Os Vampiros De Ohio
34 Capítulo 34
July tinha acabado de fazer o curativo, e Damon de hipnotizá-la e deixá-la numa esquina. Já era meia noite, e July tinha acabado de por o pijama e se deitado pra dormir quando um vendaval de pensamentos e perguntas sem respostas a atacou. Ela acendeu o abajur e ficou sentada pensando na mãe, no Klaus, no Stefan, na Quinn, na Katherine e no Damon.
–July, você ta acordada? –perguntou Stefan batendo na porta.
–Pode entrar. –ela falou sentada na cama encarando a porta.
–Nós precisamos conversar. –ele falou a encarando.
–Eu concordo. –ela disse sem tirar os olhos dele.
–Eu não sei o que aconteceu comigo nesses últimos dias. Eu pensei que estivesse melhor. Eu passei as últimas décadas pensando isso. Essa sede, essa vontade... Nunca tinha me acontecido antes. Por um lado eu não acho certo. Não acho certo machucar alguém. Mas uma força, alguma coisa dentro de mim diz que é certo, diz que é bom e é isso que eu quero. Se eu pudesse tirar essa força de dentro de mim, eu juro que tirava, mas acontece... Que eu não consigo! Essa vontade sem motivo só cresce a cada minuto! –ele falou espancando a porta e depois respirando fundo.
–Stefan, eu te amo. E eu vou estar do seu lado sempre te apoiando. Se você quiser beber sangue humano, eu dou um jeito de te arranjar bolsas de sangue. E se você quiser parar com essa vontade, eu te ajudo. De alguma maneira, de alguma forma. Eu sei que a gente consegue.
–Você não tem noção do que isso significa pra mim. –ele falou sorrindo de leve. –Acho melhor eu deixar você dormir em paz.
–Sobre isso... Eu também queria dar uma palavrinha com você.
–O que foi? –ele perguntou voltando pra dentro do quarto.
–Eu acho que já ta na hora.
–Como assim? –ele perguntou confuso.
–Acho que já está na hora da gente... Fazer... Amor. –ela disse um pouco envergonhada.
–Tudo bem. Quando você estiver pronta. –ele falou sorrindo e encostando a porta.
Assim que ele estava quase a fechando dava pra ver Damon, no fundo do corredor olhando com um sorrido sem graça.
...
Na manhã do dia 11 de novembro, uma ensolarada segunda-feira, Katherine entrava no Gril, enquanto Damon a encarava de uma das mesas.
–O que faz aqui, Katherine? Não era pra estar na escola?
–Damon, precisamos conversar.
–Nossa, até parece que estamos namorando.
–Eu adoraria, mas... Eu estive pensando e percebi que sempre foi o Stefan, e ele continua sendo meu Salvatore favorito.
–Isso seria traumático, se eu não te desprezasse.
–Nossa, Damon... –ela falou irônica.
–Eu preciso perguntar de novo por que ta aqui?
–Damon, não acha estranho o Stefan se alimentar de sangue humano? –ela disse se sentado.
–Ele já fez isso antes.
–Mas ele nem tentou parar. E sabemos que o Stefan não gostaria de voltar a se alimentar. Mas ele gostou.
–Vai direto ao ponto, Katherine.
–O Klaus hipnotizou o Stefan. E ele vai continuar fazendo isso até a July se separar dele, porque como já sabemos já que é ÓBVIO, Klaus gosta dela. Mas, graças a Mary ele não tem mais limites e é provável que daqui a pouco tempo Stefan volte a ser um estripador.
–E por que você quer ajudar?
–Porque se July não ficar sozinha até dia primeiro de dezembro, eu, você e Stefan estaremos mortos. E isso também acontece se o Stefan ou ela discobrirem das hipnoses.
–Que maravilha. Mais alguma novidade?
–Klaus acha que me transformou em humana.
–Como assim? –ele perguntou assustado.
–Há anos duas bruxas fizeram poções da imortalidade e tomaram. Uma era Sandra, a cara da Quinn e a outra Flora, a cara da Rachel. As duplicatas foram uma maneira da natureza criar versões mortais dos imortais, por isso seria impossível a existência de Elena Gilbert. Ele descobriu tudo e pra se vingar pelo Sam, ele achou uma das curas. Assim que as poções foram criadas pra cada uma, foi feita uma cura. Sandra tomou uma e Klaus conseguiu a outra. Ele me deu uma gota, mas assim que olhou pro lado eu cuspi.
–E como pretende se safar dessa sem Klaus notar?
–Do mesmo jeito que pretendo me safar de não morrer em dezembro.
–E como seria?
–Não foram só Flora e Sandra que tomaram a poção. Os primeiros imortais foram Silas e Amara. Originalmente Silas tomaria com sua noiva bruxa, mas ele roubou pra dar para o seu verdadeiro amor. E advinha? Sou uma duplicata dela, e não sou a única. Há um tempo atrás encontrei ela em Nova York morando com os pais e o irmão. Ela tinha entrado na escola e feito amizade com a July. Dois dias depois que cheguei descobri que seus pais tinham morrido num acidente de carro e ela e o irmão se mudaram pra casa da tia. Eu hipnotizei a diretora antes que ela espalhasse a notícia, como entregar a July seria muito mais fácil que correr atrás dela em outra cidade me passei por ela.
–E ela seria...
–Elena Gilbert.

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