Os filhos da liberdade

1 Prólogo: A ascensão do rei


Notas iniciais
Minha primeira fic e apenas o prólogo de uma grande história , então a leitura pode acabar se tornando um pouco cansativa em certos momentos, mas saiba que dei tudo de mim, então por favor, leia e divirta-se. Críticas construtivas são muito bem-vindas. Boa leitura!

Um dos guardas adentrou ao grande salão as pressas, derrubando uma das servas que carregava uma grande bandeja com frutas e vinho enquanto clamava por seu rei. A armadura de prata sobre a cota de malha reluzia em cores vibrantes à luz das velas. O escudo, de ouro negro, exibia a imagem de esccravos humanos ajoelhando-se perante um grande elfo, o rei Dyrin, simbolizando sua crença na supremacia dos elfos perante as outras três raças.

O rei encontrava-se no centro do salão, sentado a mesa. Era alto e corpulento, mas de feição jovem, com uma grande cicatriz a partir de seu olho esquerdo . Seus olhos eram de um cinza intenso, seus cabelos eram tão dourados que podiam ser confundidos com ouro. Seu sorriso sínico revelava uma personalidade traiçoeira e perigosa, mas sua característica de destaque era sua armadura, de um escarlate vivo e detalhes em preto, produzida através do Drakonium, um material raro, encontrado no interior de um dragão derrotado.

O cavaleiro ajoelhou-se ante a presença do rei em sinal de respeito, aguardando uma audiência com este. O rei se preparava para ingerir o vinho quando notou a presença do cavaleiro. Levantou-se calmamente e se pôs diante do mesmo:

— Posso ajudar, cavaleiro? — Indagou, sacando sua espada e balançando-a no ar, como se admirasse a brilhante lança de Drakonium.

— Me-Meu senhor! O rei Ronan exige uma audiência com o senhor imediatamente! — O cavaleiro tremulava ao proferir as palavras “exige” e “imediatamente”. Seus olhos seguiram a espada do rei, que balançava de um lado a outro. Esperou alguns instantes, até que se levantou e deu meia volta. Foi quando a lâmina penetrou seu torax em um único movimento, sendo retirada logo depois. O guerreiro cambaleou e apoiou-se na mesa, deixando seu escudo cair e rolar pela sala. Neste momento, o ferimento já jorrara uma grande quantidadae de sangue, manchando o prata de um vermelho escuro. Olhou seu carrasco por uma última vez, enquanto o corpo perdia as forças e caia ao chão, sem vida.

— Eu, Dyrin, rei dos elfos, sou seu único rei! — O sádico monarca moveu sua espada em um arco, livrando sua lâmina outrora maculada do sangue do cavaleiro, que agora escorria pelo chão. Embaiou a espada e em seguida e retormou a sua refeição.

A serviçal retornou ao salão momentos depois, com uma nova bandeja com frutas e mais vinho. Quando viu o corpo morto, mordeu os lábios e deu um passo atrás, mas não antes de soltar um grunhido de pavor. O rei, que ainda parecia incomodado com o comentário do cavaleiro, tornou a levantar da mesa, desta vez, lançando a taça de vinho ao chão:

— Vá, diga a Ronan que ele tera a audiência que tanto anseia. Quero que chame os guardas para limpar esta bagunça — Ordenou, olhando enojado o cadáver no chão.

[...]

Dyrin aguardava pacientemente seus convidados na sala de reuniões. A sala de reuniões é uma das várias salas do castelo do rei Dyrin. Feita inteiramente de madeira, é decorada com vários quadros dos reis anteriores, incluindo seus grandes feitos, como a derrota do grande dragão Drogon no cemitério das almas ou a tomada da fortaleza de British — O antigo nome do castelo de Dyrin, quando este era governado por um cavaleio real da raça humana —. No centro do pequeno salão, há uma grande mesa de prata, adaptada pelos tecnomagos para manter contato com os próprios, além de servir como uma poderosa ferramenta de vigilância, já que possui acesso a um grande mapa ao vivo de todo o reino elfo.

A espera acabou quando Ronan entrou na sala de reuniões com dois guardas em sua escolta. Diferentemente de Dyrin, Ronan era um homem de honra, com uma expressão severa e rígida. Possuia um cabelo negro e curto que chegava aos ombros, olhos azuis escuro e pele negra. Não portava uma armadura convencional, mas sim um exoesqueleto mecânico, característico de seu povo e sua tecnologia avançada, com uma arma que se assemelhava a uma pistola na cintura e uma espécie de lanterna do outro lado. Os dois guardas possuiam um exoesqueleto branco e azul, padrão do exército dos tecnomagos, ambos com um par de pistolas na cintura. Aproximaram-se de Ronan quando este se sentou na cadeira a frente de Dyrin:

— Sejam bem vindos, meus convidados! A que devo a honra desta maravilhosa visita? — Desdenhou Dyrin, batendo os indicador e o medio na mesa de maneira alternada. De certa forma, ele parecia esperar por esta visita a muito tempo.

— Não tenho tempo para seus joguinhos, Dyrin, você sabe o que eu quero! — Ronan parecia extremamente impaciente com seu anfitrião, e um conflito entre ambos não pareceria tão inesperado assim, se não fosse o tom calmo das palavras de Dyrin. Ele parecia brincar com o Rei tecnomago.

—Oh-Oh! Sim, é claro. Perdão, jovem rei. Havia me esquecido deste pequeno assunto — Disse, fazendo uma pausa e degustando o maravilhoso vinho preparado pelos serviçais — Bom... já está tudo planejado. A arma poderá disparar a qualquer momento.

— O que quer dizer com isso, Dyrin? Nosso acordo era a instalação da arma em suas terras, e em troca, nós, os tecnomagos, os pouparíamos da aniquilação total! Não lhe foi ordenado disparar em alvo algum! — Neste momento, Ronan já estava a ponto de sacar sua arma. Traição? O que o rei Dyrin estaria planejado? Ronan não se conteve por muito tempo, sacou sua arma e partiu em direção ao rei. Quando se preparava para o apunhalar com uma espécie de sabre de luz, uma arco luminoso surgiu em sua retaguarda. Com seus reflexos avançados, o rei interceptou o golpe de um de seus guardas com sua espada, mas já era tarde de mais.

— Bom... eles fizeram um ótimo trabalho ao “servir” você, Ronan, mas creio que você já não seja necessário para meus planos... — Dyrin levantou-se, caminhando em direção a janela e apontou, além das montanhas. Instantes depois, um clarão de luz verde inrrompeu de algum lugar além das montanhas. A pressão foi tanta que até mesmo no castelo, que se localizava a aproximadamente 10 mil milhas de distância, foi possível sentir os efeitos de tamanha quantidade de energia. O ar tornou-se mais quente e as janelas trincaram.

— N-Não... Não pode ser... lá era... os meus soldados... OS SEUS SOLDADOS! DYRIN!!! — Ronan liberava toda sua fúria, mas já era tarde demais. A milhas dali, soldados elfos e tecnomagos disputavam uma guerra contra os humanos a vários dias pelos recursos minerais da região. Era provável que a batalha durasse vários meses tamanha a quantidade de soldados nas localidades. Agora... nada, não havia absolutamente nenhum rastro de que um dia, aquilo foi um local habitável. Uma cratera negra de proporções titânicas e a falta de montanhas transformavam a área montanhosa em absolutamente... nada.

— É chegada a hora de uma nova era! Uma era livre de guerras, livre de mortes, onde apenas um ÚNICO rei governara as três raças, assim como um dia os anjos fizeram. Mas, infelizmente, você não estará incluído neste mundo, Ronan. Levem-no! — O rei genocida ordenou aos traidores, que imediatamente imobilizaram e levaram o rei dos tecnomagos para outro lugar.

Notas finais
Bom pessoal, acho que é isso ai. Não se preocupem se não entenderem o que são tecnomagos ou o porque da tal guerra, tudo sera explicado nos próximos capítulos. Obrigado por tudo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.