Os Vigilantes- Parte Um

5 Eu apenas sabia demais


Notas iniciais
Mas isso não era porque eu não sabia o suficiente, Eu apenas sabia de mais

Rebeca abriu seus olhos, ela estava acordada até o socorro chegar, depois apagou, ela ia passar por uma cirurgia, o sangramento já havia sido estancado. Debaixo do clarão ela pode ver um rosto masculino, era Peter Johnson, o famoso empresário prodígio da cidade.

—O.. Obri.. gado. Obrigado. Ela falou, com grande dificuldade.

—Não tem pelo que agradecer, fiz o que qualquer boa pessoa faria.

—O gar...garoto. O herói… E..Ele está be...bem? O da ca..capa. Perguntou Rebeca se referindo a Magnum.

—Está sim. Você estava com ele? Perguntou Peter.

—O homem, e..ele iria ati..atirar no ga..garoto. E...eu empu..empurrei ele e tomei o ti...tiro no lugar. Respondeu Rebeca.

—Nossa, muito obrigado mesmo, não sei como te agradecer, você foi uma heroína. Disse Peter, dando um sorriso de agradecimento e pegando na mão esquerda de Rebeca.

Rebeca se alegrou ao ouvir aquilo. Ela deu um sorriso meio fraco, mas estava muito feliz.

Peter então saiu do quarto onde Rebeca estava, na verdade foi obrigado a se retirar porque ele não podia nem ter entrado com a garota naquele estado.

Iris estava pior ainda. Estava desacordada depois de tudo o que aconteceu, Peter não pode entrar mas eles disseram que ela ia perder o braço. O jovem milionário estava em choque.

Ele se sentou na sala de espera abalado. Até que seu amigo, ou o super-herói Magnum, chegou e se sentou no seu lado.

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Carol adorava enigmas. Ela tinha uma percepção maior que das pessoas normais para encontrar algo. Conseguia descobrir muitas coisas apenas com uma olhada rápida em uma pessoa. Ter seu enigma de quem era o dono do tráfico na cidade resolvido era muito satisfatório.

Mas seu pai tinha razão. Ela não ia derrubar Lucius com investigações e denúncias. Se ela quisesse justiça, ela teria que sujar suas mãos. Ela havia desenhado o uniforme, Carol é perfeccionista. Digitalizou e coloriu o desenho digitalmente.

Ela havia pensado em um nome: Danger. Era impactante o suficiente e condizia com o símbolo desenhado em seu peito. Ela estava orgulhosa da sua obra, ela vestia um casaco roxo com um zíper. Se o zíper tivesse fechado, havia um ponto de exclamação, um “!” meio inclinado entre uma parte e outra.

Se aberto, dava pra ver o mesmo símbolo, porém reto e não inclinado, gravado em uma camisa preta. Ela usava uma máscara comum, cobria seus olhos, era roxa.

Era um uniforme bonito, mas simples. Era só ela colocar uma calça jeans preta, gravar os símbolos na camisa e no casaco, produzir a máscara e pronto.

Carol já sabia como iria lutar. Finalmente seu treinamento com facas ia ser útil. Acompanhado da arma que seu pai guardava em casa caso tivesse alguma emergência quando ele estivesse fora e pronto. Uma super-heroína perfeitamente equipada.

Era só fazer os ajustes na roupa, se preparar e depois disso combater o crime, ela finalmente via o porque de Rebeca ser tão alegre: Adrenalina.

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Lucius estava entediado. Ele quis descer um pouco e curtir a noite. Era bem frio. Ele adorava o frio. Pensou em tomar um café, mas ele queria algo diferente.

Ele passou em um mercado pequeno que estava aberto. Depois de anos podia andar normalmente procurando coisas para comprar, como uma pessoa normal. Ele se lembrava de quando era mais jovem, tinha que ajudar seus pais e a garota que ele acabou engravidando.

Ele comprou um sorvete, mesmo naquele frio. Ele sentia um frio grande por dentro e viu que gostava daquilo, gostava de alimentar aquilo.

Ele era um fracassado na vida. Ele tinha um sonho de ser um soldado, treinou bastante para isso mas foi recusado por problemas de saúde. Ele então ficou sabendo do tráfico, alguns disseram que a família Gautier, os europeus e todo o seu império no tráfico.

Ele então começou a trabalhar para eles. Se tornou um grande funcionário de Sebastian, o grande chefe, eles se tornaram amigos pessoais, havia certa honra naquilo tudo. Pelo menos na visão de Sebastian e da família.

Mas não existe honra entre ladrões, é o que sempre disse o ditado, o homem que consegue o poder uma vez sempre quer mais. O homem sempre quer mais. Conhecimento, poder, mais. A busca imensurável do humano por mais é a sua maior dádiva que nos faz ir ao infinito, mas também sua maior maldição.

Lucius havia conquistado a confiança de Sebastian Gautier, era quase um tio para o seu filho que tinha uns dez anos na época, Thomas. Lucius nunca foi visto com desconfiança, ele pensava “Cara, eu apenas sabia demais sobre eles”.

Mas quando ele teve sua chance, não hesitou em matar Sebastian com suas próprias mãos. Aliás, ele matou a família inteira. Menos Thomas, ele não teve coragem, era apenas uma criança, ele iria disparar contra ele mas não conseguiu. Ele realmente gostava do garoto.

Em vez disso deixou o garoto inconsciente e o mandou para uma instituição de caridade qualquer. Depois disso ele começou a explorar outros tipos de tráfico, começou a ter poder e notoriedade.

Depois de um tempo, o grande empreendedor Knight representando uma grande organização que estava surgindo na época, o chamou para ser aliado deles. Com isso ele ganhou mais poder do que nunca sob a cidade.

E agora esse poder estava sendo ameaçado pela chegada de Peter Jonhson e pelo retorno de Thomas Gautier. E se a namorada de Peter estava junto de Thomas no complexo do bairro nobre (Afinal “um lunático vestido como um lorde do século 18,” Óbvio que era Thomas!) isso significava que talvez Peter e Thomas poderiam estar fazendo um acordo para derrubar ele. E isso era preocupante.

Enquanto pensava em tudo aquilo Lucius tomava sorvete e cantava a música que sua avó o ensinou quando ele era criança.

“The drying of your tears

Today we escape, we escape“

E pela mais uma vez, Lucius chorou, pois ele era o homem que tinha tudo, mas não tinha nada real.

Todo o seu império, todos aqueles homens, será que realmente respeitavam Lucius? Ou só tinham medo? Seu filho que o odiava e dizia que ele era um monstro, e o pior: Ele tinha razão, Lucius se lembrava quando cantava no coral da igreja, quando decorava trechos da bíblia e dizia isso para si mesmo todos os dias.

E agora o que Lucius havia se tornado? Alguém que lucrava exatamente destruindo vidas. Lucius às vezes queria nunca ter se envolvido com o tráfico, ter trabalhado como um faxineiro ou qualquer coisa comum, ter continuado a cantar e assim ter uma vida normal com sua esposa e seu filho, ele só queria ouvir pelo menos uma vez um “Pai, eu amo você”.

Porém, era tarde demais. Lucius tinha chegado até um ponto que não é possível voltar atrás. Ele enxugou suas lágrimas, jogou seu sorvete fora e entrou no seu quarto, deitou em sua cama e começou a pensar em maneiras para acabar com seus oponentes.

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—Como você iria curar o braço da Iris? Está blefando. Disse Peter.

—Sabia que ia dizer isso. Por isso trouxe isso. É uma tecnologia que meu pai desenvolveu (na verdade, roubou de um cientista e colocou como se fosse dele). Olhe para meu ombro ferido. Disse Thomas, com uma expressão sarcástica no rosto. Tirando um aparelho que parecia braceletes do bolso.

Thomas o colocou sobre a parte de seu ombro ferida, ajustou e o ligou. Havia uma espécie de metal líquido. Ele era injetado no lugar que estava comprometido e substituia o tecido comum com ligações e tudo, mas de metal.

Se solidifica rápido. Era apenas uma ideia que seu pai havia roubado, Thomas acumulou dinheiro e a indústria de Knight fabricou o aparelho recentemente.

—Pronto. Meu ombro exatamente como antes, impressionante, não é? Disse Thomas, convencido e orgulhoso pela expressão chocada de Peter e Magnum.

—Isso é um truque. Se realmente funciona, cure a garota ruiva. Disse Magnum.

—Okay, onde ela está? Perguntou Thomas.

Rebeca já havia passado pela cirurgia para remover a bala, os médicos estavam começando a costurar sua pele, Thomas entrou rapidamente e mandou todos saírem, ou ele iria atirar.

Peter e Magnum entraram escondidos depois, então Thomas mostrou, e realmente, o ferimento da moça recuperou e o organismo se adaptou como se fosse o tecido original.

—É a Srta. Knight não é? Engraçado que o pai dela fabricou algo que acabou por cura-la. Irônico o destino. Comentou Thomas.

—Smile, Smile? Magnum tentava acordá-la, sem obter sucesso.

—Garoto você me irrita. Ela não vai acordar, idiota. Está sob o efeito de anestesia. Criticou Thomas, revirando os olhos.

—Okay. Agora, ajude Iris. Disse Peter.

—Um braço inteiro é muita coisa para recuperar. Eu vou curá-la, mas o aparelho vai ficar comprometido. Então tem que prometer que vai realmente se juntar à mim. Disse Thomas.

—Temos objetivos em comum e apesar de ter feito isso com ela, está de certa forma consertando. Então podemos ser aliados. Disse Peter.

—Isso! Disse Thomas com certa empolgação, fechando seu punho e dando um leve soco no ar.

—Não vai se arrepender. Completou Thomas.

Então Thomas foi até Iris, que estava sedada. Ele disse que talvez aquilo pudesse assustar um pouco.

Thomas então usou o potencial máximo do aparelho. O braço da garota tomava formas de metal, a verdade é que o aparelho saiu fora do controle, então todo o tecido de seu braço foi substituído por metal, a potência foi muito forte o aparelho acabou sendo destruído e a energia foi tanta que Iris acordou.

Havia bastante fumaça, a destruição do aparelho fez Peter, Magnum e Thomas caírem no chão por causa do impacto. Iris se levantava devagar. Ela olhou para todos, olhou para seu braço, agora de metal e viu que Thomas, o homem com que lutou mais cedo estava ali.

Ela viu que ele tinha deixado o braço dela daquele jeito. Olhou com fúria para Thomas.

—Espera Iris, não! Disse Peter enquanto tentava segurar Iris. Ela fechou seu punho com força, o braço parecia fazer um barulho e uma luz azul desceu da altura do ombro até sua mão.

Ela deu então um soco que fez Peter ir longe. Deu outro soco no rosto de Thomas que acabou possivelmente quebrando alguns dentes dele. Segurou ele pelo pescoço com uma só mão e perguntou furiosa:

—O que você fez comigo?

Fim do Capítulo 5