Notas iniciais
Espero que gostem!

Você acredita em fantasmas?

Pois é, eu não acreditava neles até que eu os vi. Normalmente as pessoas já ficam assustadas com apenas galhos de árvores que ficam batendo em suas janelas em uma noite de vento. Quando vêem um deles, quase tem um ataque cardíaco.

Então, Eu... já vi três e talvez continue vendo.

Era véspera de natal aqui onde moro. Exatos 15 minutos para o dia 25 de Dezembro de 1862. Estava nevando bruscamente lá fora. Eu e minha família estávamos nos aquecendo em volta da lareira, agradavelmente acesa. Havia uma árvore de natal ao meu lado com neve falsa, nesse caso isopor, em volta e presentes em seu pé. Meus pais tinham o costume como todas as famílias ricas do povoado de Hilios. Ficar em frente a lareira, cantar músicas da igreja e à maia-noite trocar presentes.

– Jay, está na hora de trocar os presentes! Venha! — Disse minha mãe. Ela era baixa para sua idade, tinha cabelos ruivos até a altura do ombro e tinha olhos castanhos claros. Seus rosto era cheio de sardas, mas isso a deixava mais bonita. Acompanhei ela até a cozinha, era feita de mármore, paredes cheias de madeira. Realmente, não sei como não recebemos visitas indesejadas! Era grande, com uma enorme mesa de vidro no centro e um lustre em cima.

Lá estavam meu pai e meu irmão caçula, Joe. Ele tinha 18 anos e já havíamos tido grandes problemas com ele. Joe teve dificuldades em superar a morte de nossa tia, Emily. Ela e ele eram inseparáveis e desde que ela faleceu, ele perambula pelas ruas de Hilios à noite ingerindo o que consegue de ópio. Meus pais já tentaram tirá-lo das ruas, mas não conseguiram e apenas desistiram... É desistiram! não me conformei com isso. A partir daquele dia eu o segui para todos os cantos. Este entrava em bares estranhos com nomes já conhecidos por pessoas da pior espécie. Tinha que arrastá-lo de volta para casa, porque em pé ele não ficaria de tão cheio de ópio e bebida que estava!

A cozinha estava pouco iluminada agora, isso era parte dos costumes. A única luz brilhando no aposento era a luz do pequeno lampião que se encontrava no centro da mesa.

– Aqui — disse minha mãe passando um embrulho para mim e em seguida os distribuindo. O meu era pequeno, do tamanho de um envelope. Minha mãe abriu o dela, seu embrulho era grande, do tamanho de uma caixa de sapato e era exatamente isso que tinha dentro dele. Meu pai ganhou um suéter bonito, todo branco com mangas grossas, bom pra o frio. Já meu irmão ganhou um conjunto de roupas simples. Camisetas brancas, calças pretas e alguns pares de meias.

Abri o meu embrulho e dentro dele havia duas passagens de cruzeiro. Fiquei confuso com aquelas passagens. Oque aquilo significava?

– Jay, lembra quando você disse que gostaria de conhecer Jingles?

– Sim, mas vocês não precisavam comprar as passagens. Eu tenho meu próprio dinheiro. — Respondi com cara de espanto e choque. Jingles era a "grande" capital de nosso estado, a maior cidade. Em Jingles tinha as melhores escolas e faculdades e era lá que eu gostaria de estudar um dia e eles sabiam disso. Mas não sabia que iria ser tão rápido assim.

– É, nós sabemos. Queríamos que recebesse este presente quando completasse 20 anos. — Continuou meu pai.

– Mas, meu aniversário é daqui a dois meses!

– Sim, mas isso também tem outra razão. — Respondeu minha mãe.

– E seria...

– Nós queremos que você leve Joe com você. Por isso tem duas passagens no envelope. — Continuou ela.

– Oque? Achei que tivessem desistido dele! — Dessa vez os olhei com incredulidade.

– Não, não... Nós nunca desistimos dele! Nós só não víamos esperanças. Até que você começou a falar de Jingles... — Disse minha mãe com cara de choro agora. Falar de meu irmão era um assunto delicado para ela. Toda vez que se tocava nesse ponto ela desabava no choro. Por isso, e também por outros motivos, este não era um dos tópicos mais falados aqui em casa.

– ... Eu e seu pai começamos à pesquisar mais sobre o local, mais aqui não havia ninguém que conhecia o lugar o suficiente para nos informar melhor, assim como em nenhum livro. Até que achamos alguém aqui na vizinhança que, realmente, pode nos passar uma informação válida e disse que havia um instituto especializado nesse assunto... Nós... Nós queríamos que você o levasse até Jingles e o inscrevesse nesse instituto. — Continuou ela. Nesse momento eu olhei para meu irmão. Assim que ele recebeu o presente, voltou para a sala. Agora estava junto a lareira. Ele era alto que nem eu, com cabelos de um preto carvão e tinha olhos azuis, agora brilhando pelo fogo.

– Vocês, pelos menos, o informaram sobre tudo isso? — Perguntei olhando de um para o outro depois de um grande silêncio que tinha se estabelecido entre nós.

– Ainda não, nós queríamos informá-lo primeiro. — Respondeu meu pai alisando a mão no ombro de minha mãe, obviamente, tentado confortá-la. — Você terá de contá-lo!

Levantei da mesa indo até a sala e parei em frente dele. Ele estava cutucando o fogo da lareira com um pedaço de madeira. Ele sempre fazia isso depois das trocas dos presentes de natal. Está era a época em que ficava mais triste pela morte de tia Emily. Ela sempre vinha nos visitar no natal e dava para nós os melhores presentes que uma criança poderia ganhar.

– Joe, preciso falar com você. É importante! — Disse a ele.

– Estou ouvindo. — Respondeu sem se mexer.

– Olhe para mim! — Peguei-o pelo braço e o virei. — Nossos pais me deram passagens de cruzeiro.

– E daí? Oque eu ten...

– Deixe-me terminar. — Interrompi. Seus olhos estavam vermelhos, provavelmente por ele ter chorado, e tinha marcas de cansaço em baixo deles. — Eles querem que você vá junto comigo! Dessa vez ele olhou em meus olhos e enrijeceu.

– Eu não vou Jay! — Ele tirou os braço de minhas mão e se retirou da sala

Notas finais
Espero, realmente, que tenham gostado! próximo capítulo em alguns dias.