Os Três Amores Da Minha Vida
19 Roly Poly
Notas iniciais
O dia passou rapidamente sem que eu pudesse perceber. Tomei o remédio, assim como Brookie havia me explicado, e esperava ansiosa pelo termino do fluxo. Esperava realmente que aquela ideia maluca desse certo.
No trabalho, recebi flores, desta vez com um cartão de identificação.
“Obrigado por ser para mim, como o sol da manhã. Espero ansioso por esta noite. Com amor, Junhyung”
Atendi entusiasmada todos os clientes que por ali passaram, deixando transparecer toda minha ansiedade.
Enfim cheguei em casa. Nenhum sinal de Kiseop pelos cômodos, o que me deixou mais confortável pra me arrumar. Deixei as flores em um jarro, aguando-as, e decido ligar para Jun.
_ Jun?
_ Amor, já está em casa? – sua voz era cansada.
_ Você estava dormindo? – culpada.
_ Mais ou menos... acabei cochilando no sofá fazendo dever de biologia.
_ Se quiser, eu ajudo você depois... – sugeri.
_ Seria uma boa ideia, apesar de achar que seria uma distração... Acha mesmo que com você aqui, eu vou querer fazer o dever? – riu baixo.
_ Bobo! – ri também.
_ Quando você quer que eu passe ai?
_ Bem, agora são sete e meia, você pode vir as nove? – não fazia ideia de horário.
_ Sem problemas... – suspirou. – O baile começa as nove, mas não precisamos estar lá no horário... Nos vemos depois então, vou tomar um banho.
_ Ok, também estou indo...
_ Ta... – hesitou. – Eu amo você! – concluiu.
Estava surpresa com aquilo.
_ E-eu... Eu também amo você. – sorri.
Ele simplesmente desligou, e eu parti para um banho relaxante.
Entrei na banheira, eliminando todos os vestígios de cansaço que estavam sobre mim. O fluxo sanguíneo havia finalmente parado, e aquilo significava que eu teria êxito em meu plano. Estava ansiosa, e não fazia ideia de qual penteado fazer, nem de que roupa intima usar para agradar a JunHyung. Um frio na barriga manifestou-se em meu corpo só de pensar em como a noite terminaria.
Ouvi então, barulhos na sala. Apavorada, envolvi meu corpo na toalha, e sai do quarto, procurando o barulho.
Ao me ver, Kiseop pôs-se estático ao lado do sofá, com olhos arregalados, deixando as chaves em sua mão, caírem ao chão.
_ A-ah, é só você. – estava envergonhada, porem, aliviada por não ser ninguém mais estranho.
_ Q-QUEM VOCÊ QUERIA QUE FO-FOSSE? – Kiseop gritou encarando o chão.
Eu o ignorei, indo até meu quarto para retomar o banho. Martirizava-me em pensamento, aquilo não precisava ter acontecido.
Sequei o cabelo, e enrolei as partes mais compridas, fazendo um penteadinho fofo e mais retro. Maquiei-me cuidadosamente, tendo o cuidado de não deixar nenhum borrão, nenhuma marca estranha, cobrindo cada sinal de noite mal dormida.
Vesti minha roupa enfim. Tudo estava maravilhoso. As peças combinavam perfeitamente com a gargantilha que havia ganhado de Jun, e eu estava satisfeita com o que via no espelho. Passei meu melhor perfume, espalhando creme em meus braços e pondo enfim, a jaqueta chamativa. Eram nove horas em ponto, era questão de segundos para JunHyung chegar, de modo que fui até a sala para espera-lo.
Encontrei Kiseop novamente, que por sua vez, estava aparentemente surpreso, assim como eu havia ficado me vendo pela primeira vez.
Permanecemos em silêncio, e eu esperei por Jun sentada na poltrona em frente a Kiseop.
Ele me encarava envergonhado, e sempre que nossos olhos se cruzavam, ele contemplava o teto.
_ Você está linda! – ele disse enfim, sem encarar-me.
Kiseop também estava. Lindo, lindo demais! Usava um terno branco, bem costurado com sapatos brancos também. Uma gravata borboleta preta e suspensórios por dentro do paletó. Meu coração disparou em ver como ele estava lindo. Seu penteado formava um topete, e sua pele parecia intocavelmente perfeita.
_ Obrigada. – disse tomada pelo constrangimento.
_ E-eu só espero que – hesitou. – espero que considere o meu pedido. – disse enfim, encarando-me finalmente.
Eu não podia acreditar naquilo! Ele não tinha direito de fazer pedido algum.
JunHyung chegou enfim, impedindo-me de dar a Kiseop, qualquer resposta.
Fui ansiosa até a porta. Jun esperava-me sobre os degraus, ele segurava uma rosa em mãos.
_ C-como... – ele encarou-me surpreso, de cima a baixo. – Você está maravilhosa! – disse enfim, beijando-me a testa.
_ Você também está! – disse encarando-o.
Ele realmente estava. Estava maravilhoso! Usava uma roupa de gala sofisticada preta, usando uma gravata borboleta vermelha sobre sua camisa branca, sapatos lustrosos e o penteado perfeito.
Jun sorriu, segurando em minha mão, guiando-me até o carro.
Conversamos sobre muitas coisas. Sobre as expectativas para o baile, e da noite em geral.
_ E-eu – hesitei envergonhada. – Tenho uma surpresa pra você. – disse pousando minha mão em sua nuca enquanto ele mantinha-se concentrado na direção.
_ Tem é? – encarou-me. – O que é? – riu envergonhado.
_ Sur-pre-sa. – ri.
Chegamos enfim. Tudo estava maravilhoso.
Um homem ofereceu-se para guardar o carro no estacionamento enquanto seguimos para as escadarias. Jun agarrou-se em meu braço, e eu o apertei empolgada, com um frio terrive na barriga.
_ Você é simplesmente a mais linda aqui... – ele disse em meus ouvidos enquanto entravamos no salão. – Você só faz com que eu me torne cada dia mais apaixonado por você! – riu baixo enquanto eu me arrepiei.
Aproveitamos a festa.
Brookie estava linda também, e veio correndo em minha direção com seu copo de vodka, abandonando Min Ho Soo.
_ AMIIIIIIIIIIIGAA! – puxou-me pelo braço.
_ Broo... – disse surpresa, despedindo-me de Jun com o olhar.
_ Então, deu certo? – bebeu a bebida. – Deu certo o remédio?
_ Deu! Estou ansiosa! – confessei.
_ É normal! – ela aconselhou-me enquanto o frio na barriga manifestava-se novamente em mim. – Mas prepare-se amiga, porque você vai sentir dor. – ela gritou em meus ouvidos enquanto a música tocava extremamente alta.
_ Vou? – franzi o cenho.
_ E muita! – encarou meu rosto. – Mas acalme-se... ele com certeza sabe como fazer, e se ele te ama, tornara isso o menos doloroso possível... – confortou-me.
Estava tomada por uma ansiedade incomoda. Tinha vontade, misturada com medo e incerteza, mas queria que fosse Jun. Queria que fosse naquela noite. Seria inesquecível para mim.
Avistei de longe, Kiseop dançando com SunHi. Ele sorria ao lado dela e de seus amigos, e quando percebi, estava sendo flagrada por Kevin, que ria de minha expressão.
Cumprimentei-o com os olhos e fui ao encontro de Jun, que conversava com Yoseob e DooJoon.
_ Quer um pouco? – Jun ofereceu-me um pouco de sua bebida. – Espere... – afastou-se. – Eu vou pegar um copo para você.
Fazendo isso, bebi tudo de uma vez. Estava delicioso, de modo que parti para o bar em busca de mais. Junhyung ria de mim sempre que eu virava um copo, ele também estava alterado e nós estávamos nos divertindo muito.
_ VENHA! – ele tentou dizer mais alto que a música. – VAMOS DANÇAS! – puxou-me pelo braço.
Eu apenas o segui, dançando ao ritmo de uma música que eu não fazia ideia de qual era.
Jun surpreendeu-me, puxando-me para perto de si, enquanto balançávamos lentamente com a música agitada. Ele estava me deixando louca, respirando rente ao meu pescoço, acariciando minhas costas.
Eu encarei seus olhos por um segundo, e o beijei. Desta vez, de uma forma diferente. Eu estava desejando-o, mesmo sentindo-me constrangida por aquilo, porque sei que ele havia percebido, escorregando suas mãos um pouco abaixo de minha cinturra.
Nossos rostos estavam próximos demais, a ponto de sentir sua respiração chocando-se contra minha bochecha, enquanto eu sentia arrepios com sua boca percorrendo lentamente até minha orelha.
_ Jun-ah... – sussurrei embriagada, passando minhas mãos por sua nuca.
Nós dançávamos colados em meio as pessoas que pulavam de um lado para o outro. Ignorando tudo aquilo, como se só nós estivéssemos ali. Encarei seu olhar quente, e juntei ainda mais nossos corpos, sentindo como se nossos corações estivessem colados. Senti o meu palpitando em dobro dentro de mim. Beijei-o mais uma vez, e interrompi surpresa pela música que havia parado por um segundo.
Alguem subiu ao palco, tomando o microfone em mãos.
_ Atenção! – uma garota linda de vestido rodado e cabelos encaracolados disse batendo com as mãos no microfone. – O momento tão esperado chegou! – ela sorriu enquanto todos gritaram.
Que momento tão esperado?
Encarei Jun por alguns segundos e ele também parecia confuso.
_ A votação finalmente terminou, e agora, vamos revelar o “Rei e Rainha” do baile. – ela fez aspas com as mãos.
_ Você votou em alguém? – perguntei a Jun.
_ Não... – ele estava confuso. – E você?
_ Não também... – rimos.
Duas meninas dirigiram-se a outra com o microfone e entregaram-lhe um envelope.
_ HHHHMMM... – encarou a todos eufóricos, engraçada. – É... não faz tanto sentido mais... – ela dizia sobre o resultado no envelope. – Tragam as coroas...
Entregaram-lhe as coroas e ela encarou a todos enfim para dar a noticia.
_ Vocês sabem como funcionou a votação... As meninas votaram no rei, e os meninos na rainha, de modo que o rei escolhido pela maioria foi... – ela sorriu enquanto a bateria soava ao fundo. – Lee Kiseop!
Todas gritaram. Eu encarei Kiseop por um segundo, e ele parecia surpreso, dirigindo envergonhado ao palco e resgatando sua coroa.
_ Daqui a pouco, você agradece... – disse a ele, que sorria sem graça. – Agora, temos a rainha... E a garota sortuda que recebeu a maior parte das votações pelos meninos foi...- suspirou. – Foi você Chiao Ana. – disse entediada, abandonando o microfone rapidamente e retirando-se do palco.
Fiquei ali, parada. Envolvida pelos braços de JunHyug enquanto uma luz forte apontava em meu rosto, e todos me encaravam. Os meninos gritaram para minha surpresa, e algumas meninas não estavam felizes com o resultado.
Eu? Eu havia sido escolhida?
Encarei Jun confusa e envergonhada. Ele simplesmente soltou-me, rindo de mim e empurrando-me em direção ao palco.
Eu fui então, ainda incrédula e crente de que existia outra Chiao Ana na escola. Todos riam pra mim enquanto eu desejava enfiar-me em um buraco.
Encarei Kiseop por um segundo, e ele encarava-me também, de uma maneira indescritível.
Subi ao palco, e uma garota de sorriso amistoso colocou-me a coroa, indo em direção ao microfone.
_ Vocês podem agradecer agora... – ela agarrou em nossos braços, levando-nos até o microfone. – Agora, o agradecimento do Rei... – sorriu, empurrando Kiseop.
Eu encarei Jun la de cima, e ele ria de mina vergonha. Ria de uma maneira estranha.
Kiseop tomou o microfone em mãos, ameaçando dizer algo.
_ Obrigado. – finalmente disse, sorrindo ainda mais.
_ Só? – a garota encarou seu rosto incrédula.
_ Só. – ele disse baixo, afastando-se.
Kevin, Eli e SooHyun gritavam para ele.
Peguei o microfone em mãos, não conseguindo pensar em nada criativo.
_ Hm... – hesitei. – Obrigada. – encarei a Jun que gargalhava ao longe.
_ Bem, esse ano não temos um reinado tão criativo né? – a garota sorriu. – Talvez eles estejam tão surpresos quanto nós... Mas vocês não podem escapar da dança...
Kiseop aproximou-se de mim, e meu coração disparou. Lembrei-me ligeiramente do beijo, enquanto ele tomou-me em seus braços.
Com uma mão em minha cintura, e outra segurando as minhas mãos, ele balançou-me de um lado para o outro. Era tudo que podíamos fazer.
Ele inesperadamente, puxou-me mais para si, deixando nossos corpos colados e eu senti que ele podia sentir as borboletas que estavam voando em meu estomago.
Foram os minutos mais eternos de minha vida, e eu consegui encarar seus olhos apenas uma vez.
Lembrei-me das palavras de Key.
Será que eu o amava? Quer dizer, havia algo em Kiseop que mexia comigo. Havia algo nele, que eu simplesmente não conseguia nomear. E mesmo ele sendo completamente idiota, muitas vezes, demonstrava me amar também.
A valsa eterna terminou enfim, e ele soltou-me de seus braços.
Fui em direção a Jun somente com minha cara lavada e uma coroa em mãos, colocando minha coroa nele.
_ Não... você esta linda de rainha! – ele tirou a coroa dele, e a colocou em mim.
_ Isso não faz sentido! Coroas não combinam com o tema do baile! – resmunguei em seu ouvido.
_ Também acho... – ele puxou-me para si e voltamos a dançar. –Mas eles tem que colocar essas coisas americanizadas e clichês... – sorriu. — Mas veja que ironia... Eu estou roubando a rainha do suposto rei... — rimos.
Ficamos mais um pouco ali, dançando e nos embriagando cada vez mais, até que eu perdesse o controle.
_ E agora? – Jun e eu estávamos na entrada do salão. – Não vou deixar você sozinha na sua casa assim! – ele segurava em meu baço, rindo de mim.
Eu ria sem conseguir parar.
_ Então me leve para a sua! – sugeri, beijando-o rapidamente.
_ Os meninos moram comigo, esqueceu? – ele encarou-me sorrindo.
_ Tá... – suspirei. – Mas eles ainda não chegaram... – arqueei uma sobrancelha.
Jun e eu fomos rapidamente para o carro, e ele dirigiu rapidamente até sua casa.
Lá, senti minha cabeça girando enquanto Jun acendeu a luz do pequeno corredor.
Eu o encarei com desejo. Queria aquele homem pra mim, naquele momento.
Ele encarou minha expressão confuso, deixando as chaves sobre o balcão. Eu não consegui pensar em nada mais criativo além de morder os lábios. A COISA MAIS CLICHÊ DO MUNDO. Eu simplesmente não conseguia ser sexy.
Jun sorriu, aproximando-se de mim tirando seu blazer.
Eu o agarrei pelo colarinho e o beijei ferozmente. Ele permaneceu confuso, enquanto eu o arrastava para um cômodo que parecia ser a sala.
Jun agarrou-me firme pela cintura, pressionando-me contra a parede enquanto eu tentava afobada tirar a jaqueta. Consegui, livrando-me do coturno com os pés e envolvendo seu corpo com uma de minhas pernas.
Não, não era assim que eu queria que acontecesse. Afastei-me um pouco para encara-lo. Seus lábios estavam vermelhos e seus olhos concentrados em minha boca. Pousei minhas mãos em seu rosto, segurando-o com calma e beijando-o lentamente. Não queria nenhum afobamento.
Jun entendeu, segurando-me novamente, um pouco mais devagar desta vez. Ele percorreu com sua boca até meu pescoço, fazendo-me delirar. Eu involuntariamente gemi baixinho em seu ouvido, inclinando minha cabeça e encostando-a na parede, de olhos fechados.
Nos afastamos um pouco enquanto eu o ajudei a tirar sua blusa, deixando-o somente com uma camiseta da qual nos livramos rapidamente. Estava enlouquecida com aquilo. Jun conseguia ser inacreditavelmente gostoso. Seu corpo era magro, porem, definido.
Eu olhei em seus olhos, e ele puxou-me novamente para si. Desta vez, eu tentava me livrar de minha blusa enquanto nós percorríamos a sala em busca do sofá.
_ Você tem certeza disso? – ele encarou-me.
_ Tenho! – disse rapidamente, abandonando minha blusa em um canto qualquer.
Nos encostamos novamente. Pude pela primeira vez, sentir sua pele quente encostando-se na minha, e eu arrepiei-me inteira enquanto ele mordiscava suavemente meu pescoço.
Eu o queria, eu o queria, eu o queria muito.
Ele percorria com suas mãos pelas minhas costas, suavemente, enquanto eu mordia seu lábio inferior, louca de desejo. Jun percorreu com suas mãos até meu bumbum, pressionando-me contra seu corpo, fazendo com que eu sentisse toda sua excitação. Eu novamente gemi, involuntariamente. Porque diabos não conseguia controlar aquilo?
Percorri com minhas mãos freneticamente por seu corpo, até encontrar seu cinto, tirando-o de sua calça e empurrando-o contra o sofá, fazendo com que ele se sentasse.
Sentei-me sobre ele, de frente pra ele, causando um atrito entre nossa pele. Era minha vez. Eu percorri por seu pescoço com minha boca, mordiscando levemente, fazendo com que ele inclinasse com sua cabeça sobre o encosto do sofá, respirando ofegante enquanto eu puxava suavemente seu cabelo. Eu mordia o lóbulo de sua orelha, e ele apertava-me mais para perto de seu corpo.
Os botões de minha calça já estavam abertos, e nos ajeitamos desconfortáveis para que eu me livrasse dela sem termos que nos afastar. Estava enfim, somente com a roupa intima que eu havia escolhido para ele cuidadosamente.
Jun percorreu meu corpo com os olhos, e beijou-me novamente, puxando-me os cabelos com uma das mãos, e apertando forte minha coxa.
Eu senti novamente o frio na barriga. Não sabia o que fazer, ainda mais bêbada. Deixaria tudo por sua conta a partir daquele momento.
Os lábios pequenos de Jun beijavam-me com amor, e cada vez que ele tocava meu corpo, eu me arrepiava. Ele beijou-me novamente o pescoço, abaixando para que beijasse meu colo, enquanto eu segurava em seus ombros com força. Ele passou uma das mãos quentes por minha barriga, levando-a até o lacinho que mantinha meu sutiã fechado, e o puxou, abrindo-o.
Naquele momento, eu morri de vergonha.
Ele levou sua mão livre até meu ombro, beijando ali, e descendo cada vez mais, até aproximar-se de meu seio. Eu paralisei. Meu coração bateu acelerado, e eu tinha a impressão de que ele podia ouvir.
Nos livramos então de meu sutiã, e JunHyung encarou-me impressionado.
_ Você é simplesmente perfeita! – ele disse baixo enquanto eu o surpreendi com um abraço forte.
Eu estava emocionada.
Sei que isso é cafona, mas o que eu podia fazer? Eu o amava! Nunca havia me mostrado de tal forma para alguém, Jun havia sido o primeiro, e aquele era um momento especial para mim.
Ele fez com que eu ignorasse toda minha insegurança no momento em que me elogiou.
Eu finalmente abri os olhos enquanto ele beijava-me carinhosamente a bochecha, e eu senti-me estranhamente tonta.
Encarei seus olhos por um segundo, e sem conseguir raciocinar, pousei minha cabeça em seu ombro, rendendo-me ao sono que surgira ferozmente.
_ Ana? – seu tom era confuso enquanto ele tentava sem sucesso, encarar meu rosto.
Ele ergueu minha cabeça, vendo-me de olhos fechados e suspirou.
_ Você só pode estar brincando comigo... – ele riu baixinho. – Você é inacreditavelmente provocante não é? – pousou suas mãos em minhas costas nuas, acariciando ali.
E foi tudo que pude ouvir antes de apagar totalmente.
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