Os Rejeitados

7 Capítulo 9 - Saturday afternoon


Notas iniciais
*No gif = Lizbeth* Boa leitura!

"O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente..."

Mario Quintana

POV ALEXANDRA

Estávamos eu, Liz, Audrey e Anne na biblioteca pensando em um jeito de se vingar de Melissa. Ok, somente eu e Liz estávamos pensando em um jeito de se vingar daquela basic bitch, Anne e Audrey são contra qualquer tipo de vingança.

— E se nós a pendurássemos na torre de astronomia? De cabeça pra baixo? Com uma barba vermelha. – Sugere Liz com um sorriso maldoso.

— Meninas, eu já disse pra vocês o que acho de vinganças... – Começa Liliane.

— E você sabe o que eu acho de vinganças Anne. – Diz Liz. – Além de que eu estava esperando só um motivo para acabar com aquela garota.

— E não fique se achando culpada, você nos conhece. Sabe que cedo ou tarde nos íamos fazer algo assim – Liz concorda com a cabeça.

— Agora se vocês não vão nos ajudar, não atrapalhem.

— Tudo bem, eu vou ajudar vocês. – Diz Audrey com um suspiro e nos encaramos incrédulas. – Que foi? Estou fazendo isso porque primeiro vocês são ótimas com a parte pratica de suas vinganças, mas péssimas no planejamento, vocês sempre se deixam levar pelo impulso. Segundo, o que ela disse para Liliane não é algo que se deva ser perdoado tão facilmente e Terceiro se eu ajudar vocês, não vão poder fazer nada ilegal ou que ameasse a vida dela.

— Ok, tenho a sensação de que a Melissa vai pensar duas vezes antes de fazer algo assim depois disso. Vamos começar Audrey, precisamos que anote a rotina da Melissa. Os lugares que ela vai, o que faz, quanto tempo demora e etc. Alex, anote algumas azarações legais que possamos usar. E eu, vou desenvolver a enrascada. – Liz nos explica o seu plano e com alguns ajustes de Audrey fica pronto, Melissa nem espera pelo que esta por vir.

A semana passou rápida, o Potter continuou tentando conversar comigo ignorando completamente o que eu disse pra ele na aula de poções. Audrey começou a primeira etapa de nosso plano que era observar a rotina da Melissa e encontrar um padrão. Logo o final de semana chegou junto com o primeiro passeio a Hogsmead. Mas como nenhuma de nos estava a fim de ir ficamos sentadas em frente ao lago negro. Liz e Audrey brincavam de “Como você prefere morrer?” enquanto Liliane lia um livro embaixo da arvore em que eu estava pendurada em um dos galhos. Sempre gostei de subir em arvores. Olhar por entre as folhas e ver o reflexo do sol nelas era uma das coisas que mais me relaxavam.

— Então Audrey. Você prefere morrer queimada ou congelada? — Pergunta Liz.

— As duas opções são extremamente horríveis, mas eu preferiria morrer congelada. — Diz Audrey depois de pensar um pouco.

— Congelada? Por quê?

— Porque ainda podem recuperar o corpo e fazer o enterro que as pessoas tanto gostam. Se for queimada o corpo vai ser carbonizado.

— Olhando por esse lado... Mas eu prefiro queimada.

— Vocês já pararam pra pensar no quanto esse jogo é mórbido? – Pergunto descendo da arvore e me sentando ao lado delas.

— Claro que já. – Diz Audrey dando de ombros.

— Mas um dia todos vamos morrer e não tem como evitar. Apenas estamos nos preparando psicologicamente — Completa Liz.

— Awn que fofas. Tem o próprio jogo de vocês e já estão completando a frase uma dá outra. Quando vai ser o casamento?

— Cala a boca – Falam juntas e eu rio.

— Agora falam juntas. – Coloco a mão no queixo e faço uma cara apaixonada.

— Corre Jaekins. – Diz Audrey se levantando e correndo atrás de mim. Começo a correr em direção ao castelo com Audrey em meu encalço. Ela odiava quando eu falava que ela e Lizbeth formavam um lindo casal. Começo a rir enquanto corro, mas com minha excelente habilidade de me desviar das pessoas acabo caindo e derrubando alguém junto.

— Santo Merlin me perdoe – Digo enquanto levanto de cima da pessoa e a ajudo a levantar em seguida – Mil perdoes, eu não vi você.

— Bom, agora viu. – Diz rindo e bagunçando seus -lindos- cabelos castanhos. — É bom, se me permite perguntar por que estava correndo?

Ele me pergunta me fazendo lembrar de uma Audrey enfurecida querendo nesse instante me jogar da torre de astronomia.

— Ah, é bom... – começo, mas logo ouço um grito de Audrey. – Ah meu Merlin preciso me esconder nos vemos depois ou não, e-eu não sei tchau.

— Ei, espera, mas qual é o seu ... – pude o ouvir perguntar, mas já estava muito longe para responder. Corro em direção ao salão comunal da grifinoria, já que Audrey não poderia entrar lá por ser da Corvinal. Paro em frente ao quadro da mulher gorda ofegante.

— Ovo de Dragão – Digo ao quadro que logo se abre revelando o salão comunal, me jogo em uma poltrona tentando acalmar a respiração e logo começo a rir. Como nos somos infantis.

— A corrida acabou com o resto de sanidade que tem em você Alex? – Pergunta Liliane sentando se numa poltrona ao lado da minha.

— Não, ainda não. – Respondo me afundando ainda mais na poltrona – Audrey ainda quer me atirar da torre de astronomia?

— Isso eu não sei, mas tenho minhas suspeitas. – Diz olhando para o teto. – Vou guardar o livro no dormitorio – E se levanta indo em direção as escadas. Perco me em pensamentos esperando por Anne. Ainda são 15:27 PM agora me arrependo de não ter ido a Hogsmead.

Anne desce as escadas e volta a se sentar na poltrona próxima a minha.

— O que vamos fazer agora? – Pergunto.

— Eu não sei você mas eu vou a biblioteca. – Diz se levantando.

— Ah claro, claro... Espera o que? Endoideceu Liliane? É sábado. – Digo estalando os dedos em frente a seu rosto.

— Sim eu sei que é sábado, mas preciso pesquisar uma coisa. Te vejo mais tarde. – Eu bufo.

Ótimo e agora o que é que eu vou fazer? Hm, Já sei! Nada! É isso que eu vou fazer. Ok, talvez não de pra entender, mas quando nos estávamos no primeiro ano todas nos descobrimos que precisávamos de um dia em que a gente estivesse livre pra fazer nada, e ficou conhecido como nosso momento de paz (Nome dado por Patrick, pode se perceber que ele é o nomeador das coisas no nosso grupo) e por falar em Patrick talvez você esteja se perguntando o que é que aconteceu com eles nos últimos dias, pois eu explico, Patrick é um ano mais velho que a gente e nos finais de semana ele ou está com os amigos-ogros dele ou num encontro com alguma garota. Já Oliver está sempre sumido além de que a Grifinoria não tem tido tantas aulas com a Lufa-Lufa, e as que tem Oliver geralmente não faz. Então nos temos nos visto pouco ultimamente, somente no café da manha ou nos intervalos entre as aulas. Subo até o dormitório e começo a procurar as coisas para o dia de paz ou dia do nada, chamem como preferirem. Desço até o salão comunal e sento em uma cadeira com uma mesa. Apoio os pês na mesa e me afundo na cadeira. Tinha apenas umas 4 pessoas no salão comunal agora, os que não tinham autorização ou ainda não podiam ir a Hogsmead estava lá fora aproveitando o dia de sol. Estava silenciosa até uma Liliane ofegante aparecer chamando um pouco de atenção, Liliane se aproxima tirando meus pés da mesa e jogando alguns livros em cima dela.

—Quem você pensa que é? – Pergunto indignada.

—Uma amiga com um problema.

—Quando é que você não está com problemas? – resmungo e ela me olha torto. – Ok, esse tal problema me envolve?

—Tecnicamente não. – Responde.

—Então o que você ainda faz aqui? – Pergunto franzindo a testa. — Esta arruinando meu momento de paz.

— Eu ainda não sei por que insisto em você. – Comenta balançando a cabeça negativamente.

Suspiro.

— Tudo bem, qual o problema. Mas já vou avisando se for alguma coisa besta eu vou te amarrar em uma arvore na floresta proibida.

— E como você faria isso? — Pergunta.

— Tenho uma corda e seis anos com os escoteiros, não duvide de minhas capacidades. – Digo apontando o dedo para ela que sorri e faz um sinal de rendição com as mãos.

— Não duvido mais, senhora escoteira. – Zomba.

— Da pra falar logo o problema? – Pergunto impaciente.

— Claro, claro, então, eu estava na biblioteca...

— Ah não.

— Quieta, e quando eu estava na sessão reservada...

— Sessão reservada?

— Cala a Boca. Então, Eu achei uma coisa sobre a minha família, quer dizer, sobre a familia dos meus avós. Que tecnicamente é minha familia.

— Impossível eles são trouxas não são?

— Isso que eu estranhei, e por isso preciso voltar lá e quero que você, Liz e Audrey me ajudem nisso.

— To dentro. – Exclamo.

— Serio? Uau foi mais facil do que eu pensei que eu fosse.

— Liliane querida se tem uma coisa que eu sou mais do que preguiçosa essa coisa é curiosa, então sim eu vou, mas se for alguma mentira pra me levar a biblioteca saiba que a floresta proibida te aguarda. – Digo em tom ameaçador.

— Sim, senhora. — Diz batendo Continência e me fazendo rir.