Os Senhores do Tempo

23 O castelo de fogo


As grandes portas se abriram revelando inúmeras pessoas de preto em pé sob uma enorme escada de mármore que parecia não ter fim, Voldemort sorria de orelha a orelha, um sorriso fraco de prazer nítido em sua face.

Grindelwald apenas olhava encantado com o lugar, a grande sala era puro luxo... Esculturas de cobras feitas de ouro negro para todos os cantos, era simplesmente magnifico o bom gosto do lugar. Drake olhava com total desgosto para Voldemort, simplesmente o detestava e andava o mais rápido que podia para que tudo acabasse ali mesmo.

__Vejo que vocês são pontuais – Drake forçou um sorriso e subiu as escadas frente a frente com Voldemort.

__Então você conseguiu... – Voldemort olhava atentamente para Gellert que parecia fazer o mesmo, olhou suas feições... Se surpreendeu com a juventude do rapaz.

__Sim – Drake afirmou secamente – Vamos mostrar-lhe qual é o nosso objetivo... Grindelwald, nosso objetivo é eliminar nascidos trouxas ou qualquer coisa ligada a esses inúteis...

__E porque me chamaram?

__Está ocorrendo uma guerra... E o único modo de vencermos é os segredos das relíquias da morte – Lucius fincou sua bengala negra no chão e estufou o peito com orgulho.

__Relíquias da morte? Eu sei o segredo delas... Mas não confio o suficientemente para entregar a vocês! – Gellert quase berrou deixando Bellatrix muito irritada.

__Ouça, lhe trazemos para o nosso lado porque o senhor tem a mesma ideologia que nós... Queremos dominar o mundo! Pregar a ideologia certa! E precisamos de pessoas como o senhor! Precisamos de alguém como nós... – Drake sorriu de canto mais uma vez, adorava fazer seus discursos diplomáticos.

__Talvez... – Grindelwald sussurrou.

__Mi Lord eu poderia leva-lo para os aposentos? Creio que faria bem a ele – Lucius tentou manter uma boa relação com Grindelwald, mas este por sua vez apenas enojou suas intenções.

__Sim, aproveite e lhe de um pouco de bebida para acalmar os ânimos

Drake subiu mais cinco degraus de forma vitoriosa, olhou bem para Voldemort e ficou o encarando por um longo tempo com um sorriso sínico no rosto.

__Você está horrível Drake, honestamente você me lembra muito um trasgo – A voz de Voldemort saiu irônica e um tanto rouca, adorava ver o olhar cerrado do loiro a sua frente.

__Está muito pálido Tom – Drake brincou – Me lembra muito uma cobra albina... Muito ridículo e um tanto horroroso.

O sorriso do Lord se desfez completamente, o homem simplesmente levantou a cabeça com sua superioridade e nada respondeu, se vingaria no dia e hora certa, observou o garoto loiro sair e se virou para sentar em seu trono pronto para planejar medidas de ataque.

Drake andava calmamente na floresta proibida, olhava as estrelas e se imaginava acima de todas, no trono mais alto do altíssimo, seu lugar de direito, o lugar que lhe pertencia e o completava, parou calmamente quando se aproximou de uma pedra cinza com um símbolo travado em seu topo, Malfoy tocou a pedra e a mesma se moveu lentamente revelando uma entrada sombria com uma grande escada de madeira negra.

Malfoy desceu as escadas arrogantemente e observou melhor o lugar... Qualquer um que estivesse ali pensaria que era o inferno, rochas vermelhas, céu avermelhado e um castelo com ‘’decoração’’ de fogo. Malfoy foi recebido por seres sombrios e negros que o acompanharam em direção as portas do castelo, eram seres de grandes olhos amarelos penetrantes. As portas do grande castelo se abriu revelando um extenso tapete vermelho e no meio da sala um grande pedestal de ouro negro envolvido por uma grande áurea negra, muitas sombras se juntaram do lado de Drake e o acompanharam com o olhar.

Drake retirou o livro e a pedra de seu bolso, se levitou e colocou os objetos no pedestal, iria tramar um plano grande... Mas para isso precisava trazer um dos senhores do tempo para o seu lado e ele sabia quem seria a vitima, quando amanhecesse ele já iria atormenta-lo e traze-lo para o seu lado. Se virou e fez um gesto militar, todas as sombras se abaixaram respeitosamente sob Drake, o fogo os cobriu, mas não os queimavam... Era como se o fogo simplesmente não fosse forte o suficiente para matar seres tão terríveis, nem mesmo a morte os queria.