Notas iniciais
Ho hey Então, nesse capitulo irei introduzir dois personagens que são mais ou menos meus. Alguém aqui conhece "Guardians from Ga'Hoole"? Não? Eu sei que sou a única Guardiã de Ga'Hoole do Nyah!, mas tudo bem. Certo, se não conhecem, irão conhecer um pouquinho agora. P.S: Dani, não me mate. Eu não consigo escrever "As escolhidas do Olimpo".

Soren estava sentado próximo à janela de seu quarto, concentrado em “A batalha dos punhos de gelo”, o livro que Ezylpro havia lhe entregado pouco antes de morrer. Às vezes olhava para o teto, tentando impedir que as lágrimas caíssem. Ele nunca iria se esquecer de vê-lo fraco, deitado em sua cama, quase incapaz de falar. Mesmo estando dominado pela doença, Ezylpro encontrou forças para lhe entregar o livro e dizer “Peço que mantenha o livro em segredo. Nunca o deixe cair em mãos erradas. Soren, eu confio em você, e quero que sempre confie em seus instintos”. Essas foram suas últimas palavras. O velho faleceu logo após que Soren deixou seu quarto. O garoto ficou arrasado. Mais que um professor e um mestre, Ezylpro foi um pai para Soren. Não importava o quanto brigavam seu laço nunca desmanchou.

Duas semanas haviam se passado desde a tragédia. Soren estava lendo e se recuperando, mas uma questão não saia de sua cabeça, “O que tem de tão importante nesse livro?”.

– Soren! – ouviu a voz de sua melhor amiga, Gylfie, lhe chamando.

O garoto fechou o livro e, ainda com ele no colo, desceu escorregando pelo corrimão. Ele não fazia questão de escondê-lo de Gylfie. Ela era a única que sabia sobre o livro, pois era a única em que Soren confiava o suficiente para contar.

– O que houve? – ele perguntou, abaixando a cabeça para olhar diretamente para a amiga.

– Não precisa olhar para o chão, Soren. – a menina revidou

– Não fique triste, Pequena Gilfy. — Soren era alto, pálido, com cabelos entre o loiro e o caramelo e olhos negros. Gylfie era exatamente seu oposto. Baixinha, pele um pouco morena, cabelos castanhos escuros e olhos azuis. Na personalidade os dois também não eram muito compatíveis. Ela sempre usava a razão, enquanto o garoto deixava-se guiar pelos seus instintos, o que deixava a garota um pouco irritada. Mas quem poderia culpá-lo? Soren apenas fazia o que Ezylpro ensinou... Ezylpro. – Mas, o que aconteceu?

– Estão chamando no salão principal. Os Quatro Magos Mestres estão aqui. Provavelmente para... – a garota se calou

Para dar um último “adeus” a Ezylpro, Soren completou mentalmente: — Certo Gilfy. Então... Vamos?

– Vamos.

Soren escondeu o livro debaixo de seu travesseiro e eles caminharam até o salão principal. Para a surpresa de todos (ou de quase todos) ali presentes, não eram Os Quatro Magos Mestres. Era Mama Gothel, que havia sido expulsa, juntamente com Breu, por traição. Soren e Gylfie se olharam, tentando entender o porquê de ela estar de volta.

– Caros aprendizes. – a mulher começou. Soren bufou, eles nunca haviam se dado bem. – Todos já sabem que há exatamente duas semanas todos os Magos sofreram com a grande perda de Ezylpro. — Não importa quem irá falar o assunto sempre será o mesmo. – O que a maioria não sabe é que, no dia de sua morte, o livro de “A batalha dos punhos de gelo” foi perdido.

– A batalha dos punhos de gelo. – Gylfie sussurrou, mas o som foi o suficiente para Soren ouvir.

– O livro que Ezylpro me deu. – o menino confirmou um pouco assustado, lembrando-se da frase do velho, “Nunca o deixe cair em mãos erradas”. Soren sentia que tinha de buscá-lo. Ele agarrou o braço magro e pequeno de sua amiga, apertando-o um pouco.

– Ai, Soren! – Gylfie reclamou, o despertando e chamado atenção para a marca vermelha do braço da menor.

– Hã... Gilfy me desculpe.

– O que houve Soren? – ela questionou

– Eu preciso pegar o livro.

– E eu vou com você.

Saíram devagar, mas se apressaram logo que chegaram aos corredores. Ouviam passos e viam uma sombra, tinham certeza de que estavam sendo seguidos. Aumentaram a velocidade até chegarem ao quarto do garoto. Soren rapidamente retirou o livro debaixo de seu travesseiro.

– Achou mesmo que poderia escapar. – o garoto ouviu uma voz feminina. Virou-se, era Mama Gothel, segurando Gylfie contra a parede. – Então foi para você que Ezylpro deu o livro? Ele sempre teve tendência a gostar dos mais rebeldes.

– Solte-a!

– A decisão é sua: o livro ou sua amiguinha?

– Gilfy...

– Ela é tão pequena e frágil, nem precisarei usar muito do meu poder para acabar com “Gilfy”.

Soren soltou o livro, deixando-o cair no chão.

– Agora, solte-a.

– Como queira. – a mulher o obedeceu, fazendo a jovem cair.

O garoto foi até sua amiga, com preocupação no olhar.

– Está tudo bem?

– Está. Eu não acredito Soren, como pode entregar o livro?

– Aquela é só a capa. Todas as páginas estão aqui, dentro do meu casaco.

– Soren, você enlouqueceu? Mama Gothel não é uma idiota.

– Eu sei que não. – ele disse abrindo a janela e segurando a mão de Gylfie – Mas isso me dará tempo de pular.

O loiro fechou os olhos se deixou cair.

Notas finais
Bem, agradeço a todos que comentam, favoritam e acompanham. São todos coisas iluminadas. Dois comentários para a continuação. Preciso que me falem o que acham de Soren e Gylfie (DI-VOS) Beijinhos de luz :*