Os Sobreviventes

4 Relações e Falsos Alarmes


Notas iniciais
O que será que acontecerá com o John e a Ana, e será que toda a gente será de confiança ?

Depois de colocar-mos as defesas não sabíamos o que fazer mais, também só podíamos esperar mais nada, então foram todos dormir, eu estava deitado na cama a olhar para o teto a pensar na minha vida, nunca agradeci o que tinha, eu acho que perdi a capacidade de agradecer quando tinha 12 anos e os meu pai morreu de cancro, desde aí quis tornar-me cientista para encontrar a cura para essa doença estúpida, e depois conheci a minha mulher tivemos uma filha, e desde ai foquei na minha carreira para poder chegar ao rank mais alto e receber um bom salário, e poder dar uma boa vida á minha filha e acabei por destruir o mundo.

Simplesmente não consegui evitar e vieram-me as lágrimas aos olhos, pois o ser humano chega a ser tão estupido e ganancioso ao ponto de chegar a destruir os outros para o seu próprio bem, cego pelo poder que nem consegue ver o mal debaixo do seu nariz, se eu me tivesse apercebido, em vez de me cegar com o ficar rico e ser reconhecido, que raiva tenho de mim.

Foi nesse momento que ouvi a Ana a entrar, ela tinha-me ouvido chorar, ela abraçou-me e disse que não fazia mal chorar de vez em quando.

– Porque me estás a abraçar, fui eu que causei isto tudo.

– Não faz mal, está na natureza do ser humano, se não fosses tu podia ter sido outro sabes, eles enganaram-te ao ponto de tu fazeres exatamente o que eles queriam, não vale a pena agora ficares assim.

– Tens razão, obrigado.

Então a Ana deu-me um abraço forte e reconfortante e senti o meu coração a bater forte no meu peito, mas não podia ser amor, eu ainda amo a minha mulher... O nosso abraço continuou a ficar cada mais longo e apertado e então aconteceu, um impulso, eu beijei a Ana e ela beijou-me a mim e quando demos por ela estávamos os dois abraçados aos beijos, e eu não conseguia perceber como ela já não estava chateada, mas fomos interrompidos pelo barulho do sistema de segurança, fomos a correr para lá e por mais que desejássemos que não acontecesse estava a acontecer, tínhamos sido descobertos e estávamos a ser atacados , fui chamar o Luis o que fez com que o rapaz ficasse ainda mais assustado, mas ele foi buscar forças ao fundo do baú e então aí ele veio connosco e começamos a preparar as armas, eu fui para a varanda, a Ana na porta de trás e o Luis ficou a guardar a porta da frente, e ficámos a espera, esperamos pelo menos 2 horas, mas não houve nenhum ataque e estava tudo bem, o que eu achei estranho.

Se nos vinham atacar porque se foram embora, primeiro eu pensei que fossem buscar ajuda, mas sinceramente já nem sabia o que dizer, voltei para baixo e disse à Ana e ao Luis que não podíamos continuar assim, ou atacávamos ou eramos atacados, eles primeiro recusaram com receio, mas depois de uns minutinhos pensaram bem e concordaram, porque não podíamos continuar a viver escondidos e com medo, foi aí que o sistema de segurança voltou a apitar, nós fomos a correr a ver o que estava a acontecer, e era um casal a fugir, mas pararam quando nos viram com armas, eu tentei acalmá-los:

– Tenham calma somos amigos, digam-nos o que se passa.

– Não confies neles querido fazem parte do outro grupo, eles são como os outros.- dizia a mulher assustada.

– Mas tem que ser, se não forem e rejeitar-mos ajuda eu serei morto e eles irão tratar-te muito mal, e tu sabes que eu te amo muito para deixar isso acontecer.- dizia o homem quase a chorar, foi então que olhou para nós- vocês vão mesmo ajudar-nos ?

–Sim, claro que vamos, venham entrem depressa.

Depois de entrarem demos-lhes tempo para descansarem, quando eles estavam mais calmos e descansados contaram-nos o que aconteceu:

–Enquanto íamos ao supermercado a buscar comida fomos atacados a meio do caminho por um grupo de 7 ou 8 pessoas e tentaram-nos matar, e nos tentamos escapar e felizmente encontramos-vos.

–Não se preocupem aqui estarão seguros.

Claro que eu só disse aquilo para os reconfortar porque agora sei o numero exato de pessoas e nos somos só 5, e só 3 sabem usar armas pelos vistos, tínhamos que redobrar a segurança... Mas será isso o suficiente ?

Notas finais
Se gostaram favoritem e comentem a vossa parte favorita e digam-me o que fiz de mal para poder melhorar. Lembrem-se sempre criticas construtivas. Obrigado e até à proxima.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.