Os Quatro Bruxos.

36 Um castelo nas nuvens.


NARRATIVA DE LEONARDO BORMAN.

Havíamos acabado de chegar onde a luz brilhava e por algum motivo tudo que passamos desde que saímos de Daneva veio a minha mente como lembranças de algo distante, mas que na verdade tinham sido apenas horas.
Havíamos enfrentado vários e vários monstros, e não fora fácil, tivemos que lutar ferozmente, uma vez que haviam monstros dos dois mundos.
Após passarmos o primeiro exército de monstros um espírito de uma ninfa apareceu, ela foi se materializando a nossa frente lenta e calmamente, quando finalmente ficou completa pude ver como ela era, ela morena, com cabelos cacheados presos em um coque muito bem preso no alto da cabeça preso com grampos e presilhas com enfeites de flores, ela vestia um vestido verde curto pontiagudo na frente a atras, deixando as coxas da ninfa a mostra o vestido também possuía detalhes de flores, e uma sandália quase no mesmo tom que sua pele que levava fitas presas até próximo aos joelhos e ainda dava a aparência de estar descalça, seus olhos eram grandes e um pouco puxados e conforme ela sorria parecia que estava de olhos fechados. Nesse mesmo instante olhei para os semideuses que nos acompanhavam a essa missão e eles pareciam parados no tempo, congelados na realidade.
— Como vão meus jovens? — perguntou ela assim que apareceu, sua voz era tranquila, transmitia paz e serenidade, além de passar bastante confiança.
— Quem é você? — perguntou Kevin, incisivo e ofensivo como sempre.
— Meu nome é Gramzi, eu sou a Oráculo dos Bruxos, possuo o dom das profecias, sou a ninfa das nomeações e dos destinos. Sirvo aos monges dos lendários desde que o primeiro bruxo se tornou um. Conheci os ancestrais de vocês, ajudei na luta ao lado de Belli Borman e Jessie Castell, e depois nas lutas de Frans Borman e Ruch Castell casados com os gêmeos Johana e Paul Mason. Ajudei também na luta de Daneva com os pais de vocês, e agora estou aqui para lhes ajudar. — Disse ela.
— Eu já li sobre ela! — disse Kate. — eu já li sobre todas as ninfas que ainda existentes no mundo.
— Eu não li sobre todas, mas li sobre ela, Gramzi deu a nossos ancestrais as armaduras bruxas, deu a nossos ancestrais a magia sem varinha. O controle total de sua magia e alquimia que após o feitiço dela viraram verdadeiramente uma coisa só. — disse Stela.
— E é exatamente isso que eu vim fazer aqui. — disse Gramzi.
Eu a olhava desconfiado, mesmo sua voz passando certezas, paz e serenidade eu não conseguia acreditar, porque estaria tão fácil. Porque uma ninfa nos daria armaduras bruxas diferentes, porque ela se quer estaria aqui para nos ajudar, isso não fazia o menor sentido.
E como se lesse a minha mente ela diz.
— Porque esse é meu destino! Nasci para servir aos bruxos da profecia, nasci para profetizar as palavras que estão trazendo vocês aqui hoje. Nasci para lhes dar as armaduras. — Diz ela, ela sorri e prossegue. — Seus amigos também ganharam armaduras, ficaram muito mais poderosos, porém as armaduras dos profetizados é diferente ela carrega a magia da profecia, carrega o poder deles.
— Você lê a minha mente?! — pergunto assustado.
— Você e fácil de decifrar meu jovem. — disse ela. Ela dizia jovem, mas sua aparência era a de alguém mais nova do que eu. — não temos muito tempo, assim que avistarem a luz brilhar vocês devem ir para lá o mais rápido possível, pois é lá que Urano irá aparecer.
Ela fez uns movimentos dançantes com a mão e logo em seguida algumas coisas começaram a acontecer.
Nós voamos alguns centímetros do chão, uma fumaça branca me rodeou, uma fumaça azul rodeou Stela, um verde rodeou Kate e uma preta Kevin.
Quando a fumaça saiu de perto de nós estávamos usando armaduras bruxas incríveis.
— Suas armaduras represam a união da varinha com o corpo, da alquimia com a magia por completo agora. — Explicou Gramzi. — A armadura de Stela é azul turquesa por causa da junção de todas as pedras dos mares e rios. A de Kate é verde folha devido a união de todas as folhas para a projeção da mesma. A de Kevin e preta com fechos brancos, é a união dos 7 infernos que banharam o ferro desta armadura, os pontos brancos dos fechos são a representatividade da cor de sua magia. A de Leo e branca com fechos pratas pois é a representatividade de todos os ventos existentes somados a um dia nublado onde os ventos precisam ser mais poderosos. — Explicou ela. — Vocês agora são os bruxos mais poderosos do mundo, os Semideuses aí parados são fortes e receberão ajuda na hora certa, se tudo der certo!
Ela fez uma reverência, não tivemos tempo de agradecer e ela desapareceu muito mais rápido do que aparecerá.
— O que aconteceu? — perguntou Kauê, um dos filhos de Poseidon que nos acompanhavam.
— Que roupas bizarras são essas? — perguntou Anderson o filho de Hades.
— São armaduras bruxas destinadas aos lendários. — respondeu Kate.
Ao longe vi uma luz brilhar.
—Vamos temos que chegar aquela luz o mais rápido possível.
[...]
Após levar todo mundo luz a cima com meus ventos, chegamos ao pátio de um imenso castelo.
Olhando aquele castelo eu não podia acreditar no que via, ele era feito de marfim, granito, e diamante, um imenso palácio.
— De quem será esse palácio? — pergunto.
— Leo, isso não é um palácio, isso é um templo. — disse Bruno o filho de Zeus. — Na verdade isso é a cópia do monte Olímpio, porém mais rica e maléfica.
— Vamos entrar e começar a festa. — disse Anderson.
O filho de Hades avançou ele carregava com si uma espada imensa e negra pois fora banhada nas águas dos rios do mundo inferior.
Ele fugia um pouco dos padrões dos filhos de Hades que geralmente são franzinos, pálidos e mórbidos. Anderson não, ele era alto, forte e com certeza era o oposto de mórbido!
Ele saiu na frente parando frente a imensa porta branca, ergueu sua espada e cortou a porta. O forte parecia insignificante, porém passado alguns segundos a rachadura se estendeu e a porta se partiu em duas metades.
— Você me assusta. — disse Kauê. — É brilhante, mas que dá medo da.
Entramos no que parecia ser um grande salão de um templo, no olimpo imaginei que ali seriam as reuniões dos deuses, mas ali eu não fazia ideia.
— Então os heróis chegaram?! — Questionou em zombaria uma voz cansada e idosa.
E quando o dono da voz apareceu eu queria rir.
Pois era um velho, vestindo uma túnica azul grega com desenhos de nuvens sendo sopradas pelo vento. E eu achei isso engraçado. Embora o Deus fosse bastante forte para idade e para alguém que esteve em pedaços por tanto tempo.