Os Subversivos

4 Capitulo 4 - O Mercado De Moloch


Notas iniciais
Quer ver a conclusão do capitulo ?? Acompanhe essa joça.

Depois de nossa primeira aventura nós achávamos que estávamos prontos pra tudo, (éramos grandes idiotas) foi ai que vimos outra oportunidade de crescer no mundo mágico, depois de enfrentar o centauro nosso nome era comentado em todo o Bar do Esquecimento.

(Como éramos idiotas)

Eu caminhava na rua entregue aos meus pensamentos como sempre fazia. Até que olhei dentro de um daqueles bares que os ricos vão para cheirar vinho (Nunca entendi esse habito), quando olhei vi uma mulher sentada com as pernas cruzadas, não podia ser ela !! Mas era, sem pensar duas vezes entrei no recinto e lá estava ela, provando um bom vinho. Sweet me convidou a sentar, mesmo se ela não tivesse comentado eu sentaria. Ao me sentar ela me encarou como quem quisesse descobrir o que se passa pela minha cabeça. Sweet falou :

– E ai domador de centauros como esta sua busca pela sabedoria ?

(Ela e aquele maldito sarcasmo)

– Você sabe ! Vivo a procura da vida eterna. – Respondi como se fosse uma conversa com um de meus amigos pessoais.

(Vai que assim ela parava de ser sarcástica)

– Existem muitas maneiras, mas só cabe a você procurar. – Respondeu ela, sempre naquele tom que faz você se sentir inferior.

– Eu já achei minha cara amiga, já achei. – Eu disse tentando imitar seu tom.

(Falhando ridiculamente)

– E pode me dizer como pretende ser imortal meu caro e jovem amigo. – Ela disse me zoando, tenho certeza que ela tava me zoando.

(Ela sempre me zoava sem me zoar)

– Eu vou alcançar a imortalidade através do nome. – Disse eu.

(Dessa vez eu consegui, deixei ela com um tom de incógnita)

– Pode ser mais especifico ! – Ela disse.

(Viu !!)

– É claro, assim como Merlim, Agripa, Circe, John Dee, Nostradamus, Marie Leveau, Baltazar, Gaspar e Belchior. Quero ficar conhecido pelos meus feitos, e quando a morte vier bater na porta eu terei deixado um legado pra traz. Um legado que ninguém jamais esquecerá, NUNCA !! – Eu disse com a autoridade de um líder político.

(Dessa vez ela não poderia me deixar por baixo, foi o que eu pensei, é claro eu não conhecia Sweet bem o suficiente para saber que ela pode deixar por baixo qualquer um.)

– Você fala como quem não conhece o mundo mágico, tão novato, muito meigo, mantenha essa ingenuidade. Lindo. – Ela disse conseguindo mais uma vez me deixar por baixo.

(Viu !! Eu falei que ela consegui deixar todo mundo pra baixo)

Sweet se levantou e disse :

– procure o mercado de Moloch. Lá você vai encontrar um novo mundo. Vai encontrar a maior reunião de magia que já viu na vida.

Sweet me deu um beijo e foi embora. Eu estava morrendo de vontade de segui-la mas o que adiantaria ? Ela sumiria de qualquer modo. Bom agora que Sweet me dera mais um lugar para visitar, eu tinha o que fazer. Levantei-me e fui em direção a saída, quando estava perto da porta um engomado me parou e falou :

– Senhor a conta.

(Não era possível, ela deixou a contra para eu pagar ? Ela tava de sacanagem comigo !! )

Eu perguntei :

– Quanto é ?

E ele respondeu que eram 10 moedas de ouro. Não era possível, 10 moedas, que isso ? Eu costumava gastar isso em um mês. Sorrateiramente me afastei e sem que ninguém percebesse deixei cair uma pedra de Pó Escurecedor Instantâneo do Peru, em segundos o local se encheu de fumaça roxa muito densa, eu sai correndo daquele lugar e então ele se tornou mais uma de minhas dividas.

(Mais um dos muitos lugares em que eu estava devendo.)

A noite caia e alguém bate na minha porta, quem será ? (Alguém pra cobrar as contas ? Tomara que não.) Era Jhonny, ele viera me chamar pra mais uma noite de tempo perdido no Bar com ele, mas nessa noite eu tinha mais o que fazer.(Ainda bem que não era alguém pra cobrar.). Peguei meu sobre tudo surrado e vesti, olhei para Jhonny com um olhar aventureiro e disse :

– Bote um casaco meu caro amigo. Hoje nos vamos ao mercado de Moloch.

Jhonny acendeu um cigarro, se virou pra mim com uma cara ao mesmo tempo feliz mas confusa, e disse :

– Vamos mas onde é esse tal mercado de Moloch.

Bem era uma ótima pergunta, serio. Ela me disse aonde ir mas não disse onde ficava, e agora como achar esse tal mercado de Moloch ? Bem Moloch devia ser o nome de um lugar, mas como achar esse lugar ?

(Como eu era burro.)

Pensei bem e lembrei de alguém que poderia me ajudar, lembrei que em uma noite no bar eu conheci uma jovem bruxa chamada Reiko, que era alem de linda e esperta era realmente muito vivida (no bom sentido). Chamei Reiko por meio de uma antiga magia de rastreamento que exigia muito esforço, tive que juntar pedras lunares e conjurar um Gnomo para que Reiko pudesse aparecer na minha casa. Uma fumaça verde emanou das pedras lunares e o Gnomo se transformou em Reiko.

Reiko era asiática e tinha o cabelo picotado no pescoço, usava uma maquiagem extravagante e roupas vermelhas que combinavam com a maquiagem.

Reiko ficou surpresa em me ver, e ficou mais surpresa ainda em saber que eu podia fazer um ritual como aquele. Reiko perguntou o que eu queria com ela, eu logo respondi :

– Você é uma das pessoas com mais contatos no mundo magico que já conheci, você por acaso não sabe onde fica Moloch ?

Reiko me explicou tudo, como se fazia pra chegar lá e também explicou que Moloch não era bem um lugar e sim um mago que um dia comandou o mercado, loja por loja. Reiko me recomendou que se eu fosse ao mercado levasse um Patuá que é nada mais nada menos que umas moedas amarradas em fitas e ervas que servem pra evitar ataques de demônios de baixo nível e dar sorte. Fiz tudo que Reiko mandou, e agora sabia como chegar no mercado.

(Finalmente posso ir ao maldito mercado !! )

Reiko perguntou se podia dormir no meu quarto já que eu ia passar a noite fora, eu não via motivo pra não deixar já que não tinha nada de valor que ela pudesse levar com ela. Então deixei que ela dormisse em meu quarto.

(Ela poderia levar minhas dividas !! Não seria problema algum.)

Junto a Jhonny tomei rumo para o mercado, segui passo a passo o que ela mandou foi até a rua das alamedas um lugar deserto exceto pelas velhas com carrinhos de mercado cheios de gatos emaranhados. Na rua das alamedas entrei em um beco que tinha a Ankh (Mais conhecida como cruz egípcia) desenhada em cor preta avermelhada. No beco fiquei eu e Jhonny de frente para uma parede de tijolos e então apertei o tijolo que tinha uma outra Ankh desenhada mas essa outra Ankh era visível apenas pra bruxos. Tijolo por tijolo foi se abrindo até que de repente eu estava de frente a algo que nunca vi antes em toda a minha vida.

O Mercado de Moloch estava na minha frente. Ele era repleto de barracas com artefatos mágicos a venda, ela tinha em cada esquina algo que era surreal, como seres de existência esquecida e vendedores do oculto, em cada rua saia fumaça dos bueiros, e tinha prostitutas por todos os lugares.

(Muito legal né, mas não é um bom lugar para pessoas endividadas pelo menos la eu não tinha duvida alguma. Ainda. )

Não deixei de expressar minha surpresa e meu interesse, olhei para cara de Jhonny e vi o mesmo olhar que o meu, o olhar de quem quer explorar cada centímetro.

(Esse foi nosso erro, queríamos explorar cada centímetro)

Eu e Jhonny estávamos andando e dando uma olhada nas coisas a venda até que ele perguntou quem tinha me falado sobre o mercado e eu não contei a verdade a ele, eu o enrolei como faço com todo mundo.

Jhonny viu uma placa escrita :

– Capnomancia apenas 3 moedas de prata. –

Jhonny me mostrou a placa. Eu já tinha ouvido falar sobre aquilo. Capnomancia era a adivinhação por meio da fumaça. Por meio da queima algumas ervas mágicas e o augúrio era obtido pela observação das formas que a fumaça tomava.

Eu e Jhonny concordamos que seria uma boa maneira de começar a explorar o mercado. Então entramos na loja da madame Xanadu. Madame Xanadu era conhecida por ser a melhor adivinha da área, ela quase nunca errava. Madame Xanadu era morena e bem alta, estava sentada em uma mesa redonda que tinha um buraco no meio onde queimava uma fogueira de fogo azul semelhante ao que Jason tinha conjurado para derrotar o demônio centauro. Xanadu vestia um vestido indiano rosa. O quarto que entramos era empestado com o cheiro de incenso. Eu e Jhonny nos sentamos e pagamos adiantado.

Xanadu nos olhou com olhos que nos furavam como uma lamina, ela jogou no fogo umas ervas que eu não consegui perceber quais eram. A fumaça lotou o quarto e no centro era visível um movimento. Até eu entendi o que era, uma pessoa com outra no colo e uma cruz em cima.

Xanadu abriu a janela para que a fumaça saísse e quando não tinha mais muita fumaça ela disse sem rodeios que eu ia morrer.

(Que isso ?? Eu ia morrer ?? Essa mulher esta maluca !! Eu !! Morrer !! Não !! Eu não morro !!)

Sai furioso da loja da madame Xanadu.

Notas finais
Continua ...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.