Notas iniciais
Ho Hey Eu sei que demorei. Não darei nenhuma desculpa; estava com preguiça, fim. Gostaria de agradecer ao Lianou por ter favoritado e a Dani e Minha Flor (pois é) por terem comentado. Enfim coisa iluminadas, acho que enrolei demais. Com vocês o capitulo:

Merida entrou no quarto de sua mãe, que estava se recuperando do grande desgosto que tivera de sua filha. A ruiva trazia nas mãos uma taça com a poção que seu “amigo” misterioso lhe deu. O líquido tinha uma cor roxa um tanto avermelhada, muito parecida com vinho. E óbvio que a princesa resolveu aproveitar sua semelhança.

Elinor estava parada em frente à janela. A jovem se aproximou da mãe e colocou a mão em seu ombro.

– Mãe? – ela testou

– Merida, eu realmente espero que... – antes a rainha que pudesse continuar sua filha a cortou.

– Mãe, eu sei que eu agi mal nessa tarde. Por que não tentamos conversar tranquilamente? – Merida sugeriu. – Eu vim em paz, eu até trouxe um pouco de vinho.

Elinor aceitou a taça e passou muito tempo analisando o “vinho”. A rainha abriu à grande vidraça e derramou todo o líquido. Merida ficou boquiaberta. Como ela havia descoberto?

– M-Mãe? – a jovem gaguejou incrédula.

– Eu não posso acreditar que minha própria filha tentou me envenenar. Não basta mais me desobedecer, também tem de me matar?

– Envenenar você? Mãe, eu não... – ela tentou completar a frase, mas logo foi interrompida pela grande nuvem de fumaça, formando a figura já conhecida pela ruiva. A figura que havia prometido lhe conceder seus desejos.

– Você?

A ruiva pegou o arco e flecha e mirou na figura escura, mas a arma acabou acertando no braço de Elinor. Como isso aconteceu? Merida nunca erra seu alvo. A garota se aproximou da mãe, preocupada. A rainha, friamente, deu-lhe um tapa com força, sua bochecha ficou da cor do falso vinho.

– Pode levá-la, Breu. – Elinor ordenou

– Mãe, você não pode me deixar. – a jovem implorou entre soluços e com os olhos cheios de lágrimas. A garota mal se reconhecia. Pela primeira vez a rebelde se sentia frágil e desprotegida. – Por favor, mãe, só me dê uma chance.

– Chance do que? Uma chance de me envenenar novamente? Eu tenho vergonha em te chamar de “filha”. – Merida queria se desculpar, ela queria falar qualquer coisa, mas naquele momento ela só conseguia chorar. — Não queria se livrar de mim? Considere que o serviço já está feito.

Essas foram às últimas palavras que a princesa rebelde ouviu antes de ser tomada pelas sombras e pela areia negra.

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– Pronto, terminei. – Soluço anunciou

– Finalmente. – a princesa disse, revirando os olhos. – Podemos ir agora?

– Podemos. Só me deixe... – o garoto olha em volta procurando sua ferramenta

– Procurando por isso? – Anna ironizou com o grande martelo de metal em mãos – Vem me pegar, Soluço!

A garota começou a correr pelo lago congelado, rindo como uma criança. Soluço a “perseguia”. A fina camada de gelo rangia ao fazer contato com sua pesada perna de metal.

– Anna, me devolve. – ele pediu

– Tudo bem... — bufou

Ela jogou o martelo na direção do jovem viking, por pouco não o acertando. A ferramenta de metal ficou presa no gelo, deixando uma enorme rachadura.

– Você é maluca. – não foi um questionamento, foi uma afirmação.

O castanho se abaixou para pegar sua ferramenta. Estava muito emperrada. O garoto juntou todas as suas forças e retirou o martelo. O gelo se quebrou e Soluço cambaleou em direção a “cratera” de água em meio ao lago congelado.

– SOLUÇO! – a princesa gritou

O garoto caia depressa. Banguela pulou na água e nadou o mais rápido possível. Com muito esforço conseguiu alcançá-lo, porém já era tarde demais. O dragão saiu da gélida água carregando Soluço em seu focinho e com desespero em seu olhar. O Fúria da Noite esfregou seu focinho no corpo frio do garoto. Sacudiu-o. Chamou-o. Até lançou um pouco de sua chama próxima ao jovem viking, na esperança de aquecê-lo. Era tudo em vão. Sua pele estava roxa, gélida e morta. Completamente morto. Anna se aproximou cautelosamente do corpo e fechou os olhos mortos do garoto. Agora imagine que ele está só dormindo, ela pensou. Nada do que imaginasse adiantaria. Soluço faleceu por conta de sua inconsequência.

De repente uma memória surgiu na mente do Fúria da Noite. Uma memória que poderia se tornar uma esperança.

“Pra mim não acabou”

Notas finais
Opinião de autora: na minha mente ficou 1000000000000000 de vezes melhor. Sim, eu baseei a morte do Soluço na morte do Jack Frost (estranho, não?) Bem, sabem que eu faço a Anna assim porque eu (minha família, meus amigos e um ser que mal conheço) me considero muito parecida com ela. Então... Eu não sei. Beijinhos de luz :*