Os principes de Illéa no Brasil - Interativa
4 As Selecionadas - parte 2
Notas iniciais
– Anda logo, Ann! — Beatrice Imogen batia na porta do banheiro, tentando apressar sua irmã mais nova.
– Já vou! Já vou! — Ann respondeu, abrindo a porta.
– Até que enfim. Se veste logo, senão eu chego atrasada.
Ela foi em direção á sala de estar e encontrou com seus outros irmãos, Reece de 4 anos e Thomas de 13.
– Tom, a Ann já vai descer. Vocês dois vão ficar responsáveis pelo Reece.
– Já entendi Beah — resmungou.
– Okay! Mal humorado — murmurou. — Volto ás seis.
Beatrice pegou seu material de jardinagem e saiu. Depois de alguns minutos ela chegou ao jardim, e quando terminou o sol já se punha no horizonte. Ela colocou suas ferramentas num canto e se sentou no chão. Ali, rodeada por seu aroma favorito, o de frésias e olhando para o pôr do sol, ela esquecia de todo o mundo a sua volta e até da própria vida. Seus pensamentos foram direto pra Seleção. Morar no castelo, conhecer o príncipe, ganhar dinheiro... Aquilo realmente não era uma má ideia. Ficou tão perdida em seus pensamentos que só se deu conta que já estava tarde quando o sol abaixara completamente e a lua tomava conta do céu. Ela correu. Sabia que se não aprontasse o jantar antes da sua mãe chegar, levaria uma bronca.
Aprontou tudo em menos de 20 minutos, aliás, eles não tinham muito o que comer. Era basicamente tentar dar um gosto melhor ao que tinham.
Quando Dianna chegou eles comeram e em pouco tempo eles estavam todos reunidos na sala.
Mesmo se não tivesse tempo, Beatrice precisaria assistir ao Jornal naquele dia, pois iriam anunciar algumas selecionadas, e ela se inscrevera, pois não aguentava mais ver a família passando dificuldades.
Quando começou a transmissão, ela viu pela primeira vez o rosto dos príncipes de Illéa, até que eram simpáticos, a garota começou a ficar meio apreensiva, pois já haviam anunciado várias selecionadas, e o nome dela não estava ali, mas,finalmente, o seu nome foi anunciado, foi o último, mas ela ficou muito feliz.Assim que ouvira seu nome sua mãe disse:
– Você conseguiu Beah, você é uma selecionada — as duas se davam bem, mas nunca haviam se comunicado muito, mas aquele momento era, sem dúvidas uma exceção.
– Eu consegui, mãe, vocês não vão mais passar dificuldades, pode ter certeza!
Esse foi o momento do abraço coletivo, sem dúvidas, todos estavam felizes por ela.
***
Khloé Alexandraestava saindo da chuveira que estava tomando depois de nadar com golfinhos selvagens, uma coisa bem louca, a qual sempre faz.Depois sentou em um bar e ficou escutando música e cantarolando.
I'm a boss ass bitch bitch bitch...
Quando, de repente, seu telefone toca.
– Alô!
– Khlóe?
– Oi, Ruth! Como vai aí em Dubai? E a Kim?
– Vou bem, ela ainda esta aceitando a ausência do Chris. Eu tô tentando explicar que ele só está viajando, mas todo dia ela ainda pergunta pelo papai.
Chris era o melhor amigo de Khloe e era casado com sua irmã, Ruth. Há mais ou menos um ano, quando Kim estava pra fazer dois anos, ele sofreu um acidente de avião e chegou a falecer.
– Ah, sim. Daqui a uns anos ela vai entender.
– Assim espero. — Suspirou. — Mas chega de coisas ruins. Novas?
– Na verdade eu tenho, você não acredita no que eu fiz, eu me inscrevi na Seleção!
– Mentira! Mas por que?
– Não sei,achei que seria legal!
– Meu Deus, só você mesmo KK! Mas quando divulga as novas selecionadas?
– Na verdade, já divulgaram oito delas, e adivinha? Eu fui selecionada!
– Eu não acredito! Meu deus — ela riu. — E aí? Como você tá?
– Ué, tó bem, vai ser legal — Khloe riu. — Só não vou poder continuar com meu emprego de exploradora que eu tanto gosto, mas vai ser divertido!
– Tá bom então né? Você faz tantas loucuras que eu nem me surpreendo mais. Mas já vou tá? Aproveite!
– Nem precisa pedir. Tchau!
– Tchau!
Khlóe na verdade não via a hora de passar por essa experiência, daqui a alguns dias, ela estaria em um castelo, uma coisa que ela nunca imaginaria. Como seria estar lá? Ela não fazia ideia.
Ela desceu as escadas e olhou para os lados, sem saber o que fazer, até que teve uma ideia.
Pegou o carro sem se preocupar com a velocidade excessiva. Em minutos ela chegou ao estúdio.
– Fala Roy! — exclamou, chamando a atenção do tatuador que tinha uns 20 anos.
– Fala KK! Quanto tempo, em? — Eles fizeram um toque de mão.
– Nem faz tanto assim — falou se referindo á última vez que fez uma tatuagem. Um olho egípcio logo acima do peito. — Foi quando eu voltei pra Illéa.
– É mesmo. Mas o que te trouxe aqui hoje?
– Eu não tinha nada pra fazer e fiquei entediada. Então resolvi fazer outra tatuagem.
– Sabia que existe uma coisinha chamada televisão? — Ele riu e ela deu de ombros. — E o que quer fazer?
– Hm... Não sei. — Então ela lembrou da música que estava em sua cabeça desde que acordou. — Já sei! Põe ai "I'm boss ass bitch".
Ele gargalhou muito alto.
– É bem sua cara mesmo, sua doida. Onde que você quer isso?
–Pode ser aqui no punho
–O.K.
Depois de feita a tatuagem ela foi ao bar que estava e sentou na mesa de um estranho e mostrou sua tatuagem,e começou a puxar assunto,mas ele não respondeu, então foi mostrando para outras pessoas, e todos estranhando.
Essa era a Kk
***
Lyanna Romanoff desceu as escadas de sua casa correndo, o que assustou sua irmã — ou melhor, meia-irmã — mais nova, fazendo-a chorar. Mas ela ela não podia fazer nada, estava feliz por ter sido selecionada. Pelo menos se livraria de...
– Está vendo o que fez, garota? Você assustou a Luana — gritou sua madrasta.
Bufou e revirou os olhos. Odiava tanto a madrasta que não podia conter a raiva. Aquela mulher roubou o lugar que era de sua mãe, se a passou de tudo que seu pai tem e ainda se acha no direito de mandar na garota.
– Tem certeza que não foi sua cara que a assustou?
– Lyanna! — Seu pai a repreendeu, mas ela deu de ombros e seguiu para a cozinha.
Chegando lá ela cumprimentou as empregadas com um beijo na bochecha de cada uma e pegou uma maçã, já indo embora.
– Só vai comer isso, Anna? — perguntou Marcy, que cuidava dela desde que era uma criança, já que sua mãe havia morrido no parto e seu pai era muito ocupado.
– Tô sem fome. Só peguei essa maçã, pra não ficar de estômago vazio. — Mesmo depois dela dizer isso, a empregada se aproximou e pôs mais cinco maçãs. Ela sorriu e piscou, fazendo Lyanna sorrir também. Ela sabia muito bem pra quem eram.
– Vá rápido e tome cuidado. Se seu pai ficar sabendo, ele não vai dar mais condições e vai matá-lo.
A garota assentiu e passou pela sala, em direção á porta.
– Já vai sair, Anna? Mas eu te dei folga.
Giuseppe é dono do hospital onde a filha trabalha. Ela sempre achou injusto e nunca gostou de quando seu pai lhe dava folgas assim, sem motivos aparentes.
– Vou ver umas amigas.
– Se você for ver aquele garoto...
Ela namorou um Cinco por dois anos, mas seu pai, á pouco, descobriu.
– Eu não vou, pai! — Mentiu.
Ela saiu em disparada e só parou chegou á um parque de Waverly.
Logo avistou um garotinho de uns 8 anos. Sorriu ao reconhecê-lo, pois sabia que se ele estava ali, o irmão também estava. Ela foi puxada e sentiu suas costas encostarem numa árvore escondida de quem passava pelo parque.
– Eu te vi ontem no Jornal. — Ao contrario do que ela esperava, seu rosto demonstrava tristeza e decepção.
– Esse foi o acordo que fiz com meu pai. Eu me inscrevia e ele te deixava em paz.
– Não acredito que você fez isso, Lya.Vai ficar competindo por um príncipe metido á besta.
– Você lembra o que aconteceu quando ele nos pegou? Ele te bateu — Ela tocou uma cicatriz em seu queixo. — E te denunciaria se isso não fosse me prejudicar também. Você queria passar o resto da sua vida numa cadeia? Ou que ele machucasse tua família?
– Não — resmungou.
– Então... Mas não se preocupe. Quando eu sair já vou ter dinheiro e suficiente pra nós dois e já serei independente e nós podemos nos casar — Ele sorriu.
– É verdade.
– Olha o que eu trouxe. — Mostrou as maçãs, uma pra cada membro da família de Josh.
– Você tem que parar de fazer isso. Um dia alguem vai perceber.
– Foi a Marcy quem mandou que eu trouxesse. E você realmente acha que meu pai e a mulher dele abririam a despensa? — Eles riram.
Cada um dos dois comeu uma maçã e depois eles ficaram deitados na grama. Até que Lyanna levantou o tronco, ficando sentada.
– Você sabe que eu posso acabar me apaixonando por ele, né? — Ele fechou a cara, se levantando.
– Não diga isso. — vociferou.
– Eu estou sendo realista. É inevitável não criar sentimentos. Eu vou competir por ele, me encontrar com ele, beij...
– Não diga isso. — Josh repetiu e cerrou os punhos.
– Eu não posso prever o que vai acontecer lá. Acho melhor terminarmos.
– Se você diz, acho melhor mesmo. Aliás, você está sempre certa, não? — Ele bufou e saiu irritado, fazendo-a morder os lábios com muita forca pra sufocar um grito de raiva.
***
Anna Scodelario dançava com uma vassoura pelo seu pequeno quarto, imaginando como seria dançar com o príncipe Steve em um baile real. Duas batidas na porta a fizeram acordar e voltar a varrer seu quarto.
– Pode entrar!
– Oi, Ann. — Ela sorriu ao ver que era sua irma mais nova, Kori.
– Oi!
– O que você tava fazendo?
– Ah, nada. Só varrendo meu quarto...
– Mentirosa! Você tava dançando!
Ann sentiu seu rosto esquentar.
– Como você sabia?
– Você tava ai cantarolando uma valsa tai alto que todo mundo escultou. — Elas riram.
– Culpada! — Levantou as mãos em rendição, fazendo Kori rir ainda mais.
– Você ta ansiosa pra conhecê-lo?
– Claro que sim! Cá entre nós, aquele Steve é um pedaço de mal caminho — comentou, rindo.
– O que é isso aqui? — Apontou pra uma pasta na cama da mais velha.
– Não mexa nisso! — A mais nova a ignorou e foi em direção á pasta.
– Que lindos! — exclamou olhando os desenhos do castelo, jardins e até da família real.
– Ah. É só como eu imagino que é o castelo.
– Daqui a pouco você vai vê-lo bem de perto. Você me manda um desenho quando chegar lá?
– Eu vou tentar, meu amor. — Fez cócegas em Kori.
As duas foram interrompidas pela mãe que as chamava pra ajudar no jantar, e foram á cozinha ainda rindo.
– Qual é o motivo da graça? — perguntou Kesha, sua mãe, com um falso tom serio.
– A Ann sonhando acordada com o príncipe Steve. Acredita que ela tava dançando com uma vassoura?
As três logo explodiram em risadas e começaram a cozinhar. Kesha preparava a carne, Anna cortava os legumes e vegetais, Kori misturava os ingredientes para fazer uma salada. Por serem Cinco, raramente tinham comida de sobra para fazer jantares com tanta comida assim, mesmo que todos, até a pequena Kori que já cantava e Anna que era uma dançarina, tinham empregos, porém estes não eram fixos. Ainda assim, todos da família estavam felicíssimos com a notícia de que Ann fora selecionada e por isso, resolveram fazer um jantar especial, para comemorar. Até porque, aquela Seleção lhes traria uma vida melhor, isso era certo. Eles receberiam dinheiro semanalmente, Ann se tornaria Três e ainda teria a chance de encontrar seu amor verdadeiro e transformar todos da família em Um.
Robert, o pai dela, chegou mais tarde, feliz por ter vendido alguns quadros. Eles foram para a mesa e jantaram silenciosamente. De vez em quando Kori ainda ficava comentando que as chances de Anna eram muito grandes e que ela poderia ser a nova rainha de Illéa e todos concordavam com ela.
Após o jantar, os pais e Kori se sentaram no sofá, enquanto Ann pegou o controle e se sentou na poltrona. Logo o hino e o brasão de Illéa apareceram e as últimas Selecionadas começaram a ser apresentadas...
Fale com o autor