Os Quatro Bruxos.

27 Os Semideuses.


— O que houve com eles? – eu conseguia ouvir alguém perguntando.

— Eles andaram tentando abrir os oito portões da alquimia, na realidade eles conseguiram. – disse Mafalda. Eu reconhecia essa voz.

— Eles conseguiram abrir? – seria mesmo possível. Este era meu pai.

— Sim. – respondeu Arsa. – Não consegue ver, eles estão em transição.

Eu não sabia o que eles falavam, que transição era essa.

Eu não conseguia abrir meus olhos.

Então a porta se abriu, e mais pessoas entraram.

— Então eles realmente conseguiram? – perguntou uma voz que eu não reconhecia, era mágica, calma, um pouco cantada e assustadora. – A magia desses garotos está surpreendentemente elevada, é um nível muito a cima de qualquer bruxo que eu já tenha conhecido. Eles superam os antigos lendários.

— Verdade. – disse Patrick. – é tanto poder, que me pergunto como essas crianças podem suporta-lo.

— Eles são fortes. – disse Jarry. – Os mais fortes do mundo na verdade. Acredito que eles sejam lendários, só pelo poder que possuem.

— O que acontece com a magia normal deles? – perguntou Rufos.

De primeira ninguém respondeu, então Arsa pigarreou e começou a falar.

— Toda a magia deles esta sendo envolta pela alquimia, uma união perfeita de magia e alquimia. – explicou ele.

— Não é de se esperar que os bruxos queiram a magia deles. – disse Jarry.

— Senhora Mun. – chamou uma mulher.

— O que foi Ma. – disse Mun.

— Recebi um recado de que os bruxos estão se reunindo. – disse ela. – Os Luminas, O Quadrado Negro e Os 7 Magos, mais alguns bruxos que se uniram a eles, demônios e criaturas.

— Eles vão atacar? – perguntou Mun.

— Ainda não. – respondeu a menina. – eles estão em planejamento pretendem atacar em 2 semanas.

Meus olhos se abriram e todos nós acordamos ao mesmo tempo.

— Então eu acho que é hora que conhecermos uns semideuses. – digo.

Todos ficam chocados quando me ouvem falar como se tivesse participado de uma conversa.

— Não quero discutir com ninguém, nós vamos e vamos levar alguns amigos junto. – digo olhando para Vini e Sam, que assentem.

— Ele está certo, precisamos dos semideuses, sem eles estaremos perdidos. – disse Ma.

— Isso vai ser complicado. Complicado de mais. – disse Mun. – A união de bruxos e semideuses sempre acaba em desastre.

— Nós temos a benção dos deuses deles. – disse Stela. – será diferente.

— Levaremos também, Thiago, Matheus, Everton e Thales. – digo.

— Você não acha que esta exigindo de mais? – perguntou Mafalda.

— Não. – disse Kevin. – Somos os 4 da profecia, temos direito de decidir o que vamos fazer.

— Vocês são crianças! – disse Mafalda indignada.

— E já enfrentamos mais, do que você em toda a sua vida, temos poderes incríveis. – disse Kate. – Sabemos o que temos que fazer e como temos que fazer, se vocês acham que somos crianças, se divirtam enfrentando todos os monstros e bruxos sem nós.

— Você esta certa Mafalda. – disse Nedeia. – eles são crianças, mas como disse a pequena Kate, eles são poderosos, e sabem o que o destino lhes aguarda.

— Senhora! – Mafalda escandalizou-se.

— Sim Mafalda, eles vão ver os semideuses com as pessoas que querem. – disse Josan.

Todos ficaram em silencio.

Todos nós levantamos da cama e fomos para a porta.

— Vamos nos arrumar e chamar nossos amigos. – disse Stela. – Arrumem o maior numero de pessoas possíveis para nos ajudar, sinto que esta guerra vai acontecer aqui.

Fomos para a torre branca, Vini mandou uma mensagem pelo animal de luz a Everton dizendo que ele fora convocado por uma missão conosco, e Thales deveria vir junto.

Na torre Branca Thiago e Matheus estavam nos esperando.

— Se arrumem. – disse Kevin. – Sairemos em 15 minutos.

— Missão para que? – perguntou Thiago subindo atrás de nós.

— Democracia e busca de aliados. – respondo. – Podendo acabar em uma briga realmente feia.

Todos nós arrumamos nossas coisas, minha aljava estava cheia, meu arco aprumado e alinhado de forma perfeita.

Todos nós descemos as escadas e ficamos esperando Stela, Sam e Kate descerem para o salão comunal.

Seguimos direto para a porta onde Everton e Thales já nos esperavam.

— Vocês. – chamou Mun. – Onde vocês vão é muito perigoso, vocês vão entrar no centro de comando dos semideuses Gregos, espero que os romanos estejam por lá também, pelo menos o líder deles. Convoquem os lideres dos chalés e os garotos da profecia, para uma reunião. Contem a verdade, e vão preparados para uma batalha.

— Obrigado pelo aviso. – disse Sam.

— Sigam para Long Island. – disse ela. – mais precisamente no estreito de Long Island. É lá que vocês os encontraram.

—Obrigado Mun. – disse Leo.

Ela se virou e voltou para o castelo, eles caminharam para a colina e olharam para o castelo.

Kate deixou cair uma lagrima.

— Nós vamos voltar Kate, nós os ajudaremos na luta deles, e melhor ainda traremos o auxilio que eles precisam.

— Como vamos a Long Island? – perguntou Vini.

— Com um portal é claro. – disse Leo, como se fosse obvio. Ele sacou a varinha e disse – Portus.

Todos pularam para dentro do portal de vento, e quando tocaram o chão novamente, não era mais o gramado da colina e sim areia da praia, era um pouco difícil identificar, mas a frente deles havia o conjunto de chalé mais estranho do mundo.

— É o U mais estranho que eu já vi. – disse Matheus.

— É porque é a forma de um Omega, se não me engano é a ultima letra do alfabeto grego. – respondeu Tiago.

Os dois se olharam de forma carinhosa. Seria possível que eu estivesse vendo isso.

Bom não tive tempo de perguntar, três garotos e duas garotas vieram correndo ao nosso encontro com armas nas mãos.

— O que você faz aqui? – perguntou ela a Kevin. – E quem são vocês?

. Ela possuía cabelos negros enrolados e olhos negros azulados, do tipo que poderia dar medo se eu não tivesse enfrentado o Deus a quem aquele olhar pertencesse.

— Somos bruxos de Daneva e você é uma filha de Zeus. – digo a ela.

Ela se surpreende e ergue a lança de forma ameaçadora.

— Como sabe que sou filha dele? – perguntou ela, apontando a lança para mim.

— Os olhos. – digo. – são os mesmo dele, digo a mesma concentração, o mesmo olhar.

— Gabriela o que faremos com eles? – perguntou a menina. — eles são muitos.

— Não viemos aqui lutar. – disse Stela. – estamos aqui porque precisamos de ajuda e vocês também.

— Chamem Quiron, Grover e o Sr.º D. – disse ela aos dois que estavam mais atrás.

Eles saíram correndo.

— Thiago eles são bem selvagens acha mesmo que vão nos ajudar? – perguntou Matheus em tom baixo, mas a julgar pelo olhar de Gabriela ela ouvira.

— Não somos selvagens seu verme. – disse ela e uma luz elétrica brilhou nos olhos dela.

Matheus deu um passo a frente, mas uma flecha brotou entre os dois no momento em que ela e ele caminhavam para se enfrentar.

— Eu não faria isso se fosse você Gabriela, com uma palavra ele poderia te matar. – disse um Centauro. Ele olhou para Kevin e sua expressão mudou. – Você.

— Ola novamente. – disse Kevin um pouco nervoso.

— Eles são Bruxos? – perguntou um garoto que da cintura para baixo possuía pernas de burro?

— Sim. – respondeu um homem com camisa de pele de leopardo com uma lata de Diet Coke. – eu só não sei o que eles fazem aqui, acho que devo transforma-los em golfinhos.

— Parece que os mundos se ligaram de novo. – disse o centauro. — Meu nome é Quiron, este é Grover e este é o senhor Dionísio diretor do acampamento. Venham conosco. Gabriela você e os outros chamem todos os lideres de chalé e Rachel para a casa grande. E arrume os melhores lutadores filhos de Hécate para se prontificarem ao redor da casa, somente eles teriam alguma chance contra esses possíveis aliados.

Nós seguimos em direção a uma grande casa azul turquesa, passando pelo conjunto de chalés um era mais incomum que o outro.

— Senhor Dionísio, precisamos de ajuda. – digo andando um pouco mais a frente.

— Eu sei. – disse ele.

— Desculpe? – digo. Como ele poderia saber.

Stela viu minha cara confusa e disse.

— Ele é um Deus Leo, Dionísio deus do vinho. – disse ela.

Vini tomou a frente.

— Como estávamos dizendo, precisamos de ajuda e vocês podem fornecê-la. – disse Vini em um tom firme.

— E como eu disse, eu sei disso. – disse Dionísio novamente. – E pelo visto nós também.

— Vamos conversar com calma com todos os conselheiros dos chalés. – disse Quiron.

Quando chegamos a casa azul.

— Não vamos caber todos lá dentro. – disse Grover.

Acenei a cabeça para Matheus.

Ele estendeu a mão e uma enorme mesa de madeira com bancos apareceu diante de nós.

— Obrigado. – disse Quiron.

Aos poucos os conselheiros foram chegando.

— Muito bem, estes garotos dizem que precisam de nossa ajuda. – disse Quiron. – Prossigam.

Eu me pus de pé, eu estava confiante como nunca estive antes, eu sabia o que tinha que falar e fazer.

— Meu nome é Leonardo Borman, eu sou um bruxo e meu mundo esta entrando em guerra graças a um Deus antigo e um Bruxo talvez igualmente antigo. – começo a dizer. – A questão é que essa batalha vai acontecer na minha escola e eu duvido que termine lá, se eles ganharem a batalha lá eles virão para este acampamento e também irão para o outro acampamento, acredito que os Romanos não escaparam também.

— Espere você diz que é um bruxo, você é filho de Hécate? – perguntou uma menina.

— Com todo o respeito, graças a Deus que eu não sou filho de Hécate. – respondi. – Minha magia não depende de uma deusa para ser feita ela vem de mim. Não sei explicar, mas é algo próprio e não dado por alguém.

— Você disse que um Deus e um bruxo atacaria sua escola, porque um Deus faria isso? – perguntou uma garota simplesmente linda.

Foi Vini quem falou dessa vez.

— Enquanto vocês estiveram fora buscando a benção dos Deuses. – muitos semideuses se olharam intrigados, mas Vini não parou. – Eu e a Samantha buscamos nosso próprio meio de nos comunicarmos com os Deuses se não indo onde eles estavam, e enquanto tentávamos invocar alguns Deuses alguém sussurrava em nossos ouvidos um Deus antigo, Urano.

A temperatura caíra drasticamente quando ele disse o nome.

— Urano esta se reerguendo? – perguntou um garoto que ao que pude perceber tinha alguma influencia sobre os outros porque todos olharam para ele. – Então o que estamos fazendo aqui? O que Rachel esta fazendo que ainda não nos deu uma profecia.

— Acalme-se Charlie. – disse Quiron. – Não é assim. Continue vocês sabem quem é o bruxo que esta com ele?

— Eu sei. – disse Samantha. – ele foi sem duvida o maior e melhor bruxo de todos os tempos, nenhum bruxo jamais chegou aos pés dele, ele era um bruxo triplo seguia o caminho dos Alquimistas, Domínio dos Céus e das Sombras, sua magia e poderes eram inimagináveis e sua maldade era fatal.

— Como ele chama? – perguntou Grover.

— Frans Salazar. – respondeu Sam. – depois que ouvi o nome de Urano e que sabia que a guerra estava se aproximando, quando Vini e eu saímos em nossa ultima missão eu fui a biblioteca dos mundos. E lá descobri que ele Frans Salazar foi o único bruxo a conseguir uma benção de Urano e que havia um caminho pronto para ele. Urano só pode se reergue se Salazar fizer isso, ele tem que usar seus poderes para unir os pedaços de Urano, o que ele já fez, mas urano continua fraco e adormecido e daqui a suas semanas seu exercito atacara Daneva.

As conversas se estenderam Quiron e Dionísio contaram o porquê houve a separação dos mundos, a separação dos 3 mundos, semideuses, bruxos e mortais. Sempre que se encontravam havia sangue e morte.

Houveram varias discussões a respeito de toda essa história.

A conversa levou o dia todo, comemos na mesa de reunião, para não perder tempo. Outros campistas vinham e perguntavam algumas coisas ao seus conselheiros que responderam e os dispensavam.

— Rachel, você sabe alguma coisa sobre isso? – perguntou Quiron finalmente.

A garota ruiva olhou para todos e disse.

— A alguns meses eu tenho sonhado com o céu e com um homem que eu não sei quem é, agora ouvindo tudo isso sei do que se trata. Depois de alguns dias eu sonhei com alguns campistas, mas não foi uma profecia seus rostos apenas passaram em minha mente. – disse ela.

— Quem são esses talvez seja alguma pista sobre a quem deve ir ajudar esses quatro na luta contra Urano e Salazar. – disse uma menina Loira e olhos cinzentos Myla, às opiniões dela eram as mais sensatas e inteligentes que havia na mesa. – Rachel nunca se enganou com quem deveria ir a uma missão.

— Lucas Assunção filho de Poseidon, Bruno Maciel filho de Zeus, Kauê Lima filho de Poseidon e Anderson Damico filho de Hades. – disse ela.

Quando os mesmos chegaram aconteceu algo realmente estranho, a menina Rachel começou a tremer seus olhos brilharam em um verde espectral, um fumaça verde começou a sair pela boca dela e uma voz ecoou junto.

Oito serão invocados

Quatro bruxos, marcados desde o útero

Quatro são semideuses dos que chegaram por ultimo

Ao norte começaram a buscar

Quando ouvirem o despertar

Com os filhos dos grandes os bruxos iram lutar

Para só assim a guerra acabar.

— Incrível, isso foi uma profecia. – disse Thales.

— Descobriu só agora gênio. – disse Matheus.

Passamos três dias no Acampamento meio sangue. Alguns romanos chegaram e disseram que ajudaria se a situação era tão séria eles estariam juntos lutando contra Urano, nenhum romano iria na missão principal, mas eles concordaram em ir para Daneva.

— Leo eles não vão caber todos em Daneva. – disse Sam.

— Daremos um jeito. – digo.

No tempo em que passamos aqui alguns de nós fizeram grandes amizades, Vini conheceu um semideus filho de Hermes chamado Fellipe viraram amigos do dia para noite. Everton se misturou com os filhos de Hades, mas fez amizade mesmo com um filho de Hefesto, Breno. Thiago conhecera um filho de Ares chamado André, e eles pareciam se entender muito bem, o que não ajudou no comportamento de Matheus.

— Faremos o seguinte, vou abrir um portal para Daneva, todos que participarão da batalha serão acomodados lá. – disse eu a eles. – Portus.

Um portal surge e nós passamos primeiro e depois os semideuses gregos passaram já os romanos concordaram em ir ao meio da semana que vem, para que não sobrecarregássemos Daneva.

Alguns semideuses novatos e alguns antigos ficaram no acampamento para proteger o mesmo, Dionísio fez o mesmo e ficou no acampamento, Quiron disse que nos encontraria lá com mais ajuda, mas deixou Charlie filho de Poseidon e Myla filha de Atena no comando.

Quando todos nós chegamos a Daneva uma recepção de todos os professores e os diretores nos aguardavam junto com muitos captores, alguns eu nunca havia visto, e Mun a elfo estava lá diante de todos os captores.

— Sejam bem vindos. – disse Josan. – e agradecemos pela ajuda.

— Obrigado. – disse Myla. – Nós não estaríamos aqui se não fosse necessário e você sabe disso, Quiron nos contou que nossos caminhos se cruzaram uma vez e voltariam a se encontrar, você sabe que isso não vai resultar em coisa boa.

— É eu sei. – disse ele. – Vamos entrar, montamos um acampamento dentro dos terrenos da escola, para que vocês fiquem mais confortáveis e se sintam em casa.

— Obrigado. – agradeceu Charlie.

Alguns dias se passaram planos foram passados e repassados e nós fomos adquirindo confiança uns nos outros, o que era realmente bom, pois precisávamos dos nossos aliados.