Os Seus, Os Meus (os Deles) E Os Nossos
34 Cap. 31 – I’m not ready to say goodbye
Notas iniciais
Ele é dedicado a Katherine Almeida, leitora nova e que me deixou uma ask muuuuuito linda ♥
Bom, estamos na reta final!!! Tcham tcham tchaaaaam *-*
Vou tentar postar antes de sabado mas aviso que a probabilidade é pequena, porque eu to ATOLADA de coisa :s
Aproveitem o capítulo e FELIZ DIA DO SOLTEIRO PRA QUEM É SOLTEIRO O/
Burt P.O.V
Washington era uma merda, para dizer o mínimo. Era reunião o dia inteiro, compromissos à noite e fins de semana vazios e tediosos, pois Michael tinha dois filhos para dar atenção, então não marcava nada para sábados e domingos.
Duas semanas depois de chegar, já queria voltar para Ohio. Queria abraçar meu filho, meus sobrinhos, minha mulher... Ah que besteira eu fiz escolhendo o trabalho a Carole.
_ Burt? – chamou Michael da porta de sua sala – Podemos falar um instante?
Eu assenti, me dirigindo a sala de meu chefe sobre os olhares curiosos de meus colegas. Chegando lá, ele me convidou a sentar e começou:
_ Bom, não vou ficar dando voltas Burt: estou profundamente satisfeito com o seu trabalho. E os outros também estão. – elogiou ele sorrindo – Por isso tenho uma oferta a lhe fazer.
_ Rússia? – gritou Kurt do outro lado da linha – Como assim Rússia papai?
_ O cunhado de Michael está abrindo uma filial de sua empresa lá. E ele precisa de ajuda, assim como a que eu dou para Mike. – expliquei.
_ Mas por quanto tempo? – perguntou meu filho e eu suspirei.
_ Não sei campeão. O tempo que for necessário. Mas isso não quer dizer que você não possa ir comigo. – tentei – Rússia deve ser adorável.
_ Papai, Rússia vive embaixo de neve quase que literalmente. – gemeu ele de desgosto – E eu não vou deixar o Blaine, você sabe.
_ Eu sei... – concordei sem vontade.
_ Você aceitou o emprego mesmo? – perguntou ele após um tempo – Papai, Washington eu até entendi. Mas Rússia? Por quê? Do que você está fugindo? – perguntou por fim.
E eu queria saber responder essa pergunta.
Shelby P.O.V
A notícia da partida de Burt foi como um choque para todos, especialmente Carole. Ela se trancou no quarto e não tem falado muito além do necessário nos últimos dias.
_ Papai chega em logo. – informou Kurt, chateado – Ele vai até o aeroporto de Lima depois, aquele no meio do mato sabe? O jatinho da multinacional vai estar lá para leva-lo.
_ Ainda não acredito que o tio Burt vai embora. – reclamou Puck. desde que Hiram e LeRoy morreram, Burt era como um terceiro pai para meu filho e agora ele iria embora – Digo... Ele nem vai estar aqui para ver os bebês nascerem.
Quinn suspirou segurando sua mão e todos ficaram quietos. Minha nora logo chegaria ao 8º mês de gestação e eu desconfiava que não tardaria para os bebês nascerem, tamanho era o desconforto que ela vinha sentindo.
_ Não há nada que possamos fazer para ele mudar de ideia? – perguntou Britt, sentada no colo de minha filha.
_ Acho que não meu anjo. – disse com pesar. Eu já havia tentado falar com Burt, mas nem ele mesmo sabia por que estava fazendo isso, então como poderíamos fazê-lo mudar de ideia?
_ Ele chegou. – informou Finn, parado próximo a janela. Ouvimos a porta do quarto de Carole bater, assim como a do carro e suspiramos, nos levantando. Seria uma longa tarde.
Puck P.O.V
Quase na hora de ir embora, tio Burt pediu para darmos uma volta e eu concordei. Depois de um tempo andando perto do lago, ele parou encarando as águas serenas.
_ Eu só queria dizer que estou orgulhoso de você Noah. – disse ele após um tempo – E sei que seus pais também estão, não importa de onde seja. Você tem 17 anos e já está assumindo uma responsabilidade gigante, sem hesitar. Posso não ser seu pai, mas tenho um orgulho semelhante ao deles.
As lágrimas vieram sem que eu quisesse e eu o abracei, sentindo que ele estava emocionado também.
_ Obrigado. – foi só o que eu pude dizer.
_ Hã... – ouvimos alguém perto – Burt, Kurt pediu para chamá-lo. Seu avião sai em 40 minutos.
_ Oh sim, obrigado Finn. – agradeceu meu tio, secando os olhos – Eu ainda quero dar uma olhada na casa sabem? – e me olhando novamente – Você vai ser um grande pai rapaz, eu tenho certeza disso.
Ele passou por Finn, colocando a mão em seu ombro e sorrindo. Meu cunhado sorriu de volta, um sorriso meio idiota que ele tem se querem saber, e logo meu tio se dirigia a casa.
Santana P.O.V
O clima na sala era quase que de enterro. Estavam todos sentados no sofá, enquanto tio Burt dava uma andada pela casa. Kurt chorava sem parar, com Rachel e Mercedes a consolá-lo.
_ Bom... – disse meu tio, descendo as escadas com um semblante triste – Creio que seja hora de eu ir.
Todos assentimos, nos levantando e caminhando até o lado de fora. O carro preto e chique estava ali, com o motorista fardado. O homem logo abriu a porta, esperando que tio Burt entrasse.
Ele se despediu de mamãe e dos Fabray-Hudson, se demorando um pouco mais em Quinn, Sam e Blaine. Logo depois, deu um rápido abraço em Puck, eles já haviam se despedido suspeito eu. Deu um beijo em minha testa e de Rachel e abraçou longamente Mercedes, que chorava um pouco. Logo depois, abraçou Kurt e se dirigiu ao carro.
_ Adeus papai. – sussurrou Kurt, abraçado com o pai em frente ao carro – Por favor, volte logo.
_ Eu te amo campeão. – disse meu tio, beijando-o.
_ Também te amo. – retrucou Kurt – Arrase com os russos.
Tio Burt riu, entrando no carro. Abriu a janela e olhou para cima, em direção ao quarto de Carole tenho certeza. Deu um sorriso triste e voltou-se para nós, acenando enquanto o carro partia.
Assim que ele sumiu de vista, Kurt abraçou Blaine e voltou a chorar.
Carole P.O.V
Fazia quase três horas que ele estava ali e não havia ido me ver. Eu não esperava que ele fosse é claro, mas ainda sim, um pouco de consideração.
Como que em resposta a meus pensamentos, alguém bateu na porta.
_ Entre. – eu pedi, sem saber quem era. E surpresa: era ele.
_ Vim ver se você não estava doente. – brincou, envergonhado – Não saiu do quarto a tarde toda.
_ Não estava com clima para festa. – menti.
_ Aquilo lá está mais para um velório se quer saber. – admitiu ele – Qual é Carole, não quero que as coisas entre nós terminem assim.
_ Assim como Burt? – retruquei – Com você primeiro indo para Washington por um motivo que duvido que você saiba qual é? E depois indo para a RÚSSIA e deixando Kurt e Mercedes aqui? Me deixando aqui? – terminei com a voz em um sussurro.
Ele ficou quieto alguns instantes, antes de se aproximar de mim e me beijar. Por um momento tentei repelir, mas ele era mais forte, então simplesmente deixei que acontecesse.
_ Por favor, não vá. – sussurrei e ele maneou a cabeça.
_ Eu preciso.
_ Por quê? – perguntei e ele riu sem humor.
_ Eu preciso achar a parte de mim que falta Carole. Preciso descobrir onde ela está. – gaguejou ele.
_ Se é isso que você quer, então não tem mais nada a fazer aqui. – eu disse em voz baixa, tentando não chorar, enquanto me afastava dele – Agora saia, por favor.
Ele saiu em silêncio. Ouvi a porta da frente abrir após alguns instantes e fui até a janela, observando-o se despedir de todos. Quando o carro se preparava para partir, ele me olhou um ultima vez e logo depois, se foi.
Eu sentei na cama entre lágrimas, ouvindo todos voltarem para dentro. Eu olhei a cômoda e chorei mais. Ali estavam minha foto com Charlie e Finn recém-nascido, a fotos de meus filhos pequenos e uma foto tirada no dia em que as crianças venceram as Seletivas. Burt estava ao meu lado sorrindo e ali, naquela foto eu sorria da mesma maneira de como quando estava com Charlie. Eu não podia deixá-lo ir.
Desci as escadas correndo e assustando todos na sala.
_ Eu não posso deixá-lo subir naquele avião.
Notas finais
Comentem, recomendem, perguntem, gritem, mas continuem sendo essas leitoras lindas que eu amo conversar ♥
http://ask.fm/WaalPompeo
Beeeijos e até mais ;@
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