Os Viajantes (HIATUS)
1 1. A queda do Lord
Era o pandemônio, não tinha outra palavra para aquilo. Feitiços voavam para todos os lados, gritos escoavam pelos quatro ventos. Uma mulher corria desviado de tudo e todos, tentando entrar na floresta que circulava a cidade.
Ela não poderia segurar as lembranças invadirem a sua mente da cidade em toda sua calma. Shara brae era uma cidade em forma circular, constituída por casas com fachadas todas em tons pasteis e jardins majestosos, várias praças também compunham a cidade. No seu extremo norte se encontrava o majestoso castelo de Cair Parável, com suas muralhas de mármore encantado, que a noite reproduzia o céu estrelado.Toda essa cidade magnifica parecia ruir diante dos olhos de sua rainha. Ela estava cansada desgastada suas pernas doíam porem não parava de correr, era estranho como aquele instinto tão primitivo a fazia correr.Uma sombra atravessou a sua frente à fazendo parar e observar ao seu redor, com seus olhos treinados.— Fique parada aí – disse uma voz – diga, onde ela está?— Ele quem? – Respondeu em desespero — O Lorde das trevas! — Falou se revelando o comensal com a varinha em punho – não se faça de desentendida, ele ia ataca o seu reino. Então você decidiu atacar primeiro, não foi?— Claro que não! — Acha que sou burro? Onde ela está?— EU NÃO SEI! — Avada kedrava!Nefertari não conseguiu se mover, desde que dera à luz não conseguira executar nenhum feitiço, desde então não carregara mais consigo a varinha. Fechou os olhos tentando não sentir medo, não em seus últimos momentos e abraçou os dois embrulhos que carregara. O impacto não veio, nem a escuridão. Abriu os olhos intrigada e percebeu que o feitiço não a acertou mais sim uma de suas filhas.Ela olhou para o bruxo em sua frente que ia a atacar novamente e gritou. Uma parede de chamas negras se formou em sua volta depois se expandiu até as fronteiras do reino, todos os comensais que viam essa “parede” aparatavam aqueles que não tinham tanta sorte apenas caiam mortas. Já os moradores da cidade, os que aviam morrido, tinham os seus corpos, roupas limpas e eram adornados de flores, os feridos eram curados.Ofegante a rainha se deitou na relva, deixando suas duas filhas deitadas em seu colo. Lotus começou a adornar os copos delas, lótus a flor da proteção e do amor matrimonial. Ela sentiu suas pálpebras pesarem, Morgana a sua pequena sobrevivente começou a chorar, sorriu sabendo que sua criança chamava o pai. Pelo menos nem tudo estava perdido, o reino não estava perdido, havia esperança. Sua visão se tornou curva fechou os olhos respirou fundo, sua última lufada de ar, e a escuridão lhe acolheu.
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