Os nove Guardiões

6 Senketsu e Junketsu


Notas iniciais
Mais um capítuo! :)

Dia 28/11 — 12h

Junketsu estava no "quartel general" pronta para treinar. Ainda um pouco insatisfeita com o fato de ter Senketsu como seu professor, não por ele ser mal, mas sim pelo fato dele lhe passar um ar sombrio.

–Você vai treinar assim? –Senketsu falou olhando Junketsu de cima abaixo.

–O que tem de mais? –Junketsu estava usando uma blusa branca caindo no ombro e um pequeno short. –Ela parece normal para mim! –Ela afirmou se olhando.

–Como você vai treinar com uma blusa dessas? –Ele disse virando um pouco o rosto para o lado com vergonha, pois a blusa tinha caido um pouco.

–Não tem nada de mais! Quando nos transformamos as nossas roupas não continuam intactas? Então, não tem problema na minha roupa assim! –Ela falou sorrindo vitoriosa.

–Quem disse que vamos nos transformar? –Ela se surpreendeu. –Não, não. Seria muito fácil! Ao invés disso faremos alguns exercicíos. –Ele falou olhando para ela. Senketsu só havia desviado o olhar, pois mesmo não querendo admitir, Junketsu era bonita e como dizem: A mulher tem o poder de dominar o homem. E ele não se deixaria dominar.

–Mas eu nunca fiz exercícios físicos antes! –Ela afirmou e ele riu sarcástico.

–Que bom, pois hoje será o dia de você experimentar coisas novas! Agora faça 30 flexões, 40 polichinelos e depois 10 levantamentos de peso. No final de tudo daremos algumas corridas pela rua.

–O quê? –Ela perguntou.

–Eu não ouvi, pode repetir? –Ele falou sério.

–Eba. –Ela disse baixo desanimada.

–Então comece fazendo trinta flexões! –Ela abaixou e começou a fazer. Devia ser a primeira vez que ela fez algo sem reclamar.

Senketsu a estava monitorando, mas sua cabeça estava em outro lugar. Estava pensando na conversa que teve mais cedo.

Lembranças on — Narrador Senketsu

Estava no dojo junto com o senhor Kamui, e o mesmo estava me contando algo nada agradável, pelo menos para mim.

–A lenda diz que o oitavo guardião e a nona guardiã, representam o Yin Yang. –Ele falou me olhando. –Mas, o Yin Yang também diz que: Existe um pouco de luz nas trevas, assim como existe um pouco de trevas na luz!

–O que o senhor que dizer exatamente? –Falei sério, como sempre.

–Você e ela se complementam, ou seja, estam unidos.

–O quê? –Perguntei um pouco nervoso. –Por que o meu destino tem que estar unido com o dela?

–Infelizmente, não tenho as respostas para tudo! –Ele respondeu e deu uma pequena risada. –Parece que você terá que ficar responsável por ela apartir de agora.

–E por que isso é engraçado?

–Porque de todos você é o que menos gosta de se relacionar. Mas, vai ter que se aproximar dela.

–Nem morto! No máximo treina-la.

–É bom mesmo! Não tente nada de mais com ela, mesmo vocês só tendo um ano de diferença, ela ainda é pura. –Ele começou a rir e fiquei com raiva. –Desculpe, porém até eu tenho o direito de brincar também. –Ele se recompôs. –É isso. Adeus.

–Até. –O senhor Kamui foi embora.

Lembranças off

Eram 18h. Junketsu tinha feito uma coisa que nunca sonhou em fazer, terminou quase tudo em um dia.

–Vamos correr agora? –Ela perguntou respirando pesado.

–Não! –Senketsu falou se levantando de uma cadeira. –Já está tarde, eu estou cansado e você tá a um assopro de desmaiar! Amanhã tire o dia de folga.

–Você está bem? –Junketsu colocou a mão na testa dele para ver se ele estava doente. –Está muito bonzinho.

–Se quiser eu posso mudar de ideia.

–Não, não. Estou bem assim! –Ela disse se afastando.. –Então tchau, até sábado. –Ela foi embora com medo de perder a folga.

Dia seguinte na rua

Junketsu estava passeando pela rua, toda calma e tranquila, quando ouve uma voz familiar.

–Não sei porque tenho que fazer compras com você. –Sham disse enquanto carregava várias sacolas.

–É porque você é meu irmão gêmeo. E é isso que os irmãos fazem! –Zai falou feliz.

–Eu pensei que nós cuidavamos dos mais novos e não- –Eles foram interrompidos.

–Pessoal. –Junketsu gritou indo até eles. –Que bom ver vocês!

–Você não devia estar treinando com o Senketsu? –Perguntou Sham.

–Ele me deu o dia de folga!

–Oh my God. Ele fez isso? Será que estava doente. –Zai falou ironica.

–Não sei, mas quem sou eu para discutir com ele. –Ela deu de ombros. –Tem algum lugar aqui perto onde possamos comer?

–Sim! –Respondeu Zai. –Geralmente vamos lá. –Os três foram para uma lanchonete que ficava ali perto.

Lanchonete

–A primeira vez que você me chama para beber, e é para falar sobre seus problemas!

–É sério, Jurojin. O que eu faço? –Senketsu perguntou ao homem mais velho que ele conhecia.

–Bem. –Ele ficou mais sério. –Baseado no que o Kamui disse... Não tem volta!

–Mas é estranho. Porque de repente eu.. Não sei... Comecei... A sentir algo estranho. Quer dizer, acho que...

–Você está...

–Nem ouse. –Junketsu falou já sabendo o que o amigo diria. (Conversas paralelas)

–Apaixonada! –Falou Zai em outra mesa.

–Não! É impossível. –Falou Senketsu

–Como vocês podem pensar isso? –Jun perguntou aos gêmeos.

–Simples! –Foi Sham que respondeu. –Por exemplo, eu e a Zai.

–O que tem eu?

–Mesmo você me usado para carregar suas comprar. –Ele apontou para as várias sacolas. –E usando a desculpa que devemos andar juntos por sermos irmãos. –Zai ficou um pouco nervosa. –Você ainda é minha irmanzinha querida. –Quando Sham terminou, Zai deu um pequeno sorriso.

–Pera. –Benzaiten falou um pouco séria. –Por que esse "zinha", se somos gêmeos?

–Porque eu nasci primeiro, e o irmão homem, SEMPRE cuida da irmã! –Sham afirmou e Zai deu língua para ele.

–Vamos voltar ao assunto, SenJun. –Zei falou sorrindo.

–SenJun? –Junketsu perguntou confusa.

–To vendo muito anime!

–Eu não tenho motivos para gostar dela! –Senketsu falou cruzando os braços.

–Então me gida, o que você acha dela? –Jin perguntou malandro, já sabia onde iria dar.

–Ela é tão enjoada, é inocente de mais... –Começou Senketsu.

–Ele é tão chato, metido a sargento...

–Aquele jeitinho irritante de agir, aquele cabelo...

–Aqueles olhos vidrantes, o corpo escupido pelos deuses...

–E o rosto. O lindo rosto angelical. –Jin deu uma risada com o último comentário do amigo.

–Você tá super apaixonado! –Afirmou Jin.

–O que eu faço? –Senketsu perguntou se dando por vencido.

–Se declara. –Falou Zai empolgada.

–E se ele não gostar de mim? –Perguntou Jun. Estava insegura.

–Você só vai saber se tentar! –Sham tentou anima-la.

–E por falar nisso, já faz um tempo que ela está na outra mesa. –Junketsu e Senketsu se olharam de longe, mas logo desviaram quando perceberam.

–Eu vou tentar falar com ele! –Junketsu se levantou. –Mas, se alguma coisa der errado a culpa é dos dois. –Ela seguiu em direção a mesa dos outros. –Oi gente. –Ela disse sorrindo.

–Oi. –Disse Jin.

–Oi. –Senketsu falou frio.

–Eu queria falar com você, Senketsu! –Jun disse um pouco tímida.

–Não precisa, eu sei de tudo.

–Sabe? –Jun ficou um pouco corada.

–Sei! –Ele se levantou. –Mas isso não vai funcionar. Eu sempre fui solitário e isso não vai mudar! –Junketsu não teve reação. Acabou de levar um fora sem ao menos dizer uma palavra.

–Seu... Seu... Idiota! –Junketsu saiu correndo com os olhos um pouco marejados.

–Ai. –Senketsu reclamou do tapa que Sham deu nele. –Por que fez isso?

–Porque ela ia se declarar para você! –Sham disse sério. –Mas agora é tarde, pois ela deve pensar que você é a pior pessoa do mundo!

–Eu vou atrás dela. –Senketsu saiu correndo na mesma direção que Jun.

–Eles crescem tão rápido. –Jurojin disse dando um pequeno sorriso. –Mas eles esqueceram de pagar a conta! Vocês me ajudam- –Quando Jin olha para o lado percebe que nem Zai e nem Sham estavam mais ali.

–Senhor, a conta! –O garçom trouxe um papel para Jin.

–Aqui está. –Ele disse um pouco desanimado. –Vocês me pagam.

Um pouco longe

–Espera. –Senketsu chamou Jun.

–Não! –Obviamente foi em vão.

–Cuidado, você pode cair. –Na mesma hora Junketsu tropeça em alguma coisa e quase vai ao chão, mas é segurada por Senketsu. –Eu te avisei.

–O que você quer? –Ela falou limpando algumas lágrimas.

–Pedir desculpa.

–Hã? –Ela disse surpresa.

–Eu agi mal e nem dei a chance de você falar! Sinto muito. –Os olhos deles estavam conectados. –Você me perdoa? –Ambos levantaram.

–Sim! –Ela o abraçou e ele corou de leve. –O que você vai fazer amanhã? Estou pensando em um treinamento o que acha, professor Senketsu?

–Acho que estou livre lá para 13h. –Ele entrou na brincadeira. –E pode me chamar de Sen! –Ele falou um pouco vermelho.

–Sim. –O rosto que antes chorava estava com um lindo sorriso. Um lindo sorriso que Senketsu gostava de ver!

Notas finais
O que estão achando? Acho que já está na hora de colocar algumas mortes!