Notas iniciais
hora de descobrir uma parte da triste história do GD
Boa leitura

No último capítulo:

– BOM! — Eu a interompi — Os dois sofreram, sentiram quase a mesma dor...eles vão se entender

– É Bom eles não acabrem transando!

– E eles não vão! GD me confirmou isso!

– HAHAHA, e você acredita nele?

– Eu sou amigo dele já faz mais de 15 anos! Eu conheço ele Bom!

– Humpf!



GD POV



Fui até o quarto onde ela estava, bati na porta

– Quem é? — ela perguntou

– É o GD... posso entrar?

– Para que?

– Eu posso te ajudar...

Ela não respondeu nada, me apoiei na parede

– Eu... já passei por uma coisa parecida com a sua... eu também assisti a morte de uma pessoa que eu amava...

Escutei ela abrir a porta, e por uma frestinha ela apareceu

– Como sabe que eu assisti a morte de uma pessoa? — ela me perguntou

– TOP me contou...

A cara dela aparentou raiva

– Mas não fiquei com raiva dele... nós somos amigos a muito tempo e não escondemos nada um do outro... Com você e a Bom e igual também não é?

Ela pareceu me compreender

– Como quer me ajudar?

– Conversar com você... eu posso te entender melhor do que ninguém.... e se você quiser eu também te conto a minha história...

Ela deu passagem para eu passar. Assim que entrei ela trancou a porta. Me sentei na cama

– Quer que eu conte minha história primeiro? — perguntei

Ela apenas sentou do meu lado e ficou me olhando

– Eu te falei que meus pais não gostavam de mim, né?

– Falou...

– Então... minha irmã, foi a única que cuidou de mim... Mas ela tinha que cuidar de mim escondido, se não, ela apanhava. Os nossos pais falavam que não era para cuidar de mim, que eu merecia morrer. Então até eu completar 14 anos ela cuidou de mim...

Ela colocou a mão no meu ombro

– Ela teria cuidado por mais tempo de mim... mas meu pai descobriu que ela estava cuidando de mim, e começou a bater nela, ele bateu nela até a morte... Na verdade, ele bateu tanto nela, que alguns ossos que haviam quebrado, perfuraram o pulmão dela. Meu pai ficou olhando ela morrer aos poucos... e eu também assisti. Eu só não fui para cima dele porque ele ia me matar também... — Algumas lagrimas vieram no meu olho, mas segurei para elas não caírem

– Você sofreu até mais do que eu...- ela disse baixinho, olhei para ela — A dor de perder alguem da família é maior do que a de perder um namorado

As lagrimas secaram, eu já não sentia mas vontade de chorar, mas eu ainda sentia falta da minha irmã

– Assim mesmo como você... as vezes eu choro porque eu sinto falta dela — olhei para baixo

– Creio que foi mais difícil para você... No meu caso... eu perdi ele com 19 anos...Mas você a perdeu com quatorze... Ainda era uma criança...

Sorri do comentário dela...falando que eu era uma criança...

Ela sorriu junto comigo

– Obrigada...- ela disse

Eu olhei para ela sem entender

– Por quê?

– Por ter se preocupado comigo...

Ela disse sorrindo, e colocando a mão dela em cima da minha, que estava apoiada na cama. Ficamos um tempo em silêncio, mas eu logo quebrei

– Você não quer voltar para a sala e falar para todos que você está bem?

Ela balançou a cabeça positivamente, me levantei primeiro e ofereci minha mão para ajuda-la a levantar. Ela pegou e se levantou. Logo em seguida saímos do quarto

– Ah...CL...- eu disse

– Sim...

– Não faça a mesma besteira que eu fiz... Nunca aceite nenhuma droga! Nunca!

– Ta bem...



Bom POV



Eu estava de cabeça baixa, torcendo para a CL estrangular o GD. Escutei passos vindos do corredor e ergui minha cabeça. Os dois estavam voltando para a sala.

– CL você está bem? — Falei a primeira coisa que veio na minha cabeça

– Sim, Bommie

Suspirei aliviada. Ela veio se sentar do meu lado.

– Você se importa se eu for para minha casa?

– Claro que não Chae... Você precisa de um tempo para você...

Ela se levantou, e começou a dar tchau para todo mundo

– E não se preocupem comigo, eu ficarei bem

– Ta bom, CL — eu e as meninas dissemos ao mesmo tempo

Ela foi até a porta, e GD ergueu a mão em sinal de despedida

– Onde vai, GD? — perguntei

– Ele vai me levar — disse CL

– Atah...

Então eles foram... amizade repentina a deles....



CL POV



Não demoramos para chegar em casa. Ele parou o carro e ficou me olhando

– Quer dar uma entradinha?

– Não quero te incomodar

– Você não vai me incomodar, é só para conhecer a minha casa... eu já conheço a sua... acho justo você conhecer a minha

– Já que insiste — ele soltou o sinto e saiu comigo

Ele entrou em casa

– Sua casa é enorme!

– Não é tão grande assim... já vi muito maiores!

– Mas mesmo assim...é grande

Eu ri. Cumprimentei uns empregados

– Você tem empregados?

– Não sou eu que tenho.... é o meu pai, mas eles servem a família, né?

Ele sorriu malicioso

– Tem algum escravo sexual?

– Não! — fiquei meio envergonhada — Eu não sou uma viciada em sexo que nem você

– Eu não sou viciado em sexo, só pratico todas as noites

Eu sei risada, e comecei a mostrar a casa

– Aqui é a sala de visitas, e indo em direção a escada e virando a esquerda — apontei para o lugar — É a sala de TV

– Você quase não entra lá, né?

– Acertou

Mostrei mais alguns lugares

– Acho que meus pais estão na cozinha, você quer conhecer eles?

– Pode ser — ele colocou as mãos no bolso

Abri a porta da cozinha e vi meu pai lendo um jornal

– Oi Pai! — eu disse alegremente

Ele tirou o jornal da frente do rosto

– Olá querida

– Mamãe está?

– Não... ela foi no mercado com a cozinheira — Ele disse com deboche

Eu e minha mãe eramos as únicas que respeitavam todos que trabalhavam na casa

– Eu trouxe um amigo para vocês conhecerem

GD que até agora estava escondido atrás da porta ia entrar na cozinha, quando minha mãe chegou, me puxando para fora da cozinha para me dar um abraço.

– Filha! Que horas você voltou?

– Agora mãe

– Ah! — ela sorriu — Então cheguei na hora certa! E quem é esse moço bonito — ela olhou para o GD sorrindo também

– Obrigado, senhora Lee — ele disse coçando a cabeça e sorrindo sem jeito

– Ah, querido pode me chamar pelo meu nome, Chaeyeong*, Você é um amigo da Bom?

– Eu sou um amigo do namorado da Bom

– Ah vamos na cozinha! — ela disse puxando ele

Minha mãe adora quando eu trago pessoas para casa, ela sempre está alegre. Entrei na cozinha novamente

– Desculpa, pai, mamãe me puxou para fora da cozinha- sorri

Ele balançou a cabeça positivamente

– Eu conheço sua Mãe, não precisa se desculpar

Só então ele tinha percebido a presença do GD, o sorriso que até agora estava no rosto dos dois, desapareceu

– Pai, esse é o Jiyong, um amigo do Seunghyun...

Meu pai olhou para ele bravo, e GD o encarou do mesmo jeito

– Olá, Jiyong...- disse sério

– Senhor...- GD disse carrancudo

Eles apertaram a mão. Ficou um clima meio estranho na cozinha... eu e minha mãe estávamos nos olhando confusas

– Hãã... GD... Vou te mostrar o resto da casa...

Puxei ele pela mão, o tirando o mais rápido possível da cozinha

– Desculpe pelo meu pai, ele é...

– CL, aqui tem câmeras de segurança? — ele me interrompeu, e perguntou sussurrando

– Por quê? E por que estamos sussurrando? — sussurrei também

– Só responda por favor — ele agora parecia nervoso

– Aqui na sala, e no portão... por quê?

– Seu quarto é onde?

– No corredor de cima quarta porta a direita...por quê?

– E tem câmeras perto do seu quarto?

– Não... nenhuma...

– Eu preciso ir — Ele disse no tom normal agora

– Por quê? Eu ainda tenho que te mostrar o resto da casa

– Outro dia você me mostra

Pedi para uma empregada leva-lo até a porta, mas pensei um pouco e fui atrás dele, mas olhei para todos os lados e não vi ele. Ele já havia sumido

Voltei para a cozinha

– O senhor poderia ter pelo menos dado um sorriso, né? — eu disse brava, para meu pai

– Pobre garoto... ficou assustado — minha mãe disse com a mão no peito

– E você acha que eu ia sorrir para um garoto que está na delegacia toda a semana? — meu pai disse no mesmo tom que eu

– Mesmo assim! Poderia pelo menos ter respeitado ele!

– Não quero que ele entre aqui!

– Por quê? Qual é o problema?

– Filha, eu não quero que você se meta com drogas! — ele disse calmamente

– Eu sei me cuidar! Eu já sabia disso, mas ele é muito legal... Ele não faz mal para ninguém!

Meu pai suspirou

– Eu vou analisa-lo da próxima vez que ele vier... Aí, se eu gostar dele, eu deixo você ser amiga dele

Fiz sim com a cabeça

– Ah, e não se esqueça que você tem compromisso amanhã!

– O que?

– A revista!

– Atah

Sorri e fui para o meu quarto. Desde quando o meu pai tem que escolher os meus amigos? Era só o que me faltava!

Entrei no meu quarto e tranquei a porta. e tirei minha roupa. Estava calor, e eu fico sozinha no meu quarto, mas acho que logo iria chover. Me sentei na cama, peguei meu notebook e comecei a procurar algumas musicas para baixar.

Escutei um barulho vindo da janela, mas não liguei. Senti uma mão subir pelas minhas costas e quando ia me virar, essas mesmas mãos tamparam meus olhos

– Advinha quem é?

Uma pessoa sussurrou no meu ouvido, mas eu reconheci a voz, eu sorri e disse

– Eu sei que é você GD!

Ele tirou as mãos

– Como sabia?

– Eu conheço sua voz — sorri de novo

Ele passou os olhos por todo o meu corpo, e só então lembrei que eu estava só de sutiã e calcinha. Peguei um travesseiro e tampei para ele não ver.

– Estava curtindo a vista?

– Até que estava

– Seu tarado!

Peguei meu bichinho de pelúcia e bati nele. Ele riu

– Como entrou? — perguntei

– Pela janela, para isso perguntei onde era seu quarto

Fui até a janela, para olhar a altura

– Você é um macaco? olha só a altura desse negócio!

Ele riu novamente. E me olhou de baixo para cima.

– Bela calcinha — ele disse num tom malicioso

– Você também vai implicar com isso?

Fui para o meu closet e coloquei um vestido qualquer

– Eu não estava implicando, e eu também? Quem mais implica?

– Meu pai!

Ele caiu na gargalhada. E não pude deixar de rir também

– Ta bom assim? — apontei para o vestido

– Hum... para o GD: Estava melhor sem, Mas para o Jiyong: Assim ta bom!

– Prefiro o Jiyong — eu sorri

– A primeira!

Sentei do lado dele

– Eu realmente sou a primeira em tudo para você, ou você só está querendo me encantar, falando que eu sou única?

– Gostei do seu jeito de pensar, mas você realmente foi a primeira que preferiu o Jiyong e também a primeira que resistiu...

Ele olhou para mim

– Eu já te disse o porquê — olhei para baixo

– Eu sei... e te respeito

– Obrigada...

Ficamos um tempo em silêncio

– GD...

– Hum?

– Meu pai também quer saber se você é um bom amigo para mim...então ele vai ficar te avaliando, se ele não gostar do seu jeito... Não vamos poder ser amigos — minha voz estava num tom triste

– É porque ele me vê toda semana na delegacia...não é?

– Sim... E eu queria te pedir uma coisa

– O quê?

– Da próxima vez que você for entrar pela porta da frente — nós dois rimos juntos — Você pode ser o Jiyong... o cara que não é pervertido, nem faz gracinhas o tempo todo. Seja misterioso perto do meu pai, tá?

– Ta bem...


Notas finais
A CL querendo proteger o GD ♥ Lindos!!
* = eu que inventei o nome da mãe da CL
.
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Bjos Carol e Tatah