Os desastres do amor
4 Aniversário de namoro
Notas iniciais
Pov's Catarina
Acordei bem cedinho, pois precisava ir comprar minha roupa para hoje a noite, preparar os pratos para o meu jantar de aniversario de namoro, depois esperar o Felipe sair para arrumar o apartamento dele e ainda tinha que inventar uma mentira para o Felipe achar que não me irá me ver hoje.
Fiz minha higiene matinal, coloquei um vestidinho solto, por conta do calor e fiz uma leve maquiagem para ir comprar uma roupa no centro, ainda iria passar no mercado. Fui para a cozinha ver o que minha mãe preparou para o café. Cheguei na cozinha lhe dei um beijo acompanhado de um bom dia, ela fez panquecas, pois sabe que eu amo.
— Obaa, panquecas. — falei levando a boca com café.
— Sabia que voce ia amar filha, mas para onde vai tão bonita? — Ela estava curiosa.
— Irei comprar uma roupa para hoje a noite mãe, eu e o Feh estamos completando um ano de namoro.- Falei super animada.
— Ah lembro que você comentou, ele também está animado assim? Vocês irão passar o dia juntos?
—Não mãe, irei fazer uma surpresa para ele, qualquer coisa se ele ligar aqui, a gente vai viajar ok?- Falei séria.
— Tudo bem Cath, mas cuidado com essas surpresas viu.- Minha mãe como sempre me avisando.
— Relaxa mãe, ja está tudo certo.
— Ai filha lembro até hoje do aniversário de namoro meu e de seu pai, foi tão lindo, nós fomos no parque de diversão, estavámos tão encantados, não que ainda não estajamos mais aquele dia foi magico. — Os olhos dela brilhavam.
— Nossa mãe que fofo, e quem diria que vocês estariam até hoje, tomara que eu e o Feh seja igual.
— Tomara minha filha, o que eu mais quero é que você seja feliz. — Ela disse acariciando meu rosto.
— Mãe posso te fazer uma pergunta? — Falei indecisa.
— Ja fez uma. — Ela riu e fiz careta.- Brincadeira Cath pode sim.
— Quando você soube que estava pronta? — Minhas buchechas queimaram, ai que vergonha.
— Pronta para o que?
— Para perder.
— O que Cath?
— A virgindade mãe. — Me irritei e falei de uma vez.
— Ah Cath, eu soube quando me senti confiante no que eu estava fazendo. — Ela me disse meio envergonhada mais mesmo assim compreensiva.
— Foi com meu pai?
— Aham, foi mágico. Mas por quê a pergunta do catarina?
— Ah mãe senhora sabe né.
— To brincando, mas só perca quando você estiver preparada não se precipita.
— Ok mãe obrigada.- Olhei para o relógio ja era 11:00. — Mãe tenho que ir comprar as coisas beijos.
Peguei um táxi que estava passando na hora para a minha sorte e quando estava perto do centro meu telefone toca, era ele.
Ligação on
— Bom dia meu amor. — Falei carinhosamente.
— Bom dia minha princesa, vamos passar o nosso dia juntos?
— Nem vai dar Feh,vou viajar com meus pais. — Uma mentirinha não tem nada de mais.
— Ah Cath não acredito, já não nos vemos a dois dias e justo no nosso primeiro aniversário você irá viajar? — Ele estava decepcionado.
— Desculpa Felipe, eu tentei adiar mas meu pai não quis nem ouvir.
— Tudo bem Catarina, boa viagem.
Ligação off
Putz ele ficou muito bravo, mas a noite domo a fera. Cheguei no centro e fui às compras, comprei um vestido e uma sandália perfeitos para o momento, passei no mercado e comprei as coisas que faltava para o jantar. Chegando em casa fiz a lasanha e fui me arrumar.
As horas passaram voando, quando olhei no relógio ja era 21:30 fui correndo para a casa do Feh pois ele chegava da faculdade 22:30. O porteiro me deixou entrar pois ja me conhecia, subi e arrumei as coisas, ficou tudo maravilhoso, sentei no sofá e o esperei.
Acordei assustada com o barulho da fechadura , levantei-me rapidamente e fui para a entrada, e quando ele abriu a porta quem se assustou fui eu. Felipe entrou aos beijos com outra e quando virou-se me viu, do nada sua expressão ficou assustada. Eu realmente nao sabia o que fazer naquele momento, apenas deixei as lagrimas rolarem tentando compreender o que estava acontecendo. A garota foi quem quebrou o silêncio falando:
— Quem é ela?
— Cath, eu...- Felipe tentou falar mas o imterrompi.
— Eu o que Felipe? E eu querida era a namorada dele. — Falei entre lágrimas.
— Ué mas você nao disse que é solteiro?
— Ele disse o quê? Você me traia ja faz tempo seu canalha!
— Catarina eu posso te explicar.
— Não precisa explicar, eu ja estou vendo tudo, não acredito que enquanto eu planejava o aniversário de namoro perfeito, você me traia com qualquer uma. — Falei referindo-me a garota.
— Olha como você fala de mim garota, não tenho culpa se seu namorado é um safado.
— EX NAMORADO, Ex. — Falei num tom elevado .
— Cath calma, não faz tempestade em copo d' agua.
— Não faz tempestade em copo d' agua? Eu devia ter ouvido a louise quando ela disse que você não prestava, eu sou muito burra.- Cai no chão desesperada e ele veio tentar me levantar. — Não encosta em mim, eu tenho nojo de você. Parabéns seu idiota, você me fez aprender a nunca mais confiar em ninguém.
— Idiota? Agora eu vou falar Catarina, quem ja se viu no aniversário de namoro a menina ir viajar com os pais? Mesmo que seja por surpresa, você foi errada.- Ele era muito siníco.
— Eu nunca fui errada Felipe, você não tinha o direito de trazer uma menina para aproveitar , mesmo que eu fosse viajar. Você estragou tudo!!!
— Tá mas com você conseguiu a chave do meu apartamento? — Putz o que eu ia falar?
— Ihhh ja vi que to sobrando, tchau Feh.- A garota deu um selinho nele e na hora que ela ia saindo nao me aguentei e pulei nos cabelos dela, dei vários tapas e não deixei ela ficar no controle, até que ele me segurou.
— Me solta, ela merece apanhar mais.- Estava me debatendo tentando me soltar, mas não adiantou e ela saiu correndo.
— Você ta louca ? Calma Cath não to te reconhecendo.
— Você nunca me conheceu, agora vê se me esquece. — Saí dali e ele tentou vir atrás.
— Cath por favor me perdoa.
— Eu nunca vou te perdoar, nunca mais ouse chegar perto de mim.- Virei- me e vi um táxi, acenei e senti o me segurando.- Me solta Felipe.- Puxei meu braço.
— Catarina você não pode ir assim, me deixa se explicar.
— Você já teve muito tempo.
O taxi parou e senti quando ele me beijou, naquela hora senti um ódio tão grande que senti minha mão queimando quando foi de encontro com o rosto dele, sim dei-lhe um tapa e nao me arrependo, entrei correndo no taxi e lá dentro comecei a chorar.
Chegando em casa tentei nao fazer barulho mas meus pais estavam assistindo televisão na sala, tentei nao chorar mas foi impossivel quando ouvi a voz da minha mãe.
— Oi, filha chegou cedo. — Eles vieram ao meu encontro e me viram chorando desesperada. — O que ouve Cath? — Minha mãe estava horrorizada.
— Mãe eu nunca mais quero namorar ou gostar de alguém. — Saí correndo e tranquei a porta do meu quarto.
— Catarina o que houve? Nos fala. — Ouvi a voz de meu pai na porta.
— Me deixem, estou apenas com sono.
Esperei um pouco chorando e eles não falaram mais nada acho que foram dormi, me perdi em pensamentos de tudo que houve e comecei a chorar e foi assim que adormeci.
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