Os olhos da alma
3 Capitulo 2: Introdução ao Jean
Jean:
–Eu não atormento você, sua vida, tudo ao seu redor é sua propria tormenta- Disse a imagem.
–Sim você me atormenta você me faz lembrar-me de como sou fracassado, de como eu falhei no meu passado, de como falhei com todos que confiavam em mim, até aquela pequena vida dependia de mim, e o que eu fiz? Deixei que a levassem de mim! Eu falhei! E eu perdi tudo por causa disso! Eu tinha um futuro! Um destino! Mas agora eu não tenho mais nada, e toda vez que você aparecesse eu me lembro do meu fracasso! –Eu disse tentando conter minha raiva.
– Não foi sua culpa, você tinha 18 anos, havia acabado de entrar para a elite, e já estava em algo muito importante, você estava sobre mais pressão do que qualquer um — Disse a imagem com sua expressão calma e fria que parecia não mudar.
–Pare de mentir! Pare de ser certinho! Olhe para mim agora! Eu sou um canalha qualquer — Eu disse apontando para o espelho, porém não havia mais nada lá.
– Eu sou sua consciencia! A sua parte que ainda pensa! A parte que te sustenta! A parte que sabe que você deveria parar de se lamentar e aceitar que esse tipo de coisa acontece e nem sempre podemos evitar, e nem por causa dessas coisas devemos desistir dos nossos sonhos como você esta fazendo agora seu idiota! – Disse a imagem de pe frente a frente comigo.
– Resolveu sair do espelho para mostrar que é homem é? Vou te mostrar o que um homem de verdade faz – Eu disse tentando ataca-lo, porém ele segurou minha mão e virou meu pulso ao contrario e eu senti uma dor enorme.
– Você se tornou tão estupido que até esqueceu-se do nosso treinamento, eu tenho vergonha de você – Disse a imagem cuspindo no chão e desaparecendo.
– Volte aqui e irei mostrar a você quem é o estupido, seu idiota! –Gritei.
–O que eu estava fazendo afinal? Brigando com uma alucinação? Uma memoria do passado que me atormentava? Algo criado pela minha mente sobre o qual eu não tinha poder? Sera que eu estava ficando louco? Afinal... O que é a loucura? O que é a normalidade na minha vida? Olhe para mim, um empresario muito dedicado, porém viciado em sexo, que toda noite levava uma mulher para a cama e a expulsava no dia seguinte com ameaças, mulheres são muito frageis e tem muito medo quando ameaçadas, principalmente quando esperam algo bom e do nada alguém as ataca.
Eu não queria nada, nem queria estar vivo, mas parecia que a morte gostava de brincar de esconde comigo, quanto mais eu a procurava, mais distante ela ficava, e eu não quero ir para o inferno, por isso nao cometia suicidio, porem para mim, minha vida ja era um inferno, um tormento r tudo de ruim junto.
Eu não sou nada comparado ao que ja fui um dia, não mereço nem pena da morte, nao mereço nada, so dor, porem desejava algo para acabar com minhas memorias ruins e recomeçar uma vida.
Porém quanto mais eu desejava esquecer, quanto mais eu queria mudar, mais as coisas ruins aconteciam, e todas as lembranças do meu passado voltavam a minha mente, cada detalhe daquele dia que estava prestes a ser um sucesso, ser o melhor dia da minha vida, porém, de uma hora para outra tudo deu errado, o que era para ser um momento de festa virou um momento de desespero para todos que estavam presentes e para muitos outros que moravam naquele pequeno país. E como aquele lugar me atormentava muito, eu fugi, não sei por que escolhi Los Angeles, apenas senti que deveria estar aqui.
Atualmente eu sou dono de uma grande empresa de transporte, tenho uma vida maravilhosa financeiramente, porém... Não estou feliz, e sinceramente, duvido que consiga ser.
Olhei em volta do quarto e vi um folheto, era feito de um papel meio plastificado, era preto, tinha o titulo “Balada de Obscuros”. Parecia o tipo de balada feita para goticos e rockeiros mais animados, de repente senti uma vontade incrivel de ir nessa balada, era de graça e todos poderiam entrar, então não seria dificil arranjar compainha.
A balada seria no dia seguinte, comecaria as 18h00min horas e iria até o dia seguinte, ou seja, o meu tipo de balada, estava decidido eu iria.
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