Os Segredos dos Seus Braços
11 Sangue, lágrimas e um acontecimento inesperado.
Notas iniciais
Hmmmm, esse cap. de hoje tem um pouquinho de tudo, viu?
Um dos meus preferidos, até agora!
Bem, no cap. anterior eu senti falta de algumas leitoras, hmmmmmm....
Ahhhhhhhhh, nao posso deixar de falar!! Nao sei se ela vai aparecer por aqui, mas queria agradecer MUITOOO a NandaMello. Ela deixou uma recomendação fofíssima para Mon Petit!! Ahh, flor, obrigada, fiquei muitoooo feliz mesmo que voce tenha gostado da fic. Valeu pelas palavras :'D
E, quanto ao cap., boa leituraaaa!
Cap. 11-Sangue, lágrimas e um acontecimento inesperado.
Biloxi, Mississipi
Dia seguinte
Era manhã de domingo e Alice acordara decidida.
Iria ver sua mãe, pois estava com tanta saudade que seu peito doía.
Como Jasper não iria trabalhar, ela preferiu não ficar naquela casa calada e fria durante todo o seu domingo. Precisava de um pouco de sol, brisa e colo de mãe.
Jasper estava sentado no sofá, com algumas folhas nas mãos, uma ruga na testa. Alice desejou tanto que aqueles papéis pegassem fogo!
Mas não queria perturbar seus pensamentos com nada mais que não fosse sua visita a Esme.
Ela colocou seu chapéu e seu lenço em volta de si, calada. O clima dentro daquela casa não estava mais lhe fazendo bem.
_ Vai sair? – de repente, a voz dele cortou o silêncio mórbido do quarto, pegando-a de surpresa.
Ela não se virou para olhá-lo, pois podia vê-lo pelo espelho. Seus encantadores olhos verdes com a astúcia montada que ela detestava ver.
_ Sim, vou a casa de minha mãe. Estou a morrer de saudades dela – ela sorriu muito fracamente para o nada, não vendo a hora de ter uma companhia que realmente a queria bem.
_ Por que não disseste que queria ver seus pais? – a dura voz de Jasper a repreendeu, enquanto ele parou o que estava fazendo – lendo uma papelada – e começou a procurar seu casaco e seu chapéu.
_ Não necessita se incomodar, Jasper – ela lhe garantiu, preferindo que ele ficasse ali e não a culpasse por fazê-lo largar seus afazeres para a seguir.
Não queria ser tratada tão hostilmente na frente de sua mãe.
_ Não acho que isso esteja em discussão – ele murmurou seriamente, pondo um fim no possível monólogo preparado dela que dissesse o contrário.
Ela não teve alternativas senão ficar quieta enquanto ele pegava suas coisas.
_
A carruagem ia vagarosamente em direção à colonial casa dos Cullen, disposta bem em frente à praça de Biloxi. Alice estava tão calada quanto estava desconfortável.
Era a primeira vez em muito tempo que estava disposta a descartar a companhia de seu marido em um passeio. Ela suspirou, quando se lembrou do quanto desejava que dessem um passeio, assim, como o Sr. e a Sra. Witlock.
No fundo de seu peito, ela desejava isso desde sempre.
Ernest, enfim, parou frente ao portão da casa, que dava à Alice milhares de recordações. Ela deu um sorriso sereno, como a muito tempo não fazia, enquanto seus olhos varriam toda a fachada branca.
_ Vamos – Jasper chamou sua atenção indiferentemente. Ela bem sabia que aquela visita era tão comum para ele quanto qualquer outra.
Alice observou suas costas sob o casaco, e sentiu-se meio decepcionada com ele. Ele deveria entender que sua família não tinha culpa de sua raiva dela.
Ou não deveria ter.
Calada, Alice o seguiu até a porta principal esquecendo, pelo menos naquele momento, suas magoas. Ela deu um último ajuste em seu chapéu, querendo ser mais bonita e mais aparentável do que realmente era.
Eles esperaram em silencio as passadas passivas de alguém vindo à porta, logo depois que bateram.
Fora Esme quem a abrira. Seus olhos brilharam no mesmo segundo quando Alice lhe abriu um sorriso.
_ Oh Deus! – Esme exclamou, batendo as mãos no peito – Quer matar-me, Alice? Estava me perguntando quanto mais você demoraria para vir visitar sua pobre mãe – ela, mesmo desestabilizada devida a emoção, conseguia repreender Alice.
Alice apenas assentiu antes de ser tomada pelos braços repentinos de sua mãe.
_ Oh que saudades, mamãe! – Alice a apertou com força, quase pedindo colo.
_ Entrem, meus queridos! – Esme os convidou, ainda com os braços no pescoço de Alice.
Jasper sorriu para a mulher e pegou sua mão para cumprimentá-la respeitosamente, como sempre fazia.
_Oh, mas não perde o galanteio e a educação, não é mesmo? – Esme apertou o peito, a voz três oitavas mais alta.
_ E a Sra. a gentileza e a cortesia – Jasper, com todo o seu espírito de momento, se permitiu limitar-se aquilo.
Esme riu alto, balançando as mãos no ar. Logo, deu espaço para que eles entrassem.
_
_ E então, Jasper, como está o trabalho? – eles iniciaram a casual conversa, enquanto Victoria trazia o tradicional chá. O clima estava agradável até aquele instante. Haviam velas perfumadas em alguns cantos que dava um delicioso aroma de flores do campo a sala.
_ Está muito bem, obrigado – Jasper lhe deu um sorriso cordial, claramente sem muita paciência, naquele dia.
Ou talvez tenha sido o assunto escolhido.
Alice o olhou de rabo de olho. O tanto que Jasper estava trabalhando não parecia que estava tão bem assim.
E, diante daquilo, ela não agüentou.
Estava realmente preocupada com ele. Logo ele ficaria doente se não diminuísse o ritmo. E Alice vira que aquele era um bom momento para evidenciar sua preocupação. Quer dizer, mesmo que ele se irritasse com ela, não faria nada na frente de sua mãe.
_ Isso é uma mentira, você bem sabe disso – ela despejou de repente, sem parar para pensar.
As duas pessoas que estavam sentadas naquela sala lhe olharam ao mesmo tempo.
_ Perdão, o que? – Jasper indagou com um tom intimidador. Ele poderia querer passar a imagem de claramente irritado com ela por aquele comentário, mas ela já o conhecia bem para saber que ele tinha mais era surpresa do que raiva.
Ele não esperava que ela o contradissesse.
_ Você tem estado muito cheio de trabalho, Jasper. Seu pai lhe está dando mais do que consegue mastigar – depois de dizer aquilo com uma calma irreconhecível, Alice se surpreendeu consigo mesma por estar claramente o tratando peito a peito.
Sabia que estaria encrencada quando chegasse em casa.
Jasper bufou ao seu lado.
_ Você não sabe sobre o meu trabalho, Alice, não dê opiniões sem fundamento – ele disse tão secamente que até mesmo Esme ficara sem jeito.
Alice engoliu aquilo com dificuldade, mas não perderia a compostura e choraria por que jamais fora uma moça com aqueles tipos de frescura.
Mesmo Jasper achando o contrário.
_ Ah, certamente você não chama de trabalho demais quando se fica madrugadas inteiras em uma biblioteca e acaba dormindo em uma poltrona durante toda uma semana– ela retrucou, tomando a coragem e olhando-o, desafiando-o. Sabia que ela poderia ser uma das causas de ele ficar na biblioteca a noite toda, mas era menos doloroso colocar a culpa no trabalho.
Esme exclamou um “oh”, um tanto surpresa. Mas Jasper dirigia a Alice um olhar tão desafiador quanto o dela, cortando-a com sua indignação. Alice não se deixou amolar. Sempre fora assim.
_ Jasper, meu querido, pare com isso! – Esme chamou sua atenção, a testa franzida, como se estivesse pronta para dar uma bronca.
Jasper a olhou estupefato. Ele já era um homem, independente e viril e, no entanto, iria levar uma... bronca?
_ Sra. Cullen, eu...
_ Ficará doente, meu filho! E se acabar com as costas tortas? Hmm? Nem Deus desentorta o que essas poltronas de escritórios conseguem entortar! Digo isso pelo próprio Sr. meu marido! – ela ajeitou nervosamente a barra de seu vestido enquanto Jasper desviava o olhar, claramente aborrecido – E já pensou se pegar alguma friagem? Alguma peste noturna? Alguma constipação grave? Não, diga para seu pai pegar leve, oras!
Alice olhou para sua mãe e sorriu enquanto ela repreendia a seu marido. Mesmo que ela soubesse que aquilo custaria uma briga terrível entre eles mais tarde, ela gostou de ver Jasper sem jeito diante de um sermão.
Talvez ele escutasse sua mãe, ao menos, já que não dava ouvidos a ela.
_ E quanto a você, Alice? – Alice esqueceu seus devaneios quando sua mãe voltou-se para ela – Está meia pálida, minha querida – Esme arqueou as sobrancelhas, os traços de preocupação aparecendo em sua pele sempre bela – Está doente?
_ Ah, mamãe, eu...
_ Alice não come, Sra. Cullen – fora a vez de todas na sala se virarem para Jasper, enquanto ele imitava a indiferença de Alice na hora de suas revelações. Ela não estava realmente acreditando que eles dois pareciam querer disputar o prêmio de maior dedo-duro — E quando se alimenta, come como um pardal.
Alice o encarou chocada.
_ Alice! – Esme exclamou para ela dessa vez, pronta para reiniciar sua bronca – Você bem que pode ser mais teimosa do que uma parca, não? Deus, sabe muito bem que não se deve...
_ Talvez a minha palidez não tenha nada a ver com algum animal – ela cortou sua mãe com uma expressão indignada colada em sua face, encarando a seu marido duramente.
O clima na sala ficara tão tenso que Esme engoliu todo o seu chá em apenas três goles.
Não sabia o que estava acontecendo.
_ Oras, mas que surpresa! – O Sr. Cullen, pai de Alice, abrira a porta ruidosamente, quebrando a guerra silenciosa que Alice e Jasper travavam.
_ Papai! – Alice levantou-se de imediato, indo em sua direção com os braços estendidos.
_ Olá querida e...Oh, Jasper! – O Sr. Cullen, fingidamente, fez uma expressão de surpresa, mal abraçando Alice, que o apertara em seus finos braços – Filho, a quanto tempo? Como andam as coisas? E o Sr. seu pai? O café está indo bem, suponho! – ele riu largamente depois que Alice o soltou, indo em direção a Jasper, que ficara de pé.
Alice murchou um pouco devido a falta de empolgação de seu pai. Ele parecia que estava com mais saudades dos pés de café de Félix do que dela própria. Alice sorriu fracamente apenas quando sentiu Esme ao seu lado, sorrindo junto com ela.
Mas o olhar que Jasper dera para aquela situação passou despercebido por Alice.
_ Todos vão muito bem, Sr. Cullen – Jasper respondeu um tanto secamente, limitando-se a apertar a mão do homem quando este lhe estendeu. Por sobre o ombro, notou Alice encurvada, os olhos longe, e detestou saber as coisas que sabia.
E, apenas por isso, não obrigou grosseiramente que aquele homem desse um decente abraço em sua filha.
_
_ Querida, me passe o sal, sim? – Esme pediu para Alice enquanto remexia em seu macarrão caseiro.
De todas as coisas que Esme era boa, macarrão caseiro ainda desestabilizava Alice.
Enquanto passava o sal para sua mãe, sentiu-se bem menos carregada. Passar aquele tempo ali deixaria sua cabeça bem menos melancólica.
Mesmo que em algum tempo tivesse que voltar para a solidão e a frieza de sua casa. De seu casamento.
_ Mamãe, onde papai estava? – Alice perguntou enquanto picava diversos tomates.
Esme calou-se por um tempo e Alice se perguntou se estava se intrometendo em algo que não deveria. Esme aumentou a pressão na colher de pau que remexia seu macarrão e não se virou para olhar para a filha.
_ Por ai, querida, por ai – ela respondeu com uma voz pouco instável, tentando desconversar – O óleo, querida, o óleo.
Esme estava repetindo as palavras e Alice sabia o que aquilo significava.
Esme estava nervosa.
_ Mamãe, o Sr. meu pai tem algum contato com o Sr. Fortunato Black? – ela perguntou seriamente, pois aquilo a estava incomodando desde o almoço na fazenda.
_ Oh, demônios! – Esme exclamou baixo quando a colher caira dentro da panela de macarrão – Está vendo, Alice? – ela a virou-se para ela, nervosa – Você fica me distraindo! Chega de conversas – Esme saiu de frente do fogão e fora para o lado mais afastado da cozinha, remexendo nos armários.
Alice fez uma careta, detestando a maneira que sua mãe sempre saia na tangente. Ela calou-se, então, cuidando do macarrão ela mesma.
Algum tempo depois, Esme voltara a falar.
_ E como andam as coisas com o seu marido, Alice?
A colher caira dentro da panela de macarrão outra vez.
Alice bufou enquanto enxugava suas mãos no avental.
_ O que quer saber? – ela indagou sem muita vontade.
_ Bom, está tudo bem? – Esme e sua expressão não escondiam sua preocupação – Por que... bom, vocês parecem tão distantes um do outro, minha filha.
Alice suspirou, achando que era esse o momento que desabaria. Mas pensou em Esme e no tanto de cabelos que ela já perdera todos aqueles anos com Alice e seus problemas.
Ela deveria cuidar de si mesma sozinha, agora. E seus problemas com seu marido deveriam ser resolvidos em casa.
Ou não serem resolvidos nunca.
_ Está tudo bem, mamãe – ela mentiu, desistindo do macarrão e voltando-se para os tomates.
Mas Esme não ficou tão convencida e se aproximou de sua filha, próximo ao fogão.
_ Ele a faz infeliz? – perguntou baixo. Mesmo que ele e o Sr. Cullen estivessem conversando na sala, ela queria que fosse particular o suficiente aquela conversa. Coisa que ela só tinha com suas adoráveis moças – Diga-me e eu vou lá e lhe dou outra bronca!
Alice riu fracamente, largando a faca e os tomates e dando um longo suspiro.
_ Eu devo ter feito algo que o irritou, mamãe – disso, sentindo-se bem por não ter mentido, mas, também, por não ter dito a completa verdade dos fatos – Apenas isso. Não se preocupe comigo – ela tratou de limpar a garganta, que começava a ficar falha – Se preocupe com seu macarrão, sim? – ela zombou, tentando se animar, enquanto arranjava a desculpa de voltar para os tomates.
Esme sorriu e deu um beijo nos cabelos de Alice.
_ Não fique deprimida, querida – Esme murmurou, seus instintos de mãe sabendo que Alice escondia suas verdadeiras angustias – As coisas vão se acertar – ela colocou alguns cabelos dela atrás das orelhas, sorrindo — Vou buscar alguns temperos na horta lá de trás, sim?
Alice assentiu tranquilamente e logo escutou as passadas de sua mãe deixarem a cozinha vagarosamente, seu coração um pouco mais leve.
Ela ficou ali, terminando o almoço, com uma tranqüilidade que já estava esquecida nela mesma a muito tempo. Queria que aquele almoço durasse mais do que duraria.
_ Alice? – Alice assustou-se com a voz de Jasper na cozinha e afundou a faca na ponta do dedo.
_ Oh, porcaria! – ela rosnou baixo, segurando o dedo para averiguar o sangue que gotejava rapidamente.
_ O que aconte....Oh, demônios! – ela sentiu Jasper bem atrás de si e isso a incomodou. Ela sempre se arrepiava desnecessariamente quando ele chegava perto dela – Diabos, Alice, como você pode ser tão negligente e irresponsável? – ele a acusou, irritado, enquanto tentou virá-la pelos ombros a fim de ver seu dedo.
Alice engoliu a careta de dor, fuzilando-o.
_ Você me assustou!
_ Oras, você deveria prestar mais atenção ou acabará por cortar a mão fora! – ele retrucou rispidamente, segurando seu pulso.
Alice se enfureceu tão solidamente com ele naquele momento que puxou sua mão de volta para si.
— Me dê sua mão, deixe-me ver isso daí! – ele ordenou, a mão estendida para pegar o pulso dela; sua mão vermelha, encoberta de seu sangue.
Ela puxou novamente sua mão fechada em punho para si, a amargura queimando suas palavras.
- Seu olhar não irá fechar esse corte, então deixe que eu mesma resolvo isso – disse secamente.
Jasper xingou algo muito baixo e fora para cima dela, imprensando-a na mesa. Alice desestabilizou ao sentir seu corpo todo em contato com o dele. Ela ofegou e suas forças desapareceram.
Assim, Jasper puxou sua mão para si e, mesmo que tentasse lutar contra, ele era muito mais forte do que ela.
Alice respirou rapidamente, seu peito sendo imprensado pelo dele. Ela não tinha para onde correr. Mas sabia que não queria o fazer.
Seus pelos se arrepiaram por causa do delirante cheiro dele a castigando devido a proximidade que ela estava de seu pescoço.
Ela salivou, uma vontade de encostar os lábios em seu pescoço e afundar sua face ali, aspirando...beijando...aspirando...beijando...
De repente, ela escutou o som de algo sendo rasgado. Seus olhos pouco acreditaram. Jasper havia rasgado um pedaço de sua camisa branca, enrolando-o em volta do dedo dela com agilidade.
_ Jasper, o que.... – ela tentou falar, mas a concentração dele a calou.
Ela estava ali, pronta para perder os sentidos apenas com um ato dele. E ele estava completamente concentrado, normal, frio.
A proximidade de seus corpos que a esquentara, não causara absolutamente nada à ele. Alice se perguntou se nem ao menos desejo ele sentia por ela.
Uma única grama de alguma atração.
Algo.
Mas, pelo jeito, apenas irritação. Essa parecia ser a única sensação que ela causava naquele homem.
Ela abaixou o olhar, seu corpo esfriando como o dele, ambos tornando-se duas rochas geladas. Ela esperou que ele amarrasse o pano em volta de seu dedo completamente calada.
Ele parecia não saber muito, pois demorou mais do que necessitava.
Alice o xingou em pensamento. A demora dele deveria ser proposital, para que ela sofresse com as sensações fortes que estava sentindo sem que pudesse satisfazer nenhuma delas.
Quando ele terminou, ela fez questão de colocar as mãos em seus ombros e empurrá-lo levemente.
Deus, apenas aquilo formigava seus dedos!
_ Não precisava ter feito isso – murmurou indiferentemente.
_ Certamente que precisava – ele retorquiu áspero – E tente não cortar a mão inteira, agora.
_ Como se você se preocupasse – ela resmungou quando ele começou a se dirigir a saída.
Mas ela não esperava que ele ouvisse. Ele parou de costas para ela.
_ Você sempre se engana – disse ele amargamente. Alice não entendeu a mensagem que aparentemente ele queria passar com suas palavras – È você quem não se importa, por aqui.
Alice semicerrou os olhos para ele, detestando tanto a ele que teve vontade de correr ate ele e batê-lo.
Mas se controlou e disse no mesmo tom que ele.
_ Eu o dedurei para minha mãe – disse e o viu ficar calado, olhando-a por sobre o ombro – Na minha linguagem, isso é se importar.
E então ela saiu pela porta dos fundos.
_
Biloxi, Mississipi
O fim do dia
Alice estava admirando as pessoas de Biloxi que caminhavam pela praça, enquanto a carruagem rechicoteava por conta dos cascalhos. O almoço havia passado em uma tranqüilidade desejada.
E na seriedade incômoda.
Mas, de qualquer forma, Alice estava satisfeita, pois havia passado toda a tarde com sua adorável mãe e, agora, sentia-se menos agoniada e deprimida.
Mesmo que Jasper estivesse ao seu lado, ainda calado.
Mas era como se ela já estivesse se acostumando com aquilo. Seu peito já não apertava.
Vivia apertado.
Ela suspirou e encostou sua cabeça no beiral da janela da carruagem. Observou o sol poente ser engolido pelas montanhas no horizonte, e a pequena cidade de Biloxi ser encoberta por uma mórbida, mas maravilhosa luz alarajada. Adorava aquela imagem e isso sempre a remetia à sua infância, quando brincava naquelas montanhas.
Isso a fez lembrar-se de seu pai. O assunto sobre o possível laço entre ele e Fortunato Black estava entalado em sua garganta e latejava incessantemente em sua cabeça. E ainda tivera a evasiva de sua mãe, o que a deixara ainda mais confusa e aterrorizada com o que poderiam ter em comum.
_ Pai? — Alice escutou a voz de Jasper ao seu lado e olhou por sua janela.
O Sr. Witlock vinha galopando em direção à carruagem, a expressão tão séria quanto a de Jasper, toda a vez que ele voltava do trabalho.
Ele parou com seu enorme cavalo a algumas passadas da carruagem, levantando uma leve nuvem de poeira.
_ Venha até aqui, Jasper – ele disse com uma voz cortante. Algo em seu tom e em sua expressão quase a fizera ser tomada pelo instinto e, por muito pouco, ela não segura o braço de Jasper, a fim de não deixá-lo descer, pois algo lhe murmurava que aquela conversa o deixaria mal – Precisamos conversar.
Hesitante, Jasper desceu da carruagem e fora até seu pai. Félix nem ao menos se deu ao trabalho de descer de seu cavalo, encarando Jasper de cima.
Alice os olhou dali de dentro, se inclinando um pouco para tentar escutar. Mas apenas conseguia ver os olhares intimidadores que ambos se davam, mas sem que realmente se intimidassem. Era uma guerra de gigantes.
Apenas Alice se sentia intimidada com aqueles olhares.
Mas quando o Sr. Witlock engrossou a voz e apontou o dedo para Jasper, ele desviou o olhar, parecendo ficar cada vez mais aborrecido.
Alice bufou quando vira aquilo.
Aquilo a deu lembranças e fora como se uma coisa puxasse outra...
“Alice estava tirando os cabelos velhos e embaraçados de Fiona, sua boneca de pano, para poder colocar novos, feitos dos retalhos que ela tirara da colcha da mãe, quando Rose aparecera no quintal aos prantos.
_ O que lhe aconteceu, minha irma? – ela indagou, levantando-se de imediato e indo até sua irmã, que chorava descontroladamente.
_ F-Foi a Jês-s-s-ica Stan-nley – ela soluçou, levantando a barra do vestido para assoar o nariz.
Alice amarrou a cara, depositando as pequenas mãos na cintura. Seu sonar para encrencas soara alto quando escutara aquele nome.
_ O que aquela chupadora de dedo lhe fez? – ela perguntou zangada. Tentou parecer perigosa e durona, mesmo que o fato de ela, de todas as meninas da rua, ser a mais pequena, não ajudasse.
Ela na podia deixar de citar o apelido da garota, que o ganhara desde os 5 anos.
E, já com 12, ainda permanecia intacto.
_ El-l-la disse que m-meu vestid-d-do ama-ama-amarelo de xita me deix-xa parecen-ndo u-uma ge-e-mada! – Rose terminou de falar e abrira novamente um berreiro, segurando seus cachos dourados com força.
Alice sentiu a fúria lhe subir pelos póros. Ninguém tinha o direito de chamar suas irmãs de Bella-perna-torta nem muito menos Rosalie-cabelo-de-ovo, como chamavam.
No impulso, pegou o pulso de Rosalie e a puxou em direção à rua.
Iria resolver aquilo.
Com suas sapatilhas rosa e sua meia calça branca, ela marchou duramente em direção ao grupinho de meninas do outro lado do portão. Estava tão zangada que nem mesmo Esme lhe pararia com sua gritaria.
Quando ela chegou ao grupo de garotas, elas riram.
_ O que está a querer? Necessito passar meus vestidos novos, não tenho tempo para desperdiçar com a Srta. – Jéssica Stanley jogou seu cabelo castanho para o lado, tentando mostrar sua nova luva branca.
_ Vim por causa de minha irma – Alice retrucou geniosa – Peça-lhe desculpas! – exigiu, batendo o pé na terra.
As meninas riram. Alice respirou com força, mas não era pelo fato das risadas virem uma cabeça mais alta, mas sim por que era uma mocinha e não uma selvagem, disse para si mesma.
E não ajudara muito.
_ Não irei pedir-lhe desculpa, pois ela parece uma gemada, mesmo – ela deu de ombros, achando seu insulto digno de uma menina muito má.
Alice fora para cima de Jéssica, empurrando-lhe os ombros.
— Pois você e essa estúpida luva parecem que fazem parte da mesma pele doentiamente branca, sua horrorosa! Uma enorme mão gorducha e sem unhas! – ela empinou o afinado nariz, olhando para a garota de baixo.
Jessica começou a tremer os lábios.
_ Não chame minha irmã de gemada outra vez, entendeu sua chupadora de dedo?! – ela batera o pé novamente, tão aborrecida que, dessa vez, levantou poeira.
As meninas que estavam com Stanley abriram a boca em formato de “o”, passando a encarar Jéssica de maneira fingidamente perplexa.
Os olhos de Jéssica se encheram de lágrimas e, de repente, ela começou a correr em direção a sua casa, chorando exageradamente alto.
Alice e Rose ficaram paradas, observando.
_ Fora eu quem escolhera esse vestido! – ela resmungou, ainda irritada. Agora, lhe restava abaixar o temperamento, pois teria que esperar os pais de Jéssica em sua casa, à noite, reclamando de seu comportamento e insultando-a de indisciplinada e desprovida de modos.
Mas não importava, pois ela tinha defendido sua irmã.
Outra vez.”
Alice, então, voltou para a realidade da carruagem, sentindo aquela mesma raiva e aquele mesmo instinto de proteção que tinha, novamente. Tinha que ir até lá e colocar o Sr. Witlock em seu lugar. Mostrar que ele não deveria gritar com seu marido, oras.
Mesmo sendo o pai dele.
Alice segurou o vestido, pronta para se levantar e retrucar o Sr. Fèlix. Mas então ele se virara, indo para longe com seu cavalo, enquanto Jasper voltava para dentro da carruagem, o clima pesando apenas com seu olhar, que parecia ainda mais sombrio.
Os pensamentos de Alice viraram um turbilhão descontrolado enquanto ela tentava adivinhar o que o Sr. Félix teria despejado sobre Jasper, para ele parecer mais carregado, mais zangado.
Quando a carruagem voltara a andar, Alice esperou que ele dissesse alguma coisa, ou rosnasse ou até mesmo começasse a distribuir golpes. Mas quando o silencio dele deixou claro que ele não falaria sobre aquilo, ela se viu obrigada a perguntar.
_ Jasper, o que houve? O que seu pai disse? – ela tentou fazer seu tom não soar tão preocupado.
Mas foi impossível.
Jasper apenas maneou a cabeça e Alice entendeu que ele estava preferindo não tocar mais nesse assunto. Ela não voltou a tentar.
-
Quando chegaram até sua propriedade, Jasper não fora diretamente para a biblioteca. Alice o acompanhou receosa até que ele parou perto da pilar.
_ Jasper, pare agora mesmo e diga-me o que aconteceu! – ela exigiu, achando seu comportamento estranho demais.
Até para ele.
_ Não se meta nisso, Alice – Jasper rosnou sob o fôlego, mas Alice percebeu que ele não parecia estar ali com ela, realmente, naquela sala.
_ Pois engana-se se pensas que não irei me meter! – ela retrucou, seu tom duas oitavas mais agudo. Apertou as mãos na cintura, pronta para dizer o que pensava a respeito dessa obsessão dele pelo trabalho, quando ele se virou para ela, a expressão tão profunda que ela se retesou.
O viu arquejar e uma fúria se apossar de seus belíssimos olhos verde-envelhecido.
Ela não se permitiu ficar com medo. Jasper podia odiá-la mais que tudo, ma jamais tocaria nela para machucá-la.
_ O que foi que aconteceu? – ela repetiu sua pergunta, autoritária.
_ Infernos, Alice, não aconteceu nada – ele explodiu, dando um passo em sua direção, tão exaltado que Alice retrocedeu um passo, também – Me deixe sozinho!
_ Não, não deixarei!
Ela não pôde acompanhar o quão rápido ele se movera. Em um instante, estava em sua frente, fulminando-a.
_ Eu já lhe disse para não se envolver nisso! – ele guinchou – Agora vá e me deixe sozinho! – Jasper sentia-se fora de si, naquele momento. Desde que seu pai lhe parara e despejara nele tudo aquilo, ele sentiu seu corpo quase ser entorpecido tamanho sua raiva cega.
_ Não, Jasper, nós precisamos conversar! – ela jogou as mãos para todos os lados, enquanto estas tremiam descontroladamente – Sobre tudo o que está acontecendo!
Jasper viu sua mente abandonar a racionalidade quando, além de tudo o que estava passando, tinha aquilo. Aquilo que acontecera naquela maldita biblioteca.
_ Saia – ele murmurou perigosamente, a raiva sendo sentida apenas em suas palavras. De algum modo, não queria Alice naquela sala enquanto ele estivesse tão fora de si.
A maneira como estava agindo já era ruim o suficiente para ela.
Mas quando Alice não se moveu, ele perdeu a cabeça.
_ Santo Moises, você é um inferno de teimosa! – rosnou ele, olhando-se diretamente nos olhos, que era uma das partes que ele mais gostava dela. Mas, naquele momento, nem sequer isso ele vira realmente.
_ Pouco me importa isso, quero apenas que você pare e diga agora mesmo o que está acontecendo!
_ Saia daqui!
_ Não sairei até você dizer! Você não po...
_Deus, esse casamento foi o pior castigo que meu pai poderia ter me dado! – ele gritou roucamente em sua direção, cortando-a, quando o que mais queria era tirá-la dali, para poder pensar com clareza.
Estava na hora de tudo aquilo terminar, ele pensava freneticamente.
Alice paralisou em sua posição. Sua respiração estava presa em seu pulmão enquanto as palavras dele entravam em seus ouvidos e rasgava-lhe por dentro. Nunca havia visto Jasper tão enfurecido e perguntou para si mesma se ela causava isso as pessoas.
Uma estrondosa dor em seu peito a fez engolir em seco, enquanto os olhos dele, agora com uma estranha névoa, lhe encaravam. Sem que quisesse, um soluço escapou de sua garganta, quando um sentimento brusco e forte, muito parecido com um choro, tomou seu peito e a fez se encolher.
Por mais que soubesse que o casamento deles havia sido tão desejado por ele quanto havia sido por ela, ouvir aquilo, gritado por ele, havia lhe doído. Doído de uma forma que ela jamais pensara que palavras doeriam.
Seu coração apertou-se de repente.
Quando viu que não conseguiria conter as lágrimas que já começavam a avermelhar seus olhos, ela retrocedeu. Temeu que ele despejasse sobre ela palavras que a machucariam muito mais do que aquelas já proferidas por ele. Com uma mágoa sufocante e quase paralisante, ela saiu da sala, calada, sem conseguir olhar pra trás, sem conseguir olhar para Jasper outra vez, por mais que gostasse de fazer aquilo.
Ouviu a porta da frente ser fechada com força.
~•~•#•~•~
Já fazia 1 hora que Jasper havia montado sobre Ramos e havia saído para galopar sem rumo, tentando acalmar-se. Seu corpo ainda estava tenso, mesmo depois de ele ter corrido por toda a montanha em uma corrida mortal. Queria jamais ter acordado para aquele maldito dia.
Queria não ter encontrado seu pai.
E, agora, depois de ter voltado para casa, ele sentiu seu corpo mais morno, mesmo que seu estomago ainda estivesse revirado.
Havia algo de errado com ele.
Ele soube o que era no momento em que voltara para casa e encontrou-a vazia, despida de qualquer sinal de outra pessoa. Por um segundo, ele parou, o irracional pensamento de que Alice houvesse saído.
Para um lugar onde ele não sabia onde se encontrava.
Ele franziu a testa, começando a ficar tenso. Refreou seus pés quando eles quiseram subir correndo até o quarto.
Ele não era um homem tão primitivo e descontrolado, afinal de contas.
Mas ele escutou um barulho no quarto deles, como se fossem os sapatos de Alice contra o assoalho.
A respiração que ele nem sabia que estava presa fora solta.
Ela estava ali.
Jasper esfregou os olhos, terminando de subir as escadas vagarosamente.
E o pensamento um tremendo turbilhão.
-
Biloxi, Mississipi
Uma hora depois
Depois de ter ficado cerca de uma hora refletindo, Jasper saíra da enorme e redonda banheira de madeira com a expressão caída, que passara a ser habitual nele desde o almoço na fazenda de seu pai.
Não conseguia pensar em outra coisa.
Desde aquele dia, seus sentimentos estavam um misto desgovernado de amargura e raiva. Não conseguia refrear sua irritação em nenhuma grama. Ficava se lembrando do que presenciara dentro daquela biblioteca entre Alice e Alec.
Ele beijando sua esposa quando nem mesmo ele o fazia.
Sua mente incrivelmente racional tentava faze-lo enxergar que, na realidade, Alice não tivera culpa dos impulsos de Alec.
E nem dos sentimentos dele para com ela.
E, também, ele lembrava-se que descartara a possibilidade de eles estarem tendo um caso. Mas quando se lembrava dos sentimentos que Alec declarara sentir por ela, misturado ao beijo que ele a dera, sua racionalidade perdia a vez e seu lado sem controle que ele usualmente escondia tão bem, ganhava e o que mais desejava nesses momentos era acabar com Alec no punho.
E, como apenas um maldito motivo a mais para desestabilizá-lo, ainda tinha seu pai e seus malditos negócios, que o empurrava como se fosse um parque de diversões. Ficava o pressionando todos os dias, e Jasper sentia que, se não fizesse tudo certo, do exato modo que seu lhe ordenava, tudo se voltaria contra ele.
Sua paciência havia se esgotado.
E vinha novamente o outro motivo de seu comportamento. Dormir se perguntando se Alice havia gostado do beijo de Alec o deixava tão tonto que ele perdia o ar, como se um búfalo dançasse em seu peito. Este novamente se apertou com aqueles comportamentos e sentimentos tão perturbadores, tão primitivos, tão... incomuns. A conversa com Peter ia e vinha em sua mente.
Ele desejava mesmo beijá-la na boca? Sua língua reconhecendo aquela parte dela, tomando-a para ele?
_ Deus... – Jasper murmurou sôfrego enquanto encostou-se à parede, o corpo inteiro encoberto de água, os olhos fechados, como se pudesse fugir daquilo como um garoto bobo. Nunca seu controle fora posto a prova por tantas vezes.
Ele tentava entender se era isso que o deixava tão instável com relação à Alice.
E então, vinha a lembrança... Ele havia gritado com ela. Havia perjurado palavras irracionais demais e havia feito ela voltar-se a si de uma maneira tão nova para ele.
E ruim, também.
Alice não era do tipo de moça que se deixava intimidar ou abater.
Mas também não era uma moça tão fechada e deprimida.
Talvez Alec até tivesse razão, afinal. Jasper a deixava doente.
Aquilo doeu enquanto encontrava-se seguro em sua cabeça. Mas agora, estava refletindo nela.
E isso o matava todos os dias.
Todos os dias em que a olhava e ela já se encolhia; os olhos sempre tão intensos e risonhos, agora triste e constantemente marejados...
Jasper suspirou pesadamente. Alice era quase que totalmente o motivo de todo aquele drama dele.
Ele martirizava-se toda a vez que não conseguia deixar de ser frio com ela. Era olhar para seu rosto e lembrar-se de Alec em seus lábios pequenos e macios, outra vez e outra.
Ele xingou algo nada educado sob um rosnado, odiando a Alec um pouco mais pela presunçosa intromissão.
Alice era a sua esposa, não qualquer uma da qual ele podia sair beijando.
Jasper se deu conta de que a maltratara durante todos aqueles dias por culpa total e inteiramente de Alec. Ele apertou a mandíbula, disposto a acertar conta com aquele ser imundo.
Porem, no momento em que Jasper branqueou sua mente, tentando empurrar seus angustiantes pensamentos para longe, algo entrou pelos seus ouvidos, congelando-o.
Era um ruído fraco de choro.
Jasper se desencostou da parede de imediato, percebendo a origem daquele choro fraco. Vinha do quarto, logo a alguns passos do banheiro em que ele se encontrava.
Jasper ofegou de repente, puxando o ar com dificuldade, quando tomou noção de que aquele choro só poderia estar vindo de uma única pessoa.
Alice.
Ele ficou tão aturdido com aquilo que seus pés ficaram fincados no frio chão do banheiro. Quer dizer, Alice nunca chorava. Não na frente dos outros.
Ou perto o suficiente para que esses outros ouvissem.
Ele não queria acreditar que, talvez, ele fosse o motivo daquele choro.
Não podia acreditar naquilo.
“Este casamento foi o pior castigo que meu pai poderia me dar!”, ele lembrou-se quase que automaticamente de suas cruéis e cortantes palavras despejadas sobre ela em seu momento de maior descontrole.
Jasper fechou os olhos, encostando a testa na porta dura, não acreditando que pudera ter falado aquilo para ela.
Que havia gritado aquilo para ela.
Jasper sentiu-se tão estúpido, tão miserável e tão covarde que estava com vergonha de si mesmo. Ele não poderia deixar uma mulher chorando por sua causa. Não havia sido aqueles os valores que havia aprendido de seus pais.
Com uma determinação gritante, Jasper abrira a porta do banheiro sem nem ao menos ver, indo em direção ao seu quarto e de Alice. Abriu a porta com força, pouco se importando com a toalha em volta de sua cintura, a única coisa que cobria sua nudez.
Alice levantou-se da cama em um pulo, sobressaltada. Parecia que não esperava vê-lo ali. Porem, Jasper percebera o momento em que seus belos olhos castanhos e, naquele momento, vermelhos, deixaram de ser apenas tristes e magoados. No momento em que ela o olhou, fechara a cara, certamente repassando em sua cabeça as palavras dele.
Dizendo para si mesma que era o tormento de sua vida.
Ela não disse nada, mas como Jasper previu, ela ficou, de repente, decidida em deixar aquele quarto, em dar-lhe as costas e o ignorar. Jasper sabia que estava lidando com um gênio tão turrão quanto frágil.
Custou muito para admitir que Alice era ele... de vestido e sapatilha.
Mas quando ela ia passar batida por ele, ele não permitiu que ela saísse daquele aposento. Não sem que ele lhe dissesse verdades que precisava dizer.
Muitas coisas precisavam ser resolvidas.
Ele segurou seu braço fino quando ela tentou passar por ele. Alice esperneou um pouco para soltar-se, mas quando percebeu que era uma guerra perdida, parou e o fuzilou com o olhar.
_ Me largue! – ela ordenou, a voz rouca devido ao choro.
_ Chega, Alice! – ele rebateu com a voz dura. Ele sabia que Alice não ousava irritá-lo quando ele usava daquele tom. Por que, por mais marrenta que aquela pequena criatura fosse, no fundo não conseguia suportar que fossem duros com ela.
Ele a viu perder momentamente as falas quando as palavras dele lhe fizeram sentido. Ela analisou sua expressão como a muito não fazia.
_ O que...
_ Eu não agüento mais. Você não agüenta mas! – ele a aproximou um pouco mais pelo braço a ponto de sentir seu arquejo em seu rosto,– Isso acaba aqui.
_ Você vai ped... – Alice não conseguiu terminar sua frase.
Jasper a beijara.
Notas finais
Hmmmm?
Hmmmmmmm?
Bem, pois é!
Espero que tenham gostado do cap. (mesmo que eu tenha sido bem cruel e parado na melhor parte).
E eu estarei respondendo os reviews amanha (no trabalho, pois sou uma funcionária rebelde).
Bjssssss
:*
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