Os Secretários

36 Um tiro pode matar duas pessoas


Notas iniciais
Diante de ameaças de morte, postarei mais um capt hoje ( o ue eu não ia fazer neh, mas ok. )
Taizinha123, PORFAVORSEACALME!!

Me jogo para frente, sentando-me na cama, com a respiração ofegante.

Olho para o lado e vejo Olly do mesmo jeito.

Ele me encara boquiaberto e soltando o ar pela boca.

- O que foi isso? — pergunta ele. — Tiro?

Concordo com a cabeça.

- Tiro? — pergunto. Ele concorda com a cabeça. — Eu tinha sumido. Estava naquela caverna da Diana, mas andei pelo corredor. Até chegar em uma sala com paredes de carvão, ai vi a amiga sumida da Claire com os olhos amarelos, como aquela mendiga no círculo de ferro. Então um homem me segurou, eu me soltei e ele me deu um tiro.

- Candice me deu um tiro. — diz ele com a cabeça baixa. — Você saiu e ficou duas horas sem dar notícias, fui para a sala da Candice e você estava diferente. Então ela atirou em mim.

- Suas últimas palavras foram quais? — pergunto.

- Desculpe Andy. E as suas?

- Desculpe Olly.

- Ok. Isso não foi natural. Colocaram alguma máquina na gente.

Ele se levanta e anda de um lado para o outro, segurando o cotovelo com a cicatriz e roendo a unha do polegar.

Sorrio.

- É, você é mesmo o Olly. — digo.

Ele para de andar e vem em minha direção.

- É claro que sim. — Ele segura meu rosto. — Não sei porque você. Somos o casal mais ferrado do mundo. — Ele ri.

- Quem disse que somos um casal? — digo com os olhos apertados. Ele me encara assustado e eu começo a rir. — É, somos sim.

Encosto meus lábios nos seus e a porta se abre.

- Oh. — Vejo Adisson com cara de emocionada, encostada na porta. Logo percebo que Olly está praticamente em cima de mim.

- Ah mãe. — Ele corre na direção da porta e fecha-a. — Ok. Foco. Espera, precisamos da minha mãe. — Ele abre a porta sorrindo. — Oi mãe.

- Agora você precisa de mim não é? — Ela diz de braços cruzados. —

Espera, tiveram sonhos estranhos? Como ultimas palavras da vida se referindo um ao outro? — Olly faz cara de confuso. Começo a rir. Ele nunca foi bom em entender coisas complicadas. — Tipo: Adeus Olly no sonho dela e Adeus Andy, no seu sonho.

- Ah. — diz Olly concordando com a cabeça. — Porque vocês falam coisas complicadas? É só gasto de saliva. Mas enfim, como fizeram isso?

- Eu não sei. Aconteceu uma vez ou duas, mas os secretários acabaram sumindo.

- Ah, nada de interessante para falar não é? — pergunta ele um tanto irritado. — Mãe. Ela não pode sumir por minha culpa.

- Desculpe, mas não é sua culpa se Calum quer ela como presidente e ela está atrás de você. Ou seja, no segundo lugar do trono. Olha, vocês dois correm a mesma porcentagem de perigo. Candice quer matar tanto você, quanto a Andy. Mas ela acha que vocês dois só são namoradinhos secretários.

- Soube do Mike ou da Diana? — pergunto abraçando meus joelhos.

- Eu não, mas seu pai sim. — Ela passa a mão no cabelo de Olly e suspira.

- Pergunta para ele tá? — Ele olha par ao chão.

- Ele é seu pai Oliver. Pode perguntar para ele.

- Eu... Não... Pode perguntar? Por favor?

Ela suspira, concorda com a cabeça.

- Porque você não fala com o seu pai?

- Eu não sou muito chegado com ele. — Ele dá de ombros.

- O que ele fez?

- Ele quis me entregar para a Candice.

Porque? — Pergunto para mim mesma. As palavras ficam entaladas em minha garganta. Não tenho coragem. Não posso perguntar isso para ele.