Os Tsukudas
12 Amor ou Amizade?
Dois dias depois do cinema, Yutaka e Naoko foram embora da praia. Quando chegaram, Mao foi correndo abraçar sua irmã em seguida deu um abraço no Yutaka. Os pais delas chegaram e ajudaram com as coisas de Naoko deixando a Mao com o Yutaka.
— Mao-chan... Preciso conversar com você...
— Fala, Yutaka-kun. O que houve?
— Assim... Quando fomos ao cinema, encontrei com uma antiga vizinha minha. Não sinto nada por ela, mas a Nao-chan acha que rolou algo entre nós no passado.
— Entendo... Isso aconteceu comigo e com o Zero-kun...
— Você poderia explicar com a Nao-chan?
— Claro, vou tentar. Qualquer coisa eu peço para ela te ligar ok?
— Claro sem problemas! Bye bye!!
— Byeee... Uma amiga de infância... Isso não está bem...
*Dois dias depois*
*Ding Dong...*
— Quem é?! – gritou Yutaka da cozinha
— É a Mari-chan! Abre por favor? – Yutaka correu até a porta e viu pelo olho mágico se era ela mesma...
— M-Mari-chan... Como você sabia onde eu moro?
— Eu... Te segui... Desculpa
— Como assim?! Você me seguiu desde a praia até aqui?!
— S-Sim... Me desculpa... ?
— C-Claro... Entre...
— Yes! – Mari entrou animada para conhecer a casa do Yutaka – Nossa, que casa linda Yutaka-kun... – Mari se jogou no sofá quando terminou.
— Obrigado... Pode se sentar, eu deixo!
— Nossa, por que está sendo grosso comigo?
— Não é grosseria só tô sendo irônico.
— Ha ha! Vem cá... – Mari esticou uma das mãos para Yutaka, o puxou e o beijou – Eu sempre quis fazer isso...
— Mari-chan... Eu namoro! Isso é errado! Sai de cima de mim!
— O que foi?! Até parece que você nunca quis isso também...
— Não! Eu sempre gostei de você como amiga só isso! – Yutaka a empurrou dele e a mandou embora. – Mari-chan... Eu não quero mais te ver...
— Yutaka! Não! Espere! – naquele instante ele fechou a porta na cara dela – Yutaka-kun... – Mari saiu correndo chorando... indo em direção ao mar...
*Na casa dos Tsukudas*
— Nao-chan, posso conversar com você?
— Claro nee-chan. O que houve?
— O Yutaka me disse que encontrou uma amiga de infância na sua viagem, ele me pediu para lhe dizer que ele não sente nada sobre ela.
— ...
— Me diz, você está com ciúmes?
— Claro que estou, por quê?! É errado isso?!
— É errado porque ele só gosta dela como amigo, ele te ama. Isso está na cara dele que é verdade. Acredita em mim?
— Claro que acredito.
— Então acredite nele também.
— Eu vou tentar... Obrigada por me ajudar, nee-chan.
— De nada, imoto-chan. – Mao saiu do quarto da Naoko e foi fazer suas coisas, quando seu celular tocou — Hm?
— Mao-chan? Pode falar?
— Yutaka-kun pode falar!
— Você poderia vir aqui na minha casa, mas sem a Nao-chan.
— Okay, mas por que você não quer que ela vá?
— É que se eu contar para ela, ela vai querer matar alguém.
— Xii, já vi que o assunto não é fácil. Já estou indo aí, ok? Bye
— Bye...— Mao desligou rapidamente o celular e saiu de casa o mais rápido possível – Se a Nao-chan descobrir ela mata a Mari-chan...
possível – Se a Nao-chan descobrir ela mata a Mari-chan...
— Yutaka-kun, abre a porta por favor? – disse Mao batendo na porta, rapidamente e pediu para a Mao entrar – Licença...
— Toda, Mao-chan eu preciso da sua ajuda...
— O que houve?
— Se lembra da Mari, a minha antiga vizinha?
— Sei. O que tem ela?
— Então, basicamente ela nos seguiu até aqui e me seguiu até minha casa... Ela entrou aqui em casa, e me beijou mas eu não retribui o beijo porque eu não a amo. Ela deve ter criado um mundo seu onde eu a amava também, mas eu amo a Naoko.
— Entendo... Mas onde ela está?
— Não sei, depois que ela saiu correndo de casa chorando eu não sei para onde ela foi...
— Hm, deveríamos procurá-la. Ela não conhece nada aqui, sei que você não a ama mas ela deve ir embora, antes que a Naoko descubra.
— Hai, vamos. Eu acho que ela ainda está perto do mar!
— Let’s go! – eles foram correndo até a praia, viram uma moça de vestido branco plantada em frente ao mar – Yutaka-kun, é ela?
— Sim, vem. – disse se virando para a Mari – Mari-chan...?
— Y-Yutaka?! – Mari disse secando as lágrimas – O que você quer?
— Me desculpe, por você ter se iludido.
— A culpa não é sua. É minha, eu me iludi desde criança. Sempre achei que você gostava de mim, mas você achou o seu verdadeiro amor. Melhor eu ir embora...
— Espere, Mari-chan. Toma. Pode ficar pra você... – Yutaka entregou um colar com uma conchinha na ponta, um presente que iria dar para a Naoko no seu aniversário de namoro – Eu ia dar para a Naoko, mas fica com você para você não se esquecer de mim.
— S-Sério? A sua namorada não vai se importar?
— Ela nem sabe dele... Toma! – disse Yutaka colocando em sua mão
— Arigatou, Yutaka-kun... – disse Mari abraçando o Yutaka – Vou sentir saudades!
— Eu também, espero que encontre o seu amor verdadeiro!
— Me too! Bye bye!!! – disse Mari correndo para o ponto de ônibus
— Ela é uma boa pessoa, sabe Mao-chan... Ela só se ilude muito...
— Está bem Yutaka-kun... O importante é que a Naoko não soube disso tudo! Vamos para a minha casa?
— Hai!
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