Notas iniciais
Espero que gostem! No capítulo anterior: “– Eu não vou Jay! - Ele tirou os braço de minhas mão e se retirou da sala"

Não o segui até o quarto, ele precisava de seu devido tempo sozinho. Decidi ir atrás do vizinho de quem meus pais tanto falaram. Peguei minha jaqueta, minhas luvas e o gorro. Eles falaram que o vizinho morava na Guardian Street, que não ficava tão longe de minha casa.

– Damian? Damian, onde está você? — Perguntei em voz alta. Damian era nosso copeiro. Ele que supria nossas necessidades. Comprar alimentos e bebidas, enviar cartas a destinatários não tão longínquos e nos levar onde quer que pedíssemos. — Damian? — Ele apareceu por entre a porta que dava para seu quarto. Era grande e corpulento, com olhos e cabelos castanhos. Intimidava quem o infrentasse. — Minhas desculpas! Estava dormindo? Não queria acordá-lo. — Disse a ele.

– Não estava dormindo Sr.Jones. Precisava de algo? — Disse ele.

– Por favor não me chame de Sr.Jones e sim de Jay. Gostaria que me levasse à Guardian Street. — Respondi.

– Claro, me dê o devido tempo de preparar os cavalos. — Disse ele com um sorriso.

Voltei para sala. Enquanto esperava Damian, fiquei observando a lareira. As chamas crepitavam de leve agora. Foi difícil aceitar que eu, finalmente, iria ter uma vida longe de tudo oque eu estava acostumado, sem trocas de presentes no natal, celebrações de ano novo. Tudo com a minha família. Não que eu não queira isso, mas vai ser difícil me acostumar. Nesse momento, Damian entra na sala fazendo-me acordar do devaneio.

– Sr. Jones, os cavalos estão prontos. Vamos? — Disse ele. Voltei os olhos para o seu rosto e sorri.

– Sim e Damian, por favor, me chame de Jay. Ele acenou com a cabeça e um leve sorriso se formou em seu rosto. Entramos na carruagem e partimos.

A cidade estava calma. A neve ainda caindo. Havia no máximo uma ou duas pessoas na rua hoje. A cidade, em geral, não era pequena, mas como era época de festas as pessoas viajaram para visitar suas famílias. Suas ruas de pedras que faziam a carruagem chacualhar, árvores em cada ponto das esquinas. A lua brilhava alto agora, fazendo o lago, ao meu lado esquerdo, ficar cinza e preto.

Chegando a Guardian Street, percebi que há poucas casas lá. A maioria estava em construção ou era velha ao ponto de cair se você às tocasse. Minha mãe disse que a casa do homem era grande e amarela. E lá estava.

Realmente, a casa era grande. Amarela com detalhes de brancos em algumas partes. Janelas grandes com detalhes de madeira escura. Era bem rústica. Não exatamente como minha minha mãe disse, mas era a única amarela do bairro.

– Damian, aqui! Chegamos! — Disse colocando a cabeça para fora para que ele me escutasse.

Sai da carruagem e pedi para que Damian me esperasse por algumas horas.

Parei em frente a porta e bati palmas para que alguém me escutasse. Esperei alguns segundos até um senhor de idade abrir a porta.

– Com licença, você é Monanza? Adam Monanza? — Perguntei

– Sim, sou eu. A quem devo a honra de me chamar? — Respondeu ele com um aceno de mãos. Sua voz é baixa de um tom gutural. Era alto mas sua corcunda dizia ao contrário. Cabelos divididos em duas cores, metade branco e preto. Ele usava uma bengala, mas não era para se sustentar. Isso ele fazia bem sozinho. Seu cabo era dourado e o ponto de baixo era afiado, de prata. Se ele queria machucar alguém com isso, atingiria seu propósito! A ponta de cima era a metade de um círculo, de madeira bem clara. Ao mesmo tempo era bonita e assustadora.

– Desculpe-me, fui rude em não me apresentar. Meu nome é Jay. Jay Jones. — Disse levantando minha mão. Ele apertou sem hesitação. — Meus pais, Jonathan e Lucy Jones, vieram mais cedo falar sobre Jingles com o senhor. Disseram que o senhor falou sobre um instituto que havia lá.

– Muito bem Sr.Jones! Está congelando aqui fora. Entre, vamos continuar essa conversa aqui dentro.

– Por favor me chame de Jay. — Ressaltei. Entramos na casa e era enorme, duas vezes maior que a minha. Havia quadros de parentes distantes que enchiam as paredes. Seguimos para o seu escritório. Quando chegamos, seu escritório era grande, com prateleiras de livros em vez de paredes, cheias de livros. No centro, havia uma mesa de madeira grande com um livro aberto em cima, algumas cartas e tinteiros. Atrás dessa mesa, havia uma grande lareira, com detalhes graciosos. Suas chamas estavam crepitando alto e estava brilhando.

– Está bem, Sr.Jay! Sente-se, por favor. — Ele disse apontando para uma cadeira atrás de mim. Segui em sua direção e me sentei. Ele sentou-se na cadeira em frente a lareira, fazendo com que ele virasse uma silhueta. — Seus pais vieram me visitar à alguns dias mesmo. Agora, ao que devo o prazer de sua visita? — Ele virou a cadeira, fazendo com que, agora, metade de seu rosto pertencesse à luz e a outra pertencesse à escuridão. Quando ele disse aquilo, apareceu um sorriso em seu rosto, um tanto jocoso. Bom, pelo menos, metade dele.

– Meus pais disseram que o senhor os contou sobre um instituto em Jingles. Poderia me contar mais um pouco sobre ele? — Seu sorriso passou de doce à atrevido, como se ele gostasse desse lugar de um jeito peculiar.

– Sim, disse! O instituto é um lugar bem cheio. Não é um centro de reabilitação exatamente, é mais um lugar de descanso. Onde ele, seu irmão, vai ficar longe de tudo oque conhece um bom tempo! Quando ele voltar vai estar muito diferente.

– Oque o senhor quer dizer com diferente? — Pergunto o olhando com curiosidade.

– Você vai ver! — Nesse momento ele solta uma grande gargalhada e percebo que está na hora de ir embora.

Notas finais
Espero que gostem! Próximo capítulo em alguns dias!