Os Vigilantes- Parte Um
2 Algo tão agradável naquele lugar
Um garoto de aproximadamente 16 ou 17 anos subia rapidamente as escadas, antes de se sentar na mesa do mini escritório do seu quarto, pegou uma folha de papel e começou a fazer alguns cálculos, estava desenvolvendo algo grande fazia alguns meses, e com o dinheiro que seu amigo de infância tinha lhe dado de presente ele podia comprar tudo necessário para seu projeto que ainda ia sobrar bastante.
Ele era criativo, engenhoso mas não um super gênio, e apesar de achar que estava arrasando, o visual era bem tosco,
Não era um traje de super herói, era mais parecido com um monte de roupas improvisadas com cores combinadas, ele foi na loja mais perto, pode comprar finalmente um pouco de spray, fez um “m” no meio da camisa vermelha apertada que ele tinha arranjado para combater o crime.
Ele sempre era assaltado passando para o caminho de sua casa, ele economizava dinheiro pra caramba e quase sempre um assaltante vinha não importa o trajeto que ele traçava.
Os assaltantes dominaram aquele bairro fazia um bom tempo, fizeram uma espécie de tarifa para morar lá, um tipo de imposto extra. E quem não obedecesse a ordem era bem clara.
O garoto até havia arranjado uma motivação nobre: Livrar seus vizinhos do bairro do abuso de criminosos, mas a verdade é que “Magnum” só fazia aquilo para curtir.
Esse era seu nome de super herói: Magnum, ele gostava daquele nome porque era o nome de uma arma, Magnum 44, e apesar de ele não usar armas no combate ao crime, na verdade ser totalmente contra isso, o bom e velho herói escoteiro, Magnum era o tipo de arma que ele mais gostava de usar nos jogos de tiro.
Lá estava ele, a roupa estava muito bem, agora era só esperar a noite para entrar em ação.
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Um homem alto, um pouco esguio, cabelos longos e encaracolados, acabava de se arrumar. Fazia um bom tempo em que ele se preparava para atacar a base de operações do Bairro nobre, depois de sua família ter perdido o tráfico da cidade para o tão famoso Lucius Lukin quando ele era menor, ele queria fazer honra ao seu nome e retomar o império de sua família.
Ele era europeu, vestiu uma roupa herdada de pai para filho por anos na sua família, era uma roupa de combate antiga, azul com detalhes vermelhos, colocou sua espada nas costas e se olhou no espelho.
Pegou uma máscara e botou no seu rosto, e disse com seu sotaque europeu puxado:
—Se lembre de quem você é, Thomas.
Thomas então bebeu sua última taça de vinho onde costumava passar o natal com sua família, agora morta pelo o pessoal de Lucius, e foi executar seu ataque, levando uma bolsa cheia de armas.
Thomas era um gênio da estratégia, tinha planejado muito aquilo, seu objetivo era retomar a cidade toda para ele, começando pelo bairro nobre.
O complexo era de uma segurança elevada, era praticamente impossível tomar ele, mas Thomas era orgulhoso e habilidoso, se ele diz que pode fazer aquilo, ele pode fazer.
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Iris se viu sozinha depois de Peter ter ido entregar o presente. Ela lembrou daquela data em específico, ela nunca foi de comemorar o natal por causa de sua cultura, mas ficava triste em naquele período não estar perto de sua família como os que estavam ao redor dela.
Ela então resolveu sair da mansão de Peter, deixou um bilhete inventando que iria comprar coisas para o almoço e foi para seu apartamento. Já fazia muito tempo que não ia lá, desde que começou a ter um relacionamento com Peter, ela tem ficado muito mais com ele na mansão que lá.
Ela então abriu uma caixa, e tirou de lá sua Katana. Sua mãe tinha lhe dado aquela espada de presente, ela era tão afiada e tinha um brilho sem igual, havia algumas escrituras orientais eram de um poema que sua mãe contava quando Iris era criança, o brilho daquela arma lhe trazia boas lembranças de sua família que deixavam ela bastante emocionada. Ela ainda amava aquele apartamento. Era apertado, desconfortável, perto da mansão, mas havia algo tão agradável naquele lugar...
Iris ouviu o som de tiros, vinha de um prédio perto dali, ela achou estranho, uma das vantagens de morar naquele bairro era a segurança, Iris então colocou sua Katana na guarda de costas e foi discretamente ver o que era.
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—Ok, pra começar não se preocupe eu entendo que precise fazer isso para sobreviver, tá bom, eu tenho dinheiro eu não vou contar pra ninguém pode levar meu celular, eu só recomendo que os bandidos dessa cidade tenham cuidado, tem uma garota nessa cidade que está caçando vocês e…
—Eu não sou uma assaltante. Eu sou uma… Detetive.
Disse Carol, pressionando Rebeca com mais força na parede do beco.
—Ah que legal, posso ver sua identificação? Perguntou Rebeca, dando um sorriso aliviado ao saber que não ia ser assaltada.
—Não está em posição de exigir nada, se mexa eu eu acabo com você, Srta. Knight.
Disse Carol.
—Bem, não sei como descobriu isso, mas se estiver fazendo algo para derrubar ele ou seus aliados eu posso te ajudar. Soltou Rebeca.
—Agora sim está colaborando. O que você sabe? Perguntou Carol.
As duas subiram até o apartamento de Rebeca, Carol havia dito para ela tentar nada, Rebeca brincou dizendo que quem tinha que tomar cuidado era ela mesma, por ter deixado uma estranha que a ameaçou em um beco deixar entrar na sua casa.
—Meu pai fazia parte de algo maior que essa cidade, até mais que esse estado. E eles decidiram começar o plano de governadores nas cidades, é uma quebra no sistema que eles começaram a implantar em todo país, começando pela nossa cidade. Disse Rebeca explicando para Carol o esquema e a grande investigação na sua parede.
—Governadores de cidades, quem é o líder dessa organização? Perguntou Carol instigada.
—Ninguém sabe muito sobre o líder. É algo bem restrito, mas meu pai era o representante do nosso estado na organização, eles decidiram que ninguém mais ninguém menos que Lucius Lukin iria governar essa cidade.
Revelou Rebeca, passando a mão rapidamente sobre seus cabelos ruivos.
—Lukin? Só pode estar de brincadeira… Faz o total sentido, era essa informação que estava procurando faz meses. Respondeu Carol, espantada.
—Olha, eu tenho vários planos, achei que não tinha ninguém determinado em derrubar Lukin ou o tráfico, mas agora que te encontrei, mesmo que de uma maneira não muito agradável eu sempre vejo o melhor nas pessoas então, podemos ser melhores amigas e derrubar Lukin! Exclamou Rebeca, claramente animada.
Carol olhou Rebeca dos pés a cabeça, revirou os olhos e soltou um suspiro.
—Okay, podemos nos aliar contra Lukin como aliadas? Disse Rebeca, um pouco mais séria.
—É… Vai ser divertido. Disse Carol meio esperançosa dando um sorriso no final da frase.
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Thomas atacou o complexo com armas automáticas, ele era rápido como um vulto, antes de seus inimigos os verem eles já haviam sido atingidos.
A grande mentira que havia se espalhado pela cidade era que os complexos em cada bairro eram postos de segurança individual, assim cada bairro tinha um grande sistema de segurança que reduzia a criminalidade.
Thomas havia feito uma chacina, com sangue espirrado em todo seu rosto ele estava indo de homem em homem ver se eles realmente haviam morrido, um homem se mexeu e disse desesperado:
—Por favor, não faça isso. Eu precisava de dinheiro eu tenho família…
—Ah, por favor, me poupe de seus choros. Ele levou a mão até a guarda para pegar sua espada medieval, quando uma lâmina super brilhante e afiada encostou seu pescoço, acompanhado da voz de uma mulher loira.
—Se tentar fazer mais algum movimento para tentar acabar com a vida desse trabalhador, eu corto a sua cabeça, assassino. Exclamou Iris.
—Você não teria coragem… Falou Thomas, mais arrogante que nunca.
Iris olhou com certo ódio e disse:
—Quer apostar?
Fim do Capítulo 2
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