Os Vigilantes- Parte Dois
7 Coisa Malvada
Você deve se lembrar da ironia dramática, não é? Óbvio que se lembra, eu só falei disso no último capítulo. Então, Magnum e Danger fugiram e juram que são os últimos Vigilantes vivos. Porém, claro que isso não é verdade, achou mesmo que eu iria desperdiçar Aether e Smile?
A Entidade Suprema é uma vilã formidável. Ela acredita que não é má. Ela acredita que o que está fazendo é certo e não para por nada. Lucius Lukin (Deus tenha sua alma...Ou não) sabia que estava fazendo algo errado e sempre se lamentava por isso.
Mas com a Entidade (Ou Isis, seu nome verdadeiro) é diferente. Ela acredita de verdade que a SOG (Sociedade de Ordem Global) melhora a humanidade e que o mundo estaria perdido sem ela.
Isis tem uma mente brilhante e um poder de dedução e controle por sugestão. Ela tem um poder de convencimento gigante, com isso ela conseguiu fazer com que o mundo agisse exatamente da maneira que ela desejou por tanto tempo.
Mas agora uma coisa acabou surpreendendo ela (E isso é um grande feito): Violet Jones. O problema dos Vigilantes era mínimo para ela, até ela descobrir sobre Carol Jones. A filha de Violet ser uma Vigilante era tremendamente imprevisível para ela.
Mas claro que ela sabia como sair daquela situação, apenas algumas calculadas e chocantes palavras e Carol estava destruída emocionalmente. Para deixar a mente de Carol mais perturbada ainda, ela disse que Rebeca e Iris estavam mortas, sendo que Isis nem sequer resgatou Rebeca e Iris do carro.
Iris se levantou meio tonta ainda, mancando e caindo no chão novamente. Ela olhou para Rebeca, que tentava abrir seus olhos e se mexer, Iris levantou a cabeça sussurrando "Reb".
Um som de um emaranhado de sirenes ecoou sobre o ambiente. Logo mais tarde, Iris se via sentada sendo medicada enquanto Rebeca estava em um estado mais grave. Sua roupa estava rasgada e seu braço de metal brilhava no meio da multidão do hospital.
Claramente aquilo não era muito normal, porém Iris não ligava para os olhares estranhos que ela recebera. O dia passou rápido, Rebeca ainda estava meio machucada e pediu para Iris deixar ela em casa.
Rebeca se jogou na cama e Iris se sentou ao lado dela, Rebeca esticou seus pés e os colocou em cima de Iris, que deu um suspiro e perguntou:
—Você está bem?
—Alguém levou a Carol. Eu vi, antes de apagar. Afirmou Rebeca.
—O Olho. Eu sabia que era uma armadilha. Disse Iris.
—O Olho? Tem certeza? Indagou Rebeca.
—É como se fosse uma sociedade ou organização secreta que controla o país. Não tipo a HYDRA ou os Illuminatti, mais parecido com aquela do 007, aquela com o Blofeld. Explicou Iris, com um tom de voz meio indiferente.
—Eu sei o que "O Olho" é, meu pai foi um dos criadores. Vamos lutar contra "O Olho"? Que demais! Exclamou Rebeca, dando um leve soco no ar.
—Não, Rebeca, não é demais. É sério okay? Disse Iris, empurrando os pés de Rebeca de seu colo, se levantando e respirando fundo.
—Você precisa de um uniforme! Afirmou Rebeca, entusiasmada.
—Não, nós vamos atrás deles sim, mas sem uniformes. Respondeu Iris, que estava virada de costas pra Rebeca, deu um giro apontando seu dedo para a ruiva.
—Ah, por favor! Nesse tempo presa eu só queria usar o sobretudo que eu tinha feito antes da missão de Lucius mas não consegui. Tentou justificar Rebeca, com um tom mimado
—Sério? Não, Rebeca! Deixe de ser estúpida, eu não sou uma heroína! Gritou Iris, abrindo seus braços.
—Um braço de metal com poderes, treinamento marcial e uma espada japonesa ? Você parece uma heroína. Devolveu Rebeca, com um tom mais sério.
—Tudo bem, você faz os uniformes bonitinhos e eu mexo na investigação. As vezes eu só queria sumir viu? Disse Iris, olhando para a baixo, botando a mão no rosto e suspirando forte.
—Não entendo por que tanta resistência. Todo mundo tem um uniforme, você até usou aquele óculos na última vez. Lembrou Rebeca.
—Posso te fazer uma pergunta? Estou curiosa. Perguntou Iris, mais calma, se sentando e tentando mudar de assunto.
—Acabou de fazer. Respondeu Rebeca ironicamente.
—Agora que você saiu, você e a Carol vão ficar juntas? Indagou Iris.
O sorriso bonito do rosto de Rebeca foi imediatamente quebrado depois de Iris ter feito aquela pergunta. Iris mexeu com o ponto fraco da garota.
—Eu gosto dela, realmente gosto. Dessa vez foi Rebeca que levantou-se rapidamente desviando o olhar de Iris.
—Isso está na cara, não sou idiota. Brincou Iris.
—Eu não consigo superar, entende? Eu me apaixonei por ela, Iris. E ela? Se jogou numa vidraça e me deixou ser presa sem nem ao menos olhar para trás. Ela pisou em qualquer sentimento que eu tive por ela, então não dá para perdoar isso, eu queria muito ficar ao lado dela, mas não posso me submeter a isso. Desabafou Rebeca.
—Tudo bem, desculpa, não achei que isso te afetava tanto. Disse Iris, se levantando e botando a mão no ombro de Rebeca.
—Amarelo?
—O quê?
—Seu uniforme, que tal amarelo?
—Ai, garota. Que seja.
—Qual é sua cor preferida?
—Já chega garota, eu não vou usar um uniforme porque não, eu não sou uma heroína. Não somos heróis. Eu? Eu não amo ninguém Rebeca, aqueles que já amei morreram, por incompetência minha, não tenho a mínima sensibilidade para ser uma heroína. Nós matamos, agimos fora da lei, ninguém Rebeca, ninguém nos considera heróis.
—As pessoas que morreram, elas te amavam?
—Algumas sim, mais do que tudo.
—Ninguém nunca me amou sabe? Isso doí de se dizer mas é a verdade.
—Tenho inveja de você. Se ninguém a ama, não tem ninguém para você decepcionar.
—É ao contrário. Ninguém me ama por que eu já decepcionei a todos.
—Não a mim.
—Sabe, eu sei que eu pareço feliz e otimista sempre. Sou uma bela garota rica, meio rebelde que acredita nas pessoas e no potencial delas fazerem um mundo melhor. Mas sabe, por quê ninguém me admira por isso? Questionou Rebeca.
—As pessoas não acreditam no mundo, qualquer sonhadora coml você parece ser tão tola para eles.
—As vezes me pergunto... Será que vou morrer sozinha?
—Não. Eu sempre estarei com você. Sério. Isso é uma promessa. Acho que posso falar pelo garoto também. Afirmou Iris, abraçando Rebeca fortemente.
—Sabe Iris, eu sempre quis um beijo seu e acho que essa é uma boa hora.
—Vá se foder, ruiva. Respondeu Iris, soltando uma risada junto com sua amiga.
—___
Carol estava dormindo. Ela havia chorado durante a noite toda até cair no sono. O motivo, Magnum não sabia. Ele também havia chorado muito. Não podia acreditar que havia matado seu pai.
Magnum não podia conviver com aquilo. Pegou a arma de Carol, apontou para seu queixo e sabia o que tinha que fazer.
FIM DO CAPÍTULO SETE.
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