Notas iniciais
"Loving can heal - Amar pode curar Loving can mend your soul - Amar pode remendar sua alma And it's the only thing that I know -E é a única coisa que eu sei I swear it will get easier - Eu juro que fica mais fácil Remember that with every piece of you -Se lembre disso em cada pedaço seu And it's the only thing we take with us - E é a única coisa que levamos com a gente when we die". -Quando morremos Photograph, Ed Sheeran.

O último pedaço do sol ainda era visível no horizonte, e a luz avermelhada da aurora banhava o mar visto a partir do rochedo. Harry Potter segurava com força a sua varinha, não a de azevinho e núcleo de pena de fênix, mas a varinha da morte. Acreditava que a tarefa que iria executar exigia tal troca, acreditava que Dumbledore não se importaria, afinal, não era por ele. Era por um bem maior.

Lembrava-se com estranha nitidez como algum tempo antes tinha estado praticamente naquele mesmo local, acompanhado de um Dumbledore debilitado de uma das mãos, e sentiu uma repulsa do lugar e de seu significado. Com um movimento das vestes, desaparatou do rochedo maior, aparecendo numa rocha arredondada em frente à face do penhasco, que se abria, onde ele sabia que havia um túnel, apesar de não o ver completamente.

Colocando a varinha na boca, pulou da rocha para a água congelante, e começou a nadar para o local onde, ele tinha certeza, encontraria novas respostas para velhas perguntas.

A água estava mais agitada do que era de se supor olhando de cima, mas ele finalmente atravessou a fenda na rocha e continuou por um túnel que se alargava um pouco e dobrava à esquerda. Agora com uma luz mínima, lembrou-se, em vão, que devia ter acendido a varinha. Agradeceu pelo túnel ter um único caminho, até que sentiu os degraus de pedra que levavam à antecâmara do lugar onde outrora estivera uma parte da alma de Voldemort.

— Certo – disse Harry num sussurro tremido.

— Ventus— pensou, apontando para as próprias vestes. Após estar seco e mais aquecido, começou uma busca que não tinha certeza se teria resultado.

Harry andava de um lado para outro da parede de pedra negra, lembrava exatamente o lugar onde se encontrava o local de entrada para o lago dos inferis, onde viera com Dumbledore, mas o que ele queria era sentir a presença da magia que na última visita ele não sentira. Após o que pareceu vários minutos, Harry pensou sentir a presença de uma vibração no ar, a mesma sensação de quando carregava uma Horcrux no ano anterior, misturada à mesma sensação que sentia ao lançar a maldição Imperius , um certo sentimento de ligação entre o ambiente e seu corpo. Harry percebeu com dificuldade que essas sensações ficavam mais fortes ao se aproximar do local onde ele sabia ser o portal para o lago negro. Quando chegou ao local exato na parede de rocha negra da caverna -apesar de ser idêntica às outras- ele sentia que ela se destacava de alguma forma.

Com uma pequena faca de prata ele fez um pequeno corte na mão, e amaldiçoando Voldemort por seus métodos, passou a mão na parede de pedra, que inocentemente se transformou em um portal. Ele estava dentro.