Os Três
2 A nova esperança.
Num vilarejo pequeno, governado por um nobre senhor da terra, três crianças, órfãs por causa da guerra, são acolhidas como servos. Essas crianças, desde seus quatro anos, foram colocadas no mais cruel ambiente que um vilarejo pode oferecer, o calabouço. Mas essa não é uma história de prisioneiros, mas sim de guardas.
Os três guardas do calabouço, como gostariam de ser chamados. Porém aquelas crianças eram muito mais infames do que a situação reflete. Um deles, um gordinho, Brihandur, sem nenhuma habilidade social ou boas maneiras, completamente barbárico e desajeitado. Costumava comprar brigas com os prisioneiros mais fracos e apreender espadas e escudos daqueles que eram presos na tentativa de se equipar de uma maneira mais digna.
O outro, uma criança magrela, de cabelos compridos, Faen, que lhe proporcionava uma aparência um tanto quanto feminina. Ele era cruel e seco, porém sua aparência dócil confundiam os prisioneiros, que achavam que era uma garota. Esses pervertidos tentavam as mais horrendas aproximações que, por sua vez, eram revidadas com investidas. A maioria delas terminava com mãos ensanguentadas, cabelos desarrumados e um olhar mortal para os outros presos. “Não me chamem de garota” ele bufava enquanto estrangulava os que tinham a má sorte de confiar nas aparências.
E a terceira criança, Spilth, que adorava livros. Ela aprendia mágicas proibidas com manuscritos que roubava do seu senhor. Ele era conhecido por soltar incríveis bolas de fogo, que por sua vez acertavam os alvos errados, como estábulos, moinhos de vento e até mesmo um cobrador de impostos.
Eles eram o terror do vilarejo, e isso não era nada bom. Seu mestre os confinavam por semanas sem comida, para impedir comportamentos considerados indecentes. Porém de nada adiantava, eles sempre se impunham e com os sonhos em mente murmuravam todos os dias “Eu ainda vou ser um grande herói”.
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