Os Super-Humanos - EM HIATUS
4 Capítulo 4 – De alma, corpo e mente.
Notas iniciais
Capítulo 4 – De alma, corpo e mente.
Narração Ino On
24 horas! Já fazia 24 horas que eu estava trancafiada naquele quarto de hospital. Não entendo porque os médicos não me deixam sair, eu já havia feito todo tipo de exame, além disso, estava me sentindo bem, não tinha porque eles me manterem presa ali. Suspirei e vi uma enfermeira entrar em meu quarto, a encarei impaciente.
–Bom dia Senhorita Yamanaka! – a enfermeira disse toda simpática e eu rolei os olhos.
–Bom dia só se for pra você! Quando é que vou poder ir embora desse hospital? – perguntei irritada.
–Logo! Seus pais já foram chamados, os médicos precisam conversar com eles, em seguida creio que poderá ser liberara! – a enfermeira disse.
–Meus pais são muito ocupados, é um absurdo vocês os chamarem até aqui sendo que eu estou bem! – eu disse inconformada.
–São os procedimentos senhorita! – a enfermeira informou e eu bufei.
–Por acaso vocês sabem quem nós somos? Somos uma das famílias mais influentes e ricas de toda Konoha, temos mais o que fazer! – eu disse e a enfermeira me encarou dando um suspiro cansado em seguida.
–Imagino que sim! Estenda o braço, por favor! – ela disse e eu estendi meu braço a ela. A enfermeira começou a medir minha pressão e eu fiquei olhando para as minhas unhas desinteressada no que ela fazia, mas de repente comecei a ouvir uma voz estranha dentro da minha cabeça.
“Como essa garota é arrogante. Ela pode até ser linda, mas é tão superficial!”
–O que disse? – perguntei encarando a enfermeira que parou o que estava fazendo para me encarar confusa.
–Eu não disse nada! – ela respondeu.
–Disse sim eu ouvi você falar! – acusei e ela ficou me encarando séria.
“Que garota maluca”
–Você disse de novo! – falei apontando para a enfermeira me encarou atordoada.
–Eu não disse nada garota! – ela insistiu.
–Disse sim. Eu ouvi você disser: Que garota maluca! – falei imitando a vozinha enjoada dela.
–Eu não disse isso, mas pensei! – ela respondeu voltando a fazer seu trabalho. Naquele instante senti uma forte dor na cabeça, de repente comecei a ouvir milhares de vozes falando ao mesmo tempo. Fechei os olhos assustada e levei às mãos as têmporas.
–Você está bem? – a enfermeira perguntou preocupada.
–Não! – respondi me levantando da cama assustada. O que eram todas aquelas vozes dentro da minha cabeça? Completamente apavorada sai correndo do quarto, eu precisava me afastar dali. Conforme eu andava pelos corredores do hospital eu ouvia as vozes das pessoas que caminhavam ao meu redor. Aquilo era estranho porque ao olhar para boca das pessoas eu via que elas nada diziam. Será que o que eu estava ouvindo eram seus pensamentos?! Parei de súbito achando aquilo tudo muito assustador. E foi naquele instante que algo ainda mais assustador aconteceu. Minhas vistas foram se embranquecendo e eu tive uma visão. Vi meus pais chegando na recepção do hospital e parando em frente ao balcão de informações, eles começaram a conversar uma recepcionista e então de repente tudo foi sumindo e voltando ao normal. Respirei ofegante e levei as mãos a cabeça, confusa com o que tinha acontecido.
–Não pode ser... – murmurei assustada e sai correndo até a recepção do hospital. Ao chegar lá eu vi a seguinte cena: Meus pais entravam pelo do hall de entrada do hospital, eles caminharam tranquilamente até um balcão de informações e começaram a conversar com a mesma recepcionista que eu havia visto na minha visão. Tudo aconteceu exatamente como eu previ. Corri até os meus pais assustada.
–Pai, mãe, me tirem daqui! – eu disse assustada me agarrando a eles.
–Filha?! O que aconteceu? – minha mãe perguntou preocupada.
–Eu estou enlouquecendo, estou enlouquecendo! – gritei apavorada puxando os meus cabelos com força.
Narração Ino Off
09h45min da manhã – Hospital Central de Konoha – Laboratório de estudos avançados.
–Dr. Marcelo, aqui estão os resultados dos exames da Srta. Yamanaka que o senhor havia me pedido!
–Obrigada enfermeira Susy! — O médico agradeceu pegando o envelope em mãos e os abrindo em seguida.
–E então Dr. Marcelo, o que deu nos resultados de exame da garota? – a enfermeira perguntou curiosa.
–O eletroencefalograma identificou níveis altíssimos de atividade cerebral! – o médico comentou lendo alguns dos relatórios.
–O que isso quer dizer? – a enfermeira perguntou achando aquele comentário muito estranho.
–Você já ouviu falar em telepatia enfermeira Susy? – o médico perguntou e ela o encarou com curiosidade. Naquele mesmo instante outro médico invadiu o laboratório de estudos.
–Dr. Marcelo, que bom que te encontrei... Temos um problema! – o outro médico avisou.
–O que houve Dr. Marcos?
–Melhor o senhor vir ver! – ele disse e os dois saíram em disparada até um quarto do hospital. Ao entrarem eles se assustaram com o que viram.
–Mas o que está acontecendo aqui? – o médico perguntou abismado.
–Dr. Marcelo, o paciente está se desfazendo em areia! – respondeu um enfermeiro completamente aflito.
O médico se aproximou do leito e viu que o corpo do paciente estava realmente se desfalecendo em areia, aquilo era assustador.
–Céus! – murmurou o médico pegando um punhado de areia em suas mãos. No momento em que tocou a areia ela se agitou, parecia até que ela tinha vontade própria, aos poucos a areia fui se fundindo novamente ao corpo do rapaz de modo que ele não era mais um ser de carne e osso e sim de pura areia. O garoto leitado no leito tentava se mover e levantar o corpo, mas conforme ele se mexia a areia ia se desprendendo de seu corpo.
–Me ajuda! – o rapaz conseguiu murmurar, mas ao mover os músculos rosto a areia foi caindo de sua face.
–Não sei como posso ajudá-lo! – confessou o médico assustado.
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Narração Tenten On
Batia os meus pés freneticamente no chão enquanto roía as unhas das minhas mãos. Eu estava inquieta, tive de passar a noite inteira no hospital, e pra completar não conseguia parar de pensar no acidente que tinha acontecido na faculdade.
–Filha, quer parar quieta por favor?! – minha mãe resmungou me encarando.
–Não dá, a senhora sabe que eu sou inquieta! – respondi e naquele instante meu pai retornou ao quarto.
–Voltei e trouxe sua vitamina! – ele respondeu me entregando a bebida.
–Obrigada papai! – agradeci e comecei a beber o liquido que ele havia trazido. Após tomar um gole parei o copo entre as pernas e comecei a pensar. Os médicos disseram que eu teria que ficar em observação por um tempo já que não sabiam dos efeitos do gás que explodiu na universidade, eu estava preocupada com isso, pois desde acordei nesse quarto de hospital sinto meu corpo fraco e sem energia. Suspirei, o som de um mosquito voando próximo ao meu copo de vitamina me chamou a atenção, tentei espantá-lo de perto do copo, mas ele sempre voltava. Fiquei observando o pequeno inserto, e quanto mais eu o observava mais devagar ele parecia se mover, olhei ao meu redor e comecei a ver tudo em câmera lenta, desde o mosquito voando até meus pais conversando no sofá. Aquilo era estranho demais, chacoalhei a cabeça em negação e então tudo voltou ao normal.
–Estranho! – murmurei.
–O que é estranho? – meu pai perguntou confuso.
–Nada não, esquece! – respondi e voltando a beber minha vitamina.
Narração Tenten Off
Narração Naruto On
Acordei com a claridade das janelas invadindo o quarto, entreabri um olho e vi algo que me chamou atenção. Arregalei os meus olhos curioso e sentei-me na cama assustado. Pisquei varias vezes, será que eu estava enxergando direito? Tinha um cidadão deitado na mesma cama de hospital que eu!
–Mas que porra é essa? – me perguntei vendo que o cidadão dormia tranquilo ao meu lado, e pra ajudar ele ainda roncava alto. O cara estava virado de costas pra mim de modo que eu não via o seu rosto, eu só sabia que ele era alto e loiro igual a mim.
–Ei cara, acorda! – eu disse o chacoalhando. Ele resmungou algo incompreensível e ajeitou sua cabeça no travesseiro dizendo que queria dormir.
–EI CARA LEVANTA! – gritei perdendo a paciência. O cara deu um pulo da cama e acordou assustado, quando ele me encarou quem levou um baita susto foi eu.
–AHH! Você... – eu disse apontando para ele.
–Somos idênticos! – ele murmurou me encarando.
–Assustador! – eu disse o encarando de volta.
–Quem é você? – perguntei assustado.
–Meu nome é Naruto Uzumaki! – ele respondeu e eu comecei a rir nervosamente.
–Não, você não é Naruto Uzumaki, EU sou Naruto Uzumaki! – falei dando ênfase no eu e ele me encarou confuso colocando as mãos nos bolsos de sua calça.
–Então nós somos Naruto Uzumaki! – ele disse.
–Não, sem essa de nós! Quem é você? Me diga de onde você surgiu? Como veio parar aqui? – perguntei.
–Eu sou Naruto Uzumaki, filho do prefeito, e não sei bem como vim parar aqui! – ele respondeu e eu comecei a me irritar com aquele sujeito. Será que aquilo era algum tipo de pegadinha?! Era estranho porque o cara parecia ser um clone meu, éramos idênticos, tipo gêmeos.
–Escuta aqui cara, você está começando a me irritar! Isso aqui é algum tipo de pegadinha?! Porque se for não tem a mínima graça! – falei.
–Não, não é nenhuma pegadinha, eu sou real! – ele disse apontando para si próprio.
–Você está me tirando do sério! – falei.
–E você está me confundindo! – ele disse.
–Eu vou perder minha paciência com você! – falei bravo.
–Você se descontrola fácil heim... – ele comentou e foi ai que eu me descontrolei mesmo, parti pra cima dele e quando o soquei ele estourou feito uma bexiga. Assustei-me com aquilo e senti algo estranho e me atingir em cheio no peito. Fiquei alguns segundos completamente estático, tentando entender o que havia acontecido.
–Não pode ser! – murmurei assustado, era estranho mas eu sentia no meu intimo que aquele cara que estava na minha frente para mim segundos atrás era mesmo eu ou um clone meu, sei lá eu ainda estou confuso, mas como isso pode ser possível?
Continua...
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