Os Quatro Bruxos.
28 Uma chave para abrir portões.
Depois de dias planejando tudo com os semideuses o plano foi traçado, nós estamos prontos, noticias de Gigantes, Ciclopes e Ogros se erguendo para virem comandar seus exércitos se espalharam para nós, Vini e Sam, liderariam uma busca pelos lideres dos espécimes grandes.
— Então é isso? – pergunta Kevin. – Nós quatro mais os quatro semideuses vamos procurar Urano e Salazar pelo norte, Vini e Sam vão liderar uma missão para destruir os lideres dos Gigantes, Ciclopes e Ogros?
— Exatamente. – Respondeu Arsa. – E aqui ficaremos todos os outros lutando uma batalha que só terá fim se vocês vencerem.
— Charlie. – chamou Vini. – nada dos Deuses?
— Nada... – disse ele desanimado – Zeus se nega a ajudar.
— Será que ele é realmente tão burro? – perguntei saindo do meu canto e entrando conversa.
Um trovão ribombou no céu.
— Cuidado. – disse Gabriela. Uma filha de Zeus que se uniu as caçadoras de Ártemis. – Meu pai pode ser muitas coisas, mas burro ele não é.
— Desculpe, mas ele esta agindo como um. – digo.
— A questão não é essa. – disse Peter. Um garoto misterioso filho de Hades. – Meu pai disse que pode tentar ajudar, mas se Zeus o proibir, bom agora que estão do mesmo lado, ele é obrigado a seguir as ordens de Zeus.
— Meu pai disse o mesmo. – disse Charlie.
— Minha mãe disse que se caso ela não possa estar no campo de batalha, vai ajudar de alguma forma. – disse Myla. – algo inteligente.
— Ou seja, não podemos contar com os Deuses. – disse Mun. – Alias nunca podemos. Temos que trabalhar duro para ganhar esta guerra. Nossos amigos do vilarejo de Long Boot viram ajudar, assim como os pais dos alunos. Teremos muitos para o nosso lado, já mandamos os alunos do primeiro e segundo ano para casa e só ficaram os do terceiro e quarto e os que quiseram ficar nós não podíamos obrigar ninguém, graças a Deus vocês tem alunos muito corajosos. Todos os alunos do 3 e 4 ano da torre 1, 5 e 7 ficaram, e mais da metade das outras. Todos os captores estarão aqui, consegui contatar alguns elfos que viram ajudar isso a muito custo.
Ela estava confiante. Mas eu conseguia ver alguma incerteza em seus olhos e eu não fui o único.
— Mun, nós vamos conseguir. – disse Kate. – Assim que destruirmos Urano e Salazar voltaremos para cá, lamento informar, mas somos a melhor força que vocês terão.
— Sua confiança é louvável criança. – disse Mun. – Mas você nunca esteve em uma guerra.
— E os deuses são imortais, não se pode matar um. – disse Myla.
— Tem razão, não se pode matar, mas se pode deixa-lo tão fraco que podemos lhe fazer em pedaços novamente. – disse Kevin.
— Exatamente. – disse Stela. – o meu irmão esta certo, nós não podemos perder as esperanças.
— Não temos mais tempo a perder. – digo. – Precisamos partir agora.
— Você esta certo. – disse Mun.
— Matheus, Breno e Rupert estão trabalhando nisso. – disse Thiago. – Na verdade Matheus esta trabalhando muito duro nisso, ele criou uma muralha em volta dos terrenos da escola em um só movimento.
— Ele esta querendo se matar? – perguntou Vini.
Aquele imenso uso de energia para um garoto como ele era de mais, se continuasse assim morreria em campo de batalha.
— Cara eu perguntei isso a ele e ele diz que quer fazer algo de útil para variar. – Thiago disse isso revirando os olhos. – eu disse que era idiotice, mas ele fez mesmo assim, tive que dar um choque de adrenalina nele, para que ele conseguisse ficar em pé.
— Isso não pode continuar, se todos quiserem ser uteis se matando não vai haver bruxos do nosso lado.
— Com licença. – disse uma captora entrando na sala. Ela bateu contingencia para Mun e Patrick e seguiu falando. – mandaram entregar esses pergaminhos para vocês.
Ela entregou os pergaminhos a Stela, Kate, Kevin e para mim.
O da Stela era azul e no lacre estava escrito: água.
O de Kate era verde e dizia: plantas.
O meu não era branco o que me surpreendeu já que o pergaminho era velho, e dizia: Ar.
O de Kevin era preto contornado de banco e dizia: Fogo;
— Os pergaminhos elementares. – disse Mun olhando meio boquiaberta.
— Quem? – pergunto.
A captora olha para mim e seus olhos são fortes.
— Um fantasma, ele disse para que eu o seguisse pela escola, ele me levou a uma sala, a sala dos troféus, no quadro dos lendários havia um fundo falso, ele me disse como abri-lo e eu abrir e peguei os pergaminhos – ela olhou para nós. – ele disse que era importante entregar-lhes agora que a guerra estava na porta da escola.
— Que fantasma? – perguntou Nedeia.
— Eu não sei. – disse ela. – Não é nenhum de Daneva, pois eu estudei aqui e conheço todos os fantasmas.
— Entendo. – disse Josan. – Só pode ser o fantasma da guerra e da sabedoria. Ele sempre vem ajudar quando temos uma luta a traçar.
— É só isso Jane? – perguntou Mun, olhando nos olhos da garota e eu me perguntei se ela podia ler mentes.
— Não ele pediu para dizer a Vinicius Barcelos e Samantha Carmona um feitiço, ele disse que poderia ajudar seus amigos. – contou ela.
— Qual? – perguntaram Vinicius e Samantha juntos.
— Calma, ele disse mais, disse que esse feitiço só pode ser usado em pessoas próximas de vocês, onde se executarem de forma correta abriram alguma metade dos 16 portões. Ele disse que vocês dois trabalhando juntos poderiam fazer isso. – explicou ela. – Libertus Portus é a formula mágica.
— Jane continue. – disse Mun.
— Claro. Ele também disse: os quatro lendários poderiam conseguir executar este mesmo em todos os presentes, mas que não saberia dizer se funcionaria, pois nunca foi tentado em um numero tão grande de pessoas. – disse ela.
— Precisamos tentar quantos mais fortes nossos aliados forem mais chances teremos de vencer. – digo.
— Não teremos aliados nenhum se eles estiverem mortos. – diz Myla.
— Thiago – virou-se Vini. – chame Matheus, Everton e Thales e os leve para a sala de Arsa. Sam e eu cuidamos deles. Vocês fiquem aqui e conversem a respeito, o que for decidido esta bom, mas eu concordo com ela, se der errado não teremos aliados e nossa morte será certa.
— Certo. – Digo. – Josan, pode convocar todos os bruxos para o grande salão?
— Esta sugerindo que eu convoque todos para uma possível morte. – diz Josan secamente.
— Não estou pedindo para que os convoque e assim possamos apresentar uma possível solução aqueles que estiverem dispostos a tentar serão bem vindos os que não, não serão julgados. – digo.
— Posso viver com isso. – diz ele e parte sala a fora.
Seguimos nos corredores apreensivos, se isso realmente funcionasse teríamos o maior e mais poderoso exercito de todos os tempos.
Chegamos ao salão principal, deixando Vini e Sam para trás, todos estavam ansiosos querendo saber o que ia acontecer.
— Atenção a todos, por favor! – pediu Nedeia.
Todos olharam para ela. Ela olhou para mim que assentiu, dando-me a palavra.
— Muito bem, todos sabem que a guerra se aproxima se não, não estaríamos todos aqui, acontece que descobrimos um meio de tornarmos vocês mais poderosos. – eu paro de falar e olho a expressão no rosto de todos. – Existe um feitiço criado por algum lendário antigo que permite aquele que o lançar libertar uma das metades dos 16 portões que possuímos de qualquer outro ser, neste caso nós podemos fazer com que vocês abram seus portões.
— Não sabemos se realmente vai funcionar, é um feitiço antigo e aparentemente nunca foi usado em um numero tão grande de pessoas. – disse Stela ficando ao meu lado. – Mas acredito que possa funcionar. Mas devemos avisa-los que se não funcionar, a grandes chances de que vocês morram.
— Talvez nem todos sejam afetados, mas se alguns forem já ajuda não é? – questionou Kate. – Mas não estamos obrigando ninguém a nada.
— Quem não quiser pode sair daqui, vocês não serão julgados. – disse Kevin. – mas aqueles que ficarem e tentarem isso serão recebidos como heróis, serão recebidos como mais que heróis na verdade, por que como heróis todos nós seremos depois de vencer esta guerra.
— O que esta fazendo? – perguntou Josan. – induzindo-os a fazer a escolha que vocês acham certa.
— Não. – disse Kevin. – estou induzindo-os para a escolha que pode nos salvar.
— O que estão esperando lance logo o feitiço! – gritou um bruxo mais velho lá do fundo da multidão. Porem alguns bruxos saíram do grande salão, quase a metade. E eu não podia culpa-los, afinal o que eu teria feito, teria ficado ou teria ido embora?
Kevin, Kate, Stela e eu demos as mãos. Eu contei até três e — Libertus Portus! – dissemos juntos.
Nossos 4 elementos se fundiram em um só, criando uma onda luminosa que foi passando por todas as pessoas.
Por onde ela passava algumas pessoas adquiriam uma luminosidade nos olhos, e eu podia ver que eram os bruxos alquimistas, os da torre azul voavam alguns centímetros e emitiam sons de trovão da boca. Os bruxos da torre preta inundavam a sala com uma vasta escuridão.
Os outros rodeavam magia de todas as cores que existem em torno de si esses abriram os portões mágicos. Nós quatros estávamos satisfeitos com o acontecido.
Mesmo que não fossem todos os atingidos, podíamos dizer que um terço dos presentes fora realmente afetado.
— Viu funcionou. – digo.
— Mas podia não ter funcionado. – disse Nedeia.
— Seus pais estavam ao meio, vocês viram? – perguntou Josan.
Me virei ao encontra-los voei até meus pais.
— Vocês estão bem? – pergunto.
— Estamos ótimos meu filho. – disse minha mãe.
— Estou orgulhoso de você meu filho. – disse meu pai e me abraçou.
— Voltem aos seus postos! – mandou Mun.
Josan se virou para ela, acho que ele não estava acostumado com outras pessoas dando ordens na sua escola.
Voltamos para a sala, Vini e Sam já haviam lançado os feitiços em Matheus, Thales, Thiago e Everton que por sinal agora tinha os dois tipos de portões abertos.
— E ai? – perguntou Stela ao ver Vini e Sam sorrindo.
— Tudo certo, eles abriram os portões da alquimia e os outros das sombras. – disse Vini.
— Foi um feitiço bem fácil na verdade. – disse Sam. – achávamos que seria mais complicado.
— Ótimo. – diz Kevin. – Temos que partir agora, esperar acabara sendo perigoso para nós. Sabemos que temos que ir para o norte e vocês procurar os espécimes dos Gigantes, Ciclopes e Ogros.
Passamos horas arrumando tudo, repassando o plano, repassando as ordens e o que cada um faria.
Nós dividimos todos em grupos e esquadrões.
Nas torres criadas por Matheus em torno da escola ficariam da seguinte maneira.
Torre Traseira da direita: Mary (a monitora da torre 6) junto com alguns alunos de sua torre, mais alguns semideuses liderados por Ingrid, uma filha de Afrodite que não brinca com seu arco e flechas.
Torre Traseira da Esquerda: Safa (diretora da torre 5) e alguns alunos juntos com alguns semideuses liderados por Nathan o filho de Apolo que possui a melhor pontaria de arco e flecha do acampamento segundo eles.
Torre Dianteira da Direita: Larissa (a monitora da torre 4) e metade dos alunos da torre 4, alguns semideuses liderados por Ygor, filho da deusa da magia, possui incríveis habilidades com um arco e flechas mágicas.
Torre Dianteira da Esquerda: David (o monitor da torre 4) e a outra metade dos alunos da torre 4, alguns semideuses liderados por João outro filho de Apolo que possui o as flechas mais rápidas do acampamento, ainda suspeitava que estava rolando alguma coisa entre os dois.
Essa era nossa defesa aérea e nosso ataque alto, eu duvidava que alguém invadisse por cima.
Em nossa linha de frente, nossas laterais e traseiras terrestre temos.
Mafalda liderando todos os outros alunos da torre cinco.
Arsa liderando todos os alunos da torre um.
Zé Letus (professor do 4º ano de criação de feitiços) liderando toda a torre sete.
Derika liderando todos os alunos da torre dois.
Toshi liderando todos os alunos da torre três.
Dora liderando todos os alunos da torre seis.
Mun liderando os captores, pais dos alunos, moradores de Long Boot.
Quiron liderando os semideuses e centauros. (assim que ele voltasse com os centauros de sabe-se lá onde ele tenha ido).
E claro tínhamos nós, que não lutaríamos em Daneva, mas correríamos um risco maior. Vinicius, Samantha, Everton, Thiago, Matheus, Thales, Fellipe, André e Breno seguiriam para o sul procurando os gigantes que segundo Sam despertariam ali, eles teriam que enfrentar os três lideres deles Porfírio, Polifemo e Imim que são terrivelmente horripilantes.
Kate, Kevin, Stela, eu, Lucas, Anderson, Kauê e Bruno, iríamos para o Norte buscar por Urano e Salazar.
— Os pégasos chegaram, podemos ir. – disse Fellipe, um semideus filho de Hermes.
Particularmente eu Leonardo não escolheria ele para levar em uma batalha como essa, ele não é do tipo que aparenta ser um garoto com potencial em luta. Mas ele e Vini fizeram uma amizade estranha durante o tempo que passamos no acampamento meio sangue, mas Vini insiste em dizer que ele é realmente bom, mas eu ainda não me convenci, ainda mais por esse garoto nem ao menos usar espada, ele luta com dois facões imensos o que é bem estranho.
— Ótimo, vamos nessa então. – disse Vini. – Leo boa sorte.
— Obrigado. – digo. – Vocês também.
Não demorou muito e nós partimos também, eles para o sul e nós para o norte.
Fale com o autor