Os Opostos Se Atraem
3 3 º capitulo – Surpresas no jantar de negócios
Notas iniciais
Mais um capítulo aí.
Esse capítulo contém cenas quentes ! (6' hehe
Espero que gostem.
Enjoy
Jassy seguiu para sua classe com os fones no ouvido, ouvindo Avenged Sevenfold – A little piece of heaven. Entrou e seguiu para seu lugar costumeiro: a última cadeira do lado esquerdo.
Sentou-se e olhou pra frente sem realmente ver. Os alunos ainda estavam entrando e Jassy não estava nem aí para eles.
Jonh saiu irritado da secretaria.
Como ela conseguiu concluir tudo olhando uma foto? – perguntava-se desde que saíra de perto dela.
Arrependi-se amargamente por ter tentado se aproximar da rockeirinha.
Eu a detesto – rosnava internamente.
Jonh tentara fugir o máximo de seu passado. Até mudou-se de cidade, aí vem uma garota que não tem amor à vida e fica lhe fazendo perguntas?
Eu a detesto – repetia como mantra.
Entrou na sala em que todos já haviam entrado e não percebeu Jassy no fundo da sala, assim como ela não o percebeu.
— É o aluno novo? – perguntou o professor
Jonh assentiu. – Jonh Viatte.
— Bem vindo Jonh. Sente-se, vamos começar a aula. Meu nome é Arthur Varez.
Ele assentiu e olhou em volta a busca de um lugar vago, ignorando os olhares sobre ele.
Quando achou o único lugar vazio, praguejou internamente todas as pessoas daquela sala que se sentavam longe da garota.
Encaminhou-se para seu lugar e sentou-se, irritado.
Jassy olhou para frente quando percebeu que alguém havia sentado à sua frente. Pediu internamente que não fosse o…
Droga. É ele.
Encontrou dois olhos verdes fitando-a raivosamente. Retribuiu o olhar, mas por dentro estava rindo. Com raiva é, nerd? – pensou ironicamente.
— Oh! Não acredito que o nerd vai se sentar nos fundos. – debochou.
Ele rosnou baixo, mas alto o suficiente para ela ouvir.
— Ah! Perdoe-me. Esqueci. Você não é nerd.
Jonh franziu o cenho.
— É só uma fachada. Um idiota se escondendo dentro de roupas ridículas. Se escondendo de quem verdadeiramente é: um babaca.
Jonh fechou mais ainda a cara e virou-se para frente prestando —tentando — atenção na aula.
…
No intervalo, Jassy sempre se sentava numa mesa bem escondida sozinha, e sempre com seus fones de ouvido. Era difícil vê-la sem eles. Depois que pegou sua comida – pizza e batata fritas com refrigerante, – ela sentou-se à sua mesa e ficou a observar a escola.
Havia, na sua escola, grupos. Ninguém se misturava.
No centro era a mesa dos populares: jogadores de futebol, basquete e líderes de torcida. Ao lado da mesa dos populares havia os semi-populares — os que babavam os ovos dos populares.
As outras mesas eram classificadas pelo estilo de vida: Haviam os funkeiros (funk do EUA é totalmente diferente do BRASIL), o happers, os pops, os que gostavam de hip hop, os skatitas, o clube de teatro, os nerds e os rockeiros.
Jassy se encaixava na mesa dos rockeiros. Eles haviam-na chamado para juntar-se a eles, mas ela sutilmente recusou. Eles eram os mais bem tratados por ela. Mas preferia sentar-se sozinha.
Enquanto ainda olhava o refeitório, seus olhos pararam numa figura parada olhando para a mesa dos populares. Seus olhos pareciam conter lembranças. Recordações.
Jonh segurava sua bandeja, com os olhos fixos naquela mesa. Lembrou-se de como era exatamente daquela forma no passado. As mais gatas puxando seu saco, os baba-ovo, os “amigos”. Querendo ou não admitir, sentia falta daquilo.
Sentiu olhos cravados em si, e levantou os olhos, encontrando Jasmine o observando.
Seus olhos conectaram-se e parecia que tudo, seu passado e presente, não fossem mais importantes. Parecia que com ela, ele se esquecia dos problemas. Mesmo que ao lado dela – pelo menos no curto tempo que ficou -, ele ficasse intrigado e irritado. Ele esquecia de todo o seu passado doloroso, nos mais breves momentos ao lado da rockeira.
Desconectou-se do olhar penetrante da garota e sentou-se a uma mesa vazia do outro lado do salão. Da onde podia ver bem os olhos de Jassie.
…
Jassy voltou a pé pra casa. A escola não era tão longe e ela precisava pensar. E andar, era perfeito pra isso. Não entendia como alguém, um desconhecido, havia mexido tanto com ela. Mas porque mexeu? Talvez pelo fato de ele não ter medo dela?
Não sabia. Mas sabia que o garoto na identidade era o verdadeiro Jonh, e que ele sentia falta de como as coisas eram.
Admitia, estava curiosa para saber o que o fez mudar tão drasticamente. Ele podia estar lá, naquela mesa com aquelas piriguetes. Porque não estava?
Sem perceber, Jasmine chegou em casa. Ao entrar, encontrou sua mãe na sala, o que era estranho, pois ela deveria estar trabalhando.
— Ué? Não foi trabalhar por quê?
— Oi, querida. Pedi um dia de folga. Não se esqueça do jantar dessa noite. É importante pra mim.
Jassie suspirou.
— Ok. Onde vai ser?
— Na casa do empresário. Na verdade ele acabou de se mudar para nossa rua.
— Hum... — Jassie não havia prestado atenção.
—Quero você pronta daqui a algumas horas. – Informou sua mãe enquanto folheava uma revista de decoração.
Jassy olhou o relógio. 14h.
Subiu para seu quarto, que era pintado de roxo claro e todo decorado com caveiras, e alguns pôsteres. Havia uns puffs na cor rosa e branco e uma penteadeira nos cantos. Uma estante repleta de livros e um closet gigante no extremo do quarto. Havia um banheiro no lado oposto ao do closet.
Jogou sua mochila no chão e tomou um banho longo para relaxar. Escovou os dentes, passou creme com cheiro de menta no corpo, e com a toalha enrolada no cabelo e de apenas roupas intimas, encontrou no closet um vestido que sua mãe havia comprado a um tempo. O vestido era lindo. Mas não pro estilo dela.
Vestiu o vestido salmão, de uma alça só com um detalhe preto abaixo dos seios. Pegou um sapato que combinava perfeitamente com o vestido, um par de brincos e pulseira, e uma bolsa tipo carteira preta, sem alça.
Olhou-se no espelho e fez uma careta. Nada a ver comigo.
Sentou-se à penteadeira, e fez uma maquiagem clara, as pálpebras salmão, um traço delicado de delineador, lápis preto, e várias camadas de rímel. Um blush rosa. Iluminou os cantos dos olhos, e embaixo das sobrancelhas. Nos lábios, passou um batom vermelho escuro. O cabelo, depois de secá-lo, esticou bem e prendeu num rabo de cavalo alto e sofisticado.
Apesar de não ter a mínima vontade de ir a esse jantar, sabia que era importante para a mãe, e dessa vez não iria provocá-la fazendo tudo ao contrário do que queria.
Olhou-se novamente no espelho e controlou a raiva por estar tão normal. Pelo menos estava bonita.
Colocou seu fone no ouvido, o batom na bolsa, e desceu.
0Encontrou sua mãe a esperando na sala. Ela sorriu, aprovando a filha.
— Está linda, Jasmine.
— Obrigada – resmungou. – Me chame de Jassy.
— Seu nome é Jasmine. Agora, seja bem educada, sorria, e agradeça. E guarde esses fones. Não quero os usando.
Jassie bufou e guardou seu celular e os fones dentro da bolsa e reparou em sua mãe que estava com um terninho feminino azul, e saias até o joelho, da mesma cor. Usava sapatos bege, e o cabelo meio preso e meio solto.
— Está bonita. Mas não acha muito formal não? E muito azul. Talvez uma caveirinha ficasse bom também. Uns rasgões aqui e ali...
Sua mãe revirou os olhos. – Obrigada pelo bonita. Agora vamos.
Apagou as luzes e pegou as chaves do carro. Trancou as portas depois que Jassy saiu e seguiu para a BMW vermelha que já estava fora da garagem. Entraram e logo já estavam parando, duas casas depois.
Jassy olhou incrédula para mãe.
— Já?
— Já – respondeu, saindo do carro.
Jassy saiu apressadamente. — Porque viemos de carro, então?
— Porque seria horrível virmos a pé.
Jassy revirou os olhos por fim dando de ombros. Sua mãe tocou a campainha e ela não via a hora de ir embora... Afinal, sua casa estava tão pertinho.
A porta se abriu, revelando uma mulher bonita e sorridente.
— Olá Srª Salmerón. — disse a mulher
— Oh Srª Viatte, por favor, só Jamily.
Viatte? Onde foi que eu vi isso?
— Oh! Então só Jakeline. Por favor, entrem.
— Obrigada – Agradeceram, entrando.
— Essa é sua filha? — Perguntou Jakeline
— Jasmine. — Se apresentou a garota, dando um sorriso amarelo e estendendo a mão.
— Ora, deixe disso! — Jakeline abraçou a garota, e Jamily viu a raiva incendiar os olhos da filha. — Você vai adorar meu filho. Ele estuda no mesmo colégio que o seu.
Quando Jassie ia responder, um homem alto e bonito apareceu, e Jassy teve a impressão de já conhecê-lo.
— Vejam só, se não é minha convidada Jamily, e... — Olhou para Jassy.
— Jasmine, minha filha.
O homem sorriu.
— Linda. — elogiou — Sou Andrew.
— Obrigada. Prazer em conhecê-lo — Jasmine forçou as palavras.
— Vamos — Jakeline os guiou até a sala de jantar, onde uma linda mesa estava sendo servida.
— Por favor, Brish, chame nosso filho para o jantar. Diga que as convidadas já chegaram. – disse Andrew.
A empregada assentiu e saiu da sala.
Então, um garoto alto, de cabelo castanho claro encharcado de gel, penteado pra trás, com óculos enormes no rosto, e vestido socialmente, apareceu.
Quando Jasmine viu Jonh, quis com todas as forças gritar com sua mãe por trazê-la naquele jantar miserável. Agora sabia de onde tinha a impressão de conhecer Andrew.
Na foto da identidade de John, ele é extremamente parecido com o pai. Não tanto agora por causa do visual ridículo.
Jonh a olhou, a olhou, e continuou olhando até sua boca se formar um perfeito O.
— Jasmine? — Não podia ser!
— Jonh. — Cumprimentou ela, polidamente.
— Oh, mas já se conhecem? – Perguntou Jakeline.
— Mãe, essa é a rockeira da qual lhe falei.
Jakeline a olhou. – Ah... bem, não parece rockeira.
— Minha mãe insistiu que eu viesse adequadamente.
Jakeline sorriu.
— Claro, querida. — Jamily, corou embaraçada. — Sentem-se.
Jonh puxou, cordialmente, a cadeira de Jasmine, e ela agradeceu, sem olhar, com um movimento de cabeça.
Por dentro estava fervendo de ódio. E ele, estava se divertindo muito. Sentou-se ao seu lado enquanto sua mãe sentava perto dos pais de Jonh.
— Está linda. – Provocou-a
Ela o olhou raivosa, e quando ia dar uma resposta esperta, a mão de sua mãe estava de repente em seu braço a beliscando.
Jonh reparou, e viu os olhos da garota faiscarem de ira. Ela colocou a mão no pulso da mãe e apertou levemente.
— Obrigada. — disse entre dentes.
Jonh sorriu, zombateiro. Estava começando a gostar da idéia do jantar.
— De nada.
…
O jantar seguiu-se chato e tedioso com aqueles adultos falando de negócios. A comida em si, estava deliciosa, mas Jassy estava louca pra ir embora. Suspirou irritada. Jakeline, percebendo, olhou Jonh:
— Querido, mostre seu quarto a Jasmine. E se comportem.
Sério que ela liberou ele levar uma garota ao quarto? Ela realmente confia nele?
Jassy olhou sua mãe, e ela assentiu concordando. Jonh a levou a seu quarto, que era simples, enorme e muito bem arrumadinho.
— Sinta-se a vontade. — Disse Jonh
— Valeu. – Jasmine sentou-se na cama e Jonh também.
— Você realmente está linda. Quase não a reconheci. Se não fosse pelo cabelo... Agora sim seu nome faz jus a você. Deveria se vestir assim sempre.
— Não, obrigada nerd.
Ficaram num silêncio incomodo.
Jonh o quebrou. – Está odiando tudo isso, não é?! Essa roupa, o jantar...
— Com certeza. — respondeu ela, com os braços cruzados.
— por que veio então?
— Pela minha mãe. Primeiro, se eu não viesse estaria sem mesada, e segundo, é importante pra ela.
Jonh surpreendeu-se. Não achava que ela se importaria com alguém. Mesmo que esse alguém fosse sua mãe.
— Rockeirinha...
Jassy rosnou e olhou pra ele. Levantou e foi até o lado da cama em que ele estava. Chegou bem pertinho dele, seus lábios quase se tocando. Seus hálitos se misturaram e Jonh se inebriou com eles. Sentiu a mão de Jassy em seu membro. Ela estava o apertando bem.
— Jassy.
Jonh gemeu. A voz dela saiu extremamente sedutora, e seu membro ficou rígido. Jassie percebeu. O que queria era machucá-lo e não excitá-lo. Então mudou de tática. Encostou os lábios levemente nos dele, sentindo o hálito quente dele, ela queria beijá-lo até ele dizer seu nome, mas levou sua boca até o pé do ouvido e então sussurrou:
— Jassy. Repita. — disse, mordendo seu lóbulo e massageando por cima da calça o membro dele.
Jonh gemeu de novo. — Rockeirinha. — disse, com dificuldade.
Jasmine rosnou e adentrou sua mão por dentro da cueca e sentiu o membro grande e grosso ficando mais rígido. Sentiu suas partes latejar, começando a ficar excitada. Massageou-o levemente e mandou dizer seu apelido novamente.
Nada.
Jassy aumentou o ritmo e gemidos saíram da boca de Jonh.
— Jassy!— rosnou ela, segurando-se pra não gemer também.
Ele nada disse enquanto jogava a cabeça pra trás e gemia: — Rockeirinha!
Jassy, então no topo de sua raiva abocanhou o membro dele, alternando o ritmo, hora lento, hora rápido, com lambidas e movimentos na base.
Jonh gemia cada vez mais rápido, e chegou a colocar a mão na cabeça de Jassy para guiá-la. Mas então, Jassy empurrou a mão dele e tirou a boca, do membro.
— Não... Não para. Continua. — implorou Jonh.
Jassy sorriu maliciosa. — Jassy.
—Continue, Rockeirinha.
— Jassy. — disse, tocando para Jonh com a velocidade cada vez maior.
— Ro... – Jassy aumentou os movimentos. – ahh... Ja... Jassy – disse finalmente, com dificuldade.
Ela sorriu vitoriosa, e abocanhou com todo desejo o membro de Jonh, engolindo-o por inteiro. Então ele chegou ao ápice gemendo o nome dela.
Jassy engoliu o gozo, sentindo o gosto doce dele.
Levantou e se deparou com Jonh cansado, jogado na cama. Ela olhou de relance seu membro, e ficou mais excitada.
— Tchauzinho, querido. – sussurrou provocante em seu ouvido.
Jonh gemeu baixinho, com a respiração rápida.
Jassy ajeitou-se e desceu. Encontrou sua mãe subindo as escadas para chamá-la.
— Ah. Já está aqui. Vamos?
Jassy assentiu e se despediu dos pais de Jonh, assim como sua mãe. Jonh apareceu com o cabelo desarrumado, e se despediu delas. Deu um abraço em Jassy, que foi forçado pela mãe dele, e passou propositalmente sua mão por seus seios fartos. Ela rosnou.
Quando elas foram embora, Jonh olhou para a porta fechada lembrando-se da bela garota que havia saído daquela porta.
Não importava como ela era ou como o tratava. Estava curioso perante a ela. Queria descobrir todos os segredos, todos os poros, todas as emoções, todo o passado, todo o mundo dela. Queria a descobrir toda.
Fale com o autor