Notas iniciais
Essa está sendo minha primeira história postada no Nyah. Estou me adaptando nele. Então não me xinguem. Aos poucos eu estou voltando a escrever, já tenho alguns capítulos prontos para serem postados mas irei com calma. Espero que vocês gostem da história o tanto que eu gosto. haha >

– Mad, nenhum lugar nessa cidade tem emprego para mim. — estava me lamentando por telefone no meio da cidade. Não queria ir pra casa. — Sim, já tentei a loja do Garen mas mesmo se tivesse ele já tem uma fila de meninas querendo trabalhar com ele. — parei em frente a uma loja de vestidos, minha mãe me trouxe aqui na época das festas de quinze. — Pois é. Vou tentar de novo amanhã. Ok, tchau.

Suspirei olhando para a Amour Square. O que eu vou fazer?, me perguntei passando a mão no rosto. Meu celular começou a tocar novamente, olhei no visor e o número ela desconhecido.

– Alô?! Quem é? Ele o que?! Tá bom, já estou indo.

Meu avô está no hospital. Oh, Deus. Eu não aguento uma coisa dessas, não tão rápido assim. Olhei para a rua, não tinha nenhuma taxi então comecei a correr em direção ao hospital até encontrar um taxi, o que aconteceu logo. Dei as coordenadas para o moço e se não fosse o maravilhoso transito de Chicago teria chego em 15 minutos mas o tempo do percurso dobrou, e estou torcendo para que o meu dinheiro que tenho sirva para a corrida. Dei o dinheiro e sai correndo para dentro do hospital, me debrucei no balcão despejando o nome do meu avô logo me guiaram até a sala onde ele estava. Adentramos um porta dupla que desembocava em um grande corredor, logo virando a esquerda abriram a porta e permitiram a minha passagem.

– Meu Deus. — coloquei as mãos encima da minha boca que se encontravam em um formato de “O”. Ele estava ligada a várias aparelhos, o que mais me chamava a atenção era aquele que faz “pi”, falando de um jeito coerente: mede os batimentos cardíacos. Seus olhos estavam fechados e seu braço esquerdo esticado, era o braço que ele estava tomando soro, me virei para a porta olhando o médico que tinha acabado de entrar. — O que há com ele? — falei sentindo um nó se formar em minha garganta.

– De acordo com a mulher que o trouxe, ele teve uma brusca mudança de humor com um rapaz. Com os arquivos dele do hospital temos um diagrama que tem um pico na área do Alzheimer. Sinto informar que o pico só aumento, ele precisa se tratar logo. — o médico disse acompanhando em sua prancheta, e eu fiquei sem resposta. Sabia que esse dia chegar cedo ou tarde.

– Se ele não se tratar? — ousei fazer essa pergunta por mais que eu sabia o que aconteceria.

– Ele começara a perder a memoria, as mudanças de humor iram piorar.. E, irá levar isso com ele até o tumulo. — ele disse friamente e eu engoli em seco.

– Eu acabei de sair do hospital..

– Eu sei, você sobreviveu ao acidente Verona. — ele me interrompeu.

Ótimo o meu acidente e o dos meus pais tinha até nome, que carinhoso da parte dos jornalistas. Respirei fundo e voltei a minha linha de raciocínio.

– Enfim, eu estou procurando um emprego ainda para poder ajudar a pagar no tratamento do meu avô logo terei o dinheiro. Até quando ele vai ter que ficar aqui? — questionei já estimando o tempo que eu teria para arranjar um emprego, ganhar o dinheiro e colocar meu vô no tratamento.

– Até ele ficar estável novamente. — ele respondeu rapidamente.

– Quem o trouxe aqui? — perguntei já esperando ouvir o nome da minha tia envolvido.

– Duas mulheres. Uma ruiva e outra loira, os nomes estão na recepção e creio que elas também estejam..

– Já volto. — o interrompi saindo da sala e indo rapidamente para a recepção.

Estava tumultuada de gente, como de costume. Perguntei a uma recepcionista sobre as duas melhores que tinha trazido o meu meu avô aqui e ela apontou para duas mulheres sentadas no fundo como o médico tinha dito: uma ruiva e uma loira, e sem Madalena no recinto. Respirei aliviada e me aproximei delas.

– Senhorita Verona! Que bom que chegou, seu avô.. — a ruiva começou a falar, era a secretária do meu vô na empresa, Lily e por incrível que pareça ela é dois anos mais velha que eu.

– Eu sei, Lily. Eu só precisava saber quem trouxe meu avô para o hospital. — olhei para a loira. — Quem é essa?

– Ela estava na audiência com o seu avô quando ele teve a crise..

– Sou Heather Petrovick. — a loira se levantou e interrompeu a ruiva. — Presumo que não se lembre de mim..

– Você era aquela amiga da minha mãe, não era? — perguntei com um flashback em minha cabeça.

Era natal e viria uma antiga amiga da minha mãe passar o natal com a família. Me lembro dela ser alta e bem formosa, e eu tinha os meus 11 anos de idade também me lembro do presente que ela me deu inclusive tenho o até hoje: uma pulseira com o símbolo feminino pendurado.

– Que lindo, filha. — minha mãe disse olhando para a pulseira e depois para mim. — Como se diz?

– Obrigada, tia Heather. — eu disse abraçando-a.

Eu lembro disso como se fosse ontem pois foi o primeiro natal que passei sem a minha tia Madalena.

– Sim, querida. Sou eu, a tia Heather. — ela sorriu divertidamente, o que me fez sorrir também. — Me perdoa por não ter vindo mais cedo te visitar, cheguei ontem de viajei.

– Tudo bem. — dei um sorriso sincero, era bom ter dois rostos conhecidos por perto. — Mas o que estava fazendo com o meu avô? — realmente não tinha parado para pensar nisso ainda.

– Estávamos decidindo algumas coisas sobre o meu trabalho com a empresa. Ér.. Sua mãe sempre fez questão de me auxiliar, e graças a ela cresci muito.

– Ah sim.. Eu tenho que voltar para o quarto do meu avô. Foi bom reve-las. — disse me afastando e já dobrando a minha esquerda.

– Heloísa! Calma. — escutei alguém me chamar, me virei e Heather estava virando o corredor. — Seu avô disse que está procurando um emprego, e eu estou procurando alguém para um cargo. Se tiver algum interesse, por favor, me ligue. — ela me deu o seu cartão e saiu andando.

Seu Anthero sempre arranja um jeito, velho teimoso. Voltei para o quarto e me sentei no sofá que tinha no canto, uma coberta e um travesseiro havia no mesmo, olhei pro relógio e era 10 pra meia noite. Agora está explicado esse sono que estou sentindo, ajeitei o travesseiro estiquei a coberta e me deitei virada para o meu avô.

Notas finais
Me contem! O que estão achando? O que está faltando? Sugestões? Criticias? Senore muito bem vindas! Logo volto com mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.