Os Visitantes

16 Capítulo 16 Pegas de surpresa


Notas iniciais
Gente ta ai mais um cap.
Sorry se tiver alguns errinhos, não tô MUITO BEM hoje.
Discuti com a minha irmã e ela veio dizer que eu tinha que parar de escrever, meio que deixou claro que isso é bobeira.
Isso me chateou muito.
Pq minha vida é isso.
Enfim, boa leitura e se tiver PÉSSIMO o cap me desculpem.

Quando chegamos ao ferro velho me deparei com um amontoado de carros, alguns bem velhos outros nem tanto, não demorei muito para enxergar o meu carro, ele estava no final do ferro velho. James havia se esquecido de falar que todos os nossos pertences roubados, estavam dentro do carro também, isso foi uma surpresa para eu e Lucy.

Tratamos de trocar de roupa, eu vesti uma calça Jeans com uma camiseta, Lucy vestiu a mesma coisa, encontrei um par de tênis e os calcei, Lucy só havia levado sandálias, então pegou um tênis da mochila de Bob. Encontramos a nossa mochila de mantimentos também, havia barras de cereais, salgadinhos, biscoitos, pães, vitaminas, leite fermentado, por sorte nada estava vencido ainda, também encontramos uma garrafa de água, estava cheia.

Fizemos uma fogueira com alguns troncos velhos de árvore, felizmente o tanque do nosso carro estava meio, pegamos um pouco de gasolina, ainda bem que nós tínhamos um isqueiro, isso facilitou tudo.

Quando estava terminando de comer, peguei minha mochila, vasculhei mais alguns bolsos na esperança de encontrar meu celular, porém não o achei, continuei revistando a mochila.

—Isso está uma delícia!—Lucy sentou do meu lado saboreando um pedaço de torta, nossa mãe havia colocado na mochila dela—Pensei que não fosse mais comer comida aqui nesse lugarzinho.

—Lucy já encontrou seu celular?—Perguntei sem olhar para ela, pois estava ocupada mexendo na minha mochila.

—Celular? Não Jessica! Só encontrei minhas roupas e meu mp4.

—Eu também não encontrei o meu, eles devem ter pegado nossos aparelhos.

—Hey meninas!—James se aproximava também—Achei o celular do Bob—Sentou ao meu lado me passando o aparelho.

—Aff! Ta sem sinal! Estamos afastados de tudo, aqui o sinal deve ser péssimo. Estranho!—Enruguei a testa.

—O que?—Ele indagou.

—Você encontrou seu celular James?

—Não, foi à primeira coisa que procurei, mas não estava na minha mochila não.

—Por que será que só o celular do Bob ficou na mochila dele?

—Sei lá, talvez o Jack e o Vinci não tenham procurado direito, além do mais eu encontrei por pura sorte, estava procurando uma camiseta do Bob e o celular estava enrolado nela, quando puxei a camiseta o aparelho caiu, foi assim que o encontrei—Respondeu.

—Entendi! Vamos ficar com ele, quem sabe conseguimos chegar a algum lugar que tenha sinal, então podemos pedir ajuda—Lucy e James concordaram, voltamos a terminar de comer, a noite só estava no começo, mas eu estava feliz, tínhamos encontrado um bom lugar para passar a noite, conseguimos encontrar nossas mochilas, comida e água, Pelo menos aquela noite, nós passaríamos bem.

[...]


Abrir os olhos um pouco sonolenta ainda, pensei que ainda fosse noite, mas já se fazia claro, o dia estava amanhecendo e os primeiros raios do sol começavam a surgir entre as copas das árvores. Meu rosto estava colado no vidro do carro, nós três tínhamos passado a noite dentro do meu carro, Lucy estava do meu lado, mas estava deitada com a cabeça no banco, coberta por uma coberta fininha, como o nosso plano era acampar, cobertas era o que não faltava, tínhamos trago bastante.

Afastei meu rosto me acostumado ainda com a luminosidade, pisquei algumas vezes e a visão foi voltando ao seu estado normal, James estava no banco do passageiro na frente, estava enrolado também em uma coberta, a cabeça estava tombada para seu lado esquerdo, parecia dormir profundamente, assim como Lucy.

Tirei o fino lençol que estava cobrindo minhas pernas, devagarzinho fui abrindo a porta do meu lado, olhei algumas vezes para trás, vendo se Lucy ainda mantinha seus olhos fechados. Quando sair, apenas encostei a porta, se eu a batesse poderia acordá-los.

Espreguicei-me e com a luz da manhã pude perceber melhor o ferro velho, ele era bem maior do que eu pensava. Sentei em uma roda de carro que estava solta por ali, fiquei por algum tempo pegando um solzinho, estava muito gostosa aquele sensação.

Por um momento esqueci que estávamos sendo ‘caçados’. Só queria aproveitar aquele momento, antes que tivesse que voltar para a realidade, triste e cruel. Abracei minhas pernas encostando minha cabeça sobre meus joelhos, estava tudo tranquilo, tudo calmo demais, silencioso demais.

Sentir uma forte pancada na altura da Nuca, aquilo me fez cair de frente no chão, a dor era imensa, tentei revirar o corpo, na tentativa de ver quem havia me acertado, mas antes que eu fizesse isso, levei outra pancada e dessa vez desmaiei.

[...]

—Jessica? Jessica? Jessica? Acorda! Por favor!

—Ai minha cabeça!!—Foi à primeira coisa que falei, ainda com os olhos fechados.

—Graças a Deus você acordou Jessica—Pressionei as pálpebras para me ajudar a abrir os olhos, a claridade novamente machucou meus olhos, mas depois fui me acostumado com a luz.

—L-lucy?—Chamei me levantando do chão.

—Sim, sou eu, você está bem?

—Acho que sim, foi uma pancada bem forte na minha nuca—Respondi já de pé.

—Fiquei com tanto medo Jessica, acordei e do nada não te vejo no carro, quando veio atrás de você te encontro caída no chão, pensei que tinha morrido.

—Ta tudo bem Lucy, acordei cedo porque quis pegar um pouco de sol, estava tudo bem—Levei a mão atrás da Nuca afagando o lugar que doía—De repente sinto uma pancada, que dizer duas pancadas, acabei desmaiando.

—Será que foi o Vinci? Também não encontrei o James.

—Mentira? Sério?—Perguntei em disparada.

—É, pensei que vocês estivessem até juntos, mas quando te vi caída aqui, percebi que não estavam.

—Será que pegaram ele Lucy?

—Teriam me pegado também, não acha Jessica?

—E-eu não sei! O Vinci que um de cada vez, ele que nos caçar, talvez o James tenha visto ele me derrubando e foi tentar impedir que ele me levasse, o Vinci pode ter se irritado e levado ele.

—Você acha isso mesmo?—Lucy parecia desconfiada, Outra vez.

—Você tem outra conclusão?

—Não sei não! O Vinci não me parece o cara que deixa alguém para trás, se ele tinha a oportunidade de te levar, eu acho que ele teria levado você, afinal ele é um armário, forte do jeito que é podia ter levado você e o James numa boa.

—Não faz sentido isso que você ta falando Lucy.

—Acorda Jéssica! Eu machuquei aquele doente, arranquei a mão dele, feri o seu ombro, acha mesmo que ele estaria atrás de quem primeiro?—Levantei uma sobrancelha—De mim Jessica, o Vinci viria logo atrás de mim, depois caçaria você e o James.

—Voce acha isso mesmo Lucy?

—Claro!

—Então para onde o James pode ter ido? E quem me acertou pela nuca?

—Olha Jessica, ai eu já não sei, só sei de uma coisa, se o Vinci tivesse vindo aqui, ele me levaria, ou pelo menos me procuraria primeiro, antes de sair dando pancada em você ou no James.

—Estou confusa!—Falei tirando a mão de trás da nuca, a dor estava forte ainda.

—Acho melhor pegarmos as nossas coisas e darmos o fora daqui.

—Sem o James? Talvez ele tenha saído um pouco.

—Jessica você disse que acordou primeiro, se ele tivesse saído, teria visto seu corpo aqui, assim como eu te encontrei—Ela cruzou os braços—Só se ele virou sonâmbulo agora e não te viu caída aqui.

—Por isso acho que o Vinci pode tê-lo pegado.

—Eu estava no mesmo carro que ele, teria percebido alguma coisa, o James teria gritado ou sei lá, tentado lutar contra o Vinci, viu maninha, essa história não está batendo. Ele só pode ter fugido.

Fiquei calada digerindo as palavras de Lucy, não queria acreditar que aquilo podia ser verdade, não aceitava que ele tivesse feito isso, abandonar a gente, não era uma atitude de James, eu o conhecia.

—Isso se não foi ele que te acertou pela nuca—Lucy voltou a falar, me tirando dos meus desvaneios.

—Ta louca??

—É uma hipótese, só eu e ele estávamos aqui nesse carro.

—Estamos esquecendo do velho do Jack—Lembrei.

—Você viu Jessica, é tão difícil aceitar que o James possa está tentando se safar e não importa quem ele tenha que deixar para trás.

—Pelo amor de Deus Lucy, ele é nosso amigo, você ta esquecendo desse detalhe, conhecemos ele do colégio, muitos anos, ta lembrada?

—As pessoas mudam ,isso aqui é um jogo pela vida, eu acho sim que o James tenha entrado no jogo, posso até ter exagerado na parte de dizer que foi ele que te acertou pela nuca, mas não retiro o que disse quanto a parte dele ter nos abandonado, ele está fugindo, não nos quer por perto, nossa presença atrai o Vinci, ainda mais depois do que eu fiz com ele na cabana.

—Mas ele...

—Não tem mais nem menos, vamos sair daqui, aqui agora é cada um por si irmã, eu estamos juntas, mas eu não posso mais confiar no James, não depois dessas evidencias que ele vem deixando.

—E vamos para onde?

—Vamos para qualquer lugar alto daqui Jessica, você está com o celular do Bob não está?

—Claro!—Coloquei a mão no bolso da minha jeans, noite passada eu havia colocado o aparelho no bolso, mas levei um susto ao ver que ele não se encontrava mais ali—Não está mais aqui Lucy, não está.

—O que?

—Tenho certeza, o coloquei ontem à noite aqui no bolso, mas não está mais.

—Aiaiaiaiai! Vamos pegar nossas coisas logo e sair desse lugar.

[...]


E eu que pensei que o pior que tinha acontecido, era o celular do Bob desaparecer, muito tola eu. Quando fomos atrás das nossas mochilas percebemos que elas também não estavam mais ali, aliais nenhuma mochila nem mesmo a do Bob, todas tinham evaporado, pra piorar tudo de vez, o machado também tinha sido levado, assim como meu isqueiro e a arma descarregada que Bob havia me dado antes de morrer, tudo, exatamente Tudo tinha sido levado. Só tínhamos ficado com a roupa do corpo mesmo.

—E agora Jessica, ainda está duvidando de mim?—Lucy me fitava zangada.

—Já chega Lucy! Para de ficar insinuando essas coisas do James, eu não vou admitir que você jogue essas acusações em cima dele.

—Vai defendê-lo?

—Não é isso, eu só acho que você...

—Você está contra a sua PRÓPRIA IRM×Aumentou o tom de voz.

—Não é isso, eu só não quero me precipitar, chegamos todos juntos aqui, tínhamos que está unidos, não um contra o outro.

—Eu só não consigo confiar mais nele, não depois daquele papo que ele jogou pra cima da gente.

—Vamos parar com essa conversa? Já estamos bem ferradas agora que não temos mais nada.

—Então vamos tratar de encontrar logo uma saída desse inferno, se é que tem uma.

—Antes vamos revistar esses carros, podemos encontrar alguma coisa que nos ajude—Lucy concordou e já que não tínhamos muitas opções, fomos vasculhando os carros.

Notas finais
O que vocês acharam???
Não me matem rsrs se tiver muitoo ruim.
Reviewssssssss