Os guardiões
3 Two.....
Notas iniciais
-Isabella-
Senti Alice se mexer, ela estava com a cabeça em meu colo, e os pés no colo de Rosie, parecia que a gente já estava ali dentro a horas, para meu azar meu celular parecia descarregado.
Assim como o de Rosie e o de Alice não sabíamos onde estava.
— Rosie acho que a Alice está acordando.- A cutuquei.
— Hum... O que ?.- A voz dela estava sonolenta ?.
— Você estava dormindo ?.- Minha voz estava incrédula, eu não acredito que a vadia estava dormindo e tinha me deixado acorda sozinha.
— Eu não....
— Sei.- Mesmo no escuro, estreitei os olhos pra ela.
— Alice acordou ?.
— Ela só se mexeu.- Respondi cansada, e soltei um espirro, aquele lugar perecia uma ótima limpeza.
Não me julguem, eu tenho Toc, OK ?
— Enquanto ela dorme a gente podia dar uma explorada no lugar e achar uma saída...
— Não vou deixar a Alice aqui sozinha, Rosie, essa sua ideia está fora de cogitação!!
— Não é como se fosse aparecer uma aranha gigante e devorar ela, Bella.
— A gente podemos estar no santuário dos guardiõs Rosie, então por tanto não vou deixar ela aqui, se quiser ir fique a vontade.- Falei irritada.
— Eu vou mesmo, não quero acabar como os outros lá fora.- Falou se referindo aos esqueletos que vimos mais cedo, se levantou irritada e pegou a sua lanterna, e começou a iluminar o lugar que estávamos, a lugar estava vazio, e empoeirado, nos cantos das paredes tinham teias de aranhas, e velas que tinham chegado ao seu fim, e no centro da parede tinha uma pequena passagem estreita, ouvi Rosalie respirar fundo e se enfiar pela passagem.
Ela não se despediu, e muito menos falou se encontrasse uma saída, voltaria para nos buscar.
Pareceu passar segundos ou minutos, a minha cabeça estava em um turbilhão, estava meio difícil contar o tempo.
De repente, Alice se sentou e soltou um grito alto e assustado, tal ação que me fez dar um sobressalto.
— Bella ? Rosie ?.- Chamou com a voz agoniada.
— Estou aqui Alice.- Respondi enquanto tocava no braço dela, tentando acalmar ela, e ela mais que depressa se agarrou a mim.
— Estamos vivas ?
— Creio que sim....
Nem eu mesma tinha ideia se estávamos mortas ou vivas, diziam que quando morremos, passamos pelos guardiões, e eles nos mandavam para o lugar que a gente merecia.
Era uma espécie de paraíso pessoal.
Então o meu paraíso seria de tortura, com caras enormes com abacaxis em mãos, me esperando, para a minha tortura sem fim.
Talvez esse já seria o meu paraíso de tortura, um lugar imundo e assustador, para que que limpasse dia a pós dia, durante a minha eternidade no mundo dos espíritos.
Era até melhor do que os caras com abacaxis.
Talvez tenhamos morrido soterradas lá fora. Espero que minha mãe escolha uma foto bonita minha para por no jornal dos mortos.
E não a minha foto de quando tinha 13 anos, e usava aparelho ortodôntico, e tinha o rostos cheios de espinhas horrorosas.
Sai dos meus devaneios quando senti um tapa ardido na lateral do meu rosto.
— Hey.- Resmunguei, levando a minha mão a lateral do meu rosto, aqui com toda certeza ficaria roxo mais tarde.
— Você ficou muda do nada, cadê a Rosie ?.
— Ela se foi..
— Ela está morta ?.- Gritou, fazendo aparecer um zunido em meu ouvido.
— Ela queria te deixar aqui e procurar uma saída... Eu não quis então ela foi sozinha..
— Por onde ela foi ?
Quando eu iria abrir a boca para responder, escutamos um grito, mais alto que o de Alice quando acordou, e parecia mais assustado.
— E a Rosie.- Liguei a minha lanterna rapidamente, e iluminei a passagem estreita, por onde ela sumiu minutos atrás. — Ela passou por ali.- Apontei com a lanterna e Alice se levantou.
— Não sei se consigo passar por essa passagem é muito estreita.- Falou e novamente escutamos outro grito.
— Rosie, precisa da gente, então pare se fazer doce e ande logo.- A empurrei pela passagem, e rezei mentalmente para que não tivesse aranhas, ou outro bicho peçonhentos e venenosos ali.
Coloquei a minha lanterna na boca, e me enfiei pela passagem.
— Bells ?.- Chamou Alice ela parecia em choque.
— O que foi ?.- Perguntei temendo o que ela iria falar.
— Acho que tem uma aranha nas minhas costas.- Quase chorei quando ela proferiu aquelas palavras.
— Só anda rápido, Alice, não consigo me mexer.- Falei começando a entrar em desespero.
Quando saímos daquela passagem, Alice começou a se debater e a gritar e tentei iluminar ela com a lanterna mais não conseguia, já que a baixinha não parava quieta.
— Hey, Alice, deixa eu ver fique quieta.- A segurei pelo braço a obrigando a ficar parada, ela tremia tanto, que estava me dando aflição na mão por segurar ela.
— Tira, Bells, por favor.- Choramingou, e comecei a iluminar as costas dela temendo o que eu iria encontrar ali, então parei no onde o bicho estava.
— O que é, Bells ? Ande pode me dizer serei forte, é uma aranha ? Ou um morcego chupando o meu sangue de bruxa ?
— É uma aranha, Alice, e ela é maior do que as aranhas que costumamos ver.- A cutuquei com a lanterna. — E ela me parece um tanto morta..
— Óbvio que ela vai se fingir de morta né, Bells, sabe que seu fim está próximo.- Grunhiu e eu ri.
— Alice, eu tenho muito mais pavor de aranha que você.- Desgrudei o bicho morto das costas dela. — E ela está realmente morta.-
Iluminei a aranha que estava encolhida no chão, com as patas para cima, confesso que deu dó.
— Que espécies de aranha é essa ?.- Perguntou Alice, realmente a aranha tinha uma cor diferente, eu nunca tinha visto antes.
— Eu não sei, eu nu...
— Está ouvindo isso ?.- Levantou o dedo e olhou ao redor.
— O que ?.- Arregalei os olhos.
— Rosalie, parou de gritar.- Sussurrou.
— Ai meu deus.- Gritei, em nossa pequena "briga" por causa da aranha, eu acabei me esquecendo de nossa amiga loira. — Rosie.- Gritei, iluminando ao redor com a lanterna, mais não tinha nem um sinal dela ali, como na sala em que estávamos, tinha teia de aranha por todos os lados e pedaços de vela, a parede estava pintada em um branco sujo e mofado.
E o que tornava o lugar mais assustador, era que a sala, parecia uma igreja abandonada, com bancos caindo ao pedaços, e com um altar onde tinha uma grande cruz que tomova a maior parte dele.
— Horripilante.- Tremeu Alice, cruzando os braços, e eu apenas concordei com ela, com um simples asceno de cabeça.
No canto a esquerda, tinha mais uma passagem, mais dessa vez a passagem era larga o suficiente, para que não precisasemos passar grudadas na parede.
— Tem outra passagem ali.- Falei me movendo em passos largos até lá e senti os paços de, Alice, atrás de mim.
Depois que adentramos a passagem e saímos em um pequeno corredor, e vi uma luz sair de dentro da única porta solitária ali.
— Olha ali.- Apontei em direção a luz.
— Sera que tem água quente ?.- Disse sonhadora, e eu revirei os olhos.
Paramos bem próximo a porta, e fiquei com medo de entrar ali, e do que poderia encontrar.
— Vai logo, Bella.- Me cutucou.
— Vai você primeiro.- Sai da frente e fiquei por trás dela.
— Nem vem, as mais velhas na frente.- Me empurrou e grunhi
— Te odeio.
— Medrosa.
— Olha só que fala.- Respirei fundo, e entrei na sala de uma vez, e estaquei com a visão que tive.
Rosalie, estava parada no meio da sala, e parecia muito bem. Ela encarava fixamente as três figuras adormecidas em sua frente.
Isso mesmo os três guardiões estavam realmente ali.
Eles estavam, dentro de caixões de vidro, que parecia estar fundido a parede, e o mesmo estava em pé.
Eles tinham apenas uma túnica amarrada em volta da cintura, o peitoral dos três tinham tatuagens exatamente iguais.
E os cabelos que ficavam, a uns três palmos abaixo dos ombros, eles pareciam tranquilos e serenos, a sujeira em volta do tampa do caixão não me permitia ver mais nada além disso.
Por tanto tempo acreditei que eles não existiam, que era só a imaginação fértil de alguns anciões que passaram essa história, de século a pós século.
Agora os três estavam ali na minha frente, para provar o quanto eu estava errada.
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