Os Rejeitados

12 Um pedido de desculpas e Sinais de Loucura?


"Um único minuto de reconciliação vale mais do que toda uma vida de amizade."

Gabriel García Márquez

POV LILIANE

Acordei um pouco mais cedo que o normal, estava convencida a me desculpar com Alex, ela sempre foi minha melhor amiga não vou deixar que uma coisa boba como essa acabe com nossa amizade.

Eu tinha um plano, um bom plano ia ser impossível ela virar as costas e ir embora.

Claro, seu plano consiste em amarrar a garota para que ela te ouça, como é que ela ia conseguir ir embora? Além do mais é um péssimo plano.

Cala a boca.

Mas eu sou você.

Então eu calo a boca... Espera o que? Estou pegando a idiotice do Oliver. Ok, continuando sobre o plano, basicamente eu ia pedir pra conversar com ela e se ela negasse ai sim eu ia apelar para as cordas, mas com a ajuda dos meus amigos é claro.

Pensei que o intuito fosse ela aceitar suas desculpas não fazer ela ir para Azkaban por homicídio.

Talvez, mas vale a pena.

Você acha mesmo que eles vão concordar com isso?

Bom... Liz vai.

Só ela mesma...

Reviro os olhos e bufo até perceber o que estava fazendo, eu estava discutindo comigo mesma. Ok, Liliane, hora de tomar os remédios. Termino de me arrumar e desço para o salão comunal, atravesso o quadro da mulher gorda e corro até o salão principal. Estou torcendo para que pelo menos Liz estivesse acordada essa hora, afinal hoje era sexta. Ao chegar ao salão vejo que não só Liz esta lá, mas todos os outros também. Sorrio.

Parece que o dia está ao seu favor, aproveita que isso é raro.

Pensei que fosse contra o meu plano.

Oh isso foi antes, estou cem por cento com você, agora.

— Hei Anne! – Cumprimenta Oliver abrindo um espaço ao seu lado para que eu me sente.

— Bom dia. – Digo e eles respondem em uníssono. Bom, menos Liz, ela esta praticamente dormindo sentada.

— Já falou com a Alex? – Pergunta Audrey.

Suspiro.

— Não, ainda não. – Eles protestam frustrados. – E é por isso que preciso da ajuda de vocês. – Começo a contar o meu plano e eles me encaram com uma sobrancelha erguida, que inveja, sempre quis fazer isso, exibidos. – Parem com isso. – Exclamo irritada.

— Isso o que? – Indaga Patrick.

— Levantar as sobrancelhas, eu sempre quis fazer isso, mas simplesmente não consigo, é frustrante. – Eles riem e levantam as sobrancelhas novamente me fazendo bufar de irritação. Amigos legais os seus. Seus também, otária. Você percebeu que acabou de chamar você mesma de otária? – Vão me ajudar ou não?

Eles se entreolham e Audrey finalmente se manifesta.

— Sem ofensas Anne, mas a única coisa que esse plano vai nos levar vai ser ao seu enterro então não. – Começo a Protestar, mas Audrey levanta a mão pedindo para que eu fique quieta. – Não vamos te ajudar nesse plano, vamos bolar outro.

Eu disse que era um péssimo plano

Pensei que você estivesse do meu lado!

De onde você tirou isso?

Passamos o café da manha inteira bolando outro plano comigo tentando não me sentir ofendida, Liz lutando contra o sono, gostaria de saber o que ela anda fazendo para ficar com tanto sono, Oliver e Patrick competindo pra ver quem tem a melhor ideia e Audrey revirando os olhos.

— JÁ CHEGA. – Praticamente grita Liz, chamando atenção de metade do salão principal. – Acho que falei um pouco alto demais.

— Você acha? – Pergunta Patrick.

— Olha... – Começa Liz ignorando Patrick. – Que tal se você simplesmente pedisse desculpa? – Começamos a rir histericamente o que novamente faz com que nos encarem.

— Ora, Liz, o sono está afetando seu cérebro. – Diz Oliver.

— Mas ela tem razão. – Diz Audrey, Oliver, Patrick e eu a encaramos incrédulos. – O que foi? Estamos bolando mil planos e esquecendo-se da única parte que realmente importa o pedido de desculpas! – Liz assente sorrindo vitoriosa com um olhar convencido — Ainda não entendo como ela não foi pra sonserina. Mas droga elas estão certas. Odeio estar errada, bufo impaciente.

— Ei cadê a Alex? Ela ainda não apareceu no café – Exclama Liz olhando pelo salão.

— Ah Merlin é verdade, minha melhor amiga, será que ela esta bem? – Pergunta Patrick exageradamente.

— Ora Pat – Ele o olha irrirado (irritado + irado. Sacaram? Tudo bem. Vou procurar um medico) pela menção do apelido. – Nós estamos aqui há um século e você só percebeu isso agora, cala a boca, além do mais, qual a possibilidade de ela arrumar confusão essa hora da manha? Ok podem ficar preocupados a provabiliedade é alta.

— Probabilidade, Oliver – Audrey suspira.

— É o que? – Pergunta Oliver confuso.

— O certo, é probabilidade, não provabiliedade.

— É tudo a mesma coisa – responde Oliver dando de ombros e fazendo Audrey revirar os olhos.

— Ok, vamos logo que já esta na hora da aula, por falar nisso qual aula é agora? – Indaga Liz mudando de assunto.

— Herbologia com a Lufa-Lufa para nós e Historia da Magia para você, Anne. – Responde Audrey prontamente.

— Boa sorte. — Nos levantamos e vamos em direção as aulas em caminhos opostos, o bom de ser historia da magia é que posso conversar com a Alex.

POV ALEXANDRA

Estava a caminho da aula de historia da magia, não consegui falar com Anne pois ela já tinha ido tomar café e resolvi tomar o meu na cozinha, os elfos eram uma excelente companhia tirando é claro a parte dos comprimentos pomposos, ser chamada de ‘senhorita’ toda hora dá nos nervos. Recuei um pouco ao chegar a porta da sala, alguns alunos já estavam lá esperando pelo professor, resolvo adiantar-me e procuro um lugar vago no fundo da sala, já que se eu dormir vai ser um pouco difícil perceber. Começo a colocar minhas coisas na mesa mas pra que se eu não vou usar nenhuma delas? Começo a rir sozinha quando uma voz me tira de meus devaneios.

— Está rindo sozinha, acho que esse é o primeiro sinal claro de loucura. – Exclama Alvo Idiota Potter.

— O que foi Potter? – Pergunto irritada.

— Ei, calma. Só queria saber se você estava bem, depois do que aconteceu ontem...

Ah droga, é verdade, ele me viu chorando. Droga, droga, droga. Uma das coisas que eu nunca me permito é chorar na frente das pessoas, ainda mais se essa pessoa for o Potter.

— E você se importa? – Levanto uma sobrancelha.

— Não, mas sou muito curioso sabe como é. – Diz indiferente. Que babaca.

— Então acho que não te devo nenhuma explicação. E sobre o incidente de ontem, finja que não aconteceu.

— Acha que demonstrar sentimentos é um incidente?

— Sim. – Respondo simplesmente.

— Mas você não me respondeu. – Que garoto teimoso!

— Já disse que não é da sua conta Potter! – Exclamo irritada.

— Calma, não precisa se irritar. So fiz uma pergunta.

— Uma pergunta idiota, ah mas até que combina já que o autor da pergunta também é idiota.

O Potter me encara por um momento e começa a rir.

— O que foi? Do que está rindo? – Esse garoto é doente mental?

— É que é a primeira vez que você me xinga desde que começamos a conversar, geralmente, a cada 3 palavras trocadas 5 são xingamentos.

— Você sabe contar! – Exclamo fingindo estar surpresa. – Além do mais, já pensou que se você deixasse de ser idiota talvez eu não te xingasse tanto?

— Olha Alex... – ele começa me encarando. – Eu não sou o idiota que você acha que eu sou, e espero ter a chance de te provar isso.

— Por quê? Porque se importa tanto com o que eu penso sobre você? – Pergunto indiferente.

Ele suspira e bagunça seus cabelos.

— Eu não sei. – Responde simplesmente e desviando seus olhos dos meus. O encaro por alguns instantes.

— Alex! Ah, Ola Alvo. – Cumprimenta uma Liliane sorridente .

— Olá Anne! – Exclama sorrindo. Espera, desde quando eles se conhecem?

— Precisamos conversar. – Diz Anne se virando pra mim.

— Eu sei. – Levanto-me a acompanho até um canto da sala.

— Me desculpe. – Falamos juntas e começamos a rir. – Serio, Alex, eu não devia ter me afastado de vocês sinto muito.

— Não, Anne, eu é que sinto muito, estávamos passando por momentos difíceis e acho que acabamos descontando uma nas outras.

— Então... Amigas? – Pergunta com um sorriso.

— Sempre. – Sorrio para ela. – Mas que negocio é esse de você agora ser amiga do Potter. Explica isso ai.

— Bom... – Começa mas é interrompida pela chegada do professor, o homem desgraçado hein, já não basta ser um tedio. – Te conto mais tarde. – Diz saindo rapidamente e se sentando na fileira do meio.

— Não pense que vai se safar dessa Oken! – Falo/ grito recebendo um olhar de desaprovação do professor. – Ah, é, foi mal...?- Volto rapidamente ao meu lugar. O professor ignora e começa a falar sobre a revolta dos duendes, por Merlin, seria até interessante mas esse cara deixa até o quadribol um pé no saco. Reviro os olhos com o pensamento. Potter estende um pedaço de pergaminho em minha direção, com uma caligrafia um tanto inclinada.

Segundo sinal de loucura: revirar os olhos com os próprios pensamentos.