Notas iniciais
Oiiii, tudo bem com vocês? Cheguei com um novo capítulo, mais um narrado pela Cecília! Espero que vocês gostem...

P.O.V. Cecília Mason

Era um fato que o encontro com os gêmeos havia sido estranho, também era um fato que Dylan havia me chamado e, por último, que ele brigara comigo por ter respondido corretamente a poção Summa a qual me fora mostrada.

Entretanto uma solução fora encontrada para a invasão, Dylan não ficou muito feliz, nossa vinda era para ser secreta, bem como nossa estadia no castelo, porém tudo foi colocado a perder.

Saímos do 7° andar rumo ao jantar, o Salão lotado, tanto de pessoas quanto de comidas, nos fez silenciosos, o sabor de cada coisa era muito bom, mesmo eu preferindo o de casa.

E, agora, estou eu aqui novamente, mas para o café-da-manhã.

— Desculpa o atraso. – Dylan se sentou ao meu lado pegando um belo pedaço de torta de abóbora. Ignorei. – Ceci, o que está acontecendo?

— Estou passando as instruções de herbologia. Não vou atrapalhar mais nada. – ele suspirou.

— Vamos torcer para ninguém te provocar.

Terminei de comer, dirigindo-me para as estufas.

— Olá, alunos – o professor Longbottom encontrava-se animado. – Acredito que estejam curiosos para descobrirem o objeto guardado na caixa a frente de cada um. – olhei, era uma caixinha de madeira simples. – Podem abrir. – todos pareceram animados.

Coloquei a mão sobre a tampa, abrindo cuidadosamente, ali dentro tinha uma bola de aparência estranha, podia-se ouvir alguns alunos com nojo.

— Guelricho. – o homem sorriu. – Essa a planta. Peguem-na. – alguns poucos alunos recusaram-se enquanto a maioria parecia incerta sobre obedecerem o professor.

A planta era viscosa na mão e sua cor verde-acinzentada também não era das mais agradáveis.

— O Guelricho dá, a quem o come, o poder de respirar embaixo da água, provocando transformações no corpo. A pessoa passa a ter nadadeiras entre os dedos e guelras.

— A pessoa vira um peixe, professor?

— Mais ou menos, ela continua tendo a aparência humana, mas, em seu corpo, cria-se adaptações para a vida aquática.

A aula passou assim: o homem dando informações, os estudantes faziam perguntas, ele as respondia.

. . .

Herbologia passou rápido, bem como aritmancia.

Nesse momento, todos seguiam para o Salão Principal esperando pelo almoço, eu estava no meio das multidão quando alguém segurou meu braço.

— Preciso falar com você. – eu conheço essa voz.

— Sobre?

— A garota salva. – Deixei Dylan me puxar até uma sala vazia.

— E então? – Cruzei os braços, observando o garoto andar de um lado para o outro, de repente indeciso se me contar era o certo. – Dylan, você chamou-me aqui para dizer que não deveríamos ter entrado na luta novamente?

— Não. – ele parou. – Ela está na enfermaria, deram poções, porém continua fraca, fica acordada por pouco tempo. Imaginei que fosse querer saber. – ele me conhecia.

Ele me conhecia bem demais, sabia a única coisa capaz de vencer minha frieza: a educação de salvar, sabia que a garota podia ter sido atacada por algo desconhecido para os outros, sabia que não nos apegávamos e eu o conhecia, sabia seu pedido silencioso.

— Eu?

— Você já a salvou. É mais fácil. – saí da sala, entrei no Salão Principal, colocando pouca comida no prato.

— Como descobriu?

— A professora perguntou o motivo do Potter não estar lá e um ruivo disse. Vai agora?

— Até iria. – respondi – Entretanto, para isso, chegaria atrasada na aula. – ele me encarou por um tempo até falar.

— Você não muda mesmo.

— Talvez não. – dei a última garfada. – Qual a razão de ter mudado de opinião?

— Aquele dia, queria te proteger, na verdade, não só você, mas nosso segredo. – ou seja, nossa localização ele queria dizer.

— E, agora, isso não está em risco. – ele deu de ombros. – Vou para a aula. – levantei-me, entretanto o moreno me segurou pela segunda vez.

— Só... pensa, tá? – o olhei por alguns minutos e me soltei.

Em feitiços, tivemos que treinar os de atrair e repelir objetos, utilizando os pequenos trazidos pelo professor.

Já em transfiguração, fizemos o bom e velho feitiço de transformar taça em rato. Nada muito útil.

Assim que fomos liberados, segui para a Ala Hospitalar.

— A senhorita não pode entrar. – uma senhora bloqueava a passagem.

— Quero ver a Potter. – ergo a cabeça em um jeito típico dos Masons.

— Ela já tem visitas demais.

— Não vou demorar.

— A senhorita não...

— Por favor, madame Pomfrey, ela salvou minha irmã. – um menino de cabelos pretos rebeldes e olhos verdes-esverdeados apareceu. A tal da madame Pomfrey ficou quieta por uns minutos, mas acabou cedendo.

— Obrigado por salvá-la. – ele agradeceu.

Foi nessa hora que entendi o fato da sala estar cheia, tinha oito pessoas ali, um ruivo com uma morena ao seu lado, um menino extremamente parecido com o garoto ao meu lado e uma ruiva estavam ao pé da cama, provavelmente os pais dela, tinha um outro homem o qual logo percebi ser metamorfomago devido às alterações no cabelo, tinha a impressão de já tê-lo visto, o Potter encontrava-se ao lado da irmã e, por fim, a Weasley do dia anterior que estava mais afastada com o primeiro casal.

Aproximei-me da garota pelo lado oposto ao do Potter, só ai ele ergueu a cabeça.

— O que faz aqui? – perguntou com raiva.

— Vim ver sua irmã. – estiquei a mão e comecei a passá-la, com a palma virada para baixo, sobre o corpo da ruiva após ter murmurando “Ostende iniurium”.

— Somnum aeternum. – disse baixinho.

— Você é louca, nem faz sentido o que diz.

— James, ela salvou Lily. – o mais novo entrou.

— Ela é uma Mason, Alvo. – Potter apontou para mim. O metamorfomago ergueu a cabeça, pude ver raiva em seus olhos e lembrei, não de onde o tinha visto, mas quem ele me lembrava.

— Não me interessa, James. Alvo tem razão; ela salvou Lily, deveria agradecê-la, não tratá-la assim. – o pai dele brigou. – O que significa isso.

— Mas...

— Mas nada, James. – a ruiva deu um ponto final na discussão.

— Tem certeza que ela é confiável? – o metamorfomago perguntou.

— Creio não conseguir provar, Lupin. – coloquei a mochila apoiada no canto do criado-mudo, a abrindo.

— Como sabe meu... quem sou eu?

— Provavelmente pelo mesmo motivo de você ter agido como agiu. Quanto ao que disse, senhor Potter, Sumnun aeternum é o nome de um feitiço, ele faz o seu alvo perder as forças, ficando igual a sua filha, como quando não se come direito e passa vários dias dormindo para tentar recuperar energia.

— Eu...não conheço esse feitiço. – a mulher morena disse pela primeira vez, parecia confusa. Puxei minha varinha apontando para a mochila.

— E não existe nada que Mione não saiba. – o ruivo a defendeu. Olhei para o frasco com um líquido azul claro dentro.

— Receio, senhor, que sua esposa não saiba de tudo; existem conhecimentos além dos ensinados ou encontrados em livros normais. – Quantos anos ela tem? – apontei para Lily.

— 11. – a ruiva mais velha me respondeu, destampei o frasco, virando-o cuidadosa e lentamente. Alguém segurou meu braço, levantei o frasco rapidamente.

— Você não vai dar nada desconhecido para ela.

— Remotio Summa, agora, posso dar?

— Summa? Por isso você acertou a poção na aula? Já tinha feito? – a tal Rose Weasley parecia curiosa.

— Não, Weasley, não fiz a poção. Aquela era Effusio Summa, são diferentes. Só reconheci, pois li sobre ela uma vez.

— Não precisa falar assim. – Lupin protestou.

— Rosie, você não sabe quem os Masons são? Harry, eles odeiam mestiços e nascidos-trouxas, esqueceu? Como pode confiar nela? – o ruivo estava vermelho.

— É verdade, assim como os Weasleys são conhecidos como traidores de sangue. – digo indiferentemente.

— Ela é a pessoa responsável por Lily estar nessa cama e não embaixo da terra.

— Não confio em você. – Potter exalava raiva, porém o problema era outro: enquanto falava, ele balançava o braço o qual segurava a poção.

— Acredito que não queira matar sua irmã.

— Não.

— Então acho bom parar de balançar meu braço.

— Matar? Você está ouvindo, Harry? – o ruivo disse ao fundo, contudo, ninguém respondeu, pois Potter falou logo em seguida.

— Você vai envenená-la?

— Eu a salvei, por qual razão a envenenaria?

— Talvez impedir o Avada Kedavra tenha sido para ganhar nossa confiança?

— Essa é a ideia mais ridícula que já ouvi. – ele vacilou, aproveitei e soltei meu braço, pingando duas gotas na boca da garota.

— Não devia ter feito isso. – tampei o frasco.

— Remotio Summa é uma poção extremamente poderosa e, como tudo poderoso, também é perigosa. Deve ser dada na quantidade e períodos certos. – entreguei o item para a mulher ruiva. – Dê duas gostas a cada 12 horas, nem mais, nem menos.

— Qual o motivo de eu não estar convencido? – Potter questiona.

— Idiotice.

— Senhorita Mason, tem um sonserino ameaçando entrar caso a senhorita não saia.

— Nathan. – murmurei. – Obrigada, madame Pomfrey, já vou.

— Ele aqui também, não. Sem chance.

— O amor de vocês, Potter, é incrível. Senhora Potter, pode pedir para alguém ver se não tem nada das trevas e gostaria de ter o resto de volta assim que ela melhorar; a poção é rara. – coloquei a mochila no ombro.

— Tudo bem.

— Vocês deveriam ouvir mais os mais velhos. – segui para a porta. – Ah, e, Lupin, o sobrenome é bem forte, hein?

Notas finais
Olha eu aqui. Gente, o clima ficou tenso na Ala Hospitalar, hein? De quem será que a Cecília lembrou? Qual é a razão de Teddy ter agido como agiu? E por que será que o sobrenome dela é importante? Até o próximo...