Os Outros

12 Maldito seja o passado!


Notas iniciais
Eu fugi desse dia como se fosse uma doença Fingi que nada estava acontecendo Mas então você me encontrou e me fez pensar novamente

A música eletrônica de balada estava alta e o álcool corria solto. Estava na piscina, assim como vários outros adolescentes. Um garoto deu um mortal para dentro da piscina, jogando água para todo lado o que fez várias pessoas reclamarem pois estavam com o celular. Peguei uma garrafa de cerveja que estava na beira da piscina e dei um gole, o gosto era horrível, mas tentei ignorar.

Uma pessoa pulou ao meu lado e me abraçou por trás eu ri e mergulhei, escapando do abraço quando me virei dei de cara com Lilian, minha melhor amiga. Ele é baixa, tem pele pálida, olhos âmbar, cabelo castanho até a cintura e usa um medalhão de coruja cinza. Joguei agua na direção dela e me aproximei.

– Como estão as coisas, Mestra Lilian?

– Tudo bem. — Ela olhou em volta se aproximou ainda mais de mim, sua boca na minha orelha. — É hoje.

– Hoje? — Ela se afastou de mim e tomou um gole da "minha" cerveja. — Como assim? Você disse que iria demorar...

– Eu sei, mas algo aconteceu. Eles retornaram para Atlântida.

– Mas que merda! Eu tinha tantos planos! Não posso me esconder nas sombras pelo resto da vida... — Suspirei. — Se vou me tornar uma Outra hoje, que pelo menos eu aproveite a festa!

Sai da piscina e dei um mortal. Fiquei bêbada, vomitei no banheiro do dono da casa, quase tirei meu biquíni, mas Lilian me segurou. Caímos na piscina. Estávamos de baixo d'água e abri os olhos, quando percebi, Lilian estava com a mão na minha testa e voltei ao normal, não estava mais bêbada. Sorri para ela e voltei para a superfície. Quando ela também subiu, eu a puxei para perto e passei a mão pelas suas costas, ela ficou corada.

– Eu sei que você não gosta dessas coisas. Mas vou morrer hoje.

– Você vai ficar morta por apenas um tempo.

– E se você morrer comigo?

– Não vai acontecer, ou eu teria visto nas cartas.

– Por favor... — Me inclinei para frente. Seus lábios eram macios e quentes. Ela estava com medo dava para perceber, ela tinha medo do que seus pais iriam pensar, do que sua irmã iria pensar do que seu noivo iria pensar. Mas essa era minha última noite e este era o meu obrigado.

Peguei o ônibus no dia seguinte. Estávamos no meio do caminho, passando por uma ponte, quando esta se partiu. Logo percebi o que estava acontecendo. É isso. É hoje. Mas não iria aceitar tão fácil. Não quero me tornar uma Outra. Eu me recuso a me tornar Lyubov. Me soltei do cinto de segurança e nadei até o teto do ônibus. Soquei a saída de emergência o mais forte que conseguia, estava com um pé em cada banco do ônibus quase abrindo um espacate, a água já estava no meu joelho. Olhei em volta e encontrei uma face de fenda no compartimento das malas. Novamente tentei abrir a saída de emergência, mas falhei. Pulei de volta no chão do ônibus e fui até a outra saída de emergência que ficava no teto. Escalei os bancos e novamente falhei. A água estava no meu ombro, as janelas estavam completamente emperradas, e todas as outras três pessoas que também estavam no ônibus, agora boiavam ao meu redor. Continuei tentando abrir a saída de emergência, até que a água chegou no teto e eu respirei fundo o último resto de ar que tinha. Continuei tentando até que finalmente consegui abrir, mas então vi o rosto de Lilian. Ela estendeu a mão para mim e me puxou para fora do ônibus, estávamos na metade do caminho até a superfície quando uma outra pessoa usando preto apareceu e chutou minha mão. Soltei a mão de Lilian, a pessoa me puxou para baixo. Estendi a mão para Lilian, mas outra pessoa apareceu e a puxou para cima. Perdi o fôlego e tentei nadar para cima, mas algo bateu na minha cabeça.

Acordei após um tempo. Lilian estava ao meu lado com uma capa na mão, a capa era laranja com o desenho de uma caveira. Me levantei e peguei a capa. Não ligo mais. Coloquei a capa e olhei para Lilian. Ela me guiou até o portal para Atlântida onde uma mulher chamada Heilly nos ajudou a abrir o portal. Ela mencionou a irmã de Lilian, Gallia e que ela tinha encontrado o resto dos irmãos. Os sete irmãos estão de volta em Atlântida.

Quando atravessamos o portal logo somos abordadas por guardas e levadas ao castelo. Esse maldito castelo. Eu me lembro de tudo, do meu pedido a minha irmã, da maldição, de criar Os Outros, de trair minha irmã Lilie com meu irmão Loagh. Imagino se eles se lembram de mim, se lembram de tudo que aconteceu. O que será que aconteceu com eles depois que eu morri? Eles estão a mesma pessoa? Continuaram vivos? Ou morreram?

Me mandaram para o meu antigo quarto. Ele estava a mesma coisa, era grande, com uma cama de casal, uma varanda, duas estantes cobertas de livros, uma penteadeira, um banheiro e meu armário com os mesmos vestidos. Coloquei o vestido preferido de Logan, era cinza de tomara que caía e tinha um laço laranja na cintura. Prendi meu cabelo em um coche. Sou alta, pele pálida, cabelo preto até a cintura e olhos pretos. Respiro fundo e vou até a varanda, quando olho para o lado vejo uma garota. Ela se parece com Emiliya e Reilly, mas não tenho certeza de qual ela é. A garota se vira para o quarto de Luce e cria uma ponte de gelo até a outra varanda. Luce vai para a varanda e recebe a garota com um beijo.

– Riley... — Luce suspira para a garota. — Tenho tanto para te contar, acho que sei quem é Lyubov.

– Mostre-me então.

"Acho que sei quem é Lyubov". Ela não me conhece. Luce não me conhece. E Riley... Riley seria Reilly? Por que usa esse nome estranho? Esse nome... Moderno. O que aconteceu com eles? O que aconteceu com os meus irmãos? Com os irmãos que eu tanto amava? Mestra Lilian deve ter respostas. Ela tem que ter!

Notas finais
Peço desculpas se o formado do texto está estranho, estou escrevendo no celular, pois todos os computadores quebraram (olha só que sorte a minha), bem muito obrigada para quem esta lendo, um feliz ano novo e espero que ano que vem mais gente apareça para ler "Os Outros"! Feliz ano novo!