Os Relatos de Mike
3 A caçada começou
Notas iniciais
Agora sim o bagulho ficou doido. Que comece a ação.
Boa noite. Bem, hoje foi um dia muito cansativo e estou ferido na perna. A médica está cuidando de mim para que eu melhore até amanhã. Os outros estão arrumando equipamentos e distribuindo alimentos para o povo da Toca.
Iniciei minha jornada de caçador hoje de manhã, e logo fomos para uma cidade abandonada. O guerreiro estava seguindo ordens do cérebro e a espiã estava investigando as casas. O saqueador já estava invadindo a terceira e a fugitiva estava alerta contra qualquer ameaça. A médica estava perto do guerreiro com sua pistola em punho. Eu estava nos cantos já armado. — Aqui — disse a espiã observando do lado de fora da janela de uma casa marrom abandonada, armada com seu machado e fazendo um sinal para o guerreiro e a fugitiva irem até ela. Os dois foram já alertas e, no momento que eu estava parado só observando, a médica me puxou para perto dela. — Acorda pra vida, garoto. Fique alerta. Vamos esperar eles aqui. — disse ela olhando seriamente com seus olhos verdes para mim. — Ok, desculpe. Já havia passavado 5 minutos e o saqueador estava vindo até nós cansado, carregando diversos itens e alimentos, coçando a cabeça e nos dizendo: — Isso aqui tá bem pesado, gente. Eu vou ficar bombadão e corcunda daqui um tempo. — Relaxa. Se quiser nós te ajudamos — disse a médica num tom calmo. — Ah, agora não precisa, obrigado. — Quem lá na Toca fica cortando cabelo das pessoas, fantasma? Acho que eu estou com piolho na cabeça. — disse o saqueador. — Tem uma senhora lá. Se chama Bella. E sai pra lá com essas pulgas — disse eu rindo. — Obrigado. — ele agradeceu rindo — Por nada. Passaram outros cinco minutos e chegaram os três: guerreiro, a espiã e a fugitiva. A espiã estava fazendo um coque no cabelo, e contava com gotas de sangue no rosto (que por sinal não era dela) e com uma parte do pulso com um leve corte. Já a fugitiva estava com seus cabelos louros voando no vento com sangue espirrado nos braços e o guerreiro estava sem ferimentos, mas com um pouco de sangue espirrado na sua espada. — Achamos dois Fedorentos conversando e bebendo cachaça numa mesa de madeira. Pegamos a arma deles e voltamos. — disse o guerreiro. — Mas e esse sangue aí em vocês? — disse eu. — Matamos os dois é claro. Você acha que iríamos deixar esses porcos vivos? — Tão fácil assim? Eles não reagiram? — O primeiro estava tão embriagado que nem notou que estávamos lá. A fugitiva logo que chegou lá, chegou agachada e retirou as balas das duas armas que estavam em pé no chão do lado dos dois Fedorentos encostada na parede. Quando ele foi atirar em mim, a arma travou e a espiã acertou o machado nele, retirou o machado e saiu benzendo num tom sarcástico. A fugitiva saiu rindo atrás dela e eu comecei a revistar os dois cadáveres. Quando estávamos vindo pra cá, a espiã disse que havia cortado o pulso — disse o guerreiro. — Eu quando cheguei escutei os dois Fedorentos falarem sobre uma base invadida por integrantes da rebelião azul. — disse a espiã sendo cuidada pela médica — mas isso não é problema nosso. Certo gente, o que mais vamos fazer? — perguntei. — Vamos caçar. — disse a médica determinada, pegando a pistola dela, que no caso era uma do exército da Bolívia. — Eu vou voltar pra Toca. Não vou sair carregando essas tralhas pra qualquer lugar. Aliás, vou pegar um suquinho de caixinha que eu achei e beber pois estou com muita sede, muita mesmo. — disse o saqueador. Fomos caçar. Chegamos numa floresta com não tantas árvores e estávamos procurando algum leitão. De repente uma matilha de lobos esfomeados chegaram nos atacando. Eu peguei uma faca de arremesso e atirei ela em um lobo e acertou outrém. O guerreiro já havia matado quatro com o pé e mais um com a espada. A médica estava atrás de nós pois era um pouco medrosa, mas estava atirando. A espiã estava desviando das mordidas numa ótima facilidade e depois batendo com o cabo do machado no bumbum dos animais. A fugitiva estava algemando dois lobos, fazendo com que um caísse sempre que o outro ia andar. Um lobo veio na direção da minha perna esquerda. Eu a levantei e ele passou direto, mas um outro lobo me mordeu na perna direita. Eu recuei mancando e sinalizando para a médica. Ela veio na minha direção e examinou rapidamente o que tinha acontecido, e viu que felizmente o ferimento não era grave, mas eu precisava de medicamentos variados que estavam na toca. No final, acabamos com os lobos, que no total eram uns quinze e eu fui carregado pelo guerreiro nas costas de volta para a toca num sol escaldante de meio-dia enquanto eu cantava samba para o pessoal. Quando chegamos contamos sobre os lobos para o cérebro e ele disse que vai fazer um apito que vai afastar caninos em geral. Enfim, hoje foi meu primeiro dia e vou melhorar muito ainda. Espero muito ajudar os caçadores.
Notas finais
Espero que tenham gostado s2
Próximo capítulo sai domingo(09/05) ou no próximo sábado.
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