Os Quatro Bruxos.

5 Vamos as Compras.


OBS: A NARRATIVA VOLTA A SER DO LEONARDO BORMAN.

— Seus nomes estão nas portas de seus quartos! – gritou Sam para nós enquanto subíamos só para reforçar.

Não demoramos muitos a encontrar nossos nomes numa porta branca com nossos nomes talhados em prata, estávamos os três no mesmo quarto.

O quarto assim como o resto da torre era por completo branco. É um pouco assustador a ideia de dividir um quarto com o Kevin, mas espero não acordar no meio da noite com ele em cima de mim com uma faca no meu pescoço.

O quarto possui um banheiro com três boxes com chuveiros e três boxes com sanitários, mais três pias. Não, não tem como haver brigas para ver quem vai tomar banho primeiro.

Fui para o banho, entrando no primeiro boxe, era comum com um chuveiro imenso que parecia que podia sair uma cachoeira.

Tomando banho ouvi Vini entrar no quarto e dizer alguma coisa para os outros.

Quando ouvi a porta dele bater Kevin entrou no banheiro e bateu na minha porta.

— O que foi? – perguntei.

— Vini disse para você andar logo, pois vamos sair para comprar todo o nosso material. – disse ele com entusiasmo.

Desliguei o chuveiro e sai nu.

Ele me olhou incrédulo com a minha nudez.

— Que foi? – pergunto. – nunca viu um homem nu não?

Ele arregala os olhos.

— Sinceramente? – pergunta ele, digo que sim com a cabeça. – Não!

Ele saiu correndo, o que foi bem engraçado, fui ao meu armário e peguei minha toalha, Kevin não estava no quarto então deduzi que havia descido para o salão, para parar de me ver nu.

— O que houve com ele? – pergunta Thiago.

— Se assustou com meu corpo. – digo rindo. Esse pode ser o começo de uma grande amizade. Ou não vai lá saber.

O fato e que ele não se importava com minha nudez, o que talvez possa ser algo estranho, mas prefiro abandonar esse pensamento da minha cabeça. Engraçado mesmo foi o rastro de água que eu deixei no chão e que havia secado misteriosamente.

Me troquei com qualquer roupa e vi um papel em cima da minha cama, era a carta de minha mãe .

“Leo estude direitinho, faço todos os deveres, se torne um excelente bruxo, eu sei que você consegue. Eu e seu pai estamos apostando em você esperamos que você se destaque entre todos ai e volte para casa durante as férias, mas se não voltar nos entenderemos.

Aqui esta um cartão com todo o dinheiro que você precisara para pagar seus materiais do 1 ao 4 ano sem problema nenhum, e uma boa quantia para que se divirta com os amigos que fizer ai.

Atenciosamente

Mamãe e Papai.”

Peguei o cartão na mão, ele tem maquininhas da Ciélo aqui?

Desci para o salão, Kevin estava lá com minha irmã.

— Onde esta Stela? – perguntei.

— Terminando de se arrumar. – respondeu Kate.

Ficamos lá esperando que ela saísse do quarto.

Não demorou muito ela desceu, fomos para fora do castelo novamente cada um carregando um papel com a lista de material.

— Ótimo alguém ai pode ler em voz alta todos os materiais a comprar, por favor? – pediu Sam enquanto caminhávamos em direção a não sei onde.

Stela começou a ler.

“Lista de Livros:

Transformação para iniciantes – Minerva Mcbonadal.

Feitiços rápidos e práticos, para iniciantes – Severo Chatz.

Poções e Líquidos Mágicos- Castele Brasal.

Defesas iniciais. – Remo Tonks.

A Arte de Voar. – Ginevra Polux.

Materiais Necessários:

— 1 Caldeirão de Bronze (tamanho 2.).

— Ingredientes para primeiro ano.

— Balança de medição de líquidos e quilogramas.

— 1 vassoura comum para primários.

— Uniforme para Daneva Torre 1.

— Uma varinha.

— 1 ou 2 armas de sua escolha; (Arco e Flecha, Espada, Lança, Adagas, chicote, clava)

— Muito bem vamos começar com os materiais, é onde geralmente tem menos gente comprando. – disse Vini.

— Vamos nos dividir, você vai com os meninos e eu levo as meninas. – optou Sam.

— Ok. – concordou Vini.- Garotos nos vamos começar pelos livros então.

Seguimos Vini ate uma aldeia onde se encontravam diversas lojas.

— Bem vindos a Long Boot. – disse ele estendendo a mão para a aldeia.

Cara, não sei se você já viu uma vila, mas essa era assim, haviam diversas casinhas e até prédios em forma de U com apenas uma saída, a que nos usaríamos para entrar, da para ver como a maioria das lojas estavam abarrotadas de gente dentro e fora delas.

Nos garotos seguimos até a ultima loja do lado esquerdo onde era na verdade uma livraria.

— Bom dia, como você esta Srº Barcelos? – perguntou a mulher atrás do balcão.

— Estou ótimo e você Marta? – respondeu ele — E para que essa formalidade toda.

— Você esta em prestação de serviço a escola não é um amigo. – respondeu ela.

Que mulher estranha, ela era gorda vista de um angulo e magra vista de outro, tinha imensos cabelos negros que desciam até o cós da bunda.

Nós entregamos a lista de livros e ela separou três exemplares de cada livro dos quais era descrito na lista.

— São 50 Mancoras. – disse Marta.

— Mancoras ? – pergunto- o que é isso?

— É assim que se chama o dinheiro dos bruxos Leo, Mancoras são as mais valiosas, Manecoras são as intermediarias e as Masancoras que tem um valor baixo.

10 Manecoras- 1 Mancoras.

100 Masancoras – 1 Mancoras.

10 Masancoras – 1 Manecoras.

Entenderam? – perguntou Vini.

— Sim – respondemos juntos.

Nós pagamos, Kevin e eu passamos nossos cartões e Thiago pagou com dinheiro vivo, uma bolinha de ouro com um “M” estampado nela.

Ela Sorriu nos agradecendo e dizendo para que voltássemos sempre que quiséssemos.

Vini sorriu, agradeceu Marta e saímos da loja em direção a algo que parecia uma farmácia.

Quando entramos uma garota já veio nos atender.

— Olá, seja bem vindos a Loja da Cho. Com o que posso ajuda-los? – perguntou uma mulher realmente simpática, com lindos cabelos vermelhos vivos e olhos verdes. Ela não era muito mais velha que eu então pressupus que deveria ser apenas uma empregada da Loja Cho.

Vini tomou á dianteira e falou.

— Olá Flora, precisamos de 3 Caldeirões de Bronze (tamanho 2), 3 doses de cada ingredientes para primeiro ano de Daneva e 3 balanças de medição de líquidos e quilogramas. – disse Vini com calma e tranquilidade.

— Só um minuto. – disse ela sumindo atrás do balcão, entrando em uma portinha.

Passaram mais ou menos uns 3 minutos, quando ela voltou.

— Aqui esta, 3 balanças de Ml e Kg, 3 caixas de ingredientes do 1º ano e 3 caldeirões de bronze. – disse ela. – cada kit ficou em 60 Mancoras.

Pagamos da mesma forma que antes na livraria.

— Ótimo vamos deixar as varinhas e as armas por ultimo. Vamos para os uniformes. – disse Vini, saímos e entramos na loja ao lado.

— Sejam bem vindos a “Quality clothes”, roupas e uniformes de qualidade. Com o que posso ajudar? – perguntou um cara de face carrancuda e feia. Era bem alto e muito musculoso.

— Queremos três kits completos de uniformes de Daneva torre 1. – disse Vini.

— Cada kit sai por 100 Mancoras. Pagamento adiantado. – disse o cara bem seriamente.

Kevin e eu estendemos nossos cartões de credito e Thiago o dinheiro.

— Nomes por favor? – pediu o cara.

— Leonardo, Thiago e Kevin. – Respondeu Vini.

O cara tirou uma varinha de dentro de sua roupa, agitou e três fitas métricas Verdes surgiram e começaram a tirar medidas de nós.

Quando acabaram elas se transformaram em bloquinhos de papel com escrituras neles, provavelmente com nossas medias e nomes.

Ele começou a procurar em uma fileira onde só haviam roupas e “armaduras” brancas.

Quando finalmente parou de procurar ele estava com 9 peças de roupas brancas para nós.

— Aqui esta, Armadura, uniforme diário, e uniforme de descanso. – disse ele. – mais alguma coisa?

— Não obrigado Crates. – disse Vini. – ou vocês querem mais alguma coisa?

— Não. – digo.

— Eu não! – disse Kevin.

— Não obrigado. – respondeu Thiago.

Estava difícil de carregar tudo o que compramos. Então Vini conjurou 3 carrinhos de mão para podermos colocar nossas coisas.

Observei o quanto cada loja é engraçada, pois possui a aparência igual por fora, mas por dentro são totalmente diferentes.

A livraria, por exemplo, é uma casa com estantes e prateleiras para todos os lado, cheira a livro novo e velho e tem um tintura rustica como a capa de um livro antigo.

A farmácia era totalmente clara e iluminada, de forma que você enxergava tudo com uma perfeita nitidez. Fiquei imaginando se aquela luz era magica por que a visão que se tem lá dentro era perfeita de mais. Lotada de frascos e ampolas, balanças, caldeirões pequenos e enormes.

A loja de roupas era normal, com prateleiras inteiras lotadas de roupas e acessórios masculinos e femininos. Com um balcão central que tem saída para todas as direções da loja. É bem interessante.

Seguimos um pouco além e pude ver Stela e Kate seguindo em direção a biblioteca, com uma vassoura na mão.

— Elas levaram todo esse tempo na compra de uma vassoura? – perguntou Kevin.

— Sim, a loja de vassouras e a mais cheia. Por isso vamos para as varinhas e armas agora, onde a essa hora já esvaziaram um pouco. – disse ele. – Lá está, Snow o melhor fabricante de varinhas de todo o mundo bruxo, seguido pelo novo fabricante Charlie que por sinal e seu aprendiz.

Entramos na loja, algo estranho aconteceu não sei explicar, mas um vento preto passou por nós. E eu senti um arrepio tremendo.

— Primeiras varinhas eu suponho? – perguntou um velho se materializando a nossa frente. Simplesmente assentimos com a cabeça. – então vocês devem estar se perguntando como são feitas as varinhas.

— Sim! – berrou Kevin.

— Ótimo. Varinhas são feitas de árvores, mas não qualquer árvore, Salgueiros, Pinheiros e azevinho. Todas as minhas varinhas são feitas desses materiais, com um núcleo de Cordas de Coração de Dragão banhadas em Sangue de Unicórnio, Pena de Fênix e lasca de Chifre de Unicórnio. Essas são minhas melhores varinhas. – explicou o velho.

— Ótimo eu quero uma varinha! – disse Kevin.

— A varinha escolhe o bruxo meu jovem. – disse o velho rindo. Ele estalou os dedos e um circulo apareceu no chão. – entre ai. Quando o vento se agitar o bastante sua varinha voara para sua mão.

Kevin correu para o circulo, eu nunca havia visto um vento tão forte como este. Mas não era frio, não era quente, era só vento.

Varias caixas saíram do lugar e giravam em torno de Kevin, comecei a me preocupar, se uma delas o acertasse, ele sofreria sérios danos.

De repente tudo parou, as caixas voltaram ao lugar certo de onde sairam em exceto uma, que caiu na mão dele.

— Salgueiro e Cordas de coração de Dragão banhados em Sangue de Unicórnio. É uma excelente varinha jovem. – disse o velho a Kevin.

Ele a retirou da caixa e quando a empunhou uma luz branca o iluminou em contorno.

O segundo a entrar no circulo foi Thiago.

O mesmo vento de antes surgiu uma varinha em sua mão.

— Pinheiro, Lasca de chifre de unicórnio. – disse o velho. – outra excelente combinação.

Eu entrei no circulo assim que Thiago saiu. O vento dentro do circulo é muito pior do que fora dele. Pode-se ver muitas varinhas te recusando, outras tentadas a se encaixar em sua mão, mas somente um paira na palma de minha mão. Tudo se acalma.

— Azevinho, Calda de Pena de Fênix. Sem duvida alguma, uma de minhas melhores varinhas. – disse o velho. Meus olhos se iluminaram. O que esse destino esta aprontando, a melhor torre, a magia mais forte, a melhor varinha? O que isso tudo que dizer?

Dou um sorriso e fico ansioso.

— Que venham as aulas. – sussurro.

Ao que parece Vini me ouviu, da um sorriso malicioso, em resposta.

— Quanto custa? – pergunto.

— 7 Mancoras, cada uma. – respondeu o velho.

Pagamos e saímos.

— Onde vamos agora? – pergunta Thiago.

— Ferreiro. Vamos comprar suas armas. – responde ele. Olhando inquieto para os lados.

— Se nós somos bruxos, porque temos que usar armas, não podemos usar só varinhas? – pergunta Kevin.

— A diferença entre cada cor de magia além das características citadas pelo Diretor. E elas vocês vão aprender na aulas com o Arsa. – responde ele. – Vocês tem alguma ideia de que arma querem usar?

Kevin é o primeiro a falar.

— Quero uma espada de lamina negra. – diz ele. Cara ele é tão empolgado.

— Muito bom. – disse Vini – e Vocês? – pergunta ele se virando para nós.

— Lança. – respondeu Thiago.

— Boa escola Thiago. – elogiou Vini. – E você Leo?

— Arco. – digo com firmeza.

— Muito bem. – disse ele para mim.

Ficamos em silencio até chegarmos ao ferreiro.

— Ora, Ora, Ora se não é o garoto das chamas brancas. O que faz por aqui? – perguntou o homem sentado atrás de uma bacia de água fria com uma lamina vermelha e sua mão.

— Chamas brancas? – pergunto.

— Depois eu explico. Como vai Hefesto? — pergunta Vini.

— Hefesto? O Deus Grego do Olimpo? – pergunta Kevin quase aos berros.

Todos riem, inclusive quem esta por perto e ouve.

— Não, é só um apelido por ele fazer armas tão boas como o Deus fazia. Ele não é o próprio Deus. – respondeu Vini.

— E então o que eu posso fazer por vocês? – perguntou ele rindo ainda.

— Eu quero uma espada de Lamina negra e uma bainha prata. – disse Kevin mais uma vez empolgado de mais.

O ferreiro estalou os dedos e uma lamina de 90cm negra apareceu diante de Kevin. Ele a pegou e deferiu um golpe no ar.

— Perfeita. – disse ele com os olhos iluminados.

— Você entende de espadas? – perguntou o Ferreiro.

Ele parou o encarou e disse.

— Eu fiz esgrima por uns meses, aprendi bem a manusear uma lamina bem equilibrada. – respondeu.

— Hum. Próximo. – chamou o ferreiro.

Eu dei um passo para frente e analisei os arcos que estavam expostos na parede atrás dele.

— Quero aquele arco preto. Com 500 flecha de aço. – disse eu com frieza e sensatez. Já havia atirado com arco e flecha antes, e eu realmente bom. Com sorte aqui me ensinariam a ser melhor.

— No momento eu só tenho 200 flechas. O garoto das chamas brancas levou ontem 300 de minhas flechas de aço. – disse o ferreiro.

— Sem problemas consegue me mandar até amanha? – pergunto.

— Para que tanta urgência se sua aula com o Arsa será só na outra semana? – Questionou Vini.

— Quero praticar, quando não tiver tendo aula nem nada do tipo. Pelo que vi a arena e disponível para o uso dos alunos. – digo.

— Bela observação Borman. – diz alguém atrás de mim. Vejo que é Samantha e as meninas. De compras para elas só faltavam ás armas. Percebi que as garotas estavam com carrinhos iguais aos nossos.

— Olá garota brilhante! – começou o ferreiro.

— Cale a boca, velho! – devolveu Samantha.

— Tudo bem garoto, aqui estão as duzentas e seu arco, amanha te mando o resto. – disse Hefesto. – Próximo.

— Uma lança elétrica, por favor. – pediu Thiago. Ele é sempre tão educado.

Hesfesto vasculhou um malão atrás de si e jogou algo que parecia um bastão.

— É... Eu pedi uma lança. – disse Thiago.

— Agite-a. – disse o ferreiro.

Thiago a agitou e uma lança de 2 metros surgiu, com uma ponta estritamente afiada, e que radiava eletricidade.

— Muito bem, Arco + 500 flechas de aço = 1000 Mancoras. Espada negra+ bainha prata = 800 Mancoras. Lança elétrica retrátil+ bainha = 950 Mancoras. – disse o Ferreiro.

Nos o pagamos e esperamos as garotas, para nos só faltavam as vassouras e podíamos muito bem comprar na volta para Daneva.

Não havia parado para observar, mas já estava de tarde. Perdemos o almoço em Daneva pelo que Vini disse e agora só teríamos o jantar, o que quer dizer que comeria alguma coisa na padaria logo ali atrás.

— Garotas, vamos pedir tudo de uma vez, seja rápidas e objetivas. – disse Sam.

— Três adagas comuns de bronze e prata. – disse Stela.

— Um bastão de bronze negro. – disse Kate.

Ele se virou e voltou com os pedidos.

— Adagas de prata e bronze = 300 Mancoras. Bastão de Bronze preto = 350. – informou o Ferreiro.

Elas pagaram e então caminhamos de volta para a loja de vassouras.

— 3 vassouras para o primeiro ano Daneva, por favor. – pediu Vini educadamente.

— Cada uma, 100 Mancoras. – disse o homem. Pagamos tudo e saímos da loja. Depois passamos na padaria compramos algumas comidas que nunca havia visto e eram deliciosas, então voltamos a escola.

Chegamos na porta do Castelo onde um garoto de cabelo negros um pouco mais alto que Kevin estava nos esperando.

Notas finais
O sexto está a caminho pessoal! *oo* Espero que estejam gostando! Comentem! P.s 17/04/2017 Preciso da paciência de vocês, estou fazendo isso o mais rápido possível.