Os Rejeitados
5 Lizbeth para todas as horas
Notas iniciais

“O que você pensa sobre mim não vai mudar quem eu sou, mas pode mudar o meu conceito sobre você”.
— House
POV ALEXANDRA
Eu não acredito. Tinha que ser justo o Potter? Eu sempre tive a impressão que os professores conspiravam contra mim e agora eu tenho certeza. Que raio de ideia foi essa de mudar os pares? “Para nos conhecermos melhor nossos colegas de nossa casa e das demais”. Será que não passou pela cabeça deles que se não somos amigos ou não nos aproximamos é porque não queremos?
Argh. pelo menos ele não falou nada a aula inteira. Se continuarmos assim até que vai ser suportável. Mas eu juro que se ele vier com gracinhas eu o azaro na hora.
Logo o sinal anunciando o fim da aula tocou e rapidamente pego meus materiais e saio da sala e espero pelas meninas. A próxima aula era de poções com a sonserina, não sei o que tem na cabeça desses professores de colocar a maioria das aulas da grifinoria em conjunto com as da sonserina.O que eles achavam? Que fazendo isso talvez virássemos coleguinhas e caminharíamos por um campo de margaridas observando um lindo arco-íris de mãos dada cantando “We are the World”? Ok, talvez eu esteja exagerando.
—Demoraram hein? – Pergunto ao ver as meninas passando pelo portal.
— Não somos rápidas que nem você. – Diz Liliane
— Isso minhas amigas é o que acontece quando você tem que ir ao banheiro, preparar a pipoca, colocar o refri, pegar um cobertor e correr pra sala antes do filme começar. Agora faço isso em 4 minutos e 27 segundos, acho que consigo reduzir pra três, mas só irei descobrir durante as férias.
— Uau, quanta agilidade. Mas e ai o que tem a dizer sobre a seu novo parceiro durante as aulas? – Pergunta Audrey.
— Estou considerando me jogar da torre de astronomia. Alguém gostaria de me acompanhar?
— Não, obrigada. – Dizem em coro. – Mas ei pense pelo lado bom, ah não esquece vocês são da mesma casa. Não queria estar no seu lugar.
— Obrigado pelo apoio Lizzy.
— De nada.
—Ok, agora vamos para a aula de poções. Não quero chegar atrasada. – Liliane começa a me puxar pelos corredores.
— Isso tudo é pressa pra chegar na sala? Uau, quem é você e o que fez com a Liliane.
— Não é pressa. – Diz abaixando a cabeça.
— Que bom, porque eu não estou com nem um pouco de pressa.
— Ah não.
— O que? – Pergunto quando ela para no meio do caminho.
— É aula com a sonserina. – Serio Liliane, nem sabia dessa.
— O que tem de mais? – Ela me olha como se fosse obvio. E aponta para a porta da sala, onde Melissa e suas abelhas operarias estão paradas conversando animadamente.
— Droga. Vamos entrar de uma vez, vai que a visão periférica dela não detecta movimentos rápidos. Como os dinossauros.
— Pensei que os dinossauros só não capitassem pessoas paradas.
—É exatamente isso, mas você entendeu.
Tentamos ao máximo passar sem ser notada e quando estávamos finalmente entrando...
— Jeakins – Diz uma voz extremamente irritante. – Oken. – Completa com desprezo na voz.
— Melissa, minha querida como vai? Ouvir falar que passou as férias com seus pais na França.
— Ouviu certo, eles estavam querendo me transferir para Beauxbatons sabe uma escola muito prestigiada e lá não precisamos lidar com... certo tipo de gente.
— É deve ser realmente reconfortante, mas o que aconteceu para eles mudarem de ideia? Nem seus pais te aguentam por perto Melissa? – Pergunto levantando uma sobrancelha.
— Ora sua...
— Meninas! – A voz do professor Slughorn nos interrompe. – Algum problema?
— Claro que não professor, Melissa estava apenas me contando sobre suas adoráveis férias.
—Oh, claro, claro. Entrem, a aula já vai começar. – Lanço um olhar vitorioso para Melissa que me encara com ódio enquanto puxo Liliane para uma bancada próxima da minha. Felizmente as bancadas de poções eram próximas uma das outras. O Potter logo entra na sala e se senta ao meu lado sendo acompanhado por um olhar de raiva de Melissa.
O Professor Horacio pede para que abríssemos nossos livros na pagina 13 e preparássemos a Poção Wiggenweld, uma poção utilizada para restaurar as forças de uma pessoa que esta demasiada fraca. Começo a separar os ingredientes quando uma voz me tira de meus pensamentos.
— Olha, eu não sei se você sabe mas vamos continuar o resto do ano como dupla e não acho que ficarmos nos ignorando seja uma boa opção?
— Serio? Porque pra mim essa é a melhor opção. Evita que eu me jogue da torre da astronomia até o fim do semestre. – O Potter solta uma risadinha fraca. – O que foi? – Levanto uma sobrancelha.
— Nada – Ele volta a ficar serio. – Como foram suas férias?
— Porque estamos conversando mesmo? – Pergunto um pouco surpresa.
— Só estou tentando ser legal. – Murmura.
— Coisa que você não é.
— Como pode ter certeza disso? – Pergunta olhando para mim.
— Não foi você que fez Emilia Donavan ficar chorando por uma semana? Na semana de natal?
— Foi diferente – Fala um pouco baixo – Você não entende.
— Como pode ter certeza disso? – Pergunto imitando-o.
— Até que você sabe jogar Jaekins. – Comenta sorrindo.
— Oh, meu querido, você não faz ideia. Agora se não se importa quero continuar fingindo que você não está aqui.
Ele ri.
— E o que a faz pensar que eu vou deixar você me ignorar? – Pergunta com um sorriso sacana – Irritar você estar se tornando divertido.
Viro me pra ele e finjo puxar uma parede invisível e voltando a ignora-lo.
— Serio? Isso é muito infantil. – Diz jogando seu cabelo pro lado. – Jaekins? Ah, qual é. Serio que você vai me ignorar.
Continuo preparando minha poção em silencio e começo a cortar o Ditamno em pequenas fatias ate ser interrompida por uma mão me fazendo parar e olhar para ele. Levanto uma sobrancelha e ele ao perceber que continuava segurando minha mão e a soltou na hora.
— Você não aguenta né? Não aguenta o fato de que alguém simplesmente ignorar você. Mas olha você ser o filho de Harry Potter não muda o fato de ser um idiota louco por atenção que se revolta por que alguém simplesmente não cai aos seus pés, mas me desculpe se eu não sou como os idiotas sem cérebros que te idolatram – Digo com raiva e pude perceber que ele se magoou um pouco com o que eu disse, mas não faz mal alguém tinha que dizer pra ele que não é assim que as coisas funcionam, ele continuou me olhando até que se tocou que ainda me encarava e voltou à atenção para o preparo de sua poção não dizendo mais nada pelo resto da aula.
O sinal toca e o professor pede para que colocássemos as poções num frasco com nosso nome. Faço isso e saio arrastando Liliane mas antes de poder ir muito longe uma Melissa irritada se materializa na nossa frente.
— Você deve estar radiante de ser a dupla do Potter não é Jaekins? Afinal só assim pra ele notar sua atenção não é mesmo? Mas não vai pensando que por isso você significa alguma coisa, não seja uma iludida...
— Iludida? Desculpe mas estamos falando da Alexandra não de você – Para minha surpresa quem diz isso é Liliane que nunca se metia nessas discussões. Percebo que não sou a única surpresa Melissa está com os olhos arregalados.
— Escute aqui ninguém te chamou para essa conversa sujeitinha de sangue ruim – Pude perceber muita gente ofegando ao ouvir o que Melissa disse, Liliane porem sai andando e posso ver que ela luta contra as lagrimas. Empurro Melissa e saio correndo atrás dela. Mas antes de conseguir alcança-la alguém me puxa.
— Ei, ei o que aconteceu? – Pergunta Lizbeth.
— Melissa chamou a Anne de sangue ruim – Liz arregala os olhos.
— Ela o que? – Pergunta quase gritando. – Ah, mas ela vai ver só...
— Agora não Liz, temos que ir atrás de Anne primeiro. – Diz Audrey me fazendo notar sua presença.
— Ela está certa Liz. Vamos. – Saio puxando as duas em direção ao corredor onde Anne tinha acabado de passar. Encontramos ela sentada em uma escada.
— Anne... – começa Audrey.
— Não, Rey. Ta tudo bem. Eu nem sei por que sai correndo de lá. Isso não devia me afetar tanto, afinal não tenho problemas em ser nascida trouxa. – Diz baixando a cabeça e Liz se ajoelha em sua frente.
— Ei, ei ei. Para, não faz isso. – Liz coloca um cacho dos cabelos loiros atras da orelha de Anne.
— Isso o que? – Pergunta fungando.
—Abaixar a cabeça. Só tem um jeito de enfrentar essa situação e vai ser de cabeça erguida.
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