Princesa Marceline! É urgente o que preciso falar com Vossa Alteza Real. – Marceline deslizou graciosamente de trás do trono e parou em frente ao homem.

Ela vestia um vestido longo vermelho que perecia feito de lava e tinha o comprido cabelo negro trançado com pedaços de rocha vulcânica. Usava botas de cano longo e tinha um chicote preso ao pulso. Sua pele era cor de chocolate.

— O que aconteceu Jarbas? Algum problema com meu pai? – Ela perguntou sem se abalar.

Seu pai estava acamado fazia algumas semanas e ninguém sabia o motivo. Provavelmente os médicos de Aqua saberiam, mas seu pai era teimoso o suficiente para morrer antes de aceitar ajuda de outro reino. Principalmente do reino da Água.

— Vosso pai continua estável, mas pediu para que eu e alguns outros guardas a levássemos para um lugar seguro, pois a guerra se aproxima. Ele teme por sua segurança princesa. – Falou Jarbas e Marceline bufou.

— Não há necessidade de se preocupar comigo. Há necessidade de se preocupar com o reino. – Ela virou-se de costas para o guarda e estalou os dedos. Uma chama voou da lareira para sua mão.

— Ele tem certeza de que seu irmão, Hellt, pode cuidar do reino sem sua ajuda. Ele implorou para que nós a levássemos para um lugar seguro. – Embora Hellt fosse uma cabeça de vento, Marceline sabia que ele era um bom líder. Não melhor que ela, mas seria o suficiente.

— Ele implorou? – Perguntou assustada a princesa virando para Jarbas e este assentiu.

— Sim, Vossa Alteza Real. Seu pai implorou a mim que eu e meus guardas a deixássemos em um lugar seguro. – Marceline ficou em choque com a informação, pois seu pai nunca implorava.

Ele era o bondoso, caridoso, impetuoso, rancoroso e orgulhoso rei de Ignis e jamais imploraria por algo, a não ser que ele estivesse realmente desesperado. Um pouco indignada por seu pai pensar que ela precisava de proteção, mas agradecida por saber que seu pai se preocupava, ela olhou Jarbas nos olhos.

— Quando partiremos? – Ela colocou a brasa de volta na lareira.

— Ao amanhecer. – Jarbas se retirou e a princesa ficou encarando o lugar onde ele estivera lembrando-se da tatuagem que lhe marcava as costas e determinara seu destino antes de ela nascer.

A princesa dormia tranquilamente em seu quarto quando um vulto abriu as cortinas da sacada e entrou. Ele tinha cabelos ruivos e olhos dourados e sentou-se ao lado da princesa, na semiescuridão.

— Não vai doer. – Ele murmurou abrindo a parte de trás da camisola da princesa e expondo uma tatuagem em forma de dragão. O dragão estava de olhos fechados, mas o garoto sabia que ele estava acordado.

Quando o rapaz tocou a tatuagem, o dragão abriu os olhos. Seus olhos roxos dele viraram-se diretamente para o rapaz e ele grunhiu.

— Não faça isso. Ela não está preparada. – Avisou o dragão, mas o garoto não se importou e colocou as mãos nas costas da princesa enquanto recitava palavras estranhas, com sons que pareciam o crepitar de uma fogueira.

Enquanto o sol nascia e os reinos acordavam, a princesa guerreira de Ignis gritava e o som se espalhava pelos Cinco Reinos.

Notas finais
Vou postar o próximo agora, porque senão eu esqueço. :P Beijinhos Bruh *-*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.