Os Segredos De Lord Henry

12 Capítulo 12 - O homem do retrato


- Tudo faz sentido o quê? Tem um lord insensato na minha família?! E que agora deu para me assombrar com pesadelos! Onde Sibyl Vane me acusa de infinitos fatos que ocorreram antes do meu nascimento?! – Disse Harry voltando a fumar, se atrapalhando em seus medos ditos em voz alta.

— Espera Harry, sonhaste também com antepassados? – Perguntou Baron.

— Não me digam que todos tiveram pesadelos? – Cibele se levantou tomando ciência dos fatos.

— Oh! Vocês também? – Perguntou Amy descendo as escadas rapidamente ainda com as vestes de sono.

— É o que parece! – Disse Harry entregando a carta a jovem recém chegada.

— Senhores o café está servido! O Sr. Gray sente-se indisposto nesta manhã! – Avisou a empregada.

— Esperem uma coisa! – Cibele dizia olhando o retrato. – Não parece diferente?

— Claro! Agora me causa arrepios! — Harry ia se dirigindo a sala de jantar quando Baron tocou seu ombro para que não o fizesse.

— Eu entendo... Antes parecia tão...

— Sombrio. – Completou Amy.

— É mesmo verdade quando minha avó dizia que o passado determinava um jeito de se comunicar. – Disse Cibele. – Vamos para o café.

Todos ali sabiam que falariam sobre os pesadelos á mesa.

Darin havia escurecido o quarto, enquanto sofria em silêncio, não queria ouvir, ou falar com ninguém, seu vazio o incomodava, faltava-lhe algo? Mas seu passado nunca esteve tão completo.

Enquanto encarava o teto, sentia um sentimento novo de saudade, era de sua mãe que lembrava, ela parecia ser alguém excepcional e acima de tudo muito parecida com ele. Durante as horas que se seguiram pensou também em seu pai, queria saber como ele era.

Sentindo-se então revigorado, levantou-se da cama, abrindo as janelas, notou que o céu estava claro e o sol brilhava. A mansão estava silenciosa, pensou que seus convidados deviam ter ido mesmo sem se despedir. Saiu em passos largos e apressados na esperança de que ainda estivessem por lá, mas o som do silêncio era quase ensurdecedor:

— Senhor tens visita nesta tarde. – Disse o mordomo, revelando um homem parado em frente a janela de costas.

O homem parecia ter vindo de outro século, usava chapéu e tinha cabelos pretos, notou que o homem fumava, e que de fato não o conhecia:

— Posso ajudá-lo senhor...? – Disse notando que o mordomo não havia dito o nome do homem.

-...Senhor Gray. – O homem se virou, tinha um tom divertido e irônico na voz. – Dorian Gray, o verdadeiro.

E ali bem a sua frente, mais real do que si mesmo estava Dorian Gray, o homem do retrato.

E então no outro segundo foi despertado.

A chuva caía fortemente, o clima frio havia se intensificado, o suor escorria pelo seu corpo, sentia-se pálido assustado, dormia por quase o dia inteiro. Seus olhos percorreram o quarto, e se encontraram logo com as duas belas jovens; Cibele Vane e Amy Wotton:

— Darin? Você esta bem? – Perguntou Amy o abraçando.

— Diga-me, por favor... – Pediu Cibele sentando-se na beira da cama do jovem.

— Foi um pesadelo!

Amy e Cibele se entreolharam compartilhavam algo que o jovem Darin ainda não estava pronto, a saber.

As jovens ficaram tempo suficiente para ouvir o jovem, uma de cada lado, abraçando-o e consolando-o. Para Darin aquilo seria uma maneira de se aproveitar do prazer de outra forma ousada, mas naquele momento não havia más intenções.

Darin Gray tinha medo.

Medo de que o verdadeiro Dorian de alguma forma retorn