Os Sete Caminhos Para Héron
2 Capítulo 2: A benção.
Notas iniciais
Capítulo dois: A benção.
Lara queria contar-lhe tudo, mas os sábios do elfo encontraram os seus olhos e ela havia entendido. Luzi, já sabia de tudo, tirou seu capuz e falou com seu jeitinho:
– Não deverias ter agredido corpo teu. A imensidão loura que eram seus cabelos, e também eram de uma beleza inestimável, sabias?
– Sr. Luzi minha mãe morreu e o senhor vem e me fala sobre agressão que eu fiz aos meus cabelos?
– Pressuponho que esteja com ódio, o que disse antes a você? “Não alimentas o ódio e será sempre feliz”.
– Como posso estar feliz? Minha mãe acaba de falecer. E quem a matou foi… – abaixou sua cabeça e lágrimas insanas escorreram por seu rosto. Aquela cena não sai de sua mente.
– Minha querida, levante esses olhos tristes e alegre-os de forma que me alegrem também. Parta em busca dos deuses, eles a ajudarão mais do que pensa. Sou seu amigo mais antigo, por isso digo, parta em busca da verdade. Parta em busca de seu pai e em busca da sua verdadeira mãe. – dito aquilo Luzi, o elfo pôs seu capuz e desapareceu pela floresta.
Lara sabia que não iria adiantar nada ir atrás do elfo para fazer-lhe perguntas e só então se ligou nas palavras usadas por ele: “Parta em busca da verdade”.
“Que tipo de verdade me espera? Não vou ignorar um sábio, mas quero a vingança de minha mãe. E porque ele disse “parta em busca da sua verdadeira mãe?” – pensou a garota.
Seus pensamentos estavam a mil por hora, as lágrimas, que antes haviam dando uma trégua, voltaram a percorrer seu belo rosto. A garota deitou no chão feio da floresta e adormeceu.
Enquanto dormia sonhou com um mundo irreal. Nele havia lá várias estátuas dos deuses e casas todas no estilo grego, umas em estilo romano. Lara logo percebeu os jardins, lindos e fartos. As flores tinham ótimos perfumes, a menina ruiva sentiu cada um deles, e então percebeu que estava em frente a um templo, em homenagem a uma deusa.
Infelizmente, Lara não tinha sacado que aquela deusa era sua verdadeira mãe. Lara apenas estava rodeando o templo. Avistou uma coruja, voltou seus olhos para o Olimpo e não viu mais nada, só havia ela e o templo.
A garota não viu outra escolha se não entrar no templo, então fez. Havia lá uma estátua enorme de Atena.
Enquanto Lara andava pelo templo, os olhos da estátua a perseguiam, ela só foi notar isso quando escutou um barulho, não conseguiu identificar de onde vinha o barulho.
Ela estava atrás da estátua e a mesma tinha virado a cabeça só para vigiá-la.
Atena queria protegê-la mas com tudo que Cruger havia dito e feito seria muito difícil. Então fazia isto do jeito mais complicado, escondida. As perguntas que a garota tinha deixado para trás, pelo menos por alguns minutos, voltaram à tona.
Foi então que começou a gritar.
– Porque vocês, deuses, me vigiam o tempo todo? Porque meu pai matou minha mãe? Porque sou descendente de vocês deuses? PORQUE?
Lara é forte e determinada. Naquele momento estava mais confusa que nunca, mas conseguia deter as lágrimas que queriam sair e rolar pelo seu rosto.
Abruptamente a garota escutou aquele mesmo barulho de antes. A estátua se ajoelhou e limpou uma das lágrimas na bochecha de Lara, fazendo assim com que o sonho se desfizesse por inteiro e ela acordasse em meio a floresta assustada.
Então tinha mesmo sonhado com Atena. Isso era normal pra semideuses mas não para Lara, era a primeira vez que sonhava assim, com deuses. Sabia que era um legado, mas não sabia que podia sonhar com deuses tentando se comunicar com ela.
Enfim, Lara ainda estava na floresta tentando se lembrar da noite anterior com Luiz, o elfo.
Ela foi andando com sua adaga em mãos porque andar pela floresta é sempre perigoso, podia encontrar animais, ou pior, monstros.
Mas depois de alguns minutos percorrendo aquela devasta floresta encontrou um menino ferido.
– O que houve? – perguntou meio desesperada, provavelmente por causa do terrível ferimento localizado na perna do menino.
– Briga de família, meu irmão pegou uma espada e me espetou. Não está sangrando muito.
– Está de brincando comigo? – disse estupefata.
– Está tudo bem! Estou bem! – disse o garoto, enquanto tocava em seu ferimento. O mesmo começou a cicatrizar diante dos olhos de Lara.
– Como você fez isso? Quem é você? – disse pasma.
– Meu nome é Apolo, sou o deus da medicina.
“Como este garoto pode ser um deus? Não é possível” – pensou a menina.
– Mas como?
– Chega de perguntas, garotinha. Estou aqui pra te dar um aviso: “Você é uma maravilhosa semideusa e assim sendo você terá a minha benção, poderá fazer mais do que acha, e sem lhe causar dor. Ou seja, vai poder se indestrutível – disse Apolo. O mesmo segurou a mão da garota e beijou-a.
O garoto desparece e, Lara continua sem entender o que acontecera. Agora sem saber o que fazer decidiu verificar o que tinha escutado, vê se entendeu algo.
Ela pega sua adaga e crava em seu braço. A dor incontestável toma conta de seu corpo, mas por poucos segundo. Assim que retira a adaga o ferimento começa a se curar.
“A benção de Apolo” – pensou.
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