Os lábios mais doces
2 Álibi
Notas iniciais
–Eu não sei... Ah... Ok. Você vem me encontrar aqui? –Perguntei tentando disfarçar minha incerteza.
–Aham, vou te esperar aqui. Precisamos resolver algumas coisas... Minha gata. –Ele disse sorrindo com ar malicioso. –Agora vai. Tenho que ir trabalhar e não quero te deixar na rua.
Ele me acompanhou até a recepção e então se despediu. Subi para a minha sala e me sentei virada para a janela e me pus a observar o meu sonho se afastar vagarosamente em direção ao metrô. Virei-me e dei de cara com a minha supervisora. Ela me observava de modo avaliativo.
–Boa tarde, senhora T. — Eu disse em tom amigo.
–Boa tarde, senhorita Alysson. Como está? –Ela perguntou no mesmo tom.
–Bem...
...
Um silêncio pairou na sala, até que ela suspirou profundamente. –Você tem muito trabalho à fazer hoje. Fará hora extra. –Ela sorriu e antes de se retirar, já na porta, disse: -Já pode descer, hoje tem entrega de processos.
Entrega de processos nãããããão, meu Deus! Não vou sair daqui hoje. Logo pensei em César. Não sei se poderia encontra-lo... Respirei fundo e me preparei para deixa o conforto da minha sala e encarar o tumulto dos trens e metrôs.
Aquela correria. Estava perto do meu horário de almoço e eu ainda não tinha conseguido entregar metade das coisas que precisava. Estava comendo minha sobremesa num restaurante qualquer quando recebi uma mensagem da minha supervisora. O texto dizia: “Volte às 18h00min e procure entregar todos os processos.”. Corri para cumprir a meta e consegui. Não aguentava de dor nos pés, mas pelo menos não levaria bronca.
Estava próximo do meu horário de saída e eu estava ali, na sala da contabilidade, trabalhando incessantemente. Cansada, suada, desarrumada. Fui até o banheiro para mandar uma mensagem para César avisando que não iria para a casa dele. Em resposta ganhei: “ótimo, diga para sua mãe que sairá muito tarde do trabalho e que vai dormir na minha casa. Ótimo álibi.”.
Abri um sorriso e respondi: “por isso que eu te amo! Daqui uma hora e pouquinho estou saindo. Até logo.”.
Terminei o mais rápido possível e antes de sair liguei para minha mãe, avisando que sairia muito tarde e que dormiria na casa de César. Ela concordou e eu sai sorridente ao encontro do meu gato.
Ele estava me esperando com um sorriso largo. Corri para seus braços e ele me beijou de forma quente e prolongada.
–Vamos indo? –Ele perguntou segurando a minha mão.
–Claro.
Fomos conversando, rindo... Matando a saudade.
Então chegamos a casa dele. Nunca havia estado lá durante a noite. Adentrei a sala aconchegante e ele logo após fechar a porta me abraçou pelas costas.
–Senti sua falta... –Ele sussurrou no meu ouvido.
Não consegui responder. Os braços dele me seguravam de uma forma... Ele passou a mão pelo meu pescoço e virou meu rosto para o lado e me deu um selinho. Aos poucos fui me virando e logo estava de frente para ele. Beijei-o com desejo, puxando o cabelo da nuca de leve. As mãos dele desceram até a minha bunda e ele a apertou.
Ele deu alguns passos em direção ao sofá, me guiando. Virou, sentou-se e fez sinal para eu me sentar no colo dele. Sentei. Ele passou as mãos no meu corpo por debaixo da blusa e depois a tirou. Nossas bocas não se afastavam. Ele me fazia gemer só com os beijos. Ele me deitou no sofá e se pôs entre as minhas pernas. Tirei a blusa dele arranhando as costas.
Ele abriu a minha calça e a tirou. Logo depois abriu a bermuda. Ele segurou meus pulsos acima da minha cabeça e beijou meu peito, descendo para os meus seios... Eu não conseguia fazer outra coisa que não permitir que ele fizesse tudo oque bem entendesse. As mãos dele percorriam todo o meu corpo...
Estávamos quase lá...
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