Os Opostos Se Atraem

44 43º capítulo – Infantilidade/ Pedido de namoro


Notas iniciais
Oi, meus amores!
como estão?
O cap. de hoje está grande, para compensar a falta que estou com vocÊs!
comentem muitooo, pois só falta mais dois: o final, e o epílgo!
Enjoy, beijooos.
43º capítulo – Infantilidade/ Pedido de namoro

Dias depois do casamento, Jasmine andava estranhamente satisfeita, suspirando pela casa.

Em um desses suspiros, esbarrou com o pequeno John.

— Ai, mana!

Jasmine não ouviu, e continuou a by Text-Enhance\">vagar cegamente pela casa.

Um sorriso bobo pintou em seus lábios carnudos pintados de vermelho vivo.

Novamente, esbarrou em alguém, que a fez parar no lugar. Sem tirar o sorriso bobo do rosto, e a expressão apaixonada, levantou os olhos brilhantes para encarar quem quer que fosse que estivesse atrapalhando-a a viajar na maionese.

— Que cara de apaixonada é essa, rockeirinha?— John a olhava, divertido, com um sorriso estonteante no rosto.

Naquele momento, John viu a cena que ele nunca imaginara ver:

Jasmine abaixara a cabeça, corada.

Ele soltou uma gargalhada, e passou os braços pela fina cintura da garota.

— Troco seus pensamentos por um beijo.

Ela levantou a cabeça, e revirou os olhos.

— Nem pensar, nerd.

John ignorou o apelido idiota e estreitou os olhos.

— Não vai dizer, Jasmine?

— Não!

Em efeito à resposta da rockeira, John deu um pequeno sorriso com os lábios. Então, abraçou-a mais apertado, e começou a passar a ponta do nariz pelo pescoço de Jasmine, de leve.

Ele sentiu aquele cheiro característico dela, que ele tanto amava: morango.

— Que cheiro delicioso. — sussurrou ao pé do ouvido.

Os pelos da rockeira se arrepiaram. Como ela gostava daquela voz sexy!

John beijou seu pescoço, fazendo Jassy suspirar, satisfeita.

Ele riu, e abraçou-a apertado novamente, desejando ardentemente nunca perder aquela garota.

— Você não acha que está na hora de começar a me contar as coisas? Eu sou seu namorado, Jasmine.

A garota suspirou. Ela sabia que ele estava certo. Mas contar aquilo seria admitir, e admitir seria vergonhoso, e se fosse vergonhoso, ele iria adorar.

E ela simplesmente não conseguia by Text-Enhance\">aceitar quando ele a zoava.

Seus pensamentos entraram em conflito. Contar ou não contar? Eis a questão!

— Não vai contar? — o jogador estreitou os olhos.

A garota nada disse.

A verdade era que ela estava suspirando pela casa, que nem uma menininha apaixonada, por causa dele.

Enquanto a mãe, o padrasto e a irmã mais nova viajava pelo mundo por um mês na lua de mel, John e Daphine estavam passando o mês ali para ajudar com o pequeno John, e fazer companhia.

E naqueles poucos dias que se sucederam ao casamento, John simplesmente a fizera feliz.

Sexo, brincadeiras, provocações, sexo e vídeo game.

Ela achava que não precisava de mais nada por enquanto. Estava perfeito daquele jeito.

Ela não podia dizer aquilo a ele. Não conseguia.

— Tudo bem, então. Não vou te forçar a contar. — Ele a soltou, e ela resmungou por isso, mas prestou mais atenção em seus olhos pra ver quais eram seus reais pensamentos.

— O que…? — a garota calou-se.

Por mais que estivesse achando estranho, ia deixar quieto. Era melhor do que ser forçada a contar.

Jassy se ergueu para beijá-lo, mas para a surpresa dela, ele desviou e saiu andando para o primeiro andar.

A garota estranhou e foi atrás, gritando por ele. Por que ele estava ignorando-a?

Quando o alcançou, no sofá, se jogou em cima dele.

— John, o que foi? Por que está assim?

— Assim como?

— Assim!

— Não estou de jeito nenhum. — disse revirando os olhos.

Jassy tentou beijá-lo novamente, e sutilmente ele desviou.

— John!

Ele olhou-a inocente.

— O que?

— Argh! ME BEIJE!

O garoto deu um beijo rápido em sua testa, e então começou a folhear umas revistas de moda que tinha em cima da mesa de centro.

Jasmine levantou de supetão e foi andando pisando duro até o seu quarto.

Ao chegar lá, deitou-se na cama e cruzou os braços, fitando o teto.

Ela sabia que ele queria que contasse. Mas ela não poderia suportar contar.

Agora iam perder o dia por causa disso.

A rockeira suspirou e se virou na cama, dando de cara com o urso que John deu a ela quando estava no hospital, na canto do quarto.

Foi até ele e sentou-se ao seu lado, lembrando de quando o nerd a deu. Lembrou-se de todos os momentos juntos, das vezes que dormiram juntos, entrelaçados, dos beijos, dos abraços, dos toques.

Ela tinha que fazer alguma coisa pra ele falar com ela direito. Mas o que?

Daphine acabara de chegar à casa de Jassy do mercado com a empregada.

Havia ido por que pretendia comprar muitos nutrientes — pizza, salgadinhos, refrigerante, doces, pipocas — e por que queria conhecer um pouco como era ser dona de casa.

Ok! Não era isso. Ela estava tentando ao máximo agradar ao Brian, fazendo lanches, e cuidando de todos. O que ela, verdadeiramente, gostava de fazer.

Daphine mudara.

Deixaram de ser a garota linda e vazia, para uma garota linda com conteúdo. Dizem que o sofrimento amadurece, e parece que foi isso que ocorreu a ela.

Foi deixada de lado pelas “amigas” quando quebrou uma garota quebrou a perna dela. Aquilo mostrou como ela mesma era, e como aquilo era horrível. Sofreu ao saber o que aconteceu com o John. Sofreu ao ver a prima com ele.

Todos os sofrimentos haviam feito-a amadurecer, e ser uma pessoa melhor, mais feliz do que realmente fora.

Depois que pegara o buquê junto com a prima, ela começou a fazer pequenas coisas agradáveis, para impressionar o garoto. Quem sabe assim ele não a pedia em namoro?

Quando passou pela porta pra sala, o viu sentado com John no sofá, jogando vídeo game.

Uma coisa que não havia saído totalmente do John, da vida de nerd fora o grandioso gosto que tomara por vídeo games.

Daphine ajeitou a coluna, empinou o peito e a bunda, e disse:

— Olá, meninos. Ajudinha com as compras? Estão no carro. — Propositalmente, ela evitou olhar Brian nos olhos, gesticulando para o carro, onde a empregada pegava algumas bolsas.

Daphine seguiu a cozinha, deixando as dela lá, e subiu a procura de Jassy.

A garota estava no quarto, andando pra lá e pra cá.

— O que foi, prima?

— O John! — A rockeira virou-se para a prima, com os olhos transtornados. — Ele está me ignorando. Não me beija, não fala comigo, não me toca.

Daphine franziu o cenho e sentou-se no puff da prima.

— Por que? Brigaram?

— Não! Não sei... Acho que não.

— Conta o que aconteceu.

Jassy suspirou e caiu pesadamente no puff, ao lado da prima.

— Eu estava... Andando pela casa que nem... — hesitou.

— Que nem... ? — Daphine incentivou

Jasmine respirou fundo, tomando coragem pra falar.

— Que nem uma boba apaixonada.

— ah, você finalmente está se deixando tomar pela paixão. Por isso está tão transtornada. A Jasmine que conheço não se importaria se John falaria ou não com ela. Pelo menos não demonstraria.

— Argh. Eu sei. Continuando: Eu esbarrei nele, e ele vendo minha cara, ficou curioso. Só que eu não quis contar, e ele veio com todo aquele papo de “sou seu namorado” e blá blá blá. Quando eu não quis contar, disse que tudo bem, e depois começou com isso.

— Por que não conta? Ele está certo.

— Eu sei. Mas não consigo.

— Hm... E se você fizesse...

Daphine desceu as escadas e parou de frente para os garotos.

— Quem me ajuda com os lanches?

Antes que John dissesse algo, ou ao menos levantasse os olhos, Brian já havia levantado, levando consigo a loira sorridente.

Ao chegarem lá, Daphine enviou um sms pra prima:

“Parte 1: cumprida! Na cozinha com Brian.”

Alguns minutos depois, Daphine e Brian se agarravam na cozinha, dando beijos quentes e extremamente gostosos, quando de repente ouvem um grito alto e estridente.

Brian se soltou de Daphine, preocupado.

A loira o segurou, e sussurrou:

— Não vá!

— Mas pode estar acontecendo algo!

— Não está! É armação. — Explicou tudo ao Brian, e então voltaram a se agarrar.

John estava jogando vídeo game tranquilamente, com saudade de Jassy.

Estava louco para abraçá-la, beijá-la, e na verdade, queria estar ali jogando com ela, ganhando dela.

Mas ele queria que ela compartilhasse as coisas com ele, e ela não o estava fazendo.

Os dias que passara ali estavam sendo perfeitos. Por mais que não quisesse estragar tudo, ele continuaria a ignorá-la.

Expulsou-a de seus pensamentos, por que não queria cair na tentação e ir ficar com ela, que estava horas trancada no quarto sozinha.

Continuou a jogar até que ouviu um grito estridente vindo do andar de cima. Sem pensar duas vezes, deixou o controle no sofá e saiu correndo escada acima.

Será que alguém entrou pela janela? Ou ela caiu alguma escada? Ou caiu da cama e quebrou o braço? Ou até mesmo escorregou e bateu a cabeça?

Depois do que pareceram séculos, ele finalmente chegara ao quarto da garota onde a encontrou gritando novamente.

Quando ela o viu, saiu correndo para seus braços e ele a abraçou apertado, aliviado por não ter ninguém ali, e por aparentemente ela estar bem.

Afastou-a, e procurou por algum sinal de que estava machucada.

— Está tudo bem? O que houve?

Ela enterrou o rosto em seu peito.

— Eu vi um rato enorme passar pelo quarto. Entrou no closet. Tinha olhos vermelhos, e era nojento. — a garota tremeu.

John franziu o cenho. Jasmine com medo? De ratos?

Provavelmente ela teria aproveitado pra criar ele, se fosse conveniente.

Ele soltou-a e vasculhou o closet.

—Não tem nada aqui, rockeirinha medrosa.

— Claro! Ele correu com meu grito.

John percebeu que aquilo era uma armação da garota. Estreitou os olhos. Ele não faria o que ela queria.

— Tudo bem, da próxima vez que ele aparecer, diga a ele um “oi” por mim. — Dizendo isso, saiu do quarto, aparentemente raivoso, mas por dentro rindo, feliz que a garota estivesse tentando ficar perto dele.

— MERDA! — Jasmine se deitou, jogando mil pragas em si mesma. — RATO, Jassy? Desde quando eu tenho medo de ratos? Brilhante, Jasmine, brilhante!

Suspirou e desceu. Estava com fome.

Ao chegar à sala, viu seu irmão ao lado de John, jogando vídeo game.

Na mesma hora saem Daphine e Brian da cozinha, trazendo pratos de pizzas e refrigerante.

— Bem na hora, Jassy. Vamos comer.

Depois de todos comerem e repetirem, enquanto viam um filme de comédia, as garotas foram levar os pratos pra cozinha.

— Não deu certo né?!

— Não. — disse Jassy.

— Tenta ficar come ele agora.

— Ele não vai querer. Nem no filme deixou eu me encostar nele. — Daphine ficou chateada. As feições da prima eram tristes. Tinha que fazer algo! Escondido de Jassy, ela coloca seu celular no gravador. — Ele me mudou. Estou tão diferente do que era, e eu gosto disso, sabe. Quero ser perfeita pra ele, por que por mais que ele seja idiota, babaca, nerd, ele é perfeito pra mim. Estava tudo tão perfeito. Por que ele tem que fazer isso?

Jassy saiu da cozinha, sem esperar por uma resposta e sem reparar que a prima gravara tudo o que ela dissera.

Ao chegar à sala, John via uma revista de moda rock com um estranho interesse.

Ao vê-la, John indica para Brian uma das modelos rockeiras.

— Linda, não? Muito linda!

Brian balança a cabeça e nada diz.

A rockeira ferve de raiva e de ciúmes, mas ignora, e vai ao quarto.

Na sala, Daphine e Brian sentam para conversar com John.

— Cara, está sendo infantil. — alfinetou Brian.

— O que eu posso fazer? Ela que pediu.

— Está machucando-a. Se ela não está preparada pra falar, dê o seu tempo. Ela fez isso com você.

John lembrou-se de quando ela disse que quando ele estivesse pronto pra contar o segredo, que ele contasse. Por mais que ela quisesse saber, ela não o forçaria. O garoto ficou um pouco arrependido. Eles tinham razão.

Quando estava pronta pra subir, Daphine o coloca pra ouvir uma gravação. Depois de ouvir, ele sobe correndo para o quarto de Jasmine.

Ao chegar lá, se arrepende mais do que fizera o dia todo: Jasmine estava encolhida junto ao urso que dera a ela, chorando.

Ele corre até ela, e abraça-a com força.

— Desculpe, Jassy, desculpe. Por favor.

Ela o abraçou apertado, odiando as lágrimas que desciam.

— Por que você fez isso?

— Eu só não quero que você me esconda nada.

— mas precisava de tudo isso?

— Tem razão. Me desculpa?

— Não.

John colocou-a sentada em seu colo e aninhou-a feito um bebê. Ali estava uma cena linda: uma rockeira mandona, com o rosto sujo de lágrimas, aninhada como uma criança nos braços musculosos do jogador.

Ele limpou suas lágrimas com o polegar e deu um beijo em cada um dos lindos olhos da garota.

— Me desculpe, meu grande amor? — seus lábios sussurraram , bem próximos dos de Jassy, fazendo borboletas voarem em seus estômagos.

— Desculpo. — Então ele deu um beijo nela, que ela tanto queria a horas.

Ela gemeu quando os lábios se tocaram e as línguas se encontraram, aumentando o nervoso em seus estômagos. Como aquilo era bom! Nada no mundo se compararia aos beijos dos dois, ao amor que eles sentiam um pelo outro.

— eu te amo, Jassy.

— E eu amo muito mais.

John deu um abraço apertado nela.

— Desculpa mesmo. Nunca mais faço isso.

— Acho bom. Sobre os meus pensamentos esta manhã... estava pensando em nós... em você... em como nossos dias estavam sendo perfeitos, e como eu estou apaixonada. — Jassy esperava que ele zombasse, ou risse, mas ele nada disso fez.

— eu estraguei tudo... Eu te amo, Jasmine, e pode ter certeza que eu sou completamente apaixonado por você, que nada mudará isso, e que com certeza eu também ando por aí sorrindo. Quero fazer de você a mulher mais feliz do mundo.

— E vai.

Na sala, Daphine e Brian conversavam.

— Espero que fique tudo bem. Não gostei de ver minha prima assim.

O garoto assentiu, e a olhou.

— Gostei do que fez por ela.

— É o que ela faria por mim.

— Daphine. — ela o olhou — Quer namorar comigo?

A garota sorriu, os olhos azuis brilhando.

— Estava só esperando você pedir. Sim. Eu quero namorar com você.

Notas finais
COMENTEEEEEEEEEEEM!